31/12/2008

Feliz Ano do HARU



Desejo a todos vocês que 2009 seja mais feliz do que sonharam, que recebam muito mais do que pediram e que aproveitem ao máximo daquilo que conquistarem.

Muito obrigada pelo enorme carinho que recebi nesse ano de 2008 de todos. Nao imaginam o quanto me ajudaram nesse ano que foi bem complicado para mim >.<

Mas o ano do Yuki está terminando e que o ano do Haru seja simplesmente lindo com é o nosso boizinho e que tenhamos o nosso lado black para enfrentarmos as dificuldades e nosso lado white para os doces momentos que vivemos.

FELIZ ANO DO HARU \O/

30/12/2008

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Hanajima sabia que não teria uma outra oportunidade como aquela. Durante toda a viagem ficou desejando mostrar para o garoto o quanto que ele estava errado por pensar aquilo, ao ver que o garoto estava a cada instante mais perto da porta, sentia uma angustia crescendo dentro de si e começa a falar tranquilamente para o garoto.

-Eu acho que você esta errado sobre o que pensa sobre si mesmo.

-VOCÊ É QUEM ESTÁ ERRADA!! EU SOU UM MONSTRO!!

-Pois não vejo nenhum monstro na minha frente.

O sangue do garoto ferve ainda mais, como aquela garota podia provoca-lo tanto como estava fazendo? Kyo fecha firmemente a mão esquerda e lhe olhava com mais raiva ainda.

#Já não lhe basta saber que sou estranho por gostar dele? Ela já sabe sobre a minha verdadeira forma, e mesmo assim ela está ali parada com aquela cara tranquila falando que não está vendo nenhum monstro na sua frente. Eu vou mudar a sua carinha agora mesmo, vou te mostrar quem sou de fato. Não terei dó e nem piedade de você#

Kyo avança em direção da garota, parando apenas a uns dois passos de distância dela.

-Cê pediu por isso, garota psíquica.

Hanajima apenas levanta a sobrancelha direita aceitando o seu desafio. Kyo se sentindo ainda mais provocado com aquele olhar fica ainda mais motivado para fazer aquilo, e de uma vez ele arranca a pulseira de contas vermelhas e brancas que estava em seu pulso.

Em poucos segundos um terrível odor invade o quarto e um ser com uma aparência horripilante surge na frente da garota. Hanajima se mantém parada no mesmo local apenas olhando para o garoto. Kyo aproxima ainda mais a sua cabeça da dela e lhe olha com aquele olhar gelado e com os dentes cerrados. Estava sentindo uma enorme raiva da garota, ela tinha merecido sentir aquele fedo entrando em seu nariz e de ver aquele ser horrível na sua frente. Ele não seria culpado por ela começar a ter pesadelos depois de conhecer a sua verdadeira forma.

A garota fixa ainda mais o seu olhar naqueles olhos violetas e gelados e fala com a mesma voz tranquila de antes.

-Ainda não estou vendo monstro algum na minha frente.

Kyo sente um grande nó em sua garganta naquele instante, sabia que a garota não estava com nenhum medo e muito mesmo nojo dele. O seu aspecto calmo e sereno era o mesmo de antes, ele pela primeira vez estava se sentindo derrotado, mas o sentimento que mais lhe doía no peito era a duvida que acabava de surgir em sua mente.

#Será que de fato eu não sou um monstro? Não pode ser, a minha vida toda me trataram como se eu fosse um monstro. Será que eram eles quem estavam errados?#

Hanajima se mantém ainda em pé observando-o, era evidente que ela sentia o fedo, mas naquele instante sabia que isso era o que menos importava, o que queria era provar para o garoto que ele não era um monstro só por causa daquela aparência.

#Eu quero que ele veja que existem seres humanos que apesar de não terem essa forma são realmente monstros. O Kyo é apenas um garoto que tem uma maldição como eu tenho. Nós nãos somos monstros por causa disso.#

A garota se senta no mesmo local de antes e aponta para o lugar onde o Kyo estava sentado a minutos atrás.

-Você demora muito tempo para voltar a sua outra forma?

-CÊ NÃO É CEGA!! ESTÁ VENDO O QUE SOU, E MESMO ASSIM QUER QUE ME SENTE PARA CONVERSARMOS?

-Acho que se conversar de pé ficará cansado.

Kyo sentia vontade de feri-la tanto como ela estava o ferindo com aquela atitude. Por que que simplesmente ela não teve a mesma atitude que todos os outros? Por que não fugiu? Por que não teve aquele olhar de pavor e de nojo?

-Por que? Por que está fazendo isso comigo?

-Porque eu quero que veja o mesmo que eu vi. Você não é nenhum monstro, é apenas um garoto que tem uma maldição, nada mais além disso.

Kyo finalmente deixasse cair no chão e começa a chorar baixinho, Saki se levanta caminha até ele e se ajoelha a sua frente.

-Sempre me viram como um monstro. É isso o que eu sou!

by DonaKyon

28/12/2008

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O garoto que até então estava conversando olhando para Hanajima, desvia o olhar e não fala nada, mas a garota ainda continua olhando para ele enquanto falava.

-Eu já te disse que entendo o que sente.

Ao escutar aquela frase, o garoto vira-se rapidamente a olhando bem nos olhos.

-O que cê entende?

-Entendo o amor que você sente pelo seu primo, porque é o mesmo sentimento que eu sinto pela Tohru.

Kyo sabia que não adiantava nada tentar negar, ou fazer um aspecto de espantado, ao invés disso ele abaixa a cabeça com um olhar um pouco mais triste.

-Eu já imaginava que sabia de tudo, por favor, não conte para ninguém.

-Não contarei.

-Mas por que? Por que não fica triste ou magoada quando a vê tão feliz ao lado do coelho?

-Porque eu a amo.

-Isso não faz o menor sentido.

-Um dia irá entender o que estou lhe dizendo.

Kyo volta a lhe olhar um pouco irritado, não entendendo as razoes do porque que não falaria naquele instante.

-E algo me diz que entenderá em breve.

-Dá para ver o futuro lendo a mente dos outros?

-Não. Essa é a minha intuição mesmo.

-Hunf… cê é muito mais estranha do que eu imagino.

-Sempre fui chamada de bruxa.

-E eu de monstro.

-E você é de fato um monstro?

Aquela pergunta o deixa ainda mais certo de que a garota era de fato muito estranha, ele nasceu como o possuído pelo espírito do gato, seu pai o odiava, sua mãe tinha se matado por sua culpa, todos dentro do clã o menosprezavam, e os outros possuídos o ignoravam, portanto era evidente que ele era um monstro. O garoto apenas a observava pensando como aquilo não era tão óbvio para ela também, afinal, sabia que os dois maiores segredos dele, aqueles que nem a Tohru conhecia, a sua verdadeira e monstruosa forma, e o seu sentimento pelo primo.

Hanajima se mantinha sentada na mesma posição e olhava para o garoto.

-Eu tenho de fato esses dons, sei que sou diferente dos outros seres humanos, mas eu não me considero uma bruxa. E você? Se considera mesmo como um monstro?

-Se visse a minha verdadeira forma, você também me chamaria de monstro.

-Então, você me considera uma bruxa?

-Não. Apenas uma garota estranha.

-Pois eu digo o mesmo de você, mas isso está bem longe de ser um monstro.

Kyo se espanta com as palavras da garota, mas não é tocado por elas, durante toda a sua vida foi tratado como sendo um monstro, até mesmo a Kagura tinha fugido dele quando viu a sua verdadeira forma. Era claro que aquelas palavras eram apenas e simplesmente palavras vazias e sem sentido para ele.

#Ela diz isso porque não viu a minha verdadeira forma. Tenho certeza que nem mesmo a Tohru conseguiria me aceitar se conhecesse o meu verdadeiro eu. Nem mesmo o Kazuma-sensei foi capaz de aceitar o avô quando ele era criança.#

O garoto se levanta disposto a ir embora e dar aquela conversa por encerrada. Já tinha conversado muito mais do que queria com a garota, tendo até mesmo a sensação de que tinha falado mais do que gostaria sobre si próprio. Hanajima apenas o acompanha com o olhar, mas com um olhar de absoluta certeza pelo que tinha falado que o deixava ainda mais irritado e nervoso.

-Hehe… fala isso da boca para fora. Você me chamaria de monstro se visse a minha verdadeira forma sim. Tenho certeza disso.

-Pois repito que apenas acho todos vocês estranhos, mas não monstros.

#Ela está fazendo isso para me deixar irritado. Ela provavelmente está lendo a minha mente e sabe o quanto que isso está me irritando. Como ela pode falar como se eu fosse igual aos outros possuídos? Ela sabe que eu sou o único que de fato sou um monstro.#

-Hunf…

Kyo se virá e começa a caminhar em direção da porta enquanto que a Hanajima se levanta calmamente e se mantém em pé olhando para ele.

by DonaKyon

27/12/2008

27


Kyo esperava pela Hanajima sentado no banco, com o tronco um pouco inclinado para frente e segurando as duas mãos. Já estava arrependido por haver pedido aquela conversa com ela, afinal, odiava falar sobre si próprio, tinha certeza de que ninguém queria saber sobre ele ou seus problemas, mas de repente apareceu a Tohru na vida deles, a primeira que queria estar junto deles e agora havia surgido também a Hanajima, que também queria escuta-lo.

A garota psíquica havia imitado o gesto do possuído saindo sem avisar aos outros, ela chega até o jardim e fica apenas observando o garoto sentado, quando ele percebe que não estava mais sozinho, se levanta e fica parado na sua frente lhe olhando.

-E agora? Cê leu os meus pensamentos?

-Não precisa se preocupar eu não leio mais a mente dos outros a todos os instantes. Li agora cedo porque queria descobrir se todos que estavam na casa do Shigure-san eram possuídos também.

O garoto respira um pouco chateado, tudo seria muito mais fácil se ela se limitasse apenas a ler a sua mente não o obrigando a tornar os seus pensamentos em palavras. Não precisava ter nenhum dom especial para perceber que ele estava um pouco angustiado e no momento em que ia abrir a boca para começar a falar alguns hóspedes passam pelo corredor rindo e conversando e o garoto volta a ficar com a boca fechada.

-Vamos até o meu quarto.

-O QUE??

Os hóspedes que ainda estavam no corredor apenas tinham escutado o grito do garoto e olham para os dois, Hanajima dá uma singelo sorriso para eles enquanto que o garoto que estava vermelho nem olha para eles. O grupo de seis rapazes se inclina para cumprimentar a garota e se afastam deles, entrando em uma das termas masculinas. Hanajima começa então a caminha em direção do quarto deixando o garoto ainda parado no jardim.

-Se ficarmos aqui, você não conseguirá falar.

-Mas… mas… no seu quarto?

-Podemos ir para o seu então.

-Não é isso. O problema é que ficaremos sozinhos.

Hanajima se segura para não dá uma pequena risadinha e também para que o seu pensamento não fosse escutado por ele, ao ver que o garoto estava todo tímido só porque ficariam sozinhos, o que o deixava ainda mais lindo do que quando ficava sem graça. A garota começa a caminhar sem olhar para trás.

Kyo percebe que não adianta falar nada e vai atrás dela, rezando para que nenhum dos possuídos, principalmente o Shigure ficasse sabendo daquilo. Os quarto quartos reservados para eles estavam localizados no mesmo corredor, mas apenas o do Kyo e do Momiji é que eram ao lado do Haru e Yuki. Os demais não estavam ao lado, sendo que o da Hana e Tohru eram no começo do corredor e o do Shigure e Ayame o último, e sem dúvida o maior de todos também.

A garota abre a porta do quarto e espera que o garoto passe fechando a porta. Kyo vai se sentar de uma maneira mais formal e respeitosa no tatame ao lado da janela, e a garota senta-se a sua frente, mas não da mesma maneira, porém nem muito relaxada.

