08/12/2007

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-Eu achei que você ia ler. *Yuki se senta na cama, extremamente envergonhado por haver pensando aquilo do irmão*

-Cruzes, Yuki? Acha mesmo que uma pessoal tão educada como eu, seria capaz disso? *Ele se senta ao lado do irmão*

-Desculpe-me por haver pensado nisso.

-Tudo bem. *Ayame deita-se na cama* Mas agora irá me contar porque está com essa alegria toda em seu olhar. Ou melhor, ainda, posso tirar as medidas da Tohru para lhe fazer uma das minhas maravilhosas criações românticas para dar de presente para vocês?

-É CLARO QUE NÃO. *Yuki fica roxo de tanta vergonha*

-Ueeee? Não é a Tohru a responsável por esse brilho?

-Não sei de onde tira tantas besteiras? *Yuki tenta responder com normalidade, mas ainda está envergonhado*

-OK *ele se levanta da cama* Eu entendo o porque que ainda não confia em mim. Vamos descer? *Ayame já estava quase abrindo a porta quando escuta a voz do Yuki*

-Ela é uma colega do colégio. O seu nome é Motoko Minagawa.

*Yuki continua ainda sentado na cama, e Ayame precisa se segurar ao máximo para não começar a chorar na frente do irmão. Ver-lo apaixonado já havia sido um grande presente para ele, mas o fato do Yuki haver lhe contado por livre e espontânea vontade o nome da felizarda o havia deixado nas nuvens. Finalmente ele havia conseguido a confiança de seu irmão.*

-E QUANDO É QUE LHE DARÁ A INCRIVEL HONRA DE CONHECER A ESSE SEU AMADO E IDOLATRADO IRMÃO? VOCÊS PODEM USAR A MINHA LOJA E MINHA CASA PARA SER O NINHO DO AMOR DE VOCÊS. PORQUE TENHO CERTEZA DE QUE AKITO NÃO TEM NENHUMA ESPIÃ POR LÁ. E JÁ VAI IMAGINANDO EM COMO SERÁ O VESTIDO QUE LHE DARÁ DE PRESENTE.

*Yuki começa a ficar cansado só de ouvir o irmão falando e também se levanta da cama* -Está bem, algum dia desses, eu a levarei até a sua loja para lhe conhecer. E vamos ver se o Hatori já deu os pontos na Honda.

*Ayame retorna para a sala cheio de felicidade*

by Kyo

172


*Hatori pacientemente se aproxima da Tohru e afasta o Ayame de perto dela*

-HAHAHAHHAHA, fique calma Tohru, o Ayaa, é um péssimo enfermeiro.

-Vamos até o banheiro, preciso limpar o ferimento e dar alguns pontinhos.

-MAS.... MAS O SENHOR VAI AMPUTAR NO BANHEIRO?

-MAS É UMA LESADA MESMO. NÃO VIU QUE ESSE DAÍ ESTÁ APENAS TIRANDO UMA COMO A NOSSA CARA? *ele olha para o Ayame* E O QUE VEIO FAZER AQUI?

-Calma Kyon-Kitty, até a hora em que eu for embora eu lhe darei a alegria de falar comigo, mas agora irei cumprimentar o meu adorável e formidável irmão. *Ele olha pelos cantos da sala e não o encontra* -Uée? Cadê ele?

-Então não é nada grave mesmo? *Yuki está parado na porta do banheiro*

-O corte foi um pouco profundo, mas nada que uns três pontinhos não resolva. ]

-Nossa eu fiquei apavorado quando o senhor Ayame falou que ia ter que amputar. Ainda bem que ele estava errado. *Ela sorri, aliviada, já estava pensando em como iria conseguir trabalhar com uma mão a mesmo*

-Aqui está você meu amado irmãozinho. *Ayame o abraça* Que sorte a minha de estar na casa do Hatori, justamente no momento em que o Kyon-Kitty ligou para lá.

#Que azar o meu# *Yuki se solta do abraço do seu irmão* -Vamos deixar o Hatori examinar a Honda em paz. *Yuki caminha em direção de seu quarto sendo seguido pelo Ayame*

-Humm?? *Ayame fica olhando para o irmão de cima em baixo* O que aconteceu com você?

