12/05/2008

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* Akito gemeu baixo quando Yuki puxou-a pelo braço. Ele apertava forte, mas não chegava a machucar. Aquela pressão em sua pele tão sensível a arrepiou ainda mais, um formigamento no estomago e um calor se espalhou por todo o seu corpo. Vê-lo assim tão descontrolado e sentindo-o tão agressivo e decidido no que queria, juntando aquele tom de ordem e o timbre carregado de desejo lhe fez estremecer. Era sensual, excitante e antes de poder raciocinar sobre seus próprios desejos já estava tomada por tesão e fogo. Ela o queria mais do que já o pode querer durante ou depois daquele beijo. *

- VAMOS AKITO! ME XINGUE, ME HUMILHE, ME BATA SE FOR PRECISO. NÃO SUPORTO MAIS O SEU SILÊNCIO. SOU TÃO MENOS HOMEM DO QUE VOCÊ QUER QUE NÃO MEREÇO NEM A SUA IRA?

* Akito permanecia estática e o corpo entrando num entorpecimento erótico quase incapaz de ser controlado. Seu desejo, sua paixão, queimava cada célula de seu sangue que fervilhava em seu corpo. *

# Por favor, por favor Yuki, me solte! Não fale comigo assim, por Deus.. se não me soltar eu perderei o resto do meu controle... por favor, se lhe tocar, lhe beijar... não serei capaz de parar... Yuki vá embora, vá embora... #

- Vá embora...

- O QUE DISSE?

*Yuki ainda gritava, seu sangue inteiro fervia, de ódio, de raiva, de frustração, de desejo. Ele sentia a respiração de Akito, sentia a pele fina e sua pulsação forte em sua mão. Ele a desejava, aquela pele branca e lisa, aquela boca pálida e fina, aquele corpo tão frágil e leve como o seu. Yuki não compreendia como era capaz de desejar tanto a um homem a ponto de querer forçá-lo a aceitá-lo, a abraçá-lo. Yuki não tinha mais dúvidas, aquilo não era mais uma relação de terror como na infância, não era mais uma relação de respeito e obediência para com seu kamisama. Aquilo era desejo, algo carnal e forte e ao mesmo tempo, algo sentimental e profundo, não podia dizer se era realmente paixão. Mas não havia mais dúvida, dane-se se era outro homem, Yuki desejava Akito e faria qualquer coisa para ter sua atenção de novo.*

by Leandra

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- Me diz... por que? Por que não me mandou vir vê-lo novamente? Por que não me procurou de novo? Se ia mesmo... se era verdade... se.. SE EU NÃO ERA HOMEM PRA VOCÊ... ENTÃO, MALDIÇÃO... ENTÃO POR QUE AKITO? POR QUE VOCÊ ME BEIJOU A SEGUNDA VEZ? Droga....

* Ele apertou ainda mais as mãos fechadas e não conseguindo conter mais, derramou algumas lágrimas e olhou diretamente para Akito esperando a resposta. Ela gelou, suou frio e seu coração batia tão alto e tão forte que mal conseguia ouvir seu raciocínio formulando algum tipo de resposta conveniente. *

# E-eele... ele... #

- ...

- É... é.. só isso? – Yuki olhava descrente para Akito que de olhos arregalados e boca entreaberta não lhe dava resposta alguma. – é só isso.. Akito? É SÓ ISSO?

* Yuki ergueu seu corpo mantendo-se apoiado sobre os joelhos... já havia perdido todo o controle. *

# Dane-se! Dane-se se eu não sou o homem que você queria. Dane-se se sou um bichinho medroso e inseguro, incapaz de tomar decisão sobre seu próprio corpo. Dane-se tudo isso Akito! Dane-se se eu realmente desejo outro homem, se isso é estranho, errado ou seja o que for.. só não me ignore, merda. Se era apenas para brincar, por que eu? Por que logo eu? Maldição Akito... apenas fale comigo... #

- É SÓ ISSO AKITO? EU VENHO ATÉ AQUI E VOCÊ SÓ ME DARÁ SEU SILÊNCIO? AONDE ESTÁ AS RESPOSTA SÍNICAS, AS PROVOCAÇÕES, OS DESAFOROS? AKITO-SOHMA NÃO ME IGNORA!

* Yuki que já não suportava todo aquele silencio, puxou Akito pelo braço fazendo-a levantar seu corpo e ficar de joelhos também com o corpo perto dele. *

by Leandra

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- Mas eu não tinha certeza se queria vê-lo novamente.

* Uma pontada no peito de Akito. Aquela frase lhe havia pego desprevenida, e havia doído. Ela ameaçou retrucar uma resposta afiada, mas Yuki continuou. *

- Eu não terminei!

