17/05/2008

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"Assim que fica sozinha em seu apartamento, Kagura senta-se no chão e começa a chorar baixinho abraçada a uma das grandes almofadas que servem de sofá na sala. Ela estava extremante confusa, não sabia o que fazer. Será que ela deveria aceitar aquele amor que estava sendo oferecido por Kunimitsu, ou será que deveria esperar pelo amor do Kyo, mesmo sem ter nenhuma garantia de que algum dia ele começaria a gostar dela também?"

#Eu nunca desejei ser amada pelo Kyo. Apenas queria a oportunidade de poder ficar ao lado dele e de lhe demonstrar todo o meu amor. O que devo fazer agora? Não quero perder a amizade e o carinho de Kunimitsu#

"Ela levanta o olhar e vê a caixa de chá de laranja em cima do balcão"

#Mas será que eu já não comecei a gostar dele? Até comecei a gostar de chá de laranja por causa dele.....#

"Kagura volta a afundar o rosto na almofada enquanto chora."

#O que devo fazer? Realmente não sei o que fazer. Sempre quis escutar essa declaração do Kyo, mas e se ele realmente nunca me amar?#

-Os casamentos entre nós, membros dos doze signo, são mais felizes... Podemos compartilhar o sofrimento de nossa natureza.... e, além de tudo...não nos transformamos quando nos abraçamos.

"Kagura se lembra do que disse a Tohru no dia em que elas se conheceram lá na casa do Shigure"

#Sim. O Kunimitsu não sabe que eu sou uma amaldiçoada. Será que ele deixaria de me amar se soubesse a verdade? Se eu aceitasse namorar ele, não poderia lhe esconder sobre a maldição.#

"Kagura levanta a cabeça e olha pela janela onde uma linda lua está a iluminar no céu"

#Pela primeira vez sinto o peso de ser uma amaldiçoada. Sempre tive a certeza de que ficaria com o Kyo, e de que isso não seria um problema para a gente....... "Ela sente uma dor no peito que lhe aflige".....será que eu realmente tinha a certeza de que o Kyo iria me amar um dia?#

"Kagura volta a abraçar a almofada, a mesma onde a poucos minutos atrás o possuído tinha passado a tarde e a noite sentado"

by Kyo

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"Aquele era o primeiro beijo da possuída pelo espírito do javali. Aquele que ela tinha guardado por tantos anos para o Kyo, e que tinha sido roubado por Kunimitsu. Kagura retribuía aquele beijo que estava recebendo cheio de paixão. Ela nunca tinha sentido aquela sensação, a de ser amada. Mas em seu coração passava um turbilhão de sentimentos. Ela ainda amava o Kyo, mas tinha quase certeza de que aquele amor de infância estava chegando ao seu final. A cada dia tinha mais certeza de que o gato não lhe amava."

"Kunimitsu sentia-se que estava nas nuvens, sonhava há muitos anos com aquele beijo. A amava desde que ela tinha começado a treinar no Dojo junto com o Kyo e o Hatsuharu, na verdade, ele só continuou a ir ao treinamento por causa dela, por que era a única maneira de ficar perto dela"

"Aquele beijo era dado cheio de medo, insegurança, e incertezas. Mas ao mesmo tempo cheio de carinho e ternura. Quando a necessidade de respirar fala mais alto, os dois se afastam, mas Kagura se mantém de olhos fechados e Kunimitsu lhe acaricia o rosto"

-Sei que ainda não está apaixonada por mim. Mas tudo o que lhe peço agora é que me dê a oportunidade de lhe provar que posso te fazer muito feliz.

"Kagura ao escutar aquelas palavras abre lentamente os olhos, e depois fica lhe olhando fixamente. Ela não queria se sentir tão querida, protegida e amada como estava se sentindo naquele momento."

-Diga-me Kaa-chan. Diga-me que me dará essa oportunidade? Diga-me que irá me aceitar como o seu namorado?

"Aquelas palavras a atingiram de uma maneira que ela não conseguiu conter as lágrimas. Queria muito ser amada, mas durante toda a sua vida, ser amada sempre significou ser amada pelo Kyo, e naquele momento ela não sabia o que lhe respondia"

-Kunimitsu.. eu..

"O rapaz coloca o dedo delicadamente em sua boca"

-Shiiuuu, não precisa me responder agora. Pense em tudo. Eu estarei aqui do lado esperando a sua resposta.

"Kunimitsu lhe dá um beijo na testa e se levanta, para finalmente ir para a sua casa."

by Kyo

189


"Após ter dado as prendas para Shigure e Hatori, Ayame se vira para novamente poder subir as escadas, mas tal ato é freado pelos dois possuídos que o puxam para trás fazendo com que ele caia sentadinho no sofá"

-De onde tirou isso, Aaya? "Os olhos do médico parecem que foram possuídos pelo fogo"

-Hohohoho.... não se preocupem elas estão limpinhas.... hohohohoho.... Estavam lá no banheiro no monte de roupas para passar... hohohoho

-Mas que brincadeira mais sem graça. "Ele mete a mão no bolso tirando o sutiã e devolvendo para o possuído" -Toma, coloca lá onde estava.

-Francamente, heim Aaya, nem eu fui capaz de tal ação. "Shigure também coloca em suas mãos o objeto"

-Hohoho, vocês são dois frouxos. O que tem demais guardar esses objetos tão delicados dessa linda donzela embaixo de seus travesseiros?

"Ayame sobe novamente as escadas, mas escuta um murmurinho que vem do corredor que agora estava escuro"

-Sim, Uo-chan, foi difícil mais eu consegui....

#O que será que ela conseguiu?# "Ayame fica muito interessado na conversa e continua no começo do corredor, sem ser visto pela garota que estava sentada no chão falando ao telefone"

-Pode deixar. Vou fazer isso sim....."Sua voz que era muito animada foi ficando mais muchinha"... se bem que eu não entendi ainda como esse treinamento como o Shigure e o Hatori irão me ajudar a conquistar depois um homem mais velho...

#O que? A linda donzela Tohru já está procurando o seu príncipe encantado? Mas que treinamento é esse que ela está falando? E quem é essa Uo-chan?#

-Perfeito. Venha sim. Estarei te esperando amanhã cedo aqui em casa. Até mais Uo-chan

"Tohru coloca o telefone no gancho e vai para o quarto sem ver que o Ayame estava parado no começo do corredor

#Hohoho..... Amanhã cedo ficarei sabendo quem é essa Uo-chan....hohoho....Algo me diz que irei me divertir ainda mais por aqui. Preciso descobrir o que seria esse tal treinamento.#

by Kyo

188


"Shigure que já estava acostumado com as piadinhas do Ayame acha mais engraçado a cara de ponto de interrogação com a qual a garota estava subindo as escadas sendo seguida pela Kisa"

-Mas se o Ayame está com esse bom humor, isso quer dizer que o que aconteceu com o Yuki não foi tão sério como a gente imaginava.

-Como sempre tem toda a razão Tori-san. "Finalmente Ayame se senta na poltrona perto deles" -E será por isso mesmo que vamos ficar os três, juntinhos como nos velhos tempos. Vamos relembrar o Trio Amigos do Peito, e não tocaremos mais no assunto Yuki e seu ataque a la Akito.... hohohohoho......

"Shigure e Hatori se olham, aquela idéia de Ayame tinha vindo numa ótima hora, afinal o que eles não queriam era ficar num clima ruim por causa do mal entendido ocorrido a horas atrás quando o Shigure o encontrou na cozinha numa situação um pouco suspeita com a Tohru"

-Mas antes irei ao toalete... "Ayame volta a se levantar e corre para o banheiro"

-Ai ai... Esse Ayame faz tudo se transformar numa festa. "Shigure começa a coçar atrás da orelha"

-Como não me ligaram da sede, creio que Akito-san está bem.

Tac tac tac tac tac tac

"Ayame desce as escadas correndo com as duas mãos fechadas e rindo"

-Tenho um presennntinhooo para vocêsssss..... "Ele fala cantarolando e estica cada uma das mãos na frente dos possuídos"

"Hatori é o primeiro a pegar o presente e fica roxo assim que identifica o pequeno objeto, era justamente o sutiã de renda de Tohru que ele tinha visto no final do inverno quando ela acidentalmente se molhou. Já a prenda do Shigure era a calcinha do conjunto, também de renda rosa. Eles nem têm tempo para fazer qualquer comentário porque escutam os passos da garota descendo as escadas e cada um dele esconde os objetos, Hatori enfia no bolso do paletó e o Shigure dentro do seu quimono"

-O quarto já está pronto. Até amanhã... "ela começa a subir novamente as escadas"

-Tenha sonhos cor de rosas, Tohru.... hohohoho


by Kyo

187


"Tohru e Kisa ao escutarem a voz de Ayame na sala, saem do escritório do Shigure, elas ainda estavam muito assustadas e um pouco chorosas. Fazia muito tempo que os dois possuídos não brigavam, o que fez com que a garota acreditasse que o seu pedido de ano novo estava se concretizando."

"Shigure estava deitado todo esparramado no sofá de três lugares, enquanto que o Ayame estava de pé"

-Senhor Ayame, como está o Yuki-kun?

-Não se preocupe linda donzela. Meu amado e idolatrado irmãozinho está mais calmo agora, nada como ter feito o Kyon kitty como saco de pancadas para aliviar o seu stress... hohohoho Mas o nosso grandioso médico já foi verificar os poucos e insignificantes machucados causados pelo bichano.....

#Isso não me deixa feliz! Eu não queria que eles tivessem brigado como brigaram# "A garota abaixa a cabeça aflita e coloca a mão na boca"

-Ele está dormindo. "Hatori estava descendo as escadas" -Achei melhor não o acorda-lo, e parece que os seus ferimentos foram superficiais realmente.

-Então já sei. "Ayame bate o pé com força no chão" -Meu caro Guretti, essa humilde maloca terá a honra de receber esses dois ilustres hospedes essa noite. Vamos linda vassala, trate de arrumar os nossos aposentos.

-Ayame, os ferimentos dos garotos não requerem maiores cuidados. Não preciso passar a noite aqui. "Hatori empurra os pés do possuído que estava ainda esticado no sofá para se sentar ao seu lado"

-Ora, Tori-san, não seja tão chato. Eu não falei que passaremos a noite aqui para que possa cuidar de meu amado e venerado irmãozinho, mas sim para que possamos relembrar as velhas noites de farras que tínhamos antes. HOHOHOHO

-Não fale por mim. "Hatori fala com grande seriedade"

-Irei preparar o quarto do Shigure assim poderão ficar mais à vontade...

-HOHOHOHOHOHOHOHO.... Calma minha linda dama, as nossas farras não iam tão longe assim.... hohohohoho

"Tohru lhe olha sem entender absolutamente nada sobre ao que ele se referia"

by Kyo

15/05/2008

186


* Yuki se jogou na cama, não estava animado, mas seu desanimo havia passado. Mas estava tão mentalmente cansado que fechou os olhos e logo dormiu. Chegando lá embaixo quatro pares de olhos o indagavam. *

- E então, Aaya, o que deu no nosso príncipe pra baixai o Akito?