-A Tohru-chan fica ainda mais feliz quando está ao lado do Momiji-kun.

-Cês três são muito amigas, né? Até parecem que são irmãs.

-Somos mais do que irmãs, acho que somos almas gêmeas pois todas sentimos as mesmas dores e medos, mesmo tendo uma história de vida tão diferente uma da outra. De todas nós, eu sei que sou a que tem mais sorte, tenho consciência disso. Afinal tenho uma família que me ama, que cuida de mim, que estão ao meu lado mesmo eu sendo assim. Eles sempre me aceitaram com eu sou. Eu sei que posso encontrar sempre um apoio na minha família. A Uo-chan só tem o pai dela e a Tohru-chan….

-Ela não tem mais ninguém e mesmo assim vive com aquele sorriso bobo no rosto. Como ela consegue?

-Ela tem muito amor dentro dela. É por isso que tem aquele sorriso.

-Amor?!! Hunf…

-Não fale como se fosse alguém que não sabe o que é isso.

by DonaKyon

25/12/2008

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Ayame se levanta correndo e começa a tirar tudo de dentro da mala para achar o aparelho.

-Por que não desligou o celular?

-Porque a minha ajudante poderia ter alguma duvida…. Alô o grande génio das agulhas falando…

-Passa o aparelho para o Shigure….

Ayame assim que escuta aquela voz a reconhece de imediato, mas mesmo assim ele tira o aparelho do ouvido para conferir o número, e depois volta com o telefone para a orelha.

-Olá Haa-san, você ligou errado, esse é o MEU celular, acho que quer falar com a minha maravilhosa pessoa não é mesmo?

-Não! O Shigure está com celular desligado. Ele está ao seu lado, passe para ele então.

O possuído pela serpente fica um pouco irritado com aquilo, como é que o Hatori poderia ligar no celular dele e nem ao menos trocar algumas palavrinhas. Em silêncio e com um enorme bico ele passa o aparelho para o escritor.

-ahahahhahah… o que falou para o Aaya para ele ficar com essa cara?

-Shigure, do que é que Akito-san gosta?

Shigure estranha não apenas aquela pergunta tão repentina, mas também o comportamento do médico. Normalmente ele era a razão em pessoa, não se abalava com nada, e agora estava com a respiração mais acelerada, e era claro que ele estava falando enquanto andava em um local mais agitado, devido o barulho que vinha no fundo.

-O que aconteceu com Akito-san?

-Nada. Do que é que o patriarca gosta?

-Hummm… Eu não sei ao certo.

-Eu sei que você conhece perfeitamente todos os gostos do patriarca.

-Se o Aaya te vir falando assim vai ficar com a cara ainda mais fechada. Parece até que Akito-san e eu temos alguma coisa.

-Todos sabemos muito bem que vocês se tratam com se fossem irmãos. Eu me lembro muito bem de como se aproximaram durante a adolescência dela.

-Onde você está Haa-san? Está muito barulho, não consegui te escutar direito agora.

Ayame andava de um lado para o outro no quarto enquanto que o escritor e o médico conversavam. Shigure por sua vez estava deitado no futton completamente relaxado e até que estava se divertindo um pouco ao ver que o primo do outro lado da linha estava um pouco fora do seu normal.

-Estou no centro da cidade…..

-Cuidado para não esbarrar em ninguém por aí, de todos você é o que mais corre risco de morte se se transformar, é claro que ninguém irá ver um cavalo marinho de 8 cm no meio da rua e você acabará sendo pisoteado.

#Que vontade me deu de manda-lo para o inferno agora# -……..

-Alô… alô…. Ihi será que a ligação caiu ou ele que se transformou?

-DO QUE É QUE AKITO-SAN GOSTA?

Até mesmo o Ayame que estava um pouco distante do Shigure havia conseguido escutar o grito do médico, que estava naquele instante vermelho de vergonha, por ter gritado no meio da rua e com todos o olhando. O escritor estava se segurando ao máximo para não rir e estava se remoendo de curiosidade para saber o que havia acontecido para que o primo tivesse chegado aquele estado.

-O patriarca gosta do que todo homem gosta.

Hatori pára de caminhar quando escuta aquela resposta pelo fato perceber que não estava naquele instante vendo Akito como um homem e sim como uma mulher. Queria saber dos gostos dela como uma mulher, queria a deixar feliz como ela sendo a mulher que ela era. Na verdade queria que ela voltasse a ser a mesma menina que brincava com eles quando criança, aquela Akito que ainda não sentia em seus ombros o peso de ser o patriarca da família Sohma. Sabia que a Akito verdadeira, não era aquela pessoa que o tinha deixado quase cego, mas sim aquela Akito do seu tempo de criança, a mesma que ele havia reencontrado quando ela acordou do seu desmaio e que chorou com medo de tê-lo ferido novamente.

-Obrigado Shigure.

Shigure fica olhando para o celular sem entender nada quando o médico depois de o agradecer desliga o aparelho.

#O que ele está pensando em fazer? Alguma coisa aconteceu entre eles.#

Ayame pega o aparelho de suas mãos e o desliga completamente.

-E se a sua ajudante precisar de você.

O possuído volta a ligar o aparelho e o guarda na bolsa e naquele mesmo instante o escritor sente um frio na espinha.

by DonaKyon

24/12/2008

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Ayame fechava lentamente os olhos ainda com a respiração bem ofegante e o coração muito acelerado, sentia o arrepio gostoso no estômago, da expectativa do beijo que estava a cada segundo mais próximo de se concretizar. Shigure ainda conseguia lhe provocar aquela sensação que parecia como se tivesse levado um choque quando tocava simplesmente com as pontas dos dedos em seu pescoço. A mesma sensação que havia sentindo pela primeira vez quando eles tinham 17 anos e ainda eram estudantes do colegial.

Dentro do clã todos tinham a certeza que aqueles gestos e palavras entre os dois eram apenas uma encenação, um teatrinho, sendo que os mais velhos até consideravam aquilo como uma brincadeira de mal gosto, apenas Hatori é quem sabia de fato o que acontecia entre os dois possuídos.

O escritor afasta os seus lábios do possuído fechando a parte de cima do quimono e deitando-se ao seu lado no futton.

-Se continuar assim por muito tempo, logo acabará se transformando, sabe que o seu corpo não suporta essas mudanças de temperatura.

-Então, deixe-me esquentar em seu corpo.

Ayame se acomoda sob o braço esquerdo do primo e repousa sua cabeça em seu peito, espalhando os longos fios prateados sob o peito desnudo do escritor. Podia ainda sentir o coração que batia tão forte dentro do peito dele, o que o deixava ainda mais feliz.

-Como será que estão os garotos?

-Não se preocupe com eles, Gure. Devem estar se divertindo agora.

-Você acha que podemos confiar na amiga da Tohru-kun?

-Acho que sim. Sinto como se ela também carregasse o peso de uma maldição. Imagino que não deve ser uma sensação muito agradável poder escutar os pensamentos dos outros.

-Hummm, eu não me importaria se pudesse escutar os seus pensamentos.

-Você pode escuta-los, basta que encoste a sua cabeça em meu peito, assim como eu estou fazendo no seu que o escutará.

Shigure rapidamente se coloca na posição que o possuído estava e começa a escutar as batias de seu coração.

-O que? Foi isso mesmo que pensou? Que quer ter a honra de esfregar as minhas costas daqui a pouco quando formos tomar um banho lá na terma.

-Hohohoho…. Não perde nenhuma oportunidade mesmo. Hohohoho

-Sabe que faço essas brincadeiras apenas para lhe ver sorrindo assim.

-Eu sei. Apenas você consegue me fazer sorrir assim.

Shigure volta a se deitar na posição que estava antes, puxando o Ayame para que volte a se deitar da mesma maneira que estava antes.

-Gure, acha que o mesmo acontecerá com o meu irmãozinho e o Haa-kun?

-Só o tempo dirá.

-Imagino o que os meus pais dirão se isso acontecer. Mas pensando bem, talvez a minha mãe até se sinta feliz, por saber que nenhum de seus filhinhos irão lhe dar um netinho, ela é vaidosa demais para desejar se uma avó.

-É, a titia não é do tipo que quer ser chamada de vovó.

-Eu só desejo que o Yuki encontre a felicidade, não me importa se for nos braços de uma mulher ou de um homem, apenas quero que o meu irmãozinho conheça a felicidade de ser amado.

-E que continue sendo amado para sempre. Tenho pena daqueles que já conheceram tal felicidade e que agora não podem mais a viver. É muito pior viver sabendo o que é um amor perdido, do que nunca vive-lo.

Ayame desejou naquele instante no fundo de seu coração que aquilo nunca passaria com o seu irmão, queria que ele encontrasse a felicidade que lhe tinha sido escondida quando vivia em companhia do kamisama. Shigure sabia entender os silêncios do primo e namorado, imaginava que ele estava se remoendo por não ter dado atenção ao irmão quando era criança, e com a intenção de tirar aqueles pensamentos tristes de sua mente, o escritor segura em seu queixo e o aproxima de seu rosto, a procura de seus finos lábios para mais um beijo. Entretanto o som do celular do Ayame que tocava desesperadamente dentro da mala obriga-os a não concretizar tal gesto.

by DonaKyon

23/12/2008

24


Hatori acabava de fechar a porta do quarto do patriarca e se mantém por mais alguns instantes encostado nela.

#Não consigo ir embora. Não quero deixa-la sozinha.#

O médico entra novamente no quarto e a encontra ainda deitada na cama. Akito abre os olhos quando escuta o barulho da porta, e ao ver que era o possuído sente o seu coração bater mais acelerado.

-Faltou algum medicamento?

-Não. Apenas…. Eu acredito que lhe faria muito bem, se saísse um pouco desse quarto.

-Eu não quero.

O rapaz não sabia como se comportar naquele instante, ainda se permanecia em pé ao lado da cama do patriarca. Sentia uma vontade de se sentar na cama, mas ao mesmo tempo se sentia um pouco sem jeito para fazer isso. Akito limitava-se a olha-lo.

-Mas eu acho que lhe faria muito bem.

-Já estou cheia de sair sozinha.

-Eu irei com você

Akito ao escutar aquilo levanta apenas a parte do tronco se apoiando no braço direito e olhando para o médico.

-Que?

-Levanta-se, apesar de estar uma tarde de inverno está com um dia bem claro. Veja.

Hatori caminhava enquanto falava até a janela e abre as pesadas cortinas na cor de vinho deixando que a claridade voltasse a invadir o quarto. Akito não tinha se mexido nem um centímetro a mais, apenas o olhava sem acreditar no que estava acontecendo.

#Mas por que isso agora? Será que aquela velha intrometida falou alguma coisa para ele? Ele não deve estar fazendo isso por vontade própria.#

-Você ainda gosta de tomar sorvete no inverno?
Os olhos de Akito ficam ainda mais arregalados quando escuta aquela pergunta, quando era criança, ela e os três possuídos costumavam tomar sorvete em pela tarde de inverno mesmo se tivesse caindo neve.

-Você ainda se lembra disso?

-Claro. Conheço um ótimo local para te levar.

Hatori não entendia muito bem o que estava fazendo, nem se o patriarca ia aceitar aquele convite, mas tudo o que ele mais desejava naquele momento era tira-la daquele quarto, queria que ela voltasse a sentir a mesma alegria que sentia quando era criança e que brincava com ele, o shigure e o Ayame. O rapaz volta a caminhar até a cama do patriarca e se mantém de pé, mas dessa vez oferece a sua mão para a garota que apenas o olhava sem entender quais eram os sentimentos dele.

-O que aquela velha da Yoko lhe falou? Eu ainda vou mandar aquela lá para bem longe daqui.

-A sua governanta não me falou nada. Porque pensou isso?