* Akito gelou com o tão firme e alto que Yuki usou a impedi-la de responder sua afirmação. Fechou o cenho e deu de ombros, fingindo não se importar. Ele olhou para o chão, estava visivelmente nervoso, com as mãos fechadas em punho, enquanto tentava inutilmente forçar uma aparência séria e madura. *

- Você simplesmente chegou até a mim e... e fez... e fez o que quis... e me mandou embora, como se eu... como se eu não representasse nada.

* A voz firme e sua postura madura vacilavam enquanto ele ia falando deixando Akito completamente estática, segurava sua respiração ao máximo para não transparecer seu próprio nervosismo e angústia. Prestava atenção em cada palavra de Yuki tentando decifrar seu verdadeiro significao. Ela não conseguia nem acreditar na possibilidade de sua expectativa estar certa... será que Yuki estava daquele jeito por ela tê-lo mandado embora e não o procurado mas? *

- Yu..

- EU AINDA NÃO TERMINEI!

* Akito arregalou os olhos perdendo totalmente sua compostura, sua representação, sua concentração. Toda frieza que ela tentava encenar para ele foi jogada fora com o grito do Yuki. Mas toda a representação de homem sério, maduro e seguro de si também foram pro lixo. Yuki continuava sentado formalmente, mas sua feição demonstrava nitidademente sua revolta, sua frustração, sua confusão, seu desejo. Ele já não conseguia mais esconder ou controlar o que estava sentindo. Seus olhos estavam cheios de água mas ele ainda tentava não chorar. *

by Leandra

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* Yuki continuava olhando Akito que já estava desconcertada com a encarada pelo possuído do rato e nervosa pelo silêncio. Mas decidiu que não tomaria iniciativa nenhuma, ele que fizesse o que quisesse ou viesse fazer. *

# Eu nunca reparei realmente nele. Fiquei todo nervoso e confuso com aquelas reações tão próximas e íntimas, mas nunca havia reparado nele. Em como suas feições são delicadas e femininas, como seu corpo parece ser frágil e leve. Ele não tem o menor direito de me chamar de princesa... ele se parece com uma mulher muito mais do que eu. Mas além disso... eu não havia reparado em como isso o faz ser tão bonito. #

# Por que ele não diz algo de uma vez? Por quanto tempo ele vai ficar parado me encarando? Céus, eu não vou conseguir manter minha compostura por muito tempo... o som da voz sensual dele e do timbre firme que usou comigo para abrir a porta ainda vibra por todo o meu corpo... droga, Yuki... por que agora? #

- Akito-san?

* Yuki ajoelhou formalmente diante de Akito, mantendo uma postura ereta, esperando que ela o olhasse e assim que ela o fez, ele fez uma mesura bem formal. *

- Desculpe-me!

# Então ele... ele realmente veio apenas pra se desculpar? Por causa daquela intrometida da governanta? #

- E quem disse que eu precise de suas desculpas?

- Ninguém! Não estou me desculpando por alguém ter me pedido para fazê-lo. Estive preocupado em saber que não queria ver ninguém e que sempre precisava dos cuidados de Hatori, mas eu...

* Os olhos de Akito brilharam, sua frieza que tentava a todo custo manter havia sido abalada enquanto ainda em mesura Yuki ia falando. Ela teve necessidade de puxá-lo pra si, agarrá-lo em seus braços e apertá-lo mostrando o quanto também tinha ficado preocupada com suas constantes crises. Mas quando ela ameaçou esticar as mãos até ele, ele levantou seu corpo, mantendo-se ainda formalmente sentado sobre suas pernas. *

by Leandra

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* A voz do Yuki saiu baixo, um sussurro, suave, gentil, atraente e sexy. Akito caiu sentada no chão. *

# E-e-eu ou-ouvi mesmo isso? E-ele disse que... #

- Por favor....

* Novamente a voz de Yuki é ouvido como um sussuro, um gemido cativante e até mesmo, excitante. Mas Akito era incapaz de raciocinar. Yuki respondera que queria sim, aquele tratamente especial da última vez, o que significava que Yuki não estava ali por que a governanta o repreendeu. Mas porque ele a queria... ou seria o certo dizer que ele o queria? *

# Mas que droga, por que ele não responde? Por que? Eu disse, eu admite que eu queria que ele fizesse tudo aquilo outra vez e ele nem sequer me responde? Droga Akito! Mas se você quer tanto assim brincar comigo, se quer tanto assim me maltratar, eu pelo menos vou fazer valer a pena. Vamos, Yuki, seja homem! #

- Akito-san! Não vou ficar aqui nesse corredor o dia inteiro. Abre a porta!

* Yuki havia finalmente se controlado e impôs em sua voz um tom autoritário. Se era um homem que Akito queria, e se para poder vê-lo novamente era isso o que precisava ser, ele o seria. Mesmo que fosse contra sua própria vontade agir de uma forma tão incisiva justo com Akito-san. *

- E-entre.