- Baixar o Akito?! HAUHAUHAUHAUAHUAHAUAUHAUAHUAHAU

* Ayame se encostou na parede no final da escada tendo outra crise de riso ao imaginar mais uma vez seu irmão tendo domínio sobre Akito. *

# Sim, Sim... literalmente ele baixou o Akito e imagino ela com o rabo entre as pernas tremendo como um ratinho diante dele #

- HAUAUHAUAHUAHAUAHUAHUAHAUAHAUAUAH

- Ayame o que é tão engraçado?! – Lhe perguntava Hatori.

- Não é nada não... ahuahuaua... só é um pouco cômico a juventude!

- Mas então, porque Yuki perdeu o controle?

- Ah... ahuahua deveria resumir de um modo poético em que um belo príncipe corre em seu cavalo branco para a torre mais alta, do castelo mais alto, enfrenta o dragão, mas quando vai finalmente dar o beijo prometido na princesa indefesa, ela lhe dá um belo fora basicamente. Hauhauahauhuahuahuahauhua

* Todos ficaram olhando pro Ayame e aquela explicação sem na verdade não compreender muito bem. Nem Shigure nem Hatori também entenderam. *

by Leandra

185


- Vamos irmãozinho lindo e maravilhoso, anime-se!!! Não existe nada melhor do que estar apaixonado!

- Ayame, ele é um homem! – Disse Yuki calma e friamente olhando para Ayame com um olhar que congelaria o que estivesse na frente.

* Ayame abriu seu largo sorriso para Yuki. *

- E qual o problema magnífico e virginal irmãozinho, você também é um !

Poft

- É JUSTAMENTE ESSE O PROBLEMA SEU IDIOTA. SAIA DAQUI!

* Ayame recebeu um belo cascudo na cabeça e foi expulso do quarto a ponta pés, mas não antes de fazer mais um comentário olhando para os olhos do Yuki. *

- Esse tipo de pensamento só abrange o desejo. Amor... amor não tem sexo, Yuki. Faça o que seu coração quiser, sem medo! Estarei aqui pra te apoiar!

Poft

- Ai...

Plaft

* Yuki bateu novamente na cabeça de Ayame, não exatamente forte mas não tão fraco pra não doer. E fechou a porta na cara dele. *

- AH.. LINDO E MAGNÍFICO IRMÃOZINHO... – Ayame encostou sua boca o mais perto possível da porte, e falou mais baixo sabendo que Yuki estava encostado nela – Obrigado por me contar! – Sorriu e desceu as escadas passando a mão na cabeça.

# Eu que o agradeço seu grande idiota... por ficar ao meu lado mesmo depois de tudo que disse. #

by Leandra

184


* Ayame não conseguia parar de rir... aquela imagem que tava tentando imaginar era cômica demais. Yuki deu-se por vencido e sentou-se na cama ainda mais depressivo e pra baixo do que antes, parecia ter uma tonelada sobre suas costas e uma pequena nuvem negra com relâmpagos e trovões em cima da sua cabeça. Ayame respirou fundo tentando se controlar e sentou-se na cama também, limpando os olhos que haviam derramado lágrimas de tanto gargalhar. *

- Ridículo eu sei. Patético. Idiota. Uma completa aberração correndo pros braços de outro homem... e o pior... ser rejeitado...

- Ser rejeitado? Mas não foi você mesmo quem disse que foi ele quem lhe beijou primeiro? Não disse que foi lá e beijou-o novamente?

- Sim, sim... eu disse isso tudo sim. Depois de todo desespero e sofrimento que passei pra poder admitir pra mim mesmo que ansiava desesperadamente que Akito-san me chamasse novamente... depois de juntar todas as minhas forças... ele...

- O que exatamente Akito lhe disse, meu irmãozinho? – Ayame sorria carinhosamente.

* Yuki virou o rosto pro outro lado com mais vergonha ainda determinado a não contar aquilo pra ele. *

- Hauhauh Tudo bem meu lindo irmãozinho. Não precisa me contar... mas se Akito deixou que você tomasse a iniciativa e estar vivo para contar a história, tenho certeza, que todo sofrimento não foi em vão.

# Apesar de que no caso de vocês foi sim... porque aquela mimada não lhe contou que era mulher e aproveitou a sua iniciativa para ter uma caliente noite de amor? As mulheres são muito complicadas! #

by Leandra

183


- Pára tudo, querido Yuki!!!

* Yuki parou a frenética narração e olhou para o seu irmão com cara de “ o que você quer agora?”, enquanto tentava respirar com mais calma e fazer seu coração não bater tão rápido. Ayame estava com a mão direita estendida em direção ao peito do irmão e uma expressão estranhamente séria. *

- Amado e idolatrado, magnífico e real irmãozinho. Você está querendo me dizer, que você foi até a sede por vontade própria para ver Akito? Ver não... VOCÊ foi até a sede para BEIJAR Akito? E beijou mesmo?

* Por um quase inaudível “hn” vindo de Yuki uma cara de quem foi pego no flagra, Ayame não precisou nem esperar a confirmação do irmão. *

- AUHAUAHUAHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUAHUHAUAHUAHAUHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHUA

* Ayame gargalhava sem o menor pudor, jogou-se na cama e encolheu os joelhos de tanto que ria, rolando de um lado para o outro, ignorando completamente um Yuki indignado em pé no meio do quarto, mas vermelho do que pimentão e fazendo caretas de protestos. *

- Impagável ahauauahuahuahauhauhauahua histórico kakakakakakakakakakakakakakaka inimaginável hahahahaahahahahaha Akito hauhahaauhauhauahua sobrepujado kakakakkakakka isso hauhauahauhau eu pagaria kakakakakakaka tudo o que tenho hauhauahauhau pra ver kakakakakakakaka Yuki uauauahauhuahuah agarrando Akito...

* Ayame parou um instante de rir e olhou para o irmão de cima em baixo, e jogou-se novamente na cama rindo descontroladamente imaginando a cena de um Yuki autoconfiante, agarrando Akito pelos cabelos e beijando-o e o melhor, pensando que ele é homem. *

- COMPLETAMENTE IMPAGÁVEL hauhauahuahauahuahuahuauahua Só quero ver a cara dele kakakakakakakakaka

- Ay-a-me – falava um Yuki roxo e indignado com as gargalhadas do irmão

by Leandra

182


- PÁRA DE IMPLICAR, IDIOTA.

- Não, não, irmãozinho!!! Está enganado... estou muito interessado mesmo! rs... Então.. então Yuki... o que lhe causou esse ataque todo foi só porque Akito te beijou?

* Ayame ainda tentava abafar os risos com as mãos, mas estava ficando cada vez mais difícil. Ele estava apenas esperando Yuki repetir a primeira frase e explicar o porque do ataque de nervos. Ele já havia compreendido praticamente todo o acontecido.. só não compreendia porque ele estava com tanta raiva para quebrar o quarto todo. Sua curiosidade era enorme, e ao mesmo tempo, estava se divertindo muito vendo seu irmão lutar contra si mesmo. Parece cruel essa idéia, mas Ayame sabia que isso logo, logo se resolveria... só precisava convencer um certo patriarca a “abrir o quimono” . *

- Só? Só? Você diz só?

* Yuki ficou de pé de frente para Ayama gesticulando e agarrando os cabelos enquanto falava. Era iluminado pela luz da lua o que lhe dava um charme a mais, e tornava o desespero frenético dele quase cômico. *

- Você diz isso porque não foi você que foi atacado por aquele louco. Não foi agarrado e.. e.. * Yuki corou violentamente sentindo seu rosto queimar * E foi beijado por ele, daquele modo, tão... tão.. Não foi só porque ele me beijou.. ele me beijou, oras.. ele um homem.. um homem.. tão.. bonito, e leve, e frágil, e macio, e.. AAAHHH mas o que eu to falando.. Ele, ele aquele desgraçado, maldito, pervertido.. Me deixa todo confuso, me faz me matar em noites insones, me fez pensar coisas estranhas, sentir coisas estranhas, e quando eu.. quando eu.. finalmente.. AAHH maldição.. depois de tudo, depois de pensar, de me perguntar, de me bater de achar que sou uma aberração, estranho, idiota.. eu,,, finalmente vou lá para vê-lo porque não conseguia mais dormir com ele passeando na minha cabeça.. ele.. AAAHHH MALDITO DESGRAÇADO PERVERTIDO.. QUANDO FINALMENTE DECIDI QUE QUERIA .. QUERIA SIM E DAÍ.. AÍ EU FUI, E O BEIJEI E AQUELE DESGRAÇADO MALDITO PERVERTIDO ESTRAGA TUDO.. EU NÃO IREI PERDOÁ-LO. O ODEIO O ODEIO

by Leandra

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* Ayame olhou pra Yuki boquiaberto, levou a mão à boca e virou-se sentando completamente de frente para Yuki. Este ficou vermelho vendo a reação do irmão, se arrependeu, mas já tinha dito a besteira então resolveu continuar. NO final das contas, precisava contar pra alguém toda a sua angústia, frustração e revolta pelo patriarca. Ele olhou para Ayame e percebeu que na penumbra seu irmão se segurava para não rir. *

- E-eu... que-quero dizer, não é b-bem a-ssim, Q-quero dizer, na verdade, foi ele que-quem me b-beijou pri-meiro... então, quero dizer, n-não é como se de repente eu... quisesse. Digo, não que eu não quis agora... quero dizer... foi ele que veio... veio e, você sabe... me beijou e... AAHHH droga...

* Quanto mais visível ficava a vontade de Ayame de rir mais nervoso Yuki ficava, e mais complicado ele achava ter que explicar. Então respirou fundo e falou tudo de uma vez pra acabar com aquela angustia. Queria o irmão brigando com ele, o xingando, o apoiando, qualquer coisa menos segurando o riso. *

- Aaahhh... foi ele ta. Ele que veio pra cima... eu... eu nem sequer imaginava isso...

- Isso o que?! – Falou Ayame tampando boca segurando para não cair na gargalhada.

- AAAHhhh você já entendeu eu não... – Ayame fazia sinal de que não tinha entendido – AAAHHHH Akitoveiopracimademimmeagarrandomeprovocandomebeijou,mebeijoudenovodepois meexpulsoudoquartodissequeeunãoerahomempraelequeelequeriaumhomemdeverdadededepoisgritoumemandouemboranão meprocuroumaismedeixouloucoeeu..eu

- Pára Yuki, que coisa horrível!!!!!

* Yuki olhou-o com os olhos cheios de esperança achando que Ayame havia se comovido com as maldades que Akito fez em provocá-lo aquele sentimento aquele desejo. Chegou a esboçar um sorriso que se desfez quando Ayame lhe falou. *

- Que péssimo modos para se contar uma história. Desse jeito eu não vou captar os detalhes. Vamos respire e recomece tudo outra vez com calma!! Vamos.. Vamos que essa história ta muito interessante... [heuhuahehu] * Segurou as risadas com as mãos outra vez.*

by Leandra

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* Ayame chegou até a porta do quarto do Yuki olhando para o irmão sentado na cama, respirou fundo e se pos a trabalhar mesmo que Yuki não quisesse falar com ele. *

-Guretti, ficará noite toda sentado nesse chão frio? Vamos, vamos cachorrinho..... levante-se desse chão e vá consolar aquelas pobres donzelas indefesas que estão assustadas e em prantos, sofrendo pelos maus tratos que o meu amado irmãozinho sofre por causa daquele Kyon-Kitty sem graça... Vamos, Guretti, vá abanar seu rabinho lá em baixo, vai...