Akito ainda se mantinha meio que deitada na cama, mas apoiada no braço direito, não queria acreditar que o possuído pudesse estar a convidando por sua simples vontade, era claro que ele não faria aquilo, que não a convidaria porque queria a sua companhia. Justamente ele entre todos os possuídos é o que tinha mais motivos para ficar longe dela. Hatori percebe que a garota estava bem insegura e senta-se na cama, ficando na sua frente, mas virando a cabeça para lhe olhar.

-Quer que eu diga que isso é uma recomendação médica? Será que assim você aceitaria sair um pouco desse quarto?

Akito volta a se deitar na cama, vira-se e fica de costas para o possuído.

-Então, pode se retirar Doutor Hatori, pois não pretendo seguir esse tratamento.

O coração do patriarca estava batendo muito acelerado, a sua vontade era de se levantar da cama e ir com ele, mas tinha certeza que o possuído estava fazendo aquilo somente por piedade. Não se sentia no direito de receber tal ato, ela não era digna, por sua culpa ele estava quase cego de um olho e mesmo que o tempo estivesse apagando aquele crime no coração do rapaz, ela fazia questão de se penitenciar todos os dias pelo seu pecado. Hatori não conseguia encontrar mais nenhum argumento para a convencer.

-Hatori, eu quero dormir mais um pouco agora.


Vendo que não adiantaria tentar falar mais nada naquele momento, o médico se levanta da cama e começa a caminhar em direção a porta, Akito apenas escutava o som dos passos do possuído, seu coração batia ainda aceleradamente, mas ao mesmo tempo estava um pouco dolorido por saber que em poucos segundos ela voltaria a ficar sozinha naquele quarto que agora estava sendo iluminado pela aquela tarde clara de Inverno.

#Ele pode ter esquecido o que eu fiz, mas eu nunca irei esquecer. Não quero me aproximar dele novamente, sei que posso machuca-lo. E se aquele sonho foi um presságio? Eu sei que posso mata-lo num acesso de raiva, não aguentaria ser desprezada por ele.#

Hatori caminhava se sentindo um pouco frustrado, tinha voltado para aquele quarto determinado a fazer alguma coisa pelo patriarca. Não conseguia entender a irritação que estava sentindo consigo mesmo, pensava que estava irritado por ter falhado como um médico. Ele coloca a mão na maçaneta da porta e se vira mais uma vez para olhar o patriarca que ainda se mantinha de costas. O médico respira fundo abre apenas metade da porta saindo do quarto, deixando a Akito chorando sozinha em seu quarto.

by DonaKyon

22/12/2008

23


Momiji ainda continuava a rir com a atrapalhada do possuído pelo gato. Kyo entra na piscina mas se mantém um pouco distante dos três.

#Que raiva! Paguei o maior mico agora. Que droga, se eu soubesse que ela não estava lendo os meus pensamentos, não tinha aberto a minha grande boca. E por que diabos eu a achei bonita? Eu nunca me interessei por esses tipos de coisas, não sou um velho tarado e nem pervertido.#

Saki apenas fica observando o Kyo, tinha vontade de ler a mente do garoto naquele instante, mas se segura para não fazer isso.
#Eu prometi para a Dona Kyoko que não iria fazer isso. Não posso faltar com a minha palavra. Mas eu bem que gostaria de saber o que ele está pensando agora.

Kyo olha na direção da garota e a pega olhando para ele, e instantaneamente olha para o outro lado.

#Ela deve estar achando que eu sou um daqueles garotos sem vergonhas que ficam no quarto vendo revista de mulheres peladas.#

#O Kyo-kun fica tão lindo quando fica todo sem graça.#

Sem perceber Hanajima havia deixado que mais um de seus pensamentos saíssem e todos os demais o escutaram. Os dois garotos olham sem entender o que havia acontecido, tinham certeza de que a garota havia falado aquela frase em alto e bom tom, apenas a Tohru é que sabia que se tratava de um pensamento da amiga, ao ver o quanto que ela estava sem jeito olhando para eles. Kyo fica mais sem graça do que já estava, e imagina que ela tinha falado aquilo apenas para o deixar um pouco mais descontraído.

Hanajima não sabia o que falar naquele momento e afunda a cabeça na piscina, tudo o que queria na verdade era que alguma coisa acontecesse, poderia ser qualquer coisa para mudar o clima que estava ali.

#O que está acontecendo comigo? É a segunda vez que eu penso que acho bonito, e o pior é que agora todos eles escutaram o meu pensamento. O que vou falar quando voltar para cima? Bem que a Uo-chan poderia estar aqui agora, certamente ela estaria fazendo uma piadinha qualquer com ele, e o assunto acabaria de uma vez.#

-Eih Tohru-chan, vamos brincar disso também? Vamos ver quem é que aguenta ficar mais tempo com a cabeça dentro da água?

-Vamos Momiji-kun. #mas eu nem tinha percebido que a Saki-chan estava brincando disso#

Momiji segura nas mãos da Tohru ficando uma na frente do outro e os dois afundam suas cabeças ao mesmo tempo.

Kyo apenas fica observando os três que estavam com as suas cabeças submersas, mas poucos segundos depois, como era de se esperar, a Hanajima volta a procurar por oxigénio.

-Valeu por ter contado aquela mentira. Mas não precisava colocar o kun. Eu não gosto disso.

#Ele não consegue acreditar que eu o acho lindo? Ele realmente pensa que falei aquilo só por que ele tinha falado que me achou bonita?#

Nesse instante a Tohru volta para a superfície e poucos segundos depois é o Momiji.

-Viva… Eu ganhei… ganhei… Deveria ter apostado um outro beijo com a Tohru-chan…

Assim que se lembra do beijo a garota fica um pouco corada.

-Nhaa Momiji-kun…. A gente só deve beijar as pessoas que a gente gosta…

-Mas eu gosto da Tohru-chan.

Hanajima entende perfeitamente com qual sentido o garoto estava falando aquela frase, ela já havia captado que a frequência das ondas dos dois eram idênticas, sabia que mais cedo ou mais tarde algo iria acontecer entre eles.

#Falam que existe uma fita vermelha que liga o dedo mindinho de duas pessoas que estão pré-destinadas a ficarem juntas. Certamente deve existir essa tal fita entre esses dois.#

Ela olha para os dois que estavam voltando a brincar novamente para ver quem ficava mais tempo com a cabeça dentro da água.

-Não dá para saber qual é a desse coelho. Ele fala umas coisas completamente sem sentindo.

-Vocês não são unidos não é mesmo?

-Eles são. Eu é que não sou.

-Não entendi.

-Peça para a Tohru te contar isso qualquer dia.

-E por que é que não fala você?

Kyo a olha um pouco surpreso, nunca imaginou que qualquer outra pessoa, além da Honda poderia deseja escutar os problemas dele.

-Ah já estão todos aqui.

Hatsuharu chega juntamente com o Yuki atrás. Como estava um vento frio de inverno, os dois retiram rapidamente o quimono e se enfiam dentro da piscina se juntando ao Momiji e a Tohru que ainda estavam brincando. Hanajima olha para o lado onde estava o Kyo e nota o quanto que as ondas dele haviam voltado a ficar triste.

-Hanajima… eu queria te perguntar uma coisa….. mas não gostaria de falar na frente dos outros….. Será? Será que poderia me encontrar depois do jantar?

-Não quer conversar agora? Vá na frente e me espera no jardim que fica no caminho para os nossos quartos.

Kyo fica um pouco receoso, olha para os outros quatro que estavam agora em uma outra brincadeira entre eles, e se sente ainda mais excluído.

-É. Ninguém irá sentir a minha falta mesmo.

Ele sai da piscina sem falar nada e veste um dos quimonos disponíveis para os hóspedes e sai. Hanajima fica olhando o grupo que brincava animadamente e que realmente nem tinha se dado conta de que o garoto já não estava mais ali.

#Acho que agora estou entendendo um pouco mais a solidão que o Kyo sente quando está no colégio. Pelo visto temos outra coisa em comum. Ambos sentimos a mesma solidão.#

by DonaKyon

20/12/2008

22


Kyo chega todo ofegante na parte dos fundos da terma, onde ficava a piscina natural mista abrindo a porta de uma vez e com muita força, mas não encontra ninguém por lá.

#Será que estão em outra piscina? Mas tenho certeza que a mista é essa, as outras são separadas. Aquele coelho não deve ter entrado na parte reservada apenas para as meninas.#

-Viva… o Kyo já está aqui.

O som da voz do garoto vem do corredor que levava para a terma mista, e possuído olha para trás e vê que ele estava chegando junto com a Tohru e a Hanajima. Kyo olha diretamente para a colega de classe, mas essa nem percebe, continuando a conversar com a Tohru e o Momiji.

#Como é que eu irei perguntar isso para ela? Eu sei que ela já sabe, mas não tenho coragem de tocar no assunto… Que droga!!!!! O que eu faço agora?#

Os três passam pelo garoto que ainda estava parado na porta, sendo que a que passa mais perto dele é justamente a Hanajima. Apesar de estar conversando tranquilamente com a amiga, Tohru ainda estava um pouco confusa devido ao beijo que tinha recebido a pouco do Momiji, e não havia nem tocado nesse assunto com a Hanajima. Na verdade, elas haviam tido pouco tempo livre para conversarem. Foi o tempo de chegar no quarto, tirar as roupas das malas, coloca-las no armário, sentarem nos futtons e o Momiji já estava na porta do quarto as chamando para irem tomar um banho ao ar livre com ele e os outros garotos.

Hanajima sentia que a amiga estava um pouco aflita, mas em momento algum chegou a ler a mente da garota. Desde que tinha aprendido a controlar o seu dom, a colegial evitava ao máximo ler o pensamento dos outros, chegando a contar nos dedos das duas mãos as vezes que tinha usado aquele poder, sendo que a última vez tinha sido justamente naquela manhã quando sem querer tinha lido a mente do Kyo e descoberto a sua verdadeira forma.

As garotas se aproximam da piscina e tiram o quimono de algodão branco que estavam vestindo e o Momiji que apenas estava vestido com a bermuda pula de uma vez na piscina de água quente.

-Entra logo Kyo, vai pegar um resfriado se ficar parado aí sem roupa. Aqui está muito quentinho.

Kyo pensa em uma resposta mal criada para dar ao garoto, mas acaba reparando no corpo das duas garota que entravam na piscina e acaba ficando sem palavras. Aquela era a primeira vez que olhava para o corpo de uma mulher, ele não conseguia tirar os seus olhos do corpo delas. Tohru estava vestindo o velho maio escolar azul escuro do ginásio e a Hanajima um biquini completamente preto. Ele estava surpreso ao ver que as duas tinham corpos bonitos, mas o que mais lhe chamado a atenção era o colo da Hanajima, não que ela tivesse seios enormes, pelo contrario, parecia até mesmo que a Honda tinha mais seio que a amiga, mas o biquini sem duvida alguma tinha lhe caído muito bem.

#Mas quem diria que a garota psíquica era tão bonita assim.#

Logo que se dá conta no que havia acabado de pensar Kyo entra em desespero. Ele se aproxima com três passos largos e se curva na beirada da piscina e na frente da garota.

-Mil desculpas. Não me jogue nenhuma praga por haver pensando que você é bonita.

Hanajima fica imediatamente vermelha, enquanto que a Tohru e o Momiji ficam olhando para o Kyo que ainda estava inclinado.

-Errr…Eu não tinha lido o seu pensamento. Para falar a verdade, eu não fico lendo o pensamento dos outros mais.

