06/06/2009

91


Tohru demora uns segundos para entender o porquê que o gato estava mentindo, mas depois ela se lembra da ameaça do Haru de contar tudo sobre o Kyo e a Hanajima para o senhor patriarca.

-Simm... Ele te arrumou?

-Não. E cadê a nossa janta, sua lesada? Daqui a pouco não vai trabalhar? Vai me deixar sem comida, é?

-Não... É claro que não! O senhor se esqueceu de que eu mudei de trabalho?

-Eih Kyon-Kyon.... A Tohru-kun não é a nossa empregada para falar dessa maneira com ela. Olá Haru-kun.

-Boa noite Sensei.

Haru se levanta da cama e fica ao lado do Kyo, passando o braço ao redor do seu pescoço. O gato fica muito desconfortável com aquilo, ele não queria que a colegial visse aquelas atitudes entre eles, mas também não sabia muito bem a razão de querer tanto esconder aquilo.

#Por que tenho esse sentimento de que estou fazendo a coisa errada?#

-Eih Kyo, vai acabar ficando doente assim. Cuidado, por que acredito que o Haa-san não está em condições de dirigir até aqui essa noite.

O gato aproveita aquela desculpa e se afasta rapidamente de Haru pegando a primeira camiseta que vê na gaveta.

-Sensei, posso dormir aqui essa noite?

Kyo que estava vestindo a camiseta para com o objeto no pescoço e começa a suar um pouco frio.

#Por que ele quer dormir aqui essa noite?#

-Hummm..... Por mim pode sim. Mas irá dormir em qual quarto, no do Kyo ou no do Yuki?

Ao escutar aquela pergunta Kyo cai sentado no chão, e olha com os olhos arregalados para os três, seu coração estava muito acelerado, ele não sabia o que seria pior naquele momento, se era o Haru responder que queria dormir com o Yuki ou no seu quarto.

-Ah... sei lá.... não posso dormir no seu quarto, sensei?

-AHAHAHAHAHAHA..... Tinha que ser o Haa-kun mesmo.... AHAHAHAHAHAH..... Dependendo do motivo por que quer dormir no meu quarto, acho que o Ayaa-san não irá aprovar..... AHAHAHAH

-Eu irei preparar a janta para cinco agora mesmo.

A garota vai antes para o seu quarto para trocar de roupa e o Shigure caminha em direção do banheiro para tomar um banho no ôfuro. Haru caminha até o Kyo que ainda estava sentado no chão e se abaixa para falar em seu ouvido.

-Se prepare. Virei te visitar de madrugada!


O coração do garoto batia muito acelerado enquanto que o Hatsuharu calmamente caminhava para fora do quarto.

#Eu não posso acreditar. Ele não está pensando que eu irei deixar que ele entre no meu quarto.#

Kyo se levanta do chão e vai até a porta do seu quarto para espiar se o Haru tinha entrado no quarto do Yuki.

-Buuuu.... Sabia que ia fazer isso.

Haru estava escondido ao lado da porta e assim que o gato coloca a cara para fora para olhar o corredor ele aparece na sua frente. Kyo fica ao mesmo tempo um pouco envergonhado e muito nervoso, ele entra no quarto e fecha a porta com força.

#Hehehe... Ele tem ciúmes do Yuki. Isso quer dizer que eu posso estar errado. Tentarei mais uma vez essa madrugada.#

-O senhor está descendo?

-Não. Vou terminar a minha lição.

Haru entra no quarto do Yuki e o encontra ainda sentado na escrivaninha, aparentemente o garoto estava calmo, e parecia que tinha passado todo o tempo fazendo a sua tarefa escolar, mas na verdade, o possuído não tinha conseguiu fazer nenhuma conta, conjugar nenhum verbo, responder a nenhuma questão de história. Havia passado aqueles minutos com o coração na mão e morrendo de ciúmes do Haru com o Kyo.


by DonaKyon

04/06/2009

90


Haru dá um pequeno sorrisinho e praticamente gruda o seu corpo no do Kyo.