* Shigure olhou-o sem entender porque estava sendo expulso, mas vendo que Ayame não desistia de abanar a mão mandando-o embora, desceu as escadas para poder conversar com as meninas que se encontravam no seu escritório. Ayame se virou para o quarto do seu irmão e ficou um tempo olhando-o da porta. *

- Se não vai entrar, então vá embora de uma vez.

* Yuki falou para seu irmão sem olhar para ele. Este entrou e trancou a porta do quarto, afastou alguns objetos quebrados e sentou-se ao seu lado da cama, visto que a cadeira estava espatifada no chão também. Ouve um silêncio opressor no quarto fazendo o peito de Ayame respirar com dificuldade. Não sabia o que dizer nem como começar a dizê-lo. Definitivamente Yuki estava alterado, mas no momento parecia mais dono de si mesmo. Seus punhos cerrados ao lado de suas pernas. O quarto estava á meia luz, sendo iluminado pela forte lua lá fora, e no chão junto com os destroços os cacos da lâmpada, mesmo na penumbra era perfeitamente possível ver cada detalhe da expressão do rosto do Yuki, que sob aquela luz prata parecia ainda mais como neve. *

- E-eu... – silêncio

* Ayame que antes tentava olhar pra qualquer coisa no quarto para não encarar seu irmão o prescionando mais, agora tinha os olhos atentos ao Yuki que apoiava uma mão em punho sobre sua coxa esquerda e um olhar fixo no nada. *

- E-e-eu... e-eu... eu be-be.... EU BEIJEI AKITO!

* O som sai alto em vista do que murmurava, mas não alto suficiente para ser audível para o resto da casa. *

by Leandra

13/05/2008

179


BLAMMMMMMMM

tac tac tac tac tac TAC TAC TAC TAC TAC TAC TAC

-Arfff..... arffff.....

-Chegou rápido. Veio de táxi?

-ARf... não... Arff.... Aluguei uma ambulância mesmo.... Arf....

*Ayame toma um pouco de ar. Realmente havia alugado uma ambulância que estava passando justamente na sua porta na hora que estava esperando aparecer um táxi. Ele olha para o Shigure que agora estava sentado no corredor diante da porta do quarto do Yuki e Ayame olha para dentro do quarto*

#Ele destruiu tudo realmente# *Ele olha para o irmão é percebe que ele tinha alguns ferimentos no rosto*

-Mas o Tori-san não me falou que ele tinha sofrido violência física....

-AHN? Ahh... Isso foi coisa do Kyo agora.....

*Ayame o deixa falando sozinho e invade o quarto do gato. Hatori estava acabando de fazer os curativos no rosto do garoto sentado na cama*

-O QUE ESSA ABERRAÇÃO FAZ AQUI?

-COMO OUSA FAZER AQUILO NO LINDO ROSTO DO MEU IRMÃO? *Ayame vai para cima do Kyo, fazendo-o deitar e fica lhe dando tapas, os quais ele tinha a certeza que era muito fortes, nos ombros do garoto*

-Aaya....

-PÁRA COM ISSO. O QUE TÁ FAZENDO?

-NUNCA MAIS ENCOSTE ESSA SUA MÃO IMUNDA NO YUKI.

-Aaya...

-HATORI, TIRA ESSA TRAVECO DAQUI, SENÃO ACABO COM ELE TAMBÉM...

-O BICHANO PENSA QUE É HOMEM JÁ? *Ayame ainda estava lhe dando os "fortes" tapas, que nem eram quase sentidos pelo Kyo*

-AYAME. *Hatori coloca a mão em seu ombro* -Você está fazendo o mesmo que o Yuki fez.

*Ayame fica congelado naquele instante* #O Tori-san tem razão. O Tori-san sempre tem razão. A culpa foi toda minha...#

*Ayame sai de cima do garoto com a cabeça baixa e sai do quarto*

#Eu não deveria ter a provocado daquela maneira. A culpa do Yuki está nesse estado é minha.#

*Ayame pára diante da porta do quarto do irmão e o olha. Ele ainda estava sentado na cama a olhar para o chão e com a respiração muito pesada.*

#Será que ele vai falar comigo? A culpa foi toda minha!#

by Kyo

178


*Shigure se aproxima e o puxa pela camisa o tirando de cima do possuído pelo espírito do gato*

-Já chega, Yuki.

*Yuki se levanta e fica parado olhando para o gato que está com o rosto muito machucado e depois ele olha para a Honda e a Kisa que estavam chorando*

#Não queria ter feito as duas chorarem, mas não me arrependo do que fiz nele# *Yuki se vira e volta para o quarto.*

-Quem é que o Haa-san vai cuidar primeiro?

*Hatori olha para o rosto do Kyo, e percebe que apesar de não serem ferimentos graves, ele havia levado a pior na briga*

-Venha Kyo. *ele segura no braço do garoto, mas logo esse o puxa de volta e vai em silêncio para o quarto*

-Poderia me trazer um pouco de água morna, Tohru?

-Sniff... sim... snifff.... *As duas garotas descem para a cozinha*

*Shigure olha para dentro do quarto do Yuki, e o vê sentado na cama, com a cabeça um pouco baixa e olhando para o chão*

#Mas o que aconteceu com ele? Fazia tempo que aqueles dois não brigavam dessa maneira. O que será que lhe tirou do sério dessa maneira?# *Shigure presta atenção nos ferimentos do garoto* #E pelo visto um aproveitou para descontar a raiva que estava sentindo no outro. O Kyo conseguiu acertar alguns golpes dessa vez#

*Shigure acha melhor não entrar e fica encostado na parede do corredor*

-Eu não preciso de ajuda. Pode deixar que lavo isso sozinho.

-Kyo, eu vou lhe examinar sim. Por tanto fique sentado aí mesmo.

*O garoto estava ameaçando a se levantar da cama, mas desiste quando sente um pouco de dor em suas costelas*

#Maldição, não acredito que aquele maldito está me ajudando a ficar mais forte.# *ele fecha a mão direita com força*

*Hatori respira fundo e se senta ao lado do garoto*

-Pelo menos agora um aliviou a tensão que estava sentindo no outro. Mas tente não fazer isso na próxima vez na frente da Tohru. Ela está muito abalada. Sem falar na Kisa, que ainda é uma criança.

#Que se danem. Eu queria era ter socado a cara do Kunimitsu#

by Kyo

177


#A minha vontade era de socar uma outra pessoa.....#

#...... mas serve você!#

*Os dois garotos pensaram exatamente a mesma coisa. Yuki gostaria de estar socando Akito e o Kyo queria socar o Kunimitsu. Os dois praticamente trocam no mesmo instante os primeiros socos, acertam um no rosto do outro. O fato de estar trabalhando com auxiliar de Kunimitsu havia melhorado as habilidades do garoto, mas tal constatação só aumenta ainda mais o seu ódio. Ele não queria ficar devendo nada ao outro*

-PELO VISTO O BAKA NEKO RESOLVEU TREINAR, AGORA QUE A KAGURA NÃO ESTÁ MAIS CORRENDO ATRÁS DELE...

*Yuki avança e lhe acerta um forte chute na barriga, mas o que mais lhe deu foram àquelas palavras*

#Até esse maldito já percebeu que ela está me ignorando. Que ela não é mais a mesma#

-SEU MALDITO. VOU TE DAR FEIÇÕES DE HOMEM AGORA! VOU ACABAR COM ESSE ROSTINHO DE BONECA QUE VOCÊ TEM.

*Kyo vai novamente para cima do garoto, conseguindo-o derrubar no chão, lhe acertando alguns golpe em seu rosto*

-QUEM FOI QUE DEU UM FORA NA PRINCESA?

*Aquela pergunta só fez com que Yuki ficasse ainda mais cheio de raiva e ódio, ele em poucos segundo está em cima do primo e dessa vez o socando no rosto*

#Seu desgraçado.# *Yuki dá outro soco no rosto do garoto* #Como sabe que levei um fora?# *ele ia dá mais um soco, mas acaba recebendo um golpe do gato que o lança contra o armário que estava atrás dele*

-E NÃO É QUE O BAKA CONSEGUIU MELHORAR MESMO? *Yuki se levanta e passa a mão na boca, Kyo pela primeira vez havia conseguido lhe tirar um pouco de sangue* -SÓ TE RESTOU FAZER ISSO NOS SEUS MOMENTOS DE SOLIDÃO, NÃO É?

*Kyo fecha as mãos, mas não tem tempo de socar o Yuki primeiro, em poucos segundos estava sendo arremessado para fora do quarto, e o Yuki voltará a ficar em cima dele lhe socando o rosto*

-PAREM POR FAVOR... YUKI-KUN PÁRA....

*Por mais que a Tohru estivesse gritando e chorando ao seu lado, ele não parava de socar o gato*

by Kyo

176


BLAMMMMM
#Aiii, é hoje que a minha casa vem abaixo#

*Kyo tira os sapatos jogando-os com força no chão.*

BUM CRASH CRECK GRACK

-Mas que P*$$# é essa? Por um acaso o Patriarca está lá em cima?

-.............AHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHA... *Shigure que a principio tentou segurar as risadinhas, não conseguiu e caiu na gargalhada*.... AHAHAHHAH... Até o gato já conhece os ataques de Akito-san.

-O PATRIARCA ESTÁ AQUI? O QUE ELE VEIO FAZER AQUI?

-Não é o Akito-san. ahahahha... É o Yuki...

-O Yuki? Mas o que deu na princesa?

BUM CRASH CRECK GRACK

-AAAAHHHH COMO EU O ODEIO! MALDITO! DESGRAÇADO!

-Hei, Hatori... Vai lá colocar uma camisa de força na princesa....

-É melhor que ele nem te escute falando assim.

-AH QUE SE DANE. ELE É UMA PRINCESA MESMO. ATÉ XILIQUE DE MENINA ESTÁ DANDO.

-Deve ter acontecido algo muito sério Kyo.

-É?? E eu com isso??? *Kyo sobe as escadas*

-Nossa, esse daí voltou mais azedo do que nunca. *Shigure começa a coçar atrás da orelha*

*Kyo termina de subir as escadas e coloca as mãos nos bolsos e começa a caminhar para o seu quarto, passando na frente da porta do quarto do Yuki que estava aberta* #Que cara mais insuportável#

*Yuki não estava quebrando mais nada e estava sentado no chão no meio das coisas todas quebradas. Respirava pesadamente e olha em direção da porta*

-O QUE FOI, BAKA NEKO? PERDEU ALGUMA COISA?