-AHAHAHHAHAHAH…. O KYO PENSOU BOBAGENS COM A HANAJIMA-CHAN E AGORA ESTÁ COM MEDO DELA…. AHAHAHAHHA…

O garoto vai se levantando aos poucos, mas a sua vontade era exatamente a de fazer o oposto. Queria abrir um buraco no chão e enfiar a sua cabeça dentro dele, nunca tinha passado tanta vergonha na sua vida. Ele olha para a Hanajima e vê como ela ainda estava corada, mas na verdade ele estava ainda mais corado do que ela.

by DonaKyon

19/12/2008

21


Yuki estava colocando um curativo no dedo ferido quando o Haru entra no quarto, o garoto resolve se aproximar um pouco sem jeito do primo ficando ao seu lado.

-Quer que ligue para o Hatori-san?

-Não seja ridículo. Chamar o Hatori por causa de uma besteira dessas.

Yuki se vira de costas para o Haru para catar os papéis da embalagem do curativo, mas o possuído se aproxima e lhe fala baixinho perto do ouvido.

-Por que está tão bravo?

-Eu… eu não estou bravo.

O garoto tenta controlar o arrepio provocado pela voz do Haru em seu ouvido mas não obtém muito sucesso.

-Eu sei que está.

-Se sabe então tente adivinhar o porque.

-Humm… Você queria dormir sozinho aqui no quarto?

#Eu não acredito que ele não percebeu o motivo real de eu estar assim.#

Yuki se afasta do garoto sem dizer uma palavra caminhando em direção da sua mala fingindo que estava a procura de alguma coisa. Hatsuharu fica o observando enquanto coçava a cabeça tentando entender o porquê daquele silêncio.

#Mas porque estou tão irritado assim? Só por que ele falou que quer ver a Honda e a Hanajima peladas? Isso é o normal. Somos homens, é natural que queiramos ver mulheres peladas….. Tudo bem que eu não tinha pensado nisso antes, mas… mas isso é o natural. É assim que tem que ser. Eu também quero ver as duas…..#

Yuki nem tem tempo para terminar o pensamento, pois logo fica super vermelho de vergonha e o Haru coloca a mão em sua testa para verificar a sua temperatura.

-O que está fazendo?

-Vendo se está com febre, está vermelho como um pimentão.

-Eu… eu não estou não.

-É, sua temperatura parece estar normal. Então vamos tomar um banho com as meninas, o Momiji e o Kyo já devem estar lá.

-OQUEEEE???? ELAS TOPARAM FICAR PELADAS???

-Humm… Será que se a gente pedir elas ficam?

-MAS POR QUE QUER VER TANTO ASSIM AS DUAS PELADAS?

-Curiosidade. Gosto de ver o corpo humano.

Yuki não sabia se com aquela resposta ele estava sendo sincero ou sarcástico o que só faz com que a sua raiva fique ainda maior.

-Quer dizer que tanto faz? Você quer ver qualquer um pelado, não se importa se for homem ou mulher.

-Se for um corpo bonito, tanto faz.

#Tanto faz? Como assim tanto faz?? Eu não quero ver as garotas peladas.#

O possuído pelo rato vai se sentando lentamente no futton quando percebe no que havia acabado se pensar.

-O que foi, Yuki??

Haru sentasse ao lado do Yuki e o garoto lhe olha como se tivesse visto um fantasma, estava branco e com os olhos arregalados. Haru fica apenas o observando por uns segundos mas depois continua a conversa.

-Vai me dizer que já viu a Tohru-kun pelada e que ela nem é grande coisa assim? Ela parecia ter um corpo bem legal.

-É CLARO QUE NUNCA A VI PELADA, E NEM…..

Yuki coloca a mão na boca quando percebe o que estava a ponto de dizer.

-E nem???

-E nem nada!! E duvido que elas topem tomar banho com vocês.

-Mas vamos para a piscina mista, então não haverá problema, elas estarão de maios e a gente de bermuda.

-Hunf, pelo visto está querendo mesmo ficar junto com as garotas.

Haru olha para o lado e vê que o primo tinha dito aquilo olhando para a parede que estava a sua frente, e segura o queixo do garoto forçando-o delicadamente a lhe olhar.

-Isso por um acaso é ciúmes?

Yuki fica completamente roxo de vergonha, não só por causa da pergunta, mas também devido a aproximação do rosto do primo com o dele. Ele segura na mão do Haru e a tira dali do seu queixo. Apesar do contato ser por poucos segundos ele sente o quanto que a mão do garoto estava quente e a dele fria e volta a olhar para a parede.

-Não seja ridículo, Haru. É claro que não tenho ciúmes da Honda-san e nem da Hanajima-san.

-Estou lhe perguntado se está com ciúmes de mim.

Yuki já havia entendido que era essa a pergunta, mas não queria nem imaginar aquela possibilidade.

-Ahahahhah…. Estou começando a concordar com o Shigure, você deveria ser um comediante… Isso foi uma piada, não é mesmo?

-Eu não tenho vergonha de admitir que tenho ciúmes de você.

-Pára com isso Haru! Pára! Se tivesse ciúmes de mim, não iria querer ver as garotas peladas.

-Então é por isso que está bravo. Só por que falei que queria ver as garotas peladas?

-É… É claro que não é por isso! E Eu… eu não estou bravo.

Hatsuharu segura na mão do Yuki e entrelaça os dedos. Yuki sente no mesmo instante que o calor da mão do primo invade e domina o frio de sua própria mão, ele lhe olha e o Haru se aproxima ainda mais de seu rosto.

-Eu já te disse. Você é a pessoa mais especial para mim. Se me pedir, não verei a mais ninguém pelado, os meus olhos só irão enxergar a você.

O coração do Yuki dispara e por um instante tem a certeza de que o Hatsuharu iria lhe beijar como o Momiji havia feito com a Tohru, mas o Haru apenas encosta a sua cabeça em seu ombro e aperta um pouco mais a sua mão na dele.

-Se quiser, a gente pode ficar apenas aqui. Eu vim por sua causa, e quero fazer apenas aquilo que quiser fazer.

O perfume do cabelo branco de Haru invadem as narinas de Yuki e ele sente que o seu corpo estava todo arrepiado, mas ao mesmo tempo sentia uma pontinha de decepção pelo fato do Haru não ter imitado o gesto do Momiji com a Tohru.

by DonaKyon

18/12/2008

20


Yuki se abaixa rapidamente para começar a catar os cacos de vidros.

-Apenas escorregou da minha mão.

O garoto cata os cacos, sem olhar para os outros e tentando ajuntar os cacos com rapidez ao ver que o Haru estava se abaixando para ajuda-lo, ele acaba se cortando.

-AIII…

-Você se machucou Yuki.

Haru segura a mão do primo levando até a sua boca o dedo que estava sangrando e chupando a ferida, mas o Yuki logo puxa a mão e fica a segurando, mas não olha para o Haru que estava ajoelhado na sua frente, mas o possuído pelo boi percebe que o primo estava com um aspecto um pouco bravo.

# A minha vontade é de mandar ele chupar o dedo da Hanajima e da Honda. O que acabei de pensar? Elas não têm culpa de nada. A culpa é desse aí. Eu não entendo o Haru, ele fala que gosta de mim, mas se interessa por garotas.#
-Yuki-kun?!

-Ahn?

O garoto volta a realidade quando escuta o seu nome e vê que o Momiji, que ainda permanecia nu, estava parado na sua frente.

-Perguntei se está doendo…..

-Não. Já estou bem.

O garoto se levanta do chão e entra no seu lado do quarto fechando rapidamente a divisão que separava os quartos enquanto que o Kyo se mantém do seu lado sem falar uma única palavra apenas olhando para os outros dois que ficaram no mesmo lado que ele.

-O que será que aconteceu com o Yuki-kun? Não achou que ele estava estranho Haru-kun?

-Hummm… Pelo visto ficou bravo com alguma coisa…

-Eih Kyo… O que fez para o Yuki-kun ficar bravo, heim??

-EU NÃO FIZ NADA. ELE NÃO FALOU QUE CAIU O COPO DA MÃO DELE?

-Vamos tomar um banho juntos com as meninas Haru-kun?

Kyo ao perceber que o Momiji já nem estava ligando para o que ele estava falando e ainda estava fazendo uma proposta daquela para o outro possuído.

-Hummm…. Até que é uma ideia legal.

#Chega! Cansei! Não vou falar mais nada. Vou deixar que a Hanajima use as tais ondas nesses dois aí.#

O garoto se senta no futton e não prestando mais para a conversa dos dois começa a se lembrar da colega de classe.

#O que ela quis dizer com aquele “Eu entendo o que sente?” E que história de ondas era aquela?? Eu vou perguntar para aquela maluca o que ela quis dizer com isso.#

-No que está pensando agora?

Kyo sente o peso do corpo do Haru nas suas costas.

-Não te interessa. Vai lá para a sua princesa. Aposto que ele está chorando atrás da divisão.

-O Yuki não iria chorar por causa de um simples corte.

-Você conhece muito bem o rato, não é mesmo?

-O conheço tanto quanto te conheço. E vamos lá… Vamos tomar um banho com as garotas.

Haru se leva e puxa o Kyo pelo braço para que ele fique de pé também.

-Vocês são retardados ou o que? Acham mesmo que poderão tomar banho na mesma piscina que as garotas?

-Podemos sim seu bobinho. Basta que a gente fique vestido com um shorts e elas com um biquini e tudo bem. Veja Kyo, eu já estou até vestido com o meu.

Kyo olha para o shorts branco cheio de coelhos amarelos desenhados que o Momiji já estava vestido.

#Quando foi que esse daí voltou ao normal?#

-Toma vista esse daqui.

O possuído pelo boi joga na cara do Kyo uma das bermudas que estava na mochila do garoto.

-Quem foi que te deu permissão para mexer nas minhas coisas?

-Humm… Sei lá… Vão indo para a terma mista, que eu vou trocar de roupa e chamar o Yuki.

Haru achou mais sensato sair pela porta dessa vez, sabia que o Yuki iria ficar bravo com ele, caso ele fosse pela divisão.

-Anda logo Kyo… Eu já vou avisar as meninas para irem para lá.

Momiji sai correndo do quarto deixando o possuído sozinho.

#Porque será que esses dois decidem tudo pelos outros? Que droga!!! É claro que aquele boi lesado não me conhece…. Ele nem imagina o que passa por dentro de mim…. #

-Eu entendo o que sente

Kyo sente um forte arrepio nas costas e se senta no futton segurando firmemente a bermuda com as duas mão.

#A Hanajima leu os meus pensamentos… Ela sabe de tudo….#

Kyo rapidamente começa a tirar a camiseta preta e a calça caqui vestindo a bermuda e saindo correndo do quarto.

by DonaKyon

17/12/2008

19


Kyo assim que entra no quarto quase que ao mesmo tempo joga o coelho sob o futton que estava a sua esquerda e joga as mochilas no chão a sua direita, e se senta no futton ao lado de onde o pequeno possuído estava.

-VOCÊ É MUITO MALVADO, KYO….

-Fica quieto coelho. Onde já se viu querer dormir no mesmo quarto que uma garota? Você está ficando tão sem-vergonha como aquele cão safado e o boi lesado.

-Aposto que você está apaixonado pela Tohru-chan. É por isso que não quer me deixar dormir com ela. Mas saiba que eu gosto dela também.

-EU NÃO GOSTO DAQUELA LESADA!!! APENAS NÃO É CERTO VOCÊ DORMIR COM ELA.

BOUNFF

-Não gosta dela mesmo?

Momiji não se importa nem um pouco pelo fato de está nu e conforme ia perguntando vai se aproximando do Kyo que a cada passo dado pelo primo dava dois para trás até que fica encostado na parede com o Momiji bem perto dele.

-NÃO GOSTO NÃO! E SAI DE PERTO DE MIM….

-Eih Kyo… Você sabe se a Tohru-chan tem algum namorado no colégio?

-NÃO!! E JÁ FALEI PARA SAIR DE PERTO, SEU COELHO SEM-VERGONHA.

Momiji se afasta um pouco mas se sentando nu no futton onde o Kyo iria dormir cruzando as perna e os braços e fazendo uma cara muito pensativa.