-Em um homem foi. Você terá que se responsabilizar por isso.

Kyo fica um pouco aflito com aquela aproximação do Haru e imediatamente ele se lembra que ele tinha roubado o primeiro beijo da Hanajima. Ele estica os braços, fazendo com que o primo se afaste um pouco.

-E então?

-Então o que? Se eu tenho que me responsabilizar porque te beijei, imagina o que aquela ratazana maldita terá que fazer então. Eu vi vocês pelados debaixo daquela mesa. Eu sei que vocês fizeram aquilo.

-Ahh. Isso é ciúmes, Kyo? Não precisa ficar assim. O Yuki já sabe que eu gosto de você?

-OQUE?

-Sim, eu gosto de você. Sempre gostei de você....

-E a ratazana?

-Eu sempre gostei de você e sempre amei o Yuki. Eu quero ficar com vocês dois!

-Que?

Haru volta a se aproximar do Kyo e o abraça. O garoto fica imediatamente com o rosto corado e com os olhos arregalados, sentia que o coração do primo estava batendo mais forte, mas não consegue erguer os seus braços para abraçá-lo também.

-O que há de errado em querer ficar com vocês dois? Eu sempre precisei de vocês dois. Eu só posso ser completo com vocês dois.

Aquela declaração havia pegado o gato desprevenido. Ele não sabia o que falar. Ele sempre tinha gostado do Haru, mas nunca tinha imaginado que ele também sentia o mesmo. O boi leva a mão até a nuca do garoto e segura a sua cabeça e o beija. Kyo sentia a língua do Haru dentro de sua boca, mas não entendia o que estava acontecendo. Ele fecha os olhos, e começa a beijá-lo também, mas a imagem da Hanajima ainda estava em sua cabeça. Ele tenta mais uma vez se concentrar naquele beijo, afinal ele sempre tinha gostado do Haru, e agora sabia que o primo também gostava dele. O garoto se esforça para sentir aquela sensação que sentia quando beijava a colegial, mas era em vão. Ele não conseguia sentir nada.

Haru percebe que o beijo do Kyo não era como os beijos do Yuki. Na verdade ele já tinha percebido isso, mas achava que era pelo fato do garoto estar nervoso quando o tinha beijado pela primeira vez. Ele tenta beijá-lo com mais desejo, mas não é retribuído da mesma maneira pelo primo. O boi acaba desistindo e afasta os seus lábios dos deles, mas ainda se mantém abraçado.

-Você não gosta de mim?

-.......

-Então?

-.......

Kyo o afasta e caminha até a cama onde se senta, mas se mantem de cabeça baixa e segurando suas mãos. Seu coração estava batendo um pouco acelerado e ao mesmo tempo muito doído. Ele não conseguia olhar para o Haru que também tinha se sentado ao seu lado.

Yuki se segurava para não entrar no quarto, estava escondido atrás da porta, e o seu coração estava muito machucado por ter visto o beijo dos dois. Os três garotos ficam em silêncio por alguns instantes, e conseguem escutar o barulho da porta se abrindo quando o Shigure e a Tohru chegam. Yuki corre para o seu quarto, fechando a porta do quarto e sentando-se na escrivaninha, Kyo imediatamente se levanta da cama, e Haru o olha muito espantado. No rosto do gato estava visível que ele tinha feito aquilo para a colegial não o visse sentado na cama ao lado do primo.

-Muitíssimo boa noite Kyo. Muitíssimo boa noite Hatsuharu-kun. Kyo, como foi a conversa do senhor com o Megumi-kun?

Tohru estava tão ansiosa para saber se o irmão da Hanajima tinha descoberto alguma coisa sobre o porquê que a amiga não conseguia sentir as ondas do Kyo e nem de ler os seus pensamentos que assim que o vê, depois das formalidades dos cumprimentos, já faz a pergunta sem se importar pelo fato do Haru estar no quarto. O possuído pelo espírito do boi percebe que o gato estava com os olhos arregalados para cima da garota e com uma enorme vontade de lhe mandar calar a boca.