-HUNF... Você que perdeu a noção do ridículo, PRin-CE-sa...

*Aquele "PRINCESA" não poderia ter sido pronunciado na pior hora. Yuki sente que seu sangue voltou a ferver novamente. Ele lança um olhar cheio de raiva e ódio para o Kyo*

-DO QUE ME CHAMOU?

-DE PRIN.... *Kyo nem tem tempo de terminar a frase, Yuki segura pela gola de sua camiseta e o arremessa para dentro do quarto*

DOOOOMM CRACKT CRISH CRASHHH

-SEU CRETINO! TÁ AFIM DE LUTAR? ENTÃO VENHA...

*Kyo se coloca em pé e na posição de luta*

by Kyo

175


- Hum... ele jogou um abajur em você é? – HAUHAUHA – Isso me parece extremamente familiar.. ahuahuha à você não Haa-san? Hauahuau

- Pare de rir, idiota. Isso não é hora pra isso!

- Fala sério Haa-san.. ahuahuha Vai me dizer que não parece...

- Sim, sim. – aff – Ele ta parecendo Akito naquelas crises de pirraça dele.

- AUHAUAHUAHAHAUHUAHUA Nunca imaginei que viveria para ver o príncipe perder a realeza! Ahuahuhauahua

- Já chega Shigure, você deveria estar preocupado!

* Shigure se recompôs como só ele consegue fazer depois de uma crise de risos. *

- E então, o que você pretende fazer?

- Só duas pessoas podem ser responsáveis por ele sair de si. E não acredito que ele reagiria tão vigorosamente por causa de Akito.

- Sim, sim, ele sempre fica melancólico, depressivo e acabado quando Akky resolve atormentá-lo! – Shigure passa a mão pelo queixo. – Então só sobra uma pessoa tão irritante para ele!

- Exato. E é Justamente para ele que eu irei ligar agora e descobrir o que Aaya fez dessa vez!

* Alguns minutos no telefone, com expressões incrédulas de Hatori, ele desliga o telefone depois de pedir que Ayame viesse imediatamente a casa. *

- E então Haa-san? O que o Aaya fez?

- Nada. Ele nem sequer viu Yuki agora a noite. Então isso só pode...

- Ser obra de Akito?!

* Os dois olham para a escada estupefatos. *

BUM CRASH CRECK GRACK

- Alguém vai ter que pagar por esses estragos e não será eu? - # vou mandar a conta pra Akito...hehehehe #

by Leandra

174


- Yuki Pare já com iss...

* Hatori no mesmo instante em que abriu a porta para falar com o possuído pelo rato, teve que sair e fechar a porta evitando que o abajur espatifasse em sua cabeça. Hatori encostou a testa na porta. *

aff

# Ele está igual Akito... qual o problema dessa família? Não pode ser só a maldição? Isso só pode ser um motim contra mim. #

- ME DEIXE EM PAZ, HATORI. AAAHH QUE ÓDIO, DESGRAÇADO, MALDITO. ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM!

GRACK CRECK BUM CRASH

# Sim. Ele não baixou o black... baixou foi Akito mesmo... hum... só duas pessoas tirariam Yuki do sério, Ayame ou Akito. Preciso ligar para o Aya e saber o que ele fez dessa vez, Yuki nunca reagiria tão vigorosamente à Akito... ele sempre entre em depressão ou algo do tipo. #

CRECK CRASH BUM GRACK

- DREGRAÇADO... IDIOTA, IDIOTA, IDIOTA.

BUM CRASH CRECK GRACK

* Hatori olha novamente para a porta e suspira, desce as escadas faz sinal de negativo para Shigure e se encaminha para o telefone. Shigure pede que as meninas fiquem em seu escritório um pouco e vai falar com o Hatori. *

- O que afinal de contas está acontecendo, Haa-san?

- É o que eu gostaria de saber! Mas um abajur em minha direção não me permitiu perguntar.

by Leandra

173


* Yuki virou-se e subiu para seu quarto batendo a porta ainda mais forte, deixando-os ainda mais assustados, Tohru parecia tão pálida e fria que faltava pouco desmaiar, estava realmente assustada e Kisa tremia agarrada as pernas da garota. Yuki sempre foi calmo, ponderado, educado e frio. Shigure colocou uma mão sobre o ombro de cada uma e elas se acalmaram parcialmente com aquele contato quente. *

- Mas o que deu nesse garoto afinal? O que aconteceu na sede?

* Shigure se inclinou e comentou perto de Hatori. *

- Hum... será que vamos ter mais um na família pra “baixar o black”?

* Hatori lhe lançou um olhar frio diante do comentário desnecessário e inútil do escritor, mas não podia negar. Yuki estava parecendo um pouco com os ataques do Haru. Era só o que lhe faltava, além de um kamisama com problemas psicológicos, haveriam dois possuídos com dupla personalidade. Mas Hatori tinha quase certeza que aquilo não era como os ataques do Haru, aquilo deveria ter uma causa específica. *

- Irei lá falar com ele. Provavelmente precisarei examiná-lo e lhe passar algum calmante. Fique aqui e acalme as meninas. – Hatori olhou com um olhar mortal para Shigure. – Não faça besteiras.

* Dizendo isso Hatori subiu os primeiros degraus mas logo parou ao ouvir barulhos no andar de cima. *

GRACK CRECK BUM

# Isso me soa extremamente familar. # aff * Hatori suspira completamente desanimado e retoma a subida dos degraus. As meninas estavam ainda mais assustadas e Shigure igualmente, suspirou desanimado, aquilo também lhe era extremamente familiar.
Hatori chegou até a porta do quarto do Yuki, continuava ouvir coisas se quebrando. Bateu na porta mas não teve resposta. Chamou por ele mas também não teve resposta. Então decidiu, rodou a maçaneta e ameaçou entrar. *

by Leandra

172


BLAMMMMM

* A porta era violentamente aberta, fazendo Tohru levar um susto e derrubar a xícara de chá que estava na mão tentando oferecer a Shigure. *

- AAAAHHHH COMO EU O ODEIO! MALDITO! PERVERTIDO! DESGRAÇADO!

* Yuki entrou em casa batendo a porta e xingando alto. Todos saíram assustados do escritório, Tohru nem limpou a bagunça que fez e Kisa correu a abraçá-la. Todos olhavam um Yuki vermelho, revoltado, descontrolado arrancando os sapatos, indo até a cozinha bebendo água, quebrando o copo e ameaçando subir as escadas. *

-AAAAAAAAAHHHHHH ACHA QUE É ASSIM? ACHA QUE VAI FAZER ISSO SEMPRE? AAHHH DESGRAÇADO MALDITO PERVERTIDO DESCLASSIFICADO. VOCÊ ME PAGA! JURO QUE AINDA VOU FAZER VOCÊ SE ARREPENDER.

* E lá ia o copo espatifar com força dentro da pia. *

- DROGA, DROGA, DROGA. A CULPA É SUA. IDIOTA. BABACA. INÚTIL. AAAAAAAHHHHHHH TANTO SOFRIMENTO PRA NADA. TODO DESESPERO PRA QUE? BABAKA. IDIOTA. BURRO. CULPA SUA. QUEM MANDOU? QUEM DISSE QUE DEVERIA FAZER ISSO? AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH IDIOTA, IDIOTA, IDIOTA.

- Yuki!

* Disse Hatori firmemente com uma expressão de puro espanto. Ele nem conseguia imaginar o que aconteceu na sede para que ele estivesse tão... black. Yuki parou um minuto, seu rosto ainda vermelho de raiva, as mãos fechadas em punho e a respiração pesada de quem perde o controle. Olhou para eles que pareciam três espantalhos de boca aberta. *

- O QUE FOI?

- O que foi pergunto eu? Como você chegou a ficar nesse estado?

- ISSO NÃO É DA SUA CONTA!

by Leandra

171


#Tá, chega dessa besteira. Chega de tomar chá de laranja todo dia por causa da minha covardia...#

_ Não é nada disso, Kaa-chan. *Finalmente o rapaz se cura da sua invalidez temporária e senta-se ao lado da possuída* O seu bolo estava delicioso, como tudo o que você faz.

_ Então.. Eu não entendi nada. *Ela pergunta curiosa, já estranhando o que poderia estar acontecendo*

_ Sabe, vou resumir tudo porquê senão não conseguirei dizer o mais importante. *Ele se aproxima dela e lhe olha bem fundo nos olhos. Kagura, espantada, não se move um centímentro, apenas continua hipnotizada pelos olhos negros do rapaz. Ele passa os dedos delicadamente pela face dela, fazendo com que ela adormecesse por alguns segundos com aquele toque; se aproxima dela - que torna abrir os olhos - e lhe diz, face à face:* Estou apaixonado por você, Kaa-chan...

#Eu sempre quis ouvir isso... Da boca do Kyo. *Os pensamentos vêm em fração de segundos* Mas eu também sei que isso já não é mais possível. Isso não é hora de pensar nele, e sim de aproveitar a sorte que tenho de conhecer - e ser amada (!) - por alguém como o Kunimitsu#