* Akito continuava sentada no chão no meio do quarto olhando descrente para o Yuki nervoso e ansioso que adentrava o quarto. Ele parou por uns instantes observando Akito que tentava disfarçar sua confusão mental, entusiasmo e ansiedade, virando-se para olha outra coisa. *

- Akito-san...

* Sua voz continuava no mesmo tão suave e sensual, fazendo a espinha de Akito gelar, junto com um leve estremecimento no estomago, ela estava se controlando. Não iria cometer o erro de assustá-lo novamente, logo agora que ele veio porque quis. *

by Leandra

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* Akito não poderia arrepender-se daquele beijo, pois o guardava em um lugar mais do que especial em suas lembranças. Ela encostou seu ouvido na porta tentando escutar o que estava acontecendo lá fora, e apenas ouviu a respiração forte e irregular do rato. Seu coração bateu mais forte e mais pesado. *

# Céus... ele não está respirando bem... o que eu faço? Não posso simplesmente tratá-lo com carinho como tanto quero... nem provocá-lo como desejo... droga... depois de tudo que disse para que ele se afastasse realmente e ele... realmente se afastou... então por que eu fiquei feito idiota naquela janela imaginando se ele viria pros meus braços? Não fui eu a culpada por ele ter ido embora daquela forma? Como amaldiçoa a minha própria maldição... se eu não fosse o kamisama, se eu não tivesse que me passar por homem eu poderia abraçá-lo e afagá-lo em meus seios para regular sua respiração. #

- Akky-chan, esse tipo de pensamento só abrange o desejo. Amor... amor não tem sexo. – APESAR DE QUE NO CASO DE VOCÊS É MERAMENTE UM MAL ENTENDIDO.

* O coração de Akito deu uma palpitação forte ao relembrar as últimas palavras de Ayame, mas antes que pudesse refletir em cima da situação, ouviu novamente o seu nome de forma suave e meiga que sua barriga formigou. *

- Akito! Não me deixe aqui fora... onegai... fale comigo.

* A frase soou como uma súplica, um gemido. Akito não podia mais ignorar aquilo, respirou fundo, se afastou da porta, respirou mais uma vez. *

# Droga.. se ele falar comigo assim mais uma vez não sei o que eu posso fazer... céus... foi praticamente sexy esse pedido dele. #

- O que foi, Yuki? – tentou carregar a voz com o máximo de ironia possível. – Não suportou a saudade e veio suplicar para que eu dê atenção a um bichinho medroso que saiu daqui com o rabo entre as pernas da última vez? Está querendo mais uma vez o meu tratamento especial, meu bichinho?

- Sim...

* A voz do Yuki saiu baixo, um sussurro, suave, gentil, atraente e sexy. Akito caiu sentada no chão. *

by Leandra

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# Baka! O que você esperava dele? Que abrisse a porta correndo feliz por lhe ver depois de tanto tempo sem nem sequer ligar para ter notícias dele? Queria que ele lhe puxasse pela gola e lhe abrasse morrendo de saudade? Baka, baka, baka. Depois de pensar tanto, de questionar tanto, de decidir que precisava fazer algo, eu deveria ter parado de sonhar antes de vir. Esperar que ele me recebesse de uma maneira especial... ora, seu baka... não fora ele mesmo que disse que você não era homem suficiente para ele? #

* Ao lembrar disso Yuki ficou vermelho de vergonha de si mesmo, havia escutado aquilo e mesmo assim nada fez. Ficou assustado e desorientado encolhido em um canto da casa do Shigure. Deveria ter feito algo para se tornar mais homem, mais maduro, mais adulto, mas no fundo continuava o mesmo bichinho assustado com tudo aquilo. *

# Droga... se eu havia decidido isso... porque então não me tornei um homem de verdade... capaz de não ter medo dessas coisas. Droga... eu serei mais homem, você vai ver Akito-san... você nunca mais me chamará de princesinha outra vez. #

* Enquanto isso Akito dentro do quarto segurava a respiração com a mão na boca ao ouvir o barulho vindo da porta. Não sabia o que fazer suas mãos e pernas tremiam e seu coração estava descompassado. *

# Ele.. ele está bem? O que foi esse barulho batendo na porta? Céus... será que ele teve outra crise e caiu? Será que está bem? Aonde estão aquelas empregadas idiotas nessa hora? Yuki.... por favor... vá embora, você é a última pessoa que eu queria ver agora depois daquela conversa idiota com o inútil do Aaya... Ah Yuki... você não é a última pessoa que eu queria ver, é a única que eu quero ver... mas por que tinha que ser agora? #

* Akito conseguiu se levantar, andou temerosa passo ante passo até a porta, o silêncio lá fora depois daquela forte batida a estava matando. E se Yuki realmente estivesse passando mal? Ele estava tendo muitas crises desde o ano novo, e Akito sabia que a culpa era dela e daquele maldito beijo... maldito não...*

by Leandra