-Quem é o Megumi-kun?

-É o irmão da Ha....

-É o irmão de uma colega nossa que ficou de me arrumar um bico.

-Quer trabalhar por quê? A sua mesada não está dando?

by DonaKyon

01/06/2009

89


#Por que será que as luzes de casa estão todas apagadas?#

Kyo estava chegando em casa e estranha o fato de que não havia uma única luz acesa na casa. A essa hora, normalmente, a Tohru estava cuidando do jantar antes de ir trabalhar como faxineira num prédio do centro da cidade. Se durante a tarde toda tinha se esquecido da raiva que estava sentindo do Yuki foi só chegar em casa para se lembrar dela, e ao ver que as luzes estavam apagadas o faz crer que não precisaria ver a cara da ratazana naquela noite. Ele iria comer algo e ficar o resto da noite em seu quarto ou no telhado da casa. O possuído abre e vê que os sapatos do Yuki estavam ali e havia mais um sapato que ele conhecia. Kyo arranca os seus com pressa, largando-os de qualquer jeito e sobe correndo as escadas.

#Ratazana maldita....#

O gato chega até o corredor dos quartos e vê uma pequena quantidade de luz saindo de baixo da porta do quarto do Yuki.

#Não acredito que o Haru seja tão sem-vergonha assim. Eles estão fazendo aquilo aqui em casa, sem se importarem com a Tohru e o cão.#

Kyo caminha até a porta e fica parado diante dela. Não sabia se abria a porta ou não. Sua vontade era de abri-la e de lutar com o Yuki. Estava com tanto ódio, que tinha quase certeza de que dessa vez o venceria. Porém, não queria abri-la e vê os dois numa cena de amor.

O garoto fecha com forças as duas mãos e abaixa a cabeça. Queria pensar no que tinha que fazer.

#Ele só está fazendo isso para me provocar. Ele nunca gostou do Haru. Sempre desprezou os sentimentos do Haru. E agora, só porque eu o beijei, ele começou a fazer essas coisas com o Haru.#

Kyo se recorda do dia que beijou o Haru nas termas. Ele estava evitando pensar no que tinha feito, mas agora não conseguia mais. Na sua mente estava a imagem do Haru com a boca machucada devido ao soco que tinha levado dele, porque ele tinha ofendido a Hanajima.

Ao se lembrar da colegial, vêem a sua mente a imagem dela soltando os cabelos e depois do beijo que tinha acabado de lhe dar. O seu corpo treme todo ao se lembrar dos dois beijos que tinha dado na garota.

#Por que será que na hora que eu beijei o Haru eu só consegui pensar que estava beijando a Hanajima? Por que não senti nada quando o beijei, mas quando beijo a Hanajima parece que há um vulcão dentro de mim.#

Por mais que tentasse não conseguia encontrar uma resposta.

-Sabia que era você, Kyo.

Kyo levanta a cabeça e encontra Haru parado na sua frente com o mesmo jeito lesado de sempre, ele olha para dentro do quarto e vê que o Yuki estava sentado na escrivaninha, e que pelo jeito os dois estavam estudando.

-Hunf...

O possuído pelo espírito do gato começa a caminha até o seu quarto sendo seguido pelo primo, o que deixo o Yuki um pouco aflito.

-Kyo, onde estava até agora?

-Não te interessa!

-Estava com aquelaz....

Haru ia falar “aquelazinha”, mas ao ver o olhar fulminante do Kyo para cima dele, ele muda a frase.

-.... garota amiga da Tohru?

Kyo acha melhor não responder aquela pergunta, já estava com muita coisa para pensar e não queria ter que enfrentar o Haru na sua forma Black. Ele começa a tirar o uniforme escolar sem se importar do primo estar no quarto com ele.

-Por que me beijou no sábado?