*Ele preferiu não esperar respostas da garota. Aproveitou que a distância que os separava era de menos de um dedo, e aproximou seus lábios aos dela, até se tocarem. Kagura não resistiu e se entregou ao beijo*

~~~~^.^~~~~

_ Que droga..! *Kyo veio resmungando pela rua, já que estava escura e deserta ele podia desabafar em voz alta* Ele é um cara de pau! Ficou lá até as tantas, e depois que eu fui embora ele nem veio junto! Onde já se viu ficar socado no apartamento dela daquele jeito? *Ele se dá conta que estava tendo uma crise de ciúmes no meio da rua e por causa da sua amiga de infância* Porque isso está acontecendo comigo..? *Ele caminha agora mais desanimado do que nervoso* Porque agora a Kagura deu pra ser um motivo de preucupação pra mim? *Ele passa em frente a uma pracinha* Queria que ela voltasse a brincar comigo como antigamente.... Que voltasse a ser a Kagura chata de antes.

by Thata Srta Rainey

170


_ Er... Kunimitsu? *Kagura fala curiosa com o que o rapaz ainda estaria fazendo ali, olhando pela janela sem nem se despedir do Kyo*

#Vamos lá, Kunimitsu, é agora. Seja homem! Responde, ela está falando com você!#
_ Sim..? *Ele responde se virando lentamente, ficando de frente para a garota. Esta ainda estava de pé, perto da porta*

_ Você e o Kyo brigaram? É que vocês estão meio esquisitos um com o outro, você se despediu dele...

_ Ah, eu me distraí aqui olhando a janela e nem reparei que ele já tinha saído.

_ Ah... *Ela continua parada sem entender o que ele ainda fazia ali já que tinha dito a poucos minutos que estava indo embora*

#Sem estragar tudo, vai lá! Fala logo com ela. Está perdendo tempo, daqui a pouco o Kyo se reaproxima e estraga tudo!#
_ Er.. Kagura!

_ Sim...? *Kagura havia começado a arrumar arrumar a bagunça que os três tinham feito já que kunimitsu não tinha resolvido se estava indo embora ou se continuaria ali em pé*

_ Eu queria dizer uma coisa muito importante pra você.

*Após dizer isso e ver Kagura levantar e fitá-lo, Kunimitsu gelou. Aquele olhar dela, direto e tranquilo, o fato de estarem novamente sozinhos no apartamento, e somente o som da música que tocava - agora uma música lenta - o deixaram totalmente desorientado do que dizer ou fazer. Ele simplesmente ficou mudo*

*Kagura lhe sorriu docemente*
_ Pode dizer! Prometo que o próximo bolo eu não vou solar! uhhuahuahuauhahu!

_ É ISSO! O BOLO ESTAVA HORRIVEL, HORROROSO! *Kagura lhe olhou espantada* MAL DAVA PRA ENGOLIR AQUILO!

_ Nossa... *A garota, um pouco sem graça, um pouco ofendida, sentou-se no sofá* Desculpe, não pensei que estava tão ruim assim.... #Caramba, não sabia que ele era tão franco!#

#O que eu fiz?! Estraguei tudo! E ainda por cima falei mal da comida dela duma forma grosseira! *Ele não sabia se andava até ela ou se permanecia no lugar - ou pulava pela janela* Ela deve pensar que sou um mosntro!*
_ Perdoe-me, Kagura, não quis dizer isso...

_ Tudo bem.. *Respondeu ela, sem graça*

by Thata Srta Rainey

169


*Já era tarde da noite e as visitas no apartamento de Kagura nem tinham se coçado para ir embora. A garota já havia servido o chá, biscoitos, e até um bolo ela resolveu fazer. Mais tarde, para passar o tempo, sugeriu que jogassem algum jogo de tabuleiro, mas kyo não quis. Os três estavam agora na sala, sentados no chão e ouvindo um cd quando um silêncio tomou conta do ambiente e só a música baixinha e os respectivos pensamentos ecoaram pelo apartamento*

#Caramba, já ta tarde abessa. *O gato olha para o relógio em cima da mesinha da sala* Esse Kunimitsu é um folgado mesmo, ele não tem casa não?#

#Parece que o Kyo não vai embora mesmo... Logo hoje que pensei em passar um tempinho sozinho com a Kaa-chan... Mas vou resistir mais um pouco, até porque ele mora mais longe, vai ter que ir embora primeiro# *Ele sorriu sem perceber*

#Nossa, estou cansada abessa... Gosto muito da presença dos dois e detesto quando fico aqui totalmente sozinha, mas... Mas já está muito tarde, amanhã tenho que acordar cedo... Que situação embaraçosa!# *Kagura dá um longo bocejo, chamando a atenção dos dois rapazes, até que Kyo se levanta*

_ Bom, tô indo nessa. *Ele coça a cabeça e os outros dois também se levantam* Já tá tarde, cê deve ta cansada.

_ É, também estou de saída, Kaa-chan.

#"Kaa-chan"! Porque ele fica chamando ela assim?? #

_ Obrigada pela visita de vocês. O Kunimitsu já havia vindo aqui antes, mas sinta-se a vontade pra voltar quando quiser, Kyo.

_ Tá, pode deixar. *Ele mesmo abre a porta, e Kunimitsu, que havia dito que também estava de saída, não se aproxima da porta e se mantém do outro lado da sala, olhando pela janela. Kagura e Kyo lhe olham esperando que ele saísse também, e como ele não o faz, Kyo, contrariado sai sozinho. Antes que Kagura fechasse a porta, ele a impede e fala com um sorriso doce, raramente dirigido a alguém - principalmente à ela. * Ah, bem bonito o seu apartamento.

*Ela sorri timidamente, mas feliz*

_ Obrigada, Kyo.

*O gato sai e ela fecha a porta*

by Thata Srta Rainey

168


*Shigure evita de olhar para a garota e se vira indo para o escritório, e é seguido pelo médico*

-Você sabe o que ele foi fazer na sede?

-Não. *Shigure vai até a janela e Hatori se senta na poltrona*

#Pelo visto ele ficou bravo com o que viu....# -Shigure...

-Que cena foi aquela na cozinha?

#Eu sabia!# *O médico respira fundo* -Eu fiz uma pergunta numa péssima hora para a Tohru, lhe perguntando se ela gostava de morar aqui, mas só depois me dei conta de que foi na hora errada, ela havia acabado de chorar por causa da mãe dela...

-QUE?? *O Escritor finalmente se vira para lhe olhar*

*Hatori lhe olha sem entender o porque daquele espanto e percebe que os olhos do escritor também estavam um pouco inchados* #Não... Não consigo nem imaginar o Shigure chorando, devia estar dormindo#

*O barulho de passos se aproximando faz com que os dois olhassem para a porta e vêm que a garota estava trazendo uma bandeja em suas mãos*

-Aqui está o seu chá, Hatori. Vai querer uma também, Shigure?

*Shigure então olha em seus olhos e percebe que eles estão muito vermelhos.* #Realmente a Tohru esteve chorando. Mas ela estava tão alegre e feliz agora a pouco..... Será que? Será que ela me viu chorando?#

*Um forte sentimento de vergonha abateu o possuído, ele se sentia fraco, não queria que ninguém o tivesse visto chorando, mas em poucos segundos esse sentimento foi substituído por outro*

#Será que ela chorou por mim?#

*Shigure desviou o seu olhar. Seu coração começou a bater um pouco mais forte. A possibilidade de que ela tivesse chorado por ele fez com que não se sentisse mais um fraco, mas sim amado*

*Hatori percebe que o primo estava um pouco desconcertado e volta a olhar para a Tohru, que continuava de pé ao seu lado esperando a resposta do escritor*

-Vai querer o chá ou não, Shigure?

-Hummm? Ahh.... Não, Obrigado, Tohru.... *ele volta a lhe olhar*

*Tohru lhe olha ainda com aquela vontade de lhe abraçar que sentirá a pouco, ele parecia que estava um pouco perdido e triste*

by Kyo

167


*Hatori se levanta e caminha até a garota que estava ao lado da pia, ficando bem próximo a ela*

-Me desculpe, não quis lhe assustar.

-.... *Tohru fica lhe olhando nos olhos*

-É claro que não vou lhe pedir para sair dessa casa novamente...

#Ufa, que alivio#

*O olhar da garota volta a ter a sua alegria de sempre, o médico não resiste e lhe acaricia o rosto*

-.... acho que nenhum de nós iríamos conseguir viver sem a sua presença.....

*O toque do médico em seu rosto fez com que o seu coração acelerasse. Aquelas palavras saíram tão doce de sua boca que seus olhos brilharam. Ele estava tão próximo que ela conseguia sentir o seu perfume, o mesmo que estava no casaco que ele lhe emprestou no final do inverno*

-.....Eu também não conseguirei viver longe de vocês, Hatôrii....

*Hatori não consegue se afastar da garota, era como se alguma coisa o estive levando a cada instante mais próximo de seu corpo. Em nenhum momento eles desviaram os seus olhares. Tohru continuava parada na sua frente, e não demonstrava o menor sinal em seu olhar de que se afastaria dele. O médico passa delicadamente a mão em baixo de seus olhos que ainda estavam inchados do choro, e depois passa a mão nos finos fios castanhos da garota*

*Aquele toque em seus cabelos, fez com que suas pernas ficassem um pouco mais trêmulas, mas ela ainda continuava olhando fixamente em seus olhos.*

-Ainda bem, assim saberemos que sempre estará em nossas vidas. Sua vinda para essa casa foi o melhor presente que recebemos.

-EU também acho! *A voz séria de Shigure faz com que o médico se afastasse e retirasse rapidamente a mão dos cabelos da garota. Tohru olha para o Shigure que estava parado na porta da cozinha e percebe que ele estava um pouco bravo.* -O que aconteceu, Haa-san?

-Vim examinar o Yuki, e a Tohru me falou que ele não estava... *Apesar de demonstrar tranqüilidade Hatori estava muito nervoso, ele não conseguia entender como tudo tinha caminhado para aquela situação*

by Kyo

12/05/2008

166


-Faz tempo que ele saiu?

-Sim. Já faz mais de uma hora. Mas o Shigure falou que ele parecia que estava bem. *as duas garotas ainda então abraçadas*

-Hum, então ele já chegou na sede. #Se ele foi atrás do irmão, não o encontrará mais lá. Será que o Shigure sabe o que ele foi fazer na sede?# -Onde está o Shigure?

*Os olhos da Tohru passam um brilho diferente ao escutar o nome do escritor, e o médico sente um sentimento que nunca tinha sentido antes. Parecia que pequenas agulhas estavam perfurando o seu coração*

-Ele está no quarto.

-Eu vou chamar o Shii-nii... *Kisa sobe as escadas correndo, deixando os dois na sala*

*Hatori fica olhando para a garota na sua frente. Procura por aquele brilho visto a poucos segundos em seu olhar mas não o encontra mais.*

#Será que aquilo era coisa da minha imaginação?#

-Quer um chá, Hatori?

-Aceito sim.

*Tohru caminha na sua frente, ainda vestia a mesma roupa de estava na hora do almoço, mas parecia que estava muito mais bonita agora. Aqueles pensamentos o deixaram um pouco confuso e ele balança a cabeça*

#O que está acontecendo comigo? Primeiro venho sem necessidade nenhuma aqui, agora voltei com a desculpa de ver o Yuki. Mas porque voltei para cá?#

-O senhor vai querer algum em especial?

-Pode ser qualquer um. *ele se senta e ela vai preparar o chá*

#Como a presença dela acalma. O Shigure teve sorte de a ter morando aqui.#

-...Acho que ela deveria morar na sua casa... ahahahahha