-Mas será que ela gosta de alguém?

-COMO É QUE EU VOU SABER?! E TRATE DE IR SE SENTAR PELADO NO SEU FUTTON E NÃO NO MEU!!!

-Hummm….

-VOCÊ ESTÁ ME ESCUTANDO?? VÁ SE SENTAR EM OUTRO LUGAR!!!!

-Eih Kyo, você acha que a Tohru-chan se apaixonaria por qual tipo de garoto?
-COMO É QUE EU VOU SABER DISSO???? E JÁ CHEGA!!!!

Kyo em poucos segundos se levanta e puxa o futton de baixo do garoto, mandando-o para o outro lado do quarto, fazendo com que o garoto caia com o bumbum para cima e o queixo no chão.

-BUAAAAAA….. BUAAAAA….. CERTAMENTE ELA NÃO SE APAIXONARIA POR ALGUEM COMO VOCÊ…. BUAAAAA…

-E MUITO MENOS POR UM BEBÊ CHORÃO COMO VOCÊ!!!!

-Acha mesmo?!

Momiji em segundos estava em pé e novamente em cima do Kyo sem se importar de estar pelado ainda e lhe olhando sem nenhuma lágrima nos olhos.

Uma pequena veia do lado da testa esquerda do Kyo se enche de sangue ficando visivelmente nítida para qualquer um que o visse.

-GRUUUUUUUAAA. JÁ FALEI PARA NÃO SE APROXIMAR DE MIM DESSE JEITO SEU COELHO MALDITO.

-E eu?? Posso me aproximar assim de você?

A voz do Haru vem da divisão que estava justamente ao lado da cama do Kyo e que estava sendo aberta lentamente enquanto o garoto ia falando. No quarto ao lado ficava o dele e do Yuki. Kyo foi olhando meio que em câmera lenta em direção da voz e arregalando os olhos conforme fazia o movimento.

-VIVA…. SOMOS VIZINHOS DE QUARTO……. CADÊ O YUKI-KUN????

-Ele foi até a cozinha pegar um pouco de água e não quis a minha companhia.

-O que ele falou quando lhe disse que vamos estudar todos juntos agora?

-Hummm…. Eu ainda não contei para ele isso… Ou será que contei???

-OQUUUUEEEE????? VOCÊS DOIS VÃO ESTUDAR COM A GENTE??? E TRATE DE IR COLOCAR UMA ROUPA LOGO, SEU COELHO SEM VERGONHA.

Kyo faz uma menção de correr atrás do Momiji para lhe bater novamente, mas é detido pelo Haru que em instante se coloca na sua frente já sem a camiseta que vestia antes.

-Será que prefere me ver nu ao invés dele?

Haru tenta segurar no queixo do Kyo mas o garoto é mais rápido e se afasta dele, sem que o primo perceba que ele estava um pouco envergonhado com aquela pergunta e com aquela aproximação dele.

-GRUUUUUAAA SEU BOI LESADO E SAFADO. VOLTA PARA O SEU QUARTO E ME DEIXA EM PAZ.

-Acho que o Kyo prefere ver aquela amiga da Tohru-chan pelada.

-O QUEEEE???…… É ÉÉÉ É CLARO QUE NÃO É ISSO. EU EU NÃO QUERO VER NINGUÉM PELADO. ENTENDERAM?

-Hummm… Por que não? Eu não me importaria de ver aquela amiga e a Tohru-kun peladas.

CRASCHH

Os três garotos olham em direção da porta do quarto onde estavam hospedados o Haru e o Yuki, e encontram o possuído pelo espírito do rato um pouco pálido e com um copo quebrado aos seus pés.

by DonaKyon

13/12/2008

18


Um olhar um pouco mais triste toma conta dos olhos de Hanajima, mas nenhum dos possuídos ou a sua amiga, que estavam presentes naquela recepção o percebem. A garota abaixa a cabeça se afastando um pouco do grupo que estava rindo devido aquele ato feito sem pensar pelo possuído do espírito do coelho enquanto que o Kyo esbracejava, e se encosta em uma das janelas que davam para um belo jardim.

#Eu sempre soube que isso iria acontecer algum dia. Os meus sentimentos por ela nunca seriam retribuídos da mesma maneira…. Mas mesmo assim…. Mesmo assim me sinto um pouco triste…#

Hanajima levanta a cabeça e olha na direção onde o possuído pelo gato estava sentado e que ainda gritava com o coelho no colo da garota.

#Qualquer um que o veja assim irá dizer que ele está com ciúmes da Tohru-chan. Esse é o peso do meu dom, saber o que realmente cada um pensa e sente em relação aos outros. Eu conheço o que de fato cada um realmente é. Eu consigo ver o quanto que os seres humanos são uns monstros, e gostaria que o Kyo visse isso também, que ele percebesse que existem monstros muito piores do que aquele que ele se transforma.#

Tohru ainda estava muito envergonhada e confusa, não sabia se aquilo poderia ser considerado como o seu primeiro beijo ou não, mas como todos estavam rindo ela tentava sorrir também, ainda não conseguia ver que o Momiji era apenas um ano mais novo do que ela, sentia que ele era apenas um menininho e que tinha lhe beijado sem a menor malícia.

-Venha seu coelho safado. Você irá dormir no meu quarto.

Kyo segura o Mojimi pelo pescoço o tirando do colo da garota, enquanto o coelho protestava com choros e agitando as quatros patas nos ares.

-MAASSS EU NÃO QUERO DORMIR COM VOCÊ…. QUEROOOO FICAR COM A TOHRU-CHANNN…..

-Eu não quero nem saber o que você quer. Irá dormir comigo e ponto final.

O garoto passa ao lado da Hanajima com o coelho em sua mão direita mas não a olha, indo direto para o corredor que levava aos quartos.

-GOMENASAIII…. EU NÃO QUERIA CAUSAR TODA ESSA CONFUSÃO…GOMENASAIIII…. EU SOU UMA PÉSSIMA OKAMI….. EU DEVERIA TER IMAGINADO QUE O MOMIJI-KUN IRIA QUERER DOMIR COM A SUA NAMORADINHA….

-NÃOOOO…. EU… EUU…. NÃO SOU A NAMORADA DELE…

Tohru agitava os braços e a cabeça para todos os lados, o que só fazia com que a cena ficasse ainda mais cómica para o Shigure e o Ayame, que agora riam ainda mais. Yuki olhava-os com um olhar tão gelado quanto o seu nome, mas que era ignorado pelos dois.

#Por que será que esses dois se divertem tanto as custas do constrangimento dos outros. Não percebem o quanto que a Honda-chan está envergonhada com a situação? #

-Okami-san, por favor, eu estou um pouco cansado. Poderia me mostrar onde é o meu quarto?

-Claro Claro… O Yuki-kun irá dividir o quarto com o Haru-kun, assim como faziam antigamente, imagino que ainda são grandes amigos.

Yuki sente uma vontade de olhar para o seu lado esquerdo onde estava o Haru mas nem tem tempo, em instante ele sente que o chão estava faltando de baixo dos seus pés e sente que está nos braços do primo como se fosse uma jovem princesa no colo de seu belo samurai.

-O que está fazendo, Haru?

-Ué?! Não disse que estava cansado?

-Sim!

-Então. Vou te levar para o nosso quarto.

Yuki nem tem tempo para lhe responder, e o garoto sai com ele pelos braços atrás da Okami, deixando o som das altas gargalhadas de Shigure e Ayame na recepção da Termas.

-Ahahaha, esse Haru é impagável… ahahahhaha….. Ele consegue deixar qualquer cena muito cómica mesmo…. Ahaahahah…. Onde já se viu sair com o Yuki nos braços daquele jeito?

-Hohohoho… Está sendo um grande sensei, Guretti. Ele até se parece com você quando era mais novo…. Hohohoho

Shigure se aproxima de Ayame e o pega no colo, mas não com a mesma facilidade com que fez o Hatsuharu.

-Eu também irei te levar para o nosso quarto da mesma maneira, cariño.

-Ohhh, mon cherry… Estar em seus braços é como estar nas nuvens… Me leve ao paraíso assim…

-Se prepare para ir e voltar varias vezes essa noite….

As duas garotas se olham enquanto que o escritor desaparece pelo corredor com o primo nos braços.

-Eles são sempre assim Tohru-chan?

-Sim sim.. O senhor Shigure e o senhor Ayame adoram fazer essa brincadeirinha entre eles.

-Sei…. Acho que é melhor levarmos as nossas bagagens para o nosso quarto.

-Sim.

Tohru pega a bagagem e começa a caminhar com a amiga atrás.

-Obrigada Hana-chan. Obrigada por confiar nos Sohmas.

-Se você confia neles, eu sei que posso confiar também.

Tohru se vira ainda caminhando dando um lindo sorriso para a amiga. Aquele era o sorriso que ela conhecia tão bem, um sorriso de agradecimento tão sincero que parecia ser a coisa mais valiosa do mundo.

by DonaKyon

11/12/2008

17


A garota lê os pensamentos do possuído por poucos segundos.

-Me desculpe, mas eu não posso ver o futuro.

-Mas poderia pelo menos me falar o que passa na cabeça deles?

-Acho que isso não é o correto.

O garoto passa os braços atrás da cabeça e lhe olha novamente com um sorriso nos lábios.

-Algo me dizia que essa seria a sua resposta. Só poderia ser amiga da Tohru-kun mesmo.

-Sim... #Acho que é só isso que eu posso ser dela.#

Momiji e Tohru caminham até eles de mãos dadas, fato que chama a atenção do possuído que fica olhando fixamente nas duas mãos até chegarem onde eles estavam.

-Você não toma jeito mesmo, né seu coelho?

-Nhoooo.... Do que está falando Haru-kun?

-Não acha que a Tohru-kun não fica envergonhada com esse seu comportamento?

-Não se preocupe, Hatsuharu-kun. Como o Momiji-kun é apenas um menininho não tem problema algum...

-Tohru-chan, o Momiji é apenas um ano mais novo do que você.

A garota olha para Hanajima, e depois para o menino ao seu lado, e depois volta a olhar para a amiga.

-.....

-A Tohru-chan não sabia a minha idade?

Conforme ia se lembrando dos vários abraços, dos dois beijos, da noite anterior quando dormiram na mesma cama, de quase ter visto o garoto pelado no seu quarto, dos dois de mãos dadas, a garota ia ficando roxa de vergonha.

-Está na cara dela que não sabia.

-Me desculpe Tohru-chan.... Eu achei que o Kyo-kun ou o Yuki-kun tinham lhe contado. AAHHHH... Então a Tohru-chan ainda não está sabendo que o Haru e eu iremos estudar na escola de vocês a partir da semana que vêm?

Hanajima olha para o garoto e depois abaixa a cabeça em silêncio.

-O QUE?? OS SENHORES IRÃO ESTUDAR CONOSCO?

-Sim, sim... o Haru quer ficar perto do Yuki e eu quero ficar perto da Tohru-chan.

Momiji conforme ia falando aproximava a sua bochecha da dela, e na hora que encosta a sua pele na dela, ele percebe o quanto que a garota estava com a pele quente de tão vermelha que tinha ficado.

-Está vendo só? Olha como a pobre da Tohru-kun ficou.

-Nhaa.... Ela fica ainda mais linda assim toda envergonhadinha... Não fica assim não Tohru-chan... Eu ainda sou mais baixo que você, então não tem problema algum, eu continuo sendo o mesmo menininho de antes.

-Mas... mas....

-Ele tem razão Tohru-chan. O Momiji-kun continua sendo o mesmo de antes. Não devem mudar a maneira que se tratavam antes.

-ISSO MESMO.... VAMOS CONTINUAR DORMINDO JUNTOS E AGORA VAMOS TOMAR UM BANHO JUNTOS TAMBÉM...