O garoto não estava esperando aquela pergunta tão direta. Sabia que um dia teria que conversar com o Haru sobre aquele beijo, mas nunca tinha imaginando que o primo iria direto ao assunto. Ele tira uma bermuda da gaveta e a veste em silêncio. Haru conhecia muito bem ao Kyo e sabia que ele só respondia as coisas que o incomodavam quando era confrontado. O boi caminha até o garoto o encostando contra a parede.

-Está querendo fugir da sua responsabilidade agora?

-DO QUE É QUE ESTÁ FALANDO?

Haru segura no queixo do Kyo, se aproximando um pouco mais dele e fica lhe olhando fixamente.

-Você roubou um beijo.

-Hehe, vai me falar que aquele tinha sido o seu primeiro beijo?


by DonaKyon

29/05/2009

88


#Os Sohmas são realmente muito curiosos. Existe uma coisa neles que o afastam dos outros. Mesmo eu que sou uma Sohma por causa do meu marido, não sei nada deles, e eles parecem que fazem questão de me ignorarem. Será que é porque eu não sou uma japonesa?#

Elisa percebe que o Hatori a olha mais uma vez, só que dessa vez percebe também uma certa hostilidade em seu olhar.

#Isso não é uma impressão minha. Parece que ele me odiar. Mas por quê? Eu nunca lhe fiz nada...#

Momo solta da mão da mãe e a mulher olha para ver onde a menina tinha ido.

-Eu vou falar com o papai, Momi-kun. Quem sabe o papai não me deixa ter aulas de violino junto com você?

Momiji lhe sorri um pouco nervoso, imaginando que o pai fosse brigar com ele, mas ao mesmo tempo estava feliz por poder sonhar um pouco que poderia passar algumas horas do dia com a sua irmã. A menina vai até a Tohru para se despedir e depois atravessa a rua de mão dada a mãe e voltam para casa.

-A Honda-san quer conversar comigo agora?

-O que é que a Tohru-chan quer falar com o Harry?

-Ahahahahah.... Ela vai se declarar para o nosso charmoso médico, Momicchi....

Ao escutar aquilo, Momiji se aproxima da Tohru com um olhar cheio de piedade.

-É isso mesmo, Tohru-chan?? Você gosta do Harry?

-NÃO... NÃO... NÃO É VERDADE! Eu... Eu só quero lhe perguntar algo sobre a Elisa-san...

-Sobre a minha mãe?

-Sim. É possível o efeito da hipnose passar com o tempo?

-Não. Isso nunca aconteceu antes. Por que está perguntando isso?

-É que a Elisa-san me contou que às vezes ela tem a sensação de que se esqueceu de algo muito importante.

-Talvez ela estivesse se referindo a outra coisa. É impossível que ela se lembre do Momiji.

-Mas ela fala no Momiji-kun com muito carinho.

-É por que ela pensa que sou apenas um sobrinho qualquer.

Tohru percebe que aquele era um assunto que machucava muito o garoto e acha melhor não continuar. Não queria dar falsas esperanças para o possuído, e se o médico tinha falado que era impossível que a mulher lembrasse o que aconteceu, não adiantava continuar com aquela conversa.

-Tenha muito cuidado Momicchi. A sua irmã não pode descobrir a verdade sobre a maldição.

-Eu sei Shii-chan.

-Momiji-kun, o senhor aceitaria almoçar comigo e as minhas amigas?

-Sim... sim...

-Ah, Honda-san. O Shigure me contou que uma amiga sua descobriu o segredo da maldição.

-Não se preocupe senhor Hatori. A Hana-chan nunca irá contar para ninguém.

-A minha maior preocupação não é essa. Mas sim o fato dela estar namorando o Kyo. Se Akito-san descobrir isso, temo que algo muito ruim poderá lhe acontecer.

Tohru já sabia que o namoro era uma farsa entre os dois, mas não se acha no direito de contar tudo para eles.

-Será que Akito-san nunca nos deixará ter uma vida um pouco normal?

Diferentemente de todas as outras vezes que o médico escutava alguém falando mal de Akito, dessa vez ele sente um pouco de irritação.