*As palavras do Yuki vêm a sua mente e ele abre um sorriso* #Será que ela gostaria de morar na minha casa em vez de morar aqui com o Shigure e os outros?#

-Você gosta de morar aqui, Tohru?

-AHnn?? #Será que ele vai me pedir para ir embora novamente?# *Tohru lhe olha um pouco aflita*

*Hatori percebe que ela havia ficado um pouco nervosa e imediatamente se lembra daquela conversa que tiveram naquela vez que ela foi até a casa dele* #Eu sou um insensível mesmo#

by Kyo

165


*Tohru encosta a sua cabeça naquela porta, a dor de ser incapaz de lhe ajudar toma conta de seus olhos e saem em forma de pequenas lágrimas.*

#Não posso entrar.#

*Ela caminha de cabeça baixa até o seu quarto*

#Não posso bater na porta dele para o abraça-lo. Não posso lhe perguntar o motivo de seu choro. Eu não sou.....#

Ding Dongg

*O som da campainha trazem os dois de volta a realidade. Tohru seca suas lágrimas e desce para a sala. Shigure não queria aparecer na sala naquele instante e vai para o banheiro, usaria o fato de tomar um banho para esperar o tempo passar e assim desapareceriam as marcas daquele choro*

-Tio Hatori, esqueceu alguma coisa? *Kisa abre a porta toda sorridente para o médico*

-Não Kisa-chan, vim ver como o Yuki está.

-Hatori? *Tohru estava ainda nas escadas* O Yuki foi para a sede...

-Mas o que ele foi fazer lá? Ele tinha que ficar aqui para repousar...... *o médico entra e a Tohru se aproxima dele, e ele percebe que a garota estava chorando* .....Tohru? Por que estava chorando? *ele coloca delicadamente a mão em seu rosto*

-A Tohru-chan está com alguma dor? *Kisa se aproxima deles*

-Não... *ela passa a mão nos olhos, como se aquilo fosse capaz de eliminar o vermelho de seus olhos, e depois olha para os dois*...-Não se preocupem..... apenas lembrei da minha mãe e fiquei um pouco emotiva... #Me desculpem, mas não posso contar a verdade#

*Aquelas palavras fizeram com que a pequena possuída a abraçasse.*

#A gente nem imagina as dores que ela sente por ser órfã. Apesar de eu ser órfão também, nunca fui capaz de sentir saudades dos meus pais#

-Mas será que o Yuki está bem? E se ele foi até a sede para falar com o senhor?

#Não consigo nem imaginar o que ele foi fazer lá. Mas ele parecia muito preocupado na conversa entre o Ayame e Akito-san. Alguma coisa aconteceu, e o Ayame está sabendo#

by Kyo

164


*A garota delicadamente vai dobrando cada um dos lençóis como se fossem um precioso tesouro. Uma suave brisa brinca com os seus cabelos e ela olha para o céu, como se estivesse agradecendo aquela companhia. Shigure não consegue desviar o seu olhar da garota, parecia que naquele instante ele estava descobrindo a verdadeira Tohru Honda, uma garota que ficava feliz e que sabia agradecer as coisas mais simples que recebia.*

*Shigure sente que seus olhos começaram a arder um pouco. Mas não queria acreditar que aquilo era conseqüência da emoção que estava sentindo e que queria negar com todas as forças, até que a garota que ainda olhava para o céu, se vira e o vê na janela. Seus olhares se cruzam, e o sorriso que recebeu naquele instante da garota fizeram com que aquelas lágrimas finalmente saíssem de seus olhos como se fossem um pedido de socorro*


#Parece que aquele sorriso é capaz de curar qualquer ferida. De perdoar qualquer pecado#

*Shigure estava tão iluminado pelo luar que a garota é capaz de o ver perfeitamente e nota que os seus olhos estavam cheios de lágrimas. Tohru vê que o possuído coloca a mão nos olhos e abaixa a cabeça*

#O Shigure está chorando. Mas porque ele está chorando?# *A imagem do escritor a comove profundamente. E ela sente uma dor em seu peito, e também fica com os olhos cheios de lágrimas. Sua vontade naquele instante era de abraça-lo, parecia-lhe que seria capaz de secar aquelas lágrimas com o calor de seu abraço*

*Shigure se vira sem lhe olhar novamente, sentando-se no chão e deixando que aquelas lágrimas pedissem socorro por ele. Tohru rapidamente pega aqueles lençóis e sai correndo para dentro da casa, ela passa pela Kisa que estava na sala assistindo TV e sobe voando até a porta do quarto do Shigure e faz menção de bater na porta mas fica com a mão parada no ar*

#A minha vontade e de entrar nesse quarto. De lhe abraçar, mesmo sabendo que ele se transformará. Mas eu não posso fazer isso.#

by Kyo

163


-EU SEI... EU JÁ SEI DISSO!

*Shigure deixa o seu corpo cair lentamente ficando de joelhos no meio daquele jardim, enquanto chorava, já não conseguia olhar para ela. Sentia que seu coração estava se rasgando e toda aquela dor começava a dominar o seu corpo. Kana se mantinha em pé na sua frente, em seu olhar não havia nenhum vestígio de sentimento, nem tristeza, nem alegria*

-Eu já sei que nem sempre ficamos com aqueles que amamos.... Eu sei o que são romances... EU OS ESCREVO! SEI QUE NEM TODOS AS PERSONAGENS TÊM UM FINAL FELIZ!.........

*Ele coloca as mãos nos seus olhos e abaixa a cabeça até os joelhos e fala como seu fosse um pedido de suplica*

-.........mas eu achei que a minha personagem teria um final feliz com você........

*Kana escuta aquelas palavras, mas elas não modificam aquele olhar.*

-Lamento, Shigure. Mas eu escolhi o Hatori. Vou me casar com ele.

*Aquelas palavras fizeram com que ele ficasse sem respirar por alguns segundos, parecia que estava esperando a morte chegar. Mesmo sem respirar ele levanta a cabeça e olha para ela, e naquele instante ele teve a certeza de que era a própria morte que estava na sua frente. Aquela mulher o olhava sem nenhum sentimento em seu olhar.*


*Shigure abre os olhos. Sua respiração está muito ofegante. Ele olha pela bagunça do seu quarto, procurando pelos fragmentos daquela lembrança. A luz da lua cheia ilumina todo o quarto. O possuído passa a mão nos cabelos e se levanta da cama*

#E no final, ela não ficou com ele também.#

*Shigure vai até a janela, sentia que precisava de ar e coloca a cabeça com os olhos fechados para fora, tentando respirar o máximo de oxigênio que conseguisse. Quando ele os abre novamente, vê que a Tohru estava recolhendo as roupas do varal. Sua imagem parecia que era um sonho, a luz da lua a iluminava por completo e cada um dos seus movimentos a embelezavam mais ainda. Parecia que cantarolava alguma canção e em seu rosto um lindo sorriso*

by Kyo

162


* Akito sabia disso... não podia dizer que não gostou. Pelo contrario, o calor em seu corpo ainda não havia diminuído, tinha certeza que aquilo não acabaria bem se ele lhe tocasse outra vez. Ela seria capaz de entrar em combustão. Yuki fez menção de pegar no braço dela novamente, mas ela puxou-o e com um gesto rápido se afastou mais dele ficando de pé. Ele fez o mesmo, definitivamente com raiva. Colocou as duas más sobre as laterais de sua cabeça e gritou jogando as mãos violentamente para baixo. *

- DROGA, AKITO... EU AINDA NÃO SOU HOMEM O BASTANTE PARA VOCÊ?

* Akito gelou? Ele realmente estava desejando isso? *

- SIM VOCÊ É YUKI. VOCÊ É HOMEM! E SERÁ QUE VOCÊ É CAPAZ DE ENXERGAR O QUE EU SOU?

# Homen como eu... #

* O único pensamento que lhe passou fora esse. No mesmo instante todo o fogo de raiva e desejo de seus olhos desapareceram. Sua expressão se tornou fria, apagada e triste. Ele fitou o chão com a boca entre aberta e ainda avermelhada pelo contato com Akito. Akito reparou que ele havia ficado melancólico e sombrio. *

# O que... o que eu fiz outra vez? #

* Akito caminho até ele e estendeu a mão para tocar no rosto dele, mas foi violentamente rebatida pela mão dele, ele ergueu os olhos úmidos pelas lágrimas esbravejou. *

- AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH POR QUE VOCÊ TEM QUE ESTRAGAR TUDO DIZENDO ISSO? EU O ODEIO AKITO!

* Saiu correndo do quarto largando uma Akito atônita, abandonada e chorosa no meio do aposento. *

by Leandra

161


- O que... Por... POR QUE DIABOS VOCÊ ME EMPURROU?

* Akito sacudiu suas dúvidas.. estava assustada, cansada, confusa e excitada. Aquele Yuki descontrolado, másculo, decidido que lhe deu ordens o tempo todo, que entrou no quarto pedindo desculpas, dizendo que queria novamente aquele contato, tomando a iniciativa, era alguém tão distante do garoto assustado e medroso que saiu correndo da última vez. O pior de tudo, é que ela não poderia dizer que não havia gostado... aquele Yuki incapaz de medir seus atos e raciocinar em cima de seus desejos, estava deixando-a louca. *

- O que.. O QUE PERGUNTO EU? O QUE ACONTECEU COM VOCÊ? QUE TIPO DE ATITUDE É ESSA? VOCÊ... VOCÊ VEIO ME DANDO ORDEM... INVADINDO MEU QUARTO... ME... ME...

* Akito ficou vermelha ao lembrar do ato controlador e possessivo dele agarrando seus cabelos e puxando-os um pouco para controlar os movimentos dela no beijo, segurando seu pulso contra as costas dela mantendo-a submissa. *

- VAMOS DIGA.

- NÃO ME DE ORDENS! O QUE DEU EM VOCÊ AFINAL? VOCÊ NUNCA FOI... NUNCA FOI... ASSIM.

- E QUAL O PROBLEMA? AAAAAHHH EU PASSEI DIAS E MAIS DIAS ACORDADO INCAPAZ DE ENTENDER O QUE EU SENTI COM AQUELE SEU MALDITO BEIJO. ATÉ QUE EU NÃO SUPORTEI MAIS. EU NÃO... DROGA... EU NUNCA FIQUEI DESCONTROLADO ASSIM...

by Leandra

160


Yuki soltou o pulso de Akito que segura atrás das costas dela e escorregava a mão pelo rosto e pesoço dela enquanto a beijava, mordia e sugava aquela região tão alva e lisa entre sua orelha e queixo. Passou sua mão sobre o quimono e com a ponta dos dedos começava a puxá-la para baixo. Akito gemeu ao sentir os dedos gelados dele roçar na pele de seus ombros e recobrando a consciência gritou “NÃO”, e empurrou-o violentamente separando-o de seu pescoço e corpo.

Em sua boca ainda o gosto do beijo e em seu pescoço a sensação permanente da boca dele rolando sua pele, como se ela não o tivesse separado dela. Como se Yuki ainda estivesse deliciosamente acariciando-a. Ele lhe olhava descrente, confuso e com uma expressão desesperadoramente inocente.

Akito arfava encarando aqueles orbes ametistas que lhe fitavam incrédulos. Tentava recuperar a respiração e a calma, estava extasiada de tesão e desejo, mas sabia que qualquer passo que desse agora definiria tudo. O que ela deveria fazer? Entregar-se àquela luxuria, àquele desejo e revelar seu segredo? Mas revelando esse segredo assim, dessa forma, ele a perdoaria? Ele a aceitaria? Ele sofreu pensando ter desejos por um outro homem até conseguir admitir isso e vir até ele em busca disso, pra descobrir assim que na verdade ela era ELA? Não... ela teria que contar-lhe numa situação menos... delicada.