#Ele não precisa abusar tanto assim.#

-Eu também acho.

Saki não consegue nem olhar para os três, mas o único que tinha escutado o pensamento dela era o Haru. Momiji havia puxado a Tohru pela mão e a levado para dentro da Terma. Os dois ainda estavam parados do lado de fora quando o Yuki se aproxima da porta da entrada para falar com a Tohru, e olha rapidamente na direção onde estava o Haru e a Saki.

#Foi por isso que ele quis ficar lá fora. O que será que eles estão falando?#

-MAS EU QUERO DORMIR COM A TOHRU-CHAN... EU QUERO.... EU QUEROOOO....

-GO-ME-NA-SAIII GO-ME-NA-SAIII. Mas já preparemos um quarto para cada um dos senhores.

-MAS EU QUEROOOOO....

-Deixa de ser mimado seu coelho safado. Já não bastou ter dormido com ela na noite passada?

Todos os possuídos estavam na recepção. Kyo era o que mais estava sem paciência de todos eles, e estava sentado no sofá do canto um pouco isolado dos demais que estavam em pé no hall de entrada esperando pelos demais.

-A Tohru-chan pode ficar com medo de dormir sozinha.

-Essa daí já dormiu em uma barraca no meio do mato cheio de lagartas. Acha mesmo que ela ficará com medo?

-Tadinha da Tohru-chan... Eu nunca mais vou deixar que você durma em uma barraca cheia de lagartas... Eu irei te proteger sempre.

Momiji se aproxima da garota lhe dá um pequeno e inocente beijo em seus lábios e lhe abre um lindo sorriso quando nota o quanto que a Tohru estava envergonhada e lhe abrace, se transformando num pequeno coelho em seus braços.

by DonaKyon

15/11/2008

AVISO

Devido a um grave e sério problema de saúde da minha onee-san não estou em condições emocionais, criativa e de tempo para postar na fic.

Espero retornar a escrever no começo de dezembro, se tudo der certo na operação da minha onee-san.

Desejo que não percam a vontade de ler a nossa fic e que entendam as minhas razões.

Peço mil desculpas para vocês >.<

Bjs da DonaKyon

10/11/2008

16


-GO-ME-NA-SAIII GO-ME-NA-SAIII GO-ME-NA-SAIIIIIIIIIII. Não sabia que os jovens Shigure e Ayame viriam tambémmmmm.... GO-ME-NA-SAIIIIIIIIIII

A mulher estava de joelhos na frente do carro implorando na frente dos dois.

-Ninguém da sede me falou que viriam também. GO-ME-NA-SAIIIIIIIIIII GO-ME-NA-SAIIIIIIIIIII acabei de alugar a suíte favorita de vocês dois.... GO-ME-NA-SAIIIIIIIIIII

-Não precisa se desculpar tanto assim... Né Guretti??

-Claro claro.... basta que no próximo final de semana ela esteja pronta para nos receber e é claro tudo por conta da nossa querida Okami.

-Sério mesmo Guretti?? Me daria a enorme felicidade de passar dois finais de semana no paraíso?

Shigure se ajoelha na sua frente e segura a sua mão direita lhe beijando suavemente.

-Basta-me ficar ao seu lado que já estou no paraíso, mesmo que estejamos no inferno.

-Peraí Sensei. Fala novamente essa última frase para eu anotar aqui no meu caderno. Essa frase vale ouro, veja só a cara que o seu irmão está fazendo Yuki.... Vamos tentar também?

Yuki nem se dá ao trabalho de olhar para os três e vai cumprimentar a Okami.

-Yuki-kun, já reservei a terma número 7 apenas para o senhor. O Hatori-kun me contou que voltou a apresentar problemas de saúde. Verá que após esse final de semana será um novo garoto.

#Tenho as minhas dúvidas, se ficarei realmente bem passando o final de semana aqui.#

-E a sua saúde, Okami-san?

-Coff.... coffff.... coffff.... estou melhor..... cofff cofff.... E os outros??? cofff coffff

-Creio que já estão chegando também.

-Então vamos entrar.... Cofff....

A mulher começa a caminhar para a recepção com o Yuki atrás dela, deixando os outros três lá fora.

-Não vai correr atrás de meu amado irmãozinho, Haru-kun?

-Não. Vou esperar os outros chegarem.

Shigure e Ayame olham-se entre si e depois para o Haru.

-Não vai me dizer que ficou realmente interessado naquela garota.

-Hehehe.... Não Sensei. Fiquei apenas curioso...

-Oras, curioso com o quê, Haru-kun?

-Com uma coisa, mas não é nada demais, não.

Haru sentasse no chão e cruza as pernas, deixando os dois ainda mais curiosos.

-Será que o Haru-kun está naquela fase pela qual a gente passou?

-Você está se referindo aquela de quando entramos no colegial e fomos nós três para a casa daquelas formosas e prestativas damas?

-Sim, quando o Haa-san perdeu a aquela aposta e teve que pagar tudo....

-Hohohoho... Até hoje o pobre do Tori-san não sabe que você trapaceou naquela aposta... hohoho...

-Mas foi tudo para uma boa causa. Se não tivesse feito aquilo, acredito que o nosso querido doutor só ia conhecer o maravilhoso corpo humano em suas aulas de anatomia da faculdade.

Os dois possuídos caminhavam enquanto conversavam em direção da recepção da terma, e logo depois o outro carro surge e o Hatsuharu se levanta do chão. Kyo desce e olha para o Haru, mas logo depois vira o rosto e começa a caminhar, passando sem falar nada ao seu lado. Haru olha para ele, mas também não fala nada. Hanajima desce do carro e fica a espera da Tohru e do Momiji, mas percebe que as ondas do Kyo estavam um pouco mais tristes agora.

#Será que ele entendeu o que eu falei naquela hora?#

Hanajima percebe que o garoto estava olhando para ela, e lhe olha, o possuído fica um pouco sem jeito com o olhar dela para ele, mas se mantém em pé a espera de que ela passe por ele. A garota começa a caminhar antes mesmo que a Tohru e o Momiji saíssem do carro e fica os esperando ao lado dele.

-O que quer me perguntar?

-Não leu o meu pensamento?

-Não preciso. Está bem claro em seu olhar que quer me perguntar alguma coisa.

-Quero mesmo.... Mas seria mais fácil para mim, se me poupasse de fazer a pergunta.

Hanajima dá um pequeno sorriso com os lábios, aquela era a primeira vez que uma pessoa não se incomodava com o fato dela ler a sua mente.

by DonaKyon

09/11/2008

15


Ela estava toda encolhida no chão e mesmo tampando ao máximo que podia os seus ouvidos ainda consegui escutar as risadas dele. Hatori vê que ao seu lado tinha algumas almofadas e começa a atacar em direção da garota enquanto continuava rindo. Uma das almofadas a atingem de leve no braço esquerdo e ela olha para o possuído que agora estava deitado na cama e rindo sem parar.

-AHAHAHAHAH... FALA QUE ISSO FOI UMA PIADA..... É CLARO QUE VOCÊ NÃO AMA NINGUÉM..... AHAHAHAHHAHA..... POR QUE SE ISSO FOR VERDADE EU SÓ TENHO UMA RESPOSTA PARA TE DAR.... AHAHAHAHHAHAHA..... ME DESCULPE AKITO-SAN, MAS EU TE ODEIOOOOO..... AHAHAHAHHAHAHA

-PÁRA... PÁRA DE RIR!!!!

Ela pega a almofada e corre para a cama se sentando sob o corpo do médico e coloca a grande almofada branca sob o rosto do médico enquanto gritava para ele parar de rir. O médico por mais que tentasse se levantar não conseguia e nem tinha forças para tirar o patriarca de cima dele. Ela ia apertando cada vez mais a almofada em seu rosto, certa de que ele ainda estava dando aquelas altas gargalhadas.

-EU SEMPRE TE AMEI. ISSO NÃO É NENHUMA PIADA. ESSE É O MEU MAIOR SOFRIMENTO. EU SEMPRE TE AMEI....

Akito não conseguia perceber o que estava fazendo, e a cada segundo apertava ainda mais a almofada e chorava com os olhos fechados, até que ela finalmente deixa de escutar as gargalhadas dele, e abre os olhos. Quando olha para o possuído vê que ele não estava respirando mais e que o seu rosto estava cheio de sangue.


-NÃOOOOOOOOOOOO.........

-Akito-san.

Akito sente o forte abraço do médico, mas não consegue entender o que estava acontecendo, ela olhava pelo canto dos olhos para o rosto do possuído a procura de algum sinal de sangue, mas não encontrava nada. Hatori a deixa de abraça-la, mas fica ainda sentado na cama ao seu lado.

-Estava muito preocupado. Você ficou desacordada por mais de três horas.

-A minha cabeça está doendo muito.... O que aconteceu?? Cadê o sangue que estava em seu rosto??

Ela tocava levemente com as pontas dos dedos no rosto do rapaz, e o médico segura em sua mão.

-Você deve ter tido algum pesadelo. Eu não estou machucado.

Ao escutar aquilo, Akito fecha os olhos e algumas lágrimas começam a sair pelo canto dos seus olhos molhando o travesseiro. Ainda segurando em sua mão direita, o médico passa suavemente as pontas dos dedos, pela trilha deixada pelas lágrimas.

-Ainda bem.... Ainda bem que eu não te machuquei novamente.... Ainda bem que eu não te.....

A voz de Akito saia como se fosse um sussurro no meio das lágrimas, mas o médico a escuta, e só então ele percebe o quanto que o patriarca se martirizava durante todos aqueles anos por ter o ferido naquele dia.

#Acredito que de todos nós, ela foi a que mais se machucou e é a que mais sofre por causa daquele dia.#

Hatori seca as suas lágrimas, sem falar nada, não conseguia encontrar as palavras certas para aquele momento, mas sentia em seu peito uma grande vontade de tirar todo aquele sofrimento da vida do patriarca.

by DonaKyon

14


Akito se levanta da cama e fica parada na frente do Hatori, e assim que ele volta a fica com o tronco ereto, ela lhe dá um forte tapa no rosto.

-SEU IDIOTA.... SOME DA MINHA FRENTE. FORA DAQUI! FORAAAA.... FORAAAA...

-Akito...

-SOME DA MINHA FRENTE HATORI.... VÁ EMBORAAAA.....

Akito puxava novamente os seus próprios cabelos com muito mais força dessa vez enquanto gritava. Ela estava muito descontrolada e Hatori a olhava sem saber o que fazer. Imediatamente se recorda da outra vez que ele a tinha visto daquele jeito. Tinha sido justamente quando ele foi lhe pedir permissão para se casar e que ela tinha lhe deixado quase cego. A própria Akito estava com medo de se aproximar dele, já sabia que não conseguia se controlar quando ficava naquele estado, ela sentasse no chão chorando e ainda puxando os cabelos.

-SAI DAQUI HATORIII.... VAI EMBORAAAA.....

O possuído fica olhando para a garota, queria se aproximar dela, mas estava cheio de receio.

-NÃO FICA PARADO AÍ! VÁ EMBORA ANTES QUE EU TE MACHUQUE NOVAMENTE!

Mesmo sentindo ainda muito receio o médico se abaixa e se aproxima de Akito. O coração da garota começa a bater ainda mais rápido e ela não consegue se segurar, ela o puxa pela gravata e o beija. Hatori se mantinha com os olhos abertos e não conseguia corresponder ao beijo de Akito, que o beijava em meio as lágrimas. Sentia-se ainda mais triste por não ter o seu beijo retribuído pelo rapaz, ela se afasta e o abraça, deixando a sua camisa molhada com as suas lágrimas.

-Como nunca percebeu?? Como pode ter ignorado por todos esses anos os meus sentimentos por você?