-Momichi, dentre todos nós, Akito-san é a pessoa que tem a sua vida bem mais longe de ser normal.

-E é por isso que o patriarca faz o que faz?

Hatori faz uma menção de responder ao coelho, mas percebe que não poderia lhe falar nada, uma vez que não poderia fazer com que ele entende-se a dor de Akito sem revelar o maior segredo dos Sohmas.

#Não posso falar que ela é uma mulher......#

Os possuídos e a colegial que estavam prestando atenção na conversa do médico e do coelho se assustam com a expressão que o médico estava fazendo agora. Sua face era ao mesmo tempo de perplexidade e de choque.

-Eih, Haa-san?! O que houve?

O médico olha para o escritor e coloca as mãos em seus ombros.

-É isso! Shigure, é isso!

-Isso o que??

-Depois a gente conversa melhor. Boa noite, Honda-san. E trate de ir para casa logo, Momichi, senão ficará doente.

O médico começa a caminhar rumo de casa, mas muito pensativo.

by DonaKyon

27/05/2009

87


Hatori acompanhava Shigure até o portão principal da sede. Aquela visita ao final não tinha se tornando o grande suplicio que o médico imaginou que seria, pois foi sido graças a ela, que ele agora podia entender um pouco mais do sofrimento de Akito. Os dois tinham bebido um pouco mais do que deveriam e caminhavam lentamente enquanto iam conversando.

-Hihihi.... O Harry e o Shii-chan estão vermelhos....

-Ahh, se não é o pequeno Momicchi, o que está fazendo aí?

Momiji dá um salto e desce de cima do muro ficando ao lado dos possuídos.

-Estou esperando a Tohru-chan. Ela já deve estar saindo da casa dos meus pais.

-Mas deveria está com pelo mesmo um cachecol, assim poderá pegar um resfriado.

-Sem problemas, Harry. O calor do meu coração aquece o meu corpo todo.

Hatori dá um sorriso para o Momiji. O possuído pelo espírito do coelho era o único que estava acostumado a ver aqueles breves momentos de afetividade do médico. O dragão tinha um carinho muito grande pelo coelho, se sentia responsável pela grande solidão que o garoto sentia, e desde de que havia apagado as memórias de sua mãe, o tinha adotado como se fosse um irmão mais novo.

Os três possuídos caminham até a calçada e ficam esperando pela colegial, que poucos minutos depois surgia do outro lado da calçada acompanhada pela Elisa e a Momo.

-Olha Mamãe... Olha... Lá está o Momi-kun... MOMI-KUN... MOMI-KUN...

A pequena criança solta da mão de sua mãe e atravessa a rua correndo para ir falar com o Momiji. Tohru corre atrás da menina temendo que ela fosse abraçar o possuído.

-Oi Momo-chan. Gostou de ficar com a Tohru-chan?

-Sim, mas eu queria que você também fosse. Eu gosto muito de brincar com você também.

-Muitíssima boa noite, senhor Hatori, senhor Shigure.

#Ah, então esses são o médico que cuida do Momiji e o escritor com quem a Honda-chan mora.#

Elisa atravessava a pequena rua arborizada que separava os dois mundos dos Sohmas e se inclina para os cumprimentarem. Ato repedido pelos três possuídos de uma maneira bem formal.

-Como está Momiji-kun.

-Eu estou bem senhora Sohma.

-Momiji-kun, você pode ir brincar comigo amanhã?

-Errr.... eu não posso Momo-chan....

Hatori que até então estava olhando a conversa entre os dois irmãos, percebe que alguém estava o observando fixamente e ele levanta a cabeça e encontra os olhos de Elisa em cima dele. O médico desvia rapidamente o olhar. Só havia duas mulheres no mundo que ele não gostava; a Ren Sohma e a Elisa Sohma.

-Me desculpe. Mas tenho a impressão de já lhe conhecer, Hatori-san.

-Eu estive auxiliando no dia do parto da senhora.