Enquanto ela tentava pensar em tudo isso, Yuki apenas se refazia do choque de ser separado numa hora como aquela. Ele tinha certeza, Akito também o queria, ele havia mostrado claramente que o desejava, suas costas ardiam com os arranhões dele para provar. Uma crescente frustração lhe subia, uma raiva contida, um orgulho ferido lhe cutucava, enquanto olhava-o ali parado encarando-o, Yuki deseja socá-lo até que ele ficasse inconsciente ou irreconhecível. Desejava descontar toda aquela frustração, senão em beijos luxuriosos, em socos bem desferidos e violentos.

by Leandra

159




* Akito ameaçou um novo tapa, mas Yuki segurou seu pulso antes que ela o acertasse. Mirou seus olhos profundamente e puxou seu corpo pelo pulso e ombros que segurava. Ele passou a mão que segurava seu ombro por suas costas e sua mão segurava firmemente seus cabelos da nuca, puxando levemente. Aquela atitude firme de quem dominava completamente a situação a excitava ainda mais.

Quando Yuki encostou seus lábios nos dela, ela parou a respiração por um segundo, não retribuiu de imediato. Estava assustada com a atitude dele. Mas ele forçou sua língua entre os lábios dela os lambendo, um arrepio correu de sua espinha até suas pernas, fazendo-as tremer. Não contente pela resistência dela, Yuki escorregou seu corpo mais para perto dela, levou o braço dela que segurava pelo pulso para trás do corpo dela, dominando-a ainda mais. Forçou novamente sua língua contra seus lábios adentrando sua boca a força. Sentindo aquele contato íntimo e forte, as língua firme e grossa de Yuki roçar em sua língua macia, ela estremeceu em um gemido. Yuki sorriu.

Akito não pode mais se controlar e entregou-se completamente aquele contato. Suas línguas brigavam violentamente dentro de suas bocas, explorando e buscando todos os cantos que podiam alcançar. As mãos de Akito agora também o agarravam. Uma de suas mãos arranhava suas costas por dentro da camisa enquanto a outra segurava fortemente seus cabelos. Eles mal respiravam, e faziam pequenos gemidos enquanto suas bocas devoravam umas as outras num desejo insano de se consumirem por completo.

Yuki escorrega sua boca para o queixo de Akito e depois seu pescoço, fazendo-a gemer um pouco mais alto. Passa a lamber seu pescoço e a respirar em sua orelha, enquanto puxava a cabeça dela para trás pelos cabelos. Tudo aquilo estava deixando-os loucos e sedentos, queriam sentir um ao outro mais e mais. Nenhum contato era profundo o suficiente. Eles se queriam.

by Leandra

158



# Por favor Yuki, não faça isso... me solte logo... eu não... #

- O QUE DISSE, AKITO?

* Yuki agora a segurava pelos seus ombros deixando-a ainda mais perto dele, ambos com o dorso erguido de joelhos diante um do outro. Akito respirou fundo e retomou seu ar cínico, frio e descontrolado de sempre. *

- VÁ EMBORA. EU JÁ FALEI!

- QUER MESMO QUE EU VÁ EMBORA? AQUELE BEIJO FOI MESMO SÓ UMA DIVERSÃO? UMA BRINCADEIRA?

- VÁ EMBORA, YUKI EU JÁ DISSE. DESAPARECE DAQUI. – céus, eu não vou agüentar por muito mais tempo.

* Yuki bufou de ódio, então era isso? Ele realmente não se importava? Tinha sido apenas um divertimento, uma brincadeira sádica com ele? Mas mesmo assim, ele ainda o desejava. Não importava, homem, mulher, gay, kamisama, patriarca, o que ele fosse. Ele apenas queria poder sentir aquela alvura fina encostar-se à sua própria pele fria. Sentir aquela língua quente e úmida invadir sua boca em busca da sua. *

- AQUELE BEIJO NÃO SIGNIFICOU NADA PARA VOCÊ? SOU APENAS O SEU BRINQUEDINHO SÁDICO, PATRIARCA?

PAFT

* Akito havia lhe conseguido se soltar de uma das mãos do Yuki e lhe dado um tapa bem no rosto, aonde ainda ardia vermelhamente a marca. Levou a mão ao rosto visivelmente alterado. *

- O QUE FOI? EU DISSE ALGUMA COISA ERRADA? ACHA MESMO QUE UM SIMPLES TAPA VAI ME FAZER SOLTAR VOCÊ, PATRIARCA? SE SOU O SEU BRINQUEDINHO ENTÃO BRINQUE COMIGO!

by Leandra

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* Akito gemeu baixo quando Yuki puxou-a pelo braço. Ele apertava forte, mas não chegava a machucar. Aquela pressão em sua pele tão sensível a arrepiou ainda mais, um formigamento no estomago e um calor se espalhou por todo o seu corpo. Vê-lo assim tão descontrolado e sentindo-o tão agressivo e decidido no que queria, juntando aquele tom de ordem e o timbre carregado de desejo lhe fez estremecer. Era sensual, excitante e antes de poder raciocinar sobre seus próprios desejos já estava tomada por tesão e fogo. Ela o queria mais do que já o pode querer durante ou depois daquele beijo. *

- VAMOS AKITO! ME XINGUE, ME HUMILHE, ME BATA SE FOR PRECISO. NÃO SUPORTO MAIS O SEU SILÊNCIO. SOU TÃO MENOS HOMEM DO QUE VOCÊ QUER QUE NÃO MEREÇO NEM A SUA IRA?

* Akito permanecia estática e o corpo entrando num entorpecimento erótico quase incapaz de ser controlado. Seu desejo, sua paixão, queimava cada célula de seu sangue que fervilhava em seu corpo. *

# Por favor, por favor Yuki, me solte! Não fale comigo assim, por Deus.. se não me soltar eu perderei o resto do meu controle... por favor, se lhe tocar, lhe beijar... não serei capaz de parar... Yuki vá embora, vá embora... #

- Vá embora...

- O QUE DISSE?

*Yuki ainda gritava, seu sangue inteiro fervia, de ódio, de raiva, de frustração, de desejo. Ele sentia a respiração de Akito, sentia a pele fina e sua pulsação forte em sua mão. Ele a desejava, aquela pele branca e lisa, aquela boca pálida e fina, aquele corpo tão frágil e leve como o seu. Yuki não compreendia como era capaz de desejar tanto a um homem a ponto de querer forçá-lo a aceitá-lo, a abraçá-lo. Yuki não tinha mais dúvidas, aquilo não era mais uma relação de terror como na infância, não era mais uma relação de respeito e obediência para com seu kamisama. Aquilo era desejo, algo carnal e forte e ao mesmo tempo, algo sentimental e profundo, não podia dizer se era realmente paixão. Mas não havia mais dúvida, dane-se se era outro homem, Yuki desejava Akito e faria qualquer coisa para ter sua atenção de novo.*

by Leandra

156


- Me diz... por que? Por que não me mandou vir vê-lo novamente? Por que não me procurou de novo? Se ia mesmo... se era verdade... se.. SE EU NÃO ERA HOMEM PRA VOCÊ... ENTÃO, MALDIÇÃO... ENTÃO POR QUE AKITO? POR QUE VOCÊ ME BEIJOU A SEGUNDA VEZ? Droga....

* Ele apertou ainda mais as mãos fechadas e não conseguindo conter mais, derramou algumas lágrimas e olhou diretamente para Akito esperando a resposta. Ela gelou, suou frio e seu coração batia tão alto e tão forte que mal conseguia ouvir seu raciocínio formulando algum tipo de resposta conveniente. *

# E-eele... ele... #

- ...

- É... é.. só isso? – Yuki olhava descrente para Akito que de olhos arregalados e boca entreaberta não lhe dava resposta alguma. – é só isso.. Akito? É SÓ ISSO?

* Yuki ergueu seu corpo mantendo-se apoiado sobre os joelhos... já havia perdido todo o controle. *

# Dane-se! Dane-se se eu não sou o homem que você queria. Dane-se se sou um bichinho medroso e inseguro, incapaz de tomar decisão sobre seu próprio corpo. Dane-se tudo isso Akito! Dane-se se eu realmente desejo outro homem, se isso é estranho, errado ou seja o que for.. só não me ignore, merda. Se era apenas para brincar, por que eu? Por que logo eu? Maldição Akito... apenas fale comigo... #

- É SÓ ISSO AKITO? EU VENHO ATÉ AQUI E VOCÊ SÓ ME DARÁ SEU SILÊNCIO? AONDE ESTÁ AS RESPOSTA SÍNICAS, AS PROVOCAÇÕES, OS DESAFOROS? AKITO-SOHMA NÃO ME IGNORA!

* Yuki que já não suportava todo aquele silencio, puxou Akito pelo braço fazendo-a levantar seu corpo e ficar de joelhos também com o corpo perto dele. *

by Leandra

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- Mas eu não tinha certeza se queria vê-lo novamente.

* Uma pontada no peito de Akito. Aquela frase lhe havia pego desprevenida, e havia doído. Ela ameaçou retrucar uma resposta afiada, mas Yuki continuou. *

- Eu não terminei!

* Akito gelou com o tão firme e alto que Yuki usou a impedi-la de responder sua afirmação. Fechou o cenho e deu de ombros, fingindo não se importar. Ele olhou para o chão, estava visivelmente nervoso, com as mãos fechadas em punho, enquanto tentava inutilmente forçar uma aparência séria e madura. *

- Você simplesmente chegou até a mim e... e fez... e fez o que quis... e me mandou embora, como se eu... como se eu não representasse nada.

* A voz firme e sua postura madura vacilavam enquanto ele ia falando deixando Akito completamente estática, segurava sua respiração ao máximo para não transparecer seu próprio nervosismo e angústia. Prestava atenção em cada palavra de Yuki tentando decifrar seu verdadeiro significao. Ela não conseguia nem acreditar na possibilidade de sua expectativa estar certa... será que Yuki estava daquele jeito por ela tê-lo mandado embora e não o procurado mas? *

- Yu..

- EU AINDA NÃO TERMINEI!

* Akito arregalou os olhos perdendo totalmente sua compostura, sua representação, sua concentração. Toda frieza que ela tentava encenar para ele foi jogada fora com o grito do Yuki. Mas toda a representação de homem sério, maduro e seguro de si também foram pro lixo. Yuki continuava sentado formalmente, mas sua feição demonstrava nitidademente sua revolta, sua frustração, sua confusão, seu desejo. Ele já não conseguia mais esconder ou controlar o que estava sentindo. Seus olhos estavam cheios de água mas ele ainda tentava não chorar. *

by Leandra

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* Yuki continuava olhando Akito que já estava desconcertada com a encarada pelo possuído do rato e nervosa pelo silêncio. Mas decidiu que não tomaria iniciativa nenhuma, ele que fizesse o que quisesse ou viesse fazer. *

# Eu nunca reparei realmente nele. Fiquei todo nervoso e confuso com aquelas reações tão próximas e íntimas, mas nunca havia reparado nele. Em como suas feições são delicadas e femininas, como seu corpo parece ser frágil e leve. Ele não tem o menor direito de me chamar de princesa... ele se parece com uma mulher muito mais do que eu. Mas além disso... eu não havia reparado em como isso o faz ser tão bonito. #

# Por que ele não diz algo de uma vez? Por quanto tempo ele vai ficar parado me encarando? Céus, eu não vou conseguir manter minha compostura por muito tempo... o som da voz sensual dele e do timbre firme que usou comigo para abrir a porta ainda vibra por todo o meu corpo... droga, Yuki... por que agora? #

- Akito-san?

* Yuki ajoelhou formalmente diante de Akito, mantendo uma postura ereta, esperando que ela o olhasse e assim que ela o fez, ele fez uma mesura bem formal. *