-Do... do que está falando? *Yuki quase cai sentado no chão*

-Você está diferente. *Ele se aproxima e olha bem nos olhos do irmão, fazendo com que ele fique corado na hora*

-Eu não sei do que está falando.

*Ele vira o rosto, mas quando olha na cama começa a suar frio ao ver que o diário estava aberto em cima dela, mas antes mesmo que pudesse mover um dedo, Ayame já estava com o diário nas mãos*

-Seja mais cuidadoso com isso, meu irmão. *Ayame o entrega o diário* Já imaginou se o Kyon-Kitty ler os seus poemas amorosos?

*Ele pega o diário e joga dentro da gaveta, fechando com a chave*

by Kyo

171


*Tohru está sozinha na cozinha, acabando de preparar o jantar. Desde que havia descoberto o verdadeiro nome dos seus sentimentos pelo possuído do espírito do gato, ela passou a evita-lo. Durante todo o dia no colégio, ficou de conversinhas com o Yuki, não queria apenas acompanhar cada alegria do amigo, queria também esquecer da sua própria paixão.*

-Precisa de ajuda, Tohru?

TINGLE

-AAAAG *Ao escutar a voz do Kyo, Tohru acabou quebrando o copo que estava secando, e senti que um pedaço de vidro entrando na sua mão*

*Kyo olha para pia e vê as várias gotas de sangue escorrendo* -CÊ SE MACHUCOU. MAS COMO ISSO FOI ACONTECER? *ele pega um pano limpo na gaveta e segura na mão da garota* Acho melhor chamar o Hatori, pelo visto o corte não foi tão simples assim.

-Não precisa chamá-lo só por isso. *Ela fica muito envergonhada pelo fato do Kyo está segurando a sua mão*

-COMO NÃO? ESSE CORTE FOI FEIO. *Ele enrola a mão dela no pano* MAS COMO VOCÊ CONSEGUIU QUEBRAR UM COPO NA MÃO?

-E..eu me assustei. *Ela levanta o olhar e vê como o olhar do garoto está cheio de preocupação*

-Vamos lá para sala que vou ligar para o Hatori.

*Os quatros possuídos ficam na sala ao lado da garota. Já era o terceiro pano que eles estavam trocando, devido à quantidade de sangue que estava saindo. Tohru tentava ao máximo não transmitir a dor que estava sentindo, para não deixa-los ainda mais preocupados*

-CADÊ.... CADÊ A DONZELA FERIDA? FIZ O TORI-SAN CORRER O MÁXIMO POSSIVEL. ACHO QUE DEVERIA TER UMA LEI APROVANDO QUE TODOS OS MÉDICOS DEVERIAM TER UMA AMBULÂNCIA COMO CARRO PARTICULAR.

*Kyo e Yuki nem têm tempo para respirar, e Ayame já está ao lado da Tohru e tirando o pano de sua mão*

-VENHA VER TORI-SAN, ACHO QUE VAMOS TER QUE AMPUTAR A MÃO DELA, PELO TAMANHO DESSE CORTE. EU FALEI QUE NÃO IAMOS CHEGAR A TEMPO.

-O...O QUE?? AMPUTAR? COMO ASSIM? NÃO, AMPUTAR NÃO... *Tohru começa a gritar e se desesperar com tal possibilidade, enquanto que o Kyo e o Yuki ficaram brancos*

by Kyo

170


"Fomos almoçar os três juntos no fim das aulas da manhã. Os primeiros cinco minutos foram normais. Mas então eu percebi que a Motoko estava um tanto quanto nervosa e que ela estava com todo seu material ali, sendo que voltaríamos para a classe. Não foi difícil de adivinhar que ela estava com medo daquele clube estranho. Logo, eu reparei que estávamos sendo observados por várias garotas. Discretamente, eu perguntei se eram do Prince, e Motoko acenou que sim com a cabeça. Pude ver que no olhar dela ela dizia 'Por favor, Yuki, não faça nada'. Mas eu não podia ficar sem fazer nada, eu senti... Como é que a Tohru definiu? "Ira de namorado" (Então, eu sou o namorado da Motoko? Que legal). Só sei que na hora eu levantei, olhei sério pra todas aquelas garotas em volta e falei:

-Vocês têm MESMO esperanças?