-Ah... Muito obrigada! Mas tenho a sensação de que conheço de algum outro lugar também....

Os outros dois possuídos e a colegial olham um pouco aflitos para eles.

-Provavelmente do almoço do primeiro dia do ano.

-É... Pode ser isso...

-Mamãe, posso começar a ter aulas de violino também?

Elisa se abaixa para falar com a filha e Tohru se aproxima do médico e do escritor, ela queria conversar com o médico, mas sabia que não podia lhe perguntar nada na frente da mulher e da menina.

-Não é melhor a gente entrar, Haa-san?

-Vamos ficar só mais um pouco.

O médico não tinha coragem de interromper aqueles poucos segundos de alegria do Momiji. Ele conversava com a irmã com um brilho nos olhos que era capaz de cativar qualquer coração.

-Err, senhor Hatori, eu gostaria de conversar depois com o senhor, posso?

-Não vai se declarar para o Haa-san, né Tohru-kun?

-NÃOOO.... É CLARO QUE NÃOOO...

Shigure começa a rir, ele se divertia muito quando deixava a menina sem graça com alguma de suas brincadeiras. Elisa ao ver o escritor rindo se levanta e olha para o grupo.

by DonaKyon

24/05/2009

86


A garota se abaixa e fica lhe olhando sem entender o motivo daquelas risadas, certamente ele não estava rindo apenas da sua frase e ela não se lembrava do que estava pensando naquele instante em que tinha falado.

-AHAHAHAHAHAHAH..... Tá explicado...... AHAHAHAHAHAH..... É por isso.....AHAHAHAH.... por isso que a gente se deu tão bem assim..... AHAHAHAH

#Entendi agora. Mas é bom vê-lo tão leve e feliz assim. Nunca tinha visto essa expressão em seu rosto. Ele está ainda mais lindo. O meu maior desejo agora era de lhe beijar novamente.#

Kyo escuta os pensamentos da garota e se lembra da imagem dela soltando os cabelos e seu coração volta a bater mais forte. O possuído para de rir e aproxima o seu rosto do dela, tocando suavemente em seus lábios. O coração dos dois batia muito mais forte e ao mesmo tempo eles fecham os olhos e se beijam abaixados no meio da calçada sem se importarem com as pessoas que estavam passando pela rua.

#-Ele.... Ele.... ele a beijou..... Eu te odeio, sua bruxa maldita#

A jovem colegial que estava se escondendo atrás de uma árvore ao ver a cena, começa a caminhar com os olhos cheios de lágrimas. Não conseguia ficar ali vendo aquela cena por mais tempo. O beijo era cheio de sentimentos de ambas as partes, mas sentimentos que nenhum dos dois podia descrevê-los. Kyo é o primeiro que abre os olhos. E vê que aquela imagem da garota com alguns fios de cabelo soltos em seu rosto e de olhos fechados a deixavam ainda mais linda.

-.....realizei o seu desejo.....

A garota abre os olhos e se vê dentro do olhar do Kyo. Parecia que se coração ia explodir de tanta felicidade. Aquele sentimento que estava em seu peito era totalmente diferente do que tinha vivido antes.

-Uhuuuu..... É o amorrrrr......

Um grupo de estudante passa ao lado deles e começam a fazer algumas gracinhas obrigando os dois a se levantarem cheios de vergonhas. Só agora tinham se dado conta de onde estavam. Hanajima volta a caminhar, mas com a cabeça baixa, e o Kyo que caminhava ao seu lado se manteve com a cabeça erguida e um pequeno sorriso nos lábios.

#Por que ele me beijou? Ele não precisa ser tão realista nesse falso namoro.#

Kyo ao escutar aquilo para de caminhar e a fica olhando.

-Foi mal tá. Eu apenas fiz aquilo que queria que eu fizesse.

A colegial se lembra do que estava pensando antes e percebe que o garoto havia lido os seus pensamentos.

-Desde quando você estava lendo os meus pensamentos?

Kyo nada lhe responde e volta a caminhar, deixando a garota um pouco irritada