- Desculpe-me!

# Então ele... ele realmente veio apenas pra se desculpar? Por causa daquela intrometida da governanta? #

- E quem disse que eu precise de suas desculpas?

- Ninguém! Não estou me desculpando por alguém ter me pedido para fazê-lo. Estive preocupado em saber que não queria ver ninguém e que sempre precisava dos cuidados de Hatori, mas eu...

* Os olhos de Akito brilharam, sua frieza que tentava a todo custo manter havia sido abalada enquanto ainda em mesura Yuki ia falando. Ela teve necessidade de puxá-lo pra si, agarrá-lo em seus braços e apertá-lo mostrando o quanto também tinha ficado preocupada com suas constantes crises. Mas quando ela ameaçou esticar as mãos até ele, ele levantou seu corpo, mantendo-se ainda formalmente sentado sobre suas pernas. *

by Leandra

153



* A voz do Yuki saiu baixo, um sussurro, suave, gentil, atraente e sexy. Akito caiu sentada no chão. *

# E-e-eu ou-ouvi mesmo isso? E-ele disse que... #

- Por favor....

* Novamente a voz de Yuki é ouvido como um sussuro, um gemido cativante e até mesmo, excitante. Mas Akito era incapaz de raciocinar. Yuki respondera que queria sim, aquele tratamente especial da última vez, o que significava que Yuki não estava ali por que a governanta o repreendeu. Mas porque ele a queria... ou seria o certo dizer que ele o queria? *

# Mas que droga, por que ele não responde? Por que? Eu disse, eu admite que eu queria que ele fizesse tudo aquilo outra vez e ele nem sequer me responde? Droga Akito! Mas se você quer tanto assim brincar comigo, se quer tanto assim me maltratar, eu pelo menos vou fazer valer a pena. Vamos, Yuki, seja homem! #

- Akito-san! Não vou ficar aqui nesse corredor o dia inteiro. Abre a porta!

* Yuki havia finalmente se controlado e impôs em sua voz um tom autoritário. Se era um homem que Akito queria, e se para poder vê-lo novamente era isso o que precisava ser, ele o seria. Mesmo que fosse contra sua própria vontade agir de uma forma tão incisiva justo com Akito-san. *

- E-entre.

* Akito continuava sentada no chão no meio do quarto olhando descrente para o Yuki nervoso e ansioso que adentrava o quarto. Ele parou por uns instantes observando Akito que tentava disfarçar sua confusão mental, entusiasmo e ansiedade, virando-se para olha outra coisa. *

- Akito-san...

* Sua voz continuava no mesmo tão suave e sensual, fazendo a espinha de Akito gelar, junto com um leve estremecimento no estomago, ela estava se controlando. Não iria cometer o erro de assustá-lo novamente, logo agora que ele veio porque quis. *

by Leandra

152


* Akito não poderia arrepender-se daquele beijo, pois o guardava em um lugar mais do que especial em suas lembranças. Ela encostou seu ouvido na porta tentando escutar o que estava acontecendo lá fora, e apenas ouviu a respiração forte e irregular do rato. Seu coração bateu mais forte e mais pesado. *

# Céus... ele não está respirando bem... o que eu faço? Não posso simplesmente tratá-lo com carinho como tanto quero... nem provocá-lo como desejo... droga... depois de tudo que disse para que ele se afastasse realmente e ele... realmente se afastou... então por que eu fiquei feito idiota naquela janela imaginando se ele viria pros meus braços? Não fui eu a culpada por ele ter ido embora daquela forma? Como amaldiçoa a minha própria maldição... se eu não fosse o kamisama, se eu não tivesse que me passar por homem eu poderia abraçá-lo e afagá-lo em meus seios para regular sua respiração. #

- Akky-chan, esse tipo de pensamento só abrange o desejo. Amor... amor não tem sexo. – APESAR DE QUE NO CASO DE VOCÊS É MERAMENTE UM MAL ENTENDIDO.

* O coração de Akito deu uma palpitação forte ao relembrar as últimas palavras de Ayame, mas antes que pudesse refletir em cima da situação, ouviu novamente o seu nome de forma suave e meiga que sua barriga formigou. *

- Akito! Não me deixe aqui fora... onegai... fale comigo.

* A frase soou como uma súplica, um gemido. Akito não podia mais ignorar aquilo, respirou fundo, se afastou da porta, respirou mais uma vez. *

# Droga.. se ele falar comigo assim mais uma vez não sei o que eu posso fazer... céus... foi praticamente sexy esse pedido dele. #

- O que foi, Yuki? – tentou carregar a voz com o máximo de ironia possível. – Não suportou a saudade e veio suplicar para que eu dê atenção a um bichinho medroso que saiu daqui com o rabo entre as pernas da última vez? Está querendo mais uma vez o meu tratamento especial, meu bichinho?

- Sim...

* A voz do Yuki saiu baixo, um sussurro, suave, gentil, atraente e sexy. Akito caiu sentada no chão. *

by Leandra

151


# Baka! O que você esperava dele? Que abrisse a porta correndo feliz por lhe ver depois de tanto tempo sem nem sequer ligar para ter notícias dele? Queria que ele lhe puxasse pela gola e lhe abrasse morrendo de saudade? Baka, baka, baka. Depois de pensar tanto, de questionar tanto, de decidir que precisava fazer algo, eu deveria ter parado de sonhar antes de vir. Esperar que ele me recebesse de uma maneira especial... ora, seu baka... não fora ele mesmo que disse que você não era homem suficiente para ele? #

* Ao lembrar disso Yuki ficou vermelho de vergonha de si mesmo, havia escutado aquilo e mesmo assim nada fez. Ficou assustado e desorientado encolhido em um canto da casa do Shigure. Deveria ter feito algo para se tornar mais homem, mais maduro, mais adulto, mas no fundo continuava o mesmo bichinho assustado com tudo aquilo. *

# Droga... se eu havia decidido isso... porque então não me tornei um homem de verdade... capaz de não ter medo dessas coisas. Droga... eu serei mais homem, você vai ver Akito-san... você nunca mais me chamará de princesinha outra vez. #

* Enquanto isso Akito dentro do quarto segurava a respiração com a mão na boca ao ouvir o barulho vindo da porta. Não sabia o que fazer suas mãos e pernas tremiam e seu coração estava descompassado. *

# Ele.. ele está bem? O que foi esse barulho batendo na porta? Céus... será que ele teve outra crise e caiu? Será que está bem? Aonde estão aquelas empregadas idiotas nessa hora? Yuki.... por favor... vá embora, você é a última pessoa que eu queria ver agora depois daquela conversa idiota com o inútil do Aaya... Ah Yuki... você não é a última pessoa que eu queria ver, é a única que eu quero ver... mas por que tinha que ser agora? #

* Akito conseguiu se levantar, andou temerosa passo ante passo até a porta, o silêncio lá fora depois daquela forte batida a estava matando. E se Yuki realmente estivesse passando mal? Ele estava tendo muitas crises desde o ano novo, e Akito sabia que a culpa era dela e daquele maldito beijo... maldito não...*

by Leandra

150


# Chega! Não suporto mais! Eu irei resolver tudo isso agora! #

* Yuki desce do táxi e entra andando o mais rápido que podia em direção a casa do patriarca, tentando controlar sua respiração que estava começando a ficar pesada pelo nervosismo. Passou pela governanta que já iniciava um outro sermão, sem nem ao menos dirigir-lhe um olhar e bateu direto na porto do quarto do kamisama. *

- Não quero ver ninguém, suma daqui!

* Akito estava extremamente mau humorado por causa do Ayame. *

- Akito-san, quero falar com você... por favor

* As últimas palavras soaram baixo, meio envergonhado pela forma autoritária e nervosa que havia pedido por aquela audiência junto ao patriarca. Por sua vez, Akito havia gelado cada centímetro do seu corpo ao ouvir a voz dele. Ela apenas olhou para a porta aberta sem conseguir dizer uma única palavra. *

# Ele está aqui. Então ele veio mesmo? Só por causa daquela bruxa velha tê-lo ameaçado? E veio tão rápido? O que aquela bruxa disse para que ele viesse assim correndo? Mas... não é isso não é... o que importa... ele não veio “me ver”... apenas veio dar explicações ao seu kamisama. #

- Akito-san, por favor, quero falar com você.

- O que foi? Veio mendigar ao kamisama depois de tanto tempo sem nem lembrar qual é o seu devido lugar, é isso, ratinho?

* Aquela resposta agressiva estava longe de ser o que ele esperava. Depois de toda aquela cena dentro do quarto, esperava que Akito lhe recebesse calorosamente depois de tanto tempo longe. Sentiu seu coração doer e sua respiração falhar. Perdendo a costumeira calma e autocontrole, Yuki bateu os dois punhos fechados contra a porta e ficou com estes e sua testa encostados nela, de cabeça baixa e os olhos fechados. *

by Leandra

149


*Ayame fica olhando em silêncio para o médico, que ainda continua com os pensamentos longe, mas a sua aparência está muito calma. Ele percebe que o primo dá um pequeno sorriso e apaga o cigarro que ainda estava no começo, e depois tira o maço que estava no bolso, o amassa e o coloca ao lado cinzeiro*

-Tori???? Você vai deixar de fumar??

-Aquela foi a minha última tragada.

-COMO? NÃO PODE SER VERDADE. O NOSSO MÉDICO NÃO DARÁ MAIS ESSE MAL EXEMPLO PARA AS CRIANCINHAS?????

-Não seja tão exagerado, desde quando sou exemplo de alguma coisa.

-Você fez uma promessa? Só pode ser isso? Vamos me conte o que pediu.

-Não fiz promessa nenhuma. Apenas acho que está na hora de parar.

#Não. Alguma coisa está acontecendo com ele. Imaginava que estaria acabado e triste nesses dias por causa do casamento da Kana, mas não, ele parece estar muito tranqüilo, apesar de estar com esse aspecto de cansaço. É pelo visto, naquela hora ele falou a verdade, a Akky deve ter lhe dado muito trabalho mesmo.#

-Pois acho que faz muito bem. Fumar é um péssimo hábito e isso lhe envelhecia uns dez anos.

-..... *Hatori lhe olha todo interessado*

-O que? não vai me dizer que você quer aparentar agora que tem menos idade? Hohohoho... Não posso nem imaginar o nosso Tori-san de bermuda, camiseta regata, óculos de sol e um boné caminhando alegremente nesse verão.... hohohohohoho

-Não seja tão ridículo. #No máximo que pensei foi numa camisa poló#

-Muito bem.. *Ayame se levanta do sofá* -Só vim me despedir e agora voltarei para o meu grandioso palácio, quero saber o que a adorável Mine-chan achou dos meus priminhos e da senhorita Honda.... hohohoho

-Eu lhe dou uma carona. Vou passar novamente na casa do Shigure para ver o Yuki.

-Então irei com você.

-Nem pensar. A sua presença só irá o cansar ainda mais. Vá para a sua casa fofocar com a sua assistente.

*Ayame sai protestando com o médico, mas esse se mantém firme em sua decisão de não leva-lo. No fundo o Yuki era apenas um pretexto para ele voltar na casa*

by Kyo