Sorrindo, olhei para a Motoko (Tohru disse que eu olhei "que nem um namorado"), sentei e percebi que algumas garotas estavam chorando e várias me olhavam espantadas. "


Não aconteceu tanta coisa assim naquele almoço, mas, por deus, meu coração quase saiu do meu peito. As garotas do Prince Yuki estavam nos cercando. Eu ia falar para o Yuki deixar passar, mas... Ele levantou e disse algo como "Vocês ainda têm esperanças?". Ele sorriu e olhou pra mim.
Eu... Eu estou até agora pensando no significado dessas palavras. Acho que ele ficou arrependido de ter dito isso (A Tohru falou que foi só vergonha, mas...), pois ele evitou o assunto a tarde inteira. Quando estávamos saindo, ele e Tohru me deixaram na porta de casa, mas percebi que ela estava desconfortável em estar ali 'atrapalhando'. Por incrível que possa parecer - e, acredite, isso é muito incrível - eu simpatizei com Tohru Honda naquela hora. Estranho?

Espere até eu contar que o Yuki me beijou de novo, na frente da Tohru e tudo."


"Ah, e quando eu estava deixando a Motoko na casa dela eu dei um beijão nela. Na boca. Sem vergonha nenhuma.

Boa noite, diário."


by Olivia

169


"Eu comecei o dia com uma proposta de 'nova Motoko'. Quando ele disse 'Então vou pra minha sala', e preparou-se para sair, eu não sei... Senti um impulso, uma ousadia saída não sei de onde. Dei-lhe um beijo - no rosto, claro, não sou tão corajosa. Pareço uma criança de sexta série falando, mas eu tenho que me gabar um pouco. A iniciativa, dessa vez, foi minha! Eu beijei Yuki Souma!! EU BEIJEI YUKI SOUMA!!!


EU BEIJEI YUKI SOUMA!!!!!!!!!!!!!!!!♥
(no rosto)

... Agora preciso de um momento para me recompor, após esse surto. Vou jantar, diário."


"Na verdade, esses diários foram idéia da Tohru. Ela sugeriu isso quando, durante o primeiro intervalo, eu corri até a sala da Motoko e ela me seguiu até lá. Nunca senti tanta vergonha assim na minha vida! Mas não foi uma vergonha ruim - como a que sentia na frente de Akito. Foi algo... Diferente. Não sei explicar, mas não foi algo ruim. Quando Motoko nos viu, ela foi até nós. Ficamos uns três minutos, acho, só olhando para as caras uns dos outros (bom, confesso que eu olhei mais pra Motoko do que pra Tohru, mas...) quando, do nada, Tohru disse 'Porque não fazem um diário amoroso?', com aquele sorriso dela. Achei engraçado, ela disse que viu isso em um filme. Ela sugeriu e foi embora, e cá estou eu, escrevendo algo que na mão de muitos - Kyo, Shigure - se torna chantagem para a vida toda. O mais estranho é que eu não estou com medo."

"Enfim. Devo estar tomando meu quarto Melona de morango hoje. Esse tipo de 'romance de adolescente' não é bem do meu feitio. Mas acho que estou muito diferente. Apesar de ser pouco tempo, mudei muito desde sair do Prince Yuki. Aliás, devo contar o que houve nesta tarde... Perto do almoço, quando a bruxa Tohru e o Yuki foram até minha sala. Eles tinham quinze minutos livres e ficaram me esperando ali (não tenho certeza, mas acho que me esperar na porta foi idéia do Yuki). Pois bem, peguei minhas coisas - não sou boba de deixar meu material vulnerável pro Prince Yuki - e saímos"

by Olivia

168


"Nos encontramos no portão da escola. A sala dela fica em uma área diferente da minha, por isso, acho que ficamos muito "óbvios" quando eu a acompanhei até sua classe. O estranho foi que... Não me importei. Não olhei em volta para ver se estavam comentando (só descobri isso depois, quando um colega da sala me alertou), não tentei disfarçar nossa conversa e... Eu não senti que estava fazendo algo errado. Não me senti um audaz, não me senti superestimado... Não me senti um traidor. Foi estranho, mas... Eu me senti bem. Eu estava feliz ao lado dela, estava feliz pelo simples fato de caminharmos juntos pela escola..."