Hatori escuta aquela frase como se tivesse levado um grande choque. Nunca tinha suspeitado que Akito tivesse qualquer tipo de sentimento por ele, e na verdade ele sempre tinha imaginado que ela não era capaz de amar ninguém. Ele continuava sendo abraçado por ela, mas não conseguia lhe abraçar.

Tudo o que mais desejava naquele momento era ser abraçada por ele, mas aquele abraço não veio. Ela o solta e lhe olha. Hatori mantinha-se com o olhar na parede, mas ao perceber que a garota o estava olhando ele abaixa o seu olhar até o dela.

-Eu te odeio. Como poderia amar uma pessoa como você? Graças a você não pude ficar com a mulher que eu amo. Eu te odeio.

Aquele olhar frio e distante dela e aquela voz tão imparcial só fizeram com que o desespero de Akito aumentasse ainda mais. Ela estava extremamente confusa e assustada, não sabia se chorava, se gritava, se o agredia, um turbilhão de sentimentos estavam a ponto de explodirem dentro de seu coração naquele momento.

Hatori a olhava de uma maneira muito mais fria agora e abria lentamente as suas mãos, enquanto que a Akito abaixava a sua cabeça se segurando ao máximo para não chorar.

-AHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAAH

As altas gargalhadas do possuído faz com que o patriarca levante a cabeça para lhe olhar, o médico não conseguia parar de rir, e conforme ria caminhava até a cama, onde se senta por não agüentar a dor na barriga de tanto que estava rindo.

-Do que está rindo?

-AHAHAHHAHAHAH.... DO QUE ACHA QUE ESTOU RINDO? AHAHAHAHHAHA... É DESSA DECLARAÇÃO ESTUPIDA QUE ME FEZ AGORA..... AHAHAHHAHAHA.....

Akito não consegue segurar por mais tempo as lágrimas que estavam em seus olhos e ela começa a chorar enquanto tampava com muita força os seus ouvidos para não escutar as gargalhadas do Hatori.

-AHAHAHHAHAH.... VOCÊ CHEGOU MESMO A IMAGINAR QUE EU PODERIA SENTIR ALGUMA COISA POR VOCÊ?? AHAHAHHAAHHA.... SÓ PODE SER UMA PIADA ISSO.... COMO EU IRIA AMAR UMA PESSOA HORRIVEL E FEIA COMO VOCÊ? COMO PODERIA AMAR ALGUÉM COMO VOCÊ, DEPOIS DE TER AMADA UMA LINDA MULHER COMO A KANA?..... AHAHAHAHAHAH

-Pára... pára de rir... pára....


by DonaKyon

08/11/2008

13


#Aii minha cabeça.... Maldição, não devia ter bebido tudo aquilo.... Aiii como dói.....#

Akito se levantava lentamente para sair do ofuro. Tinha se levantado com uma terrível dor de cabeça conseqüência das três garrafas de saquês quente que havia tomado na noite anterior. Ela se enxuga, veste o quimono e vai para o quarto.

-Como está se sentindo?

-O QUE ....

Akito ia gritar com ele, mas a dor não a permite, o médico que estava a esperando sair do banho sentado na poltrona se levanta ficando em pé na sua frente segurando um copo de água e um medicamento para curar a sua ressaca.

-A sua governanta mandou que me chamasse, ela imaginava que você iria acordar assim.

#Maldita velha intrometida. Não tinha nada que ter chamado ele aqui#

Akito se senta e pega o copo e o remédio da mão do médico e toma sem falar nada.

-Daqui a pouco essa dor de cabeça passará, mas é melhor tentar comer alguma coisa.

-Não quero comer nada.

#Mas por que ela é assim? Por que já levanta com esse humor e me olhando com essa cara?#

Hatori pega o copo da mão da Akito e ela caminha até a cama para se sentar. O rapaz fica a observando por alguns instantes sem falar nada, e depois sentasse ao seu lado na cama.

-Estou realmente preocupado com você. A sua saúde está muito mais instável nos últimos meses e isso deve ter uma forte ligação com o seu lado emocional.

-Está preocupado comigo apenas como um médico, Doutor Hatori?

-Não. Não é apenas como o seu médico, me preocupo como um possuído e também como seu primo.

-Hunf...

Hatori coloca a mão em cima da cabeça da garota e bagunça um pouco mais os seus cabelos.

-Não acredita em mim? Todos nós nos preocupamos com você.

-Só por obrigação.

-Isso sempre foi um peso para você, não é mesmo? Sempre acha que só nos aproximamos por causa da maldição. Por que se sente tão insegura por causa disso? Por que se esquece que os possuídos também são os seus primos?

-Se até a minha mãe não se importa comigo, porque que vocês se importariam?

Hatori sabia muito bem da rejeição da mãe de Akito e da do Momiji pelos filhos, sendo que ele achava ainda mais monstruosa a mãe do Momiji, que havia preferido esquecer o filho. Ele retira a mão da cabeça de Akito e fica lhe olhando. A garota estava com a cabeça baixa olhando para as flores desenhadas no tapete que ficava ao lado da cama.

-Eu me importo com você. Sempre me importei e sempre te vi como se fosse a minha irmã, assim como vejo o Momiji como sendo o meu irmão mais novo.

Ao escutar aquilo, Akito vira um pouco a cabeça e olha para o médico tendo em seu olhar um sentimento que ele não conseguia identificar qual era.

-Irmã? Você me vê como se fosse a sua irmã?

Akito começa a segurar o quimono com as mãos e volta a olhar para as mesmas flores que estava vendo antes.

#Eu não quero que me veja como uma irmã, seu idiota! Não quero nem que me veja apenas como o kamisama e muito menos como o patriarca. Eu quero que me veja como mulher.. Eu não quero ser a sua irmã... eu não quero#

Hatori percebe que a garota estava começando a ficar toda trêmula, ela leva as mãos aos cabelos e começa a puxar.

-EU NÃO QUERO... NÃO QUERO....

-Acalme-se Akito. O que está acontecendo?

O médico a segura pelos ombros e ela fica lhe olhando com raiva.

-Eu não quero ser a SUA IRMÂ.

-Acalme-se, me desculpe. Esqueci que são poucos que sabem do seu segredo. Eu deveria ter falado irmão.

Escutar aquilo só faz com que a garota fique com mais raiva do possuído, e agora passa a lhe olhar cheia de ódio e magoa. Ele fica em dúvida se a soltava ou não. Não sabia o motivo daquele olhar, mas aquilo o estava deixando muito inquieto, por fim ele a solta e se levanta da cama e se inclina na sua frente.

-Me desculpe. Não deveria ter falado isso. Você é o patriarca do clã. E também é o nosso kamisama. Me perdoe por ter sido tão ousado em minhas palavras.

by DonaKyon

06/11/2008

12


Hanajima e o Kyo começam a andar em direção da casa para pegar suas mochilas que já estavam na entrada da casa, mas vêem que os motoristas já estavam colocando as bagagens nos porta-malas dos carros.

-Eles são iguais. Têm as mesmas ondas.

-Do que está falando?

-Do Momiji-kun e da Tohru-chan. E o Yuki-kun e o Hatsuharu-kun também têm umas ondas bem parecidas.

-O que quer dizer com isso?

Hanajima olha para o Kyo e lhe sorri pela primeira vez.

-Eu entendo o que sente.

-Hana-chan, vamos nesse carro. Venha Kyo, venha com a gente também.

Tohru entra no carro onde o Momiji já estava. Hanajima se senta no banco de trás e o Kyo vai no banco da frente ao lado do motorista tentando entender o que a garota queria dizer com aquela conversa de ondas e de se sentir como ele.

No carro da frente entra primeiro o Haru, o Yuki e o Ayame que ocupam o banco de trás e o Shigure vai no banco da frente.

-Sinistra essa amiga da Tohru-kun... Mas eu curti.

-Eu sempre achei que aquela história dela ter esse poder fosse uma mentira.

-Ahahahah.... E o Yuki-kun revela o segredo da maldição pela segunda vez... ahahahah....

-Como consegue rir numa hora dessas Guretti?? E se o Akito-san resolver apagar as memórias dela? Já imaginou o quanto que o meu amado irmão irá sofrer novamente?

-É só a gente não contar para o patriarca. E não teremos problema.

-O Haru-kun tem razão.

-Estou sendo um bom discípulo, não é mesmo Sensei?

-Ahahahah.... Daqui a pouco ficará melhor que o mestre até. Ahhh, Haru-kun, por que a Hana-chan ficou vermelha naquela hora, heim?? O que pensou???

-Só pensei que ela era bonita. Foi só isso.

-Ahahahahha, ainda bem que foi só isso... aahahahahha, imaginou se pensasse outras coisas com ela?... ahahahahah.... Vou tomar cuidado com o que pensar quando estiver do lado dela.... ahahahah

-Oras Guretti, trate de se comportar.

Yuki já não estava escutando o que o Shigure e o seu irmão estavam falando, ele estava perdido em seus pensamentos.

#Quer dizer que o Haru achou a Hanajima bonita? Se ele acha uma mulher bonita, então isso quer dizer que ele gosta de mulher....#

Yuki sente o peso de um braço em seus ombros e olha para os lados para ver quais dos dois estava o abraçando.

-Será que a aquela garota me passa um pouco do poder dela? Eu queria poder ler a sua mente agora. Se bem, que até posso imaginar...

-O nome dela é Hanajima. E por favor tire o braço daí, Haru.

-Até o nome é bonito, combina com ela mesmo. Ela parece uma flor mesmo.

Yuki olha para o Haru, mas logo volta a olhar para frente e tira o braço do primo dos seus ombros. Ayame que também olhava aquela cena entre os dois garoto vira-se rapidamente com um sorrisinho nos lábios olhando a paisagem.

#Hohoho... sem dúvida alguma, o Haru-kun é discípulo do Guretti...#

by DonaKyon

11


Tohru já imaginava que a amiga poderia saber de alguma coisa, mas nunca tinha comentado com ela sobre aquele assunto.

-Err... Saki-chan....

-Eu já sei do segredo deles. E se eles querem ser meus amigos também, não é justo que eles não saibam do meu...

-COMO ASSIM? SOBRE QUAL SEGREDO ESTÁ FALANDO?

Kyo era o que lhe olhava mais apavorado de todos, afinal ele tinha um segredo que escondia até mesmo da Tohru, que era sobre a sua verdadeira forma. Hanajima levanta a cabeça e olha diretamente para o Kyo, lhe olhando fixamente nos olhos.

-Agora já sei de mais um.

Todos ficam arrepiados mesmo sem entender o que estava acontecendo. Tohru segura na mão de Hanajima e percebe o quanto que a garota estava tremendo. Ela sabia as razões para aquela atitude da garota.

#Ela está fazendo exatamente o que a mamãe falou. De não esconder dos amigos o dom que ela tem.#

-Eu posso ouvir as vozes dos pensamentos de vocês....

-Ahhh.... Agora entendi o porque que ficou vermelha na hora que me cumprimentou...

Haru se encostava na cadeira todo calmo e colocando os braços cruzados sob a cabeça, enquanto que os outros não estavam entendendo nada.

-Eu descobri o segredo dos Sohmas pelos pensamentos do Yuki-kun logo no primeiro dia de aula. Eu já sabia de tudo, muito antes do que a Tohru-chan. Não se preocupem que nunca revelarei o segredo de vocês.

-Quer dizer que você sempre soube que a gente era possuído? Sempre soube que eu era o possuído pelo gato e mesmo assim não se afastou da gente e nem quis tirar a Tohru daqui?

-Eu falei quando vim aqui da outra vez, que os Sohmas pareciam ser uma família bastante animada. E que se o ambiente daqui fosse impróprio para a Tohru-chan, que eu iria tomar algumas boas providências.

-É verdade... eu me lembro da senhorita ter dito isso para o Kyo e para mim.

-Por isso que ela me chamou de cão, naquele dia.

-Na verdade eu estava realmente me referindo ao cachorro que estava na varanda naquela hora.

Todos os possuídos voltam a respirar novamente, estavam confusos, nunca tinham imaginado que poderia existir alguém no mundo com o dom de ler mente. Hanajima se segurava para não ler a mente deles naquele momento, tinha medo de descobrir algum pensamento que a deixasse triste ou chateada. Kyo se levanta da mesa e se aproxima da garota.

-Eu quero conversar as sós com você.

Ele sai da cozinha e a garota vai atrás dele indo para o jardim que ficava ao lado da casa. O ar gelado de inverno não incomodava em nada o garoto que vestia apenas uma blusa de malha preta. O vento frio despenteava todo o cabelo da garota, ela colocava as mãos nos bolsos do grosso casaca preto que vestia e olhava para o garoto.

-Por favor, não conte para a Tohru sobre a minha outra forma.

-Eu não contarei.

Kyo não tinha coragem de lhe olhar nos olhos, ele não se chateava tanto por ela saber que ele era o gato, mas sim por saber que ele também era um monstro. A garota olhava para ele, o vento também estava brincando com os seus cabelos laranjas e o garoto olhava um pouco triste para o chão, e ela achou aquela imagem muito agradável.

#Até que ele é muito bonito.#

-O que você falou?!

Hanajima havia deixado sem querer um pensamento dela sair, e o garoto levanta a cabeça, e percebe que a garota estava lhe olhando um pouco sem graça.

#O que foi isso agora? Ela falou ou não falou aqui?#

-Você não está com nojo ou medo de mim?

-Não. E você?

-Hehe... Pensei que lia pensamentos...

-Agora eu consigo ler apenas quando eu quero. Graças a Tohru-chan, a Uo-chan, a Dona Kyoko e a minha família, eu finalmente consegui controlar esse poder.

-Tá... Entendi...

Eles escutam o barulho dos dois carros que chegavam na casa e vêem que o Momiji saia correndo da casa em direção dos carros.

-Vem Kyo, Hana-chan.... Vamos... vamos.... Quanto mais rápido formos, mais cedo estaremos lá... Venham.... Venham....

O garoto entra em um dos carros esperando com a porta aberta pelos outros..

by DonaKyon

02/11/2008

10


-Bom dia.

Ayame estava de costas para a porta de entrada da casa do Shigure quando escuta uma voz fina, calma e misteriosa que vindo por de trás e o deixando todo arrepiado, se vira como se estivesse em câmera lenta para olhar, e encontra uma bela jovem com longos cabelos pretos soltos e com um casaco bem comprido todo preto.

-Bo-bom dia....

Hanajima inclina um pouco a cabeça olhando fixamente no rosto do Ayame, que estava visivelmente espantado com a presença dela.

-Sem dúvida alguma que o Yuki-kun ficará ainda mais bonito do que já é.

-VOCÊ TAMBÉM ACHA ISSO?? EU SEMPRE FALO QUE O MEU AMADO IRMÃO VAI SUPERAR A MINHA BELEZA. MAS CERTAMENTE NÃO CONSIGUIRÁ ME SUPERAR NO QUESITO ELEGANCIA.

A alta voz do possuído chama a atenção da Tohru que estava na cozinha indo até a sala para ver o que estava acontecendo.

-Ahh... Muitíssimo bom dia, Saki-chan.

-Bom diaa, Tohru-kun....

Ayame percebe que agora a voz da garota era completamente diferente da que ele tinha escutado a pouco, era ainda um tom calmo e fino, porém estava bem mais meigo. Ele fica olhando para as duas amigas que se abraçam.

-Já conheceu o senhor Ayame, né? Ele é o irmão do Yuki-kun.

-Sim. Percebi assim que o vi.

-Ahh, a senhorita é a amiga da Tohru-chan que irá conosco.

-Sim, muito obrigada pelo convite.

A garota se inclina para agradecer de uma maneira mais formal. E assim que se levanta, a Honda segura em sua mão a levando para a cozinha.

-Estamos acabando de tomar o café da manhã, venha comer com a gente.

Na cozinha estavam o Shigure, Kyo e o Momiji, que assim que a vê entrando se levanta para se apresentar.

-Bom dia, sou o Momiji Sohma.

Assim que coloca os olhos no garoto, Hanajima leva a sua mão até o coração fazendo uma suave pressão sob o peito.

#Então é você..... #

-Ah, bom dia, sou a Saki Hanajima.

-Vêm, sente-se aqui conosco

O garoto segura em sua mão sem a menor cerimônia a levando para se sentar na cadeira que estava vaga ao lado da Tohru. Ela fica olhando para o jeito alegre do menino, que estava muito animado com aquela viagem.

-Come alguma coisa Hanajima.

Kyo lhe estende o prato com os onigiris e ela aceita um.

#As ondas dele estão piores do que antes. Certamente o que o está deixando tão irritado está nessa casa.#

Ayame estava na porta da cozinha quando vê que o Yuki e o Haru estavam descendo as escadas.

-OHH... O meu amado irmãozinho tomará o seu pequeno desajum junto com a plebe, e ele vem acompanhando por seu fiel cavalheiro.

Hanajima percebe que as ondas do Kyo ficaram mais perturbadas ainda e olha em direção da porta vendo os três rapazes que estavam entrando na cozinha.

-Bom dia Hanajima-chan.

-Bom dia Yuki-kun. Fico feliz por ver que está bem de saúde agora.

-Ah, é você a amiga da Tohru-kun. Prazer, sou o Hatsuharu Sohma. Obrigado por cuidar dos meus primos. #Ela é realmente muito bonita.#

Todos percebem que a garota havia ficado vermelha de vergonha, mas não entendem a razão. Ela se levanta para se apresentar ao Haru.

-Sou a Saki Hanajima. E agradeço a todos vocês por cuidarem da Tohru-chan também.

-Pronto... Pronto... Já chega desse formalismo todo. Queremos que a Hanajima-chan se sinta em casa.

-O Guretti tem toda a razão. Sendo amiga da Tohru-chan já é amiga de todos nós... AHH... Isso é... Se a senhorita assim desejar, é claro.

Hanajima olha para cada um deles e abaixa a cabeça.

-Eu nunca tive amigos e nem amigas. A Tohru-chan e a Uo-chan foram as primeiras amigas que eu tive. Elas foram capazes de me aceitarem do jeito que eu sou..... Enquanto todos os outros tinham medo de mim, e me chamavam de bruxa, a Tohru-chan e a Uo-chan nunca se importaram com o fato de eu ser diferente..... Assim como a Tohru-chan me aceitou do jeito que eu sou, ela também aceitou a vocês....

Os seis possuídos olham para ela com os olhos arregalados e brancos.

by DonaKyon

01/11/2008

9


O médico já estava no quase do meio do corredor quando escuta o barulho da porta do quarto se abrindo.

-YOKO... YOKO.... –Assim que ver o possuído parado no corredor Akito deixa de gritar. - O o que está fazendo ainda aí?

Hatori volta e fica parado na frente de Akito. Queria pensar em uma desculpa, mas nada lhe vinha a mente. O patriarca o olhava fixamente e com a mão direita fechada sob o seu coração, que batia freneticamente.

-Ele sempre faz isso, senhor patriarca. O Hatori-kun sempre fica por um tempo parado no corredor quando sai do seu quarto.

#Velha fofoqueira!#

O Médico olha para a Akito, mas não consegue ficar lhe olhando por muito tempo desviando logo o olhar.

-E por que você faz isso?

-É para ter certeza que o senhor patriarca está bem. O que deseja, Akito-sama?

Akito olha para a velha governanta e depois para o médico que não lhe olhava.

-Akito-sama??

-Quero que me traga um pouco de saquê quente. E vá logo.

-Sim, senhor.

A governanta faz uma referencia e sai para providenciar a bebida deixando os dois parados no corredor.

-Não sabia que o patriarca bebia sozinho.

-Hunf.. Não é assim que fico sempre? Estou o tempo todo sozinho, como quer que eu beba acompanhado?

Akito se vira e entra no quarto deixando o médico parado na porta.

-Se quer companhia basta chamar algum dos possuídos.

O sangue de Akito começa a ferver e ela fecha as duas mãos.

-Vocês só sabem vir assim mesmo. Nenhum é capaz de vir me ver se não for por obrigação.

#Eu não quero mais a companhia deles por obrigação. Chega. Não quero!#

-Eu vou te fazer companhia então.

-O que?

Akito fica o olhando toda espantada enquanto que o médico tirava a gravata e abria os quatro primeiros botões da camisa branca e se sentava no chão puxando a mesinha onde a Akito fazia as suas refeições no quarto.

-Eu ia tomar uma dose de saquê em casa mesmo.

#O que ele está fazendo?#

-Ou não quer a minha companhia?

-Hunf... por mim tanto faz.

Akito se senta na frente de Hatori, era obvio que para ela havia uma enorme diferença em beber sozinha e com a companhia dele, mas era muito orgulhosa para admitir que queria a sua companhia. O médico desabotoa mais um botão e abre um pouco mais a camisa, e se senta de uma maneira muito confortável. Akito o olha com o canto dos olhos, e tenta não olhar para o tórax do rapaz que estava aparecendo, mas o possuído nem percebe isso.

#É melhor não a deixar que beba sozinha. Mas eu não fazia a menor idéia que ela fazia isso.#

Hatori a olha, e vê que ela estava olhando para a mesa com uma cara bem fechada.

#Pelo visto o mau humor dela só vai piorar ainda mais. Gostaria de saber o que a deixa tão mal humorada assim.#

#Que droga. A minha vontade era de pular em cima dele e arrancar de vez aquela camisa.#

O som da batida na porta tira os dois de seus pensamentos e a empregada entra com a garrafa de saquê quente e a deixa sob a mesa, se retirando depois. O médico pega uma das tacas e serve ao patriarca e depois se serve.

-Eu não sabia que Akito-san bebia.

-Vocês não sabem de nada sobre mim. A única coisa que sabem é que eu sou o kamisama de vocês e o patriarca do clã.

Ela vira de uma vez a taça deixando-a vazia. Hatori só lhe olha e lhe serve uma outra dose.

#O que ela quer que a gente saiba?#

Akito pega a taça novamente e mais uma vez a deixa vazia com apenas um gole, enquanto que o rapaz ainda nem tinha bebido a sua primeira taça.

#Ela sempre bebe assim?#

A garota estava um pouco nervosa, nos últimos meses estava evitando ao máximo falar com o possuído. Odiava-se por ficar tão ansiosa só para vê-lo, e agora estava com ele a sua frente e bebendo em sua companhia.

-Por que não foi com os outros para as termas?

-São três horas de viagem até lá. Se precisar não conseguirei voltar imediatamente. Sua saúde está muito instável nos últimos tempos.

-Ainda bem que pensa. O seu dever é sempre comigo em primeiro lugar.

Ela vira mais uma taça de saquê.

-Eu sei.

A voz do rapaz pareceu ser muito indiferente para Akito o que a deixa muito irritada e se levanta da mesa e lhe falando com um tom bem áspero em sua voz.

-Pronto. Pode ir.

Hatori fica apenas a observando, mas sabe que de nada adianta falar com ela naquele momento, ele termina de beber o saquê de sua primeira taça e se levanta.

-Da próxima vez que quiser beber pode me chamar. Oyasumi Akito-san.

Akito nada lhe fala, enquanto ele sai do quarto.

#Essa indiferença dele é o que me machuca mais. Ele sempre agiu como se nada tivesse acontecido. Parece que apagou de sua mente no mesmo instante que apagou as memórias da Kana. Em sua voz não existe nenhuma emoção. Tudo está frio e distante para ele.#

Akito pega a garrafa a levando para a cama e começa a beber o que restava do saquê quente diretamente na garrafa.

by DonaKyon