"Dentre o turbilhão de sentimentos - negativos e positivos - que vai do meu coração para a minha cabeça, eu não estranho que o mais ressaltado seja a insegurança. Quando nos encontramos na porta da escola, por um instante congelei: e se nada daquilo tivesse acontecido? Será que eu sonhei com tudo aquilo? Senti as pernas bambas quando ele me sorriu e ofereceu-se para me acompanhar até a minha classe. "Temos uns minutos, vamos devagar", foi o que ele disse. Meu Deus, meu coração está disparado até agora. E pensar que nessa mesma tarde... Não, eu vou centrar meus pensamentos. Tenho que relatar tudo em ordem, para que daqui a cinco, dez minutos, duas horas ou três semanas eu possa reler e confirmar que tudo ocorreu e que - Deus! - não foi um sonho. Pois bem, comecemos pela manhã..."

"... Quando a deixei ali, na porta da classe dela, eu confesso que me senti meio inseguro. Eu quis... Eu quis beijá-la, entende? Mas eu não sabia como. Me sinto engraçado, como um daqueles adolescentes bobos e apaixonados dos filmes americanos. Eu fiquei envergonhado, tá legal? Fiquei com vergonha de dar um beijo nela. Mas quando eu estava saindo... Foi ela quem me chamou. "Yuki, espera!" e beijou o meu rosto. Acho que ainda tenho a bochecha quente - belo beijo e pela vergonha. Se tem uma coisa que jamais deve acontecer é o baka neko achar este diário e ler. Ah, seria um inferno..."

by Olivia

06/12/2007

167


-DO QUE É QUE ESTÁ FALANDO? EIHM SHIGUREEE?

-Esquece Gure-nii. *Rin se senta no sofá ao lado do Shigure* Esse dai é mais lerdo do que não sei o que. Até mesmo o Hiro-chan, consegue saber mais dessas coisas do que ele.

-AHUAHAUAHAU.. Tem toda razão. Esse aí só não é mais lerdo por falta de espaço. AHAHAHHAHA

*Kyo fecha ainda mais a cara, porque mesmo sem entender do que eles estão falando, ele tem certeza de que estão tirando um barato da cara dele*

-AAAAHHH POR QUE VOCÊS NÃO VÃO PERTUBAR OUTRO, HEIM? JÁ ESTOU CHEIO DESSAS PIADINHAS. *Ele se levanta e vai para a cozinha, enquanto que o Shigure fica na sala morrendo de rir*

-Ai ai... Adoro tirar esses baratos da cara dele. Esse moleque é uma anta mesmo. Não consegue ver aquilo que está na cara dele.

-Ela sabe da verdadeira forma dele?

-Sabe sim. E digo que foi uma cena que até me comoveu.

-Você ficando comovido? *Ela olha com ar de deboche para ele* Isso sim eu gostaria de ter visto.

*Ele passa a mão nos longos cabelos negros da garota* -Eu não sou um ser tão insensível como você imagina. *Ele encosta os seus lábios delicadamente nos dela, mas se afastam assim que escutam passos no corredor dos quartos* -Vamos até o meu escritório. *ele dá uma piscadinha e se levanta do sofá sendo acompanhado pela Isuzu*

*Eles entram e ele fecha a porta com a chave* -Vem cá, porque o titio aqui tem uma novidade para te contar.

*Ele encosta-se à mesa e puxa a garota para perto do seu corpo, mas antes de continuar falando, ele lhe dá um caloroso beijo*

-Passei a tarde toda na sede. *Ele fica com as mãos em cima da bunda da garota, enquanto que a Rin está abraçando pelo pescoço*

-E descobriu alguma coisa?

-AHAM.. Mas antes de te contar, eu acho que mereço um pequeno presentinho.

-Mas a gente não tinha combinado de que só ficaríamos juntos quando eles não estivessem aqui?

-É, mas agora eles nem irão perceber nada. Basta a gente não fazer muito barulho. hihihi

*Shigure volta a beija-la enquanto vai passando as mãos pelo seu corpo*

by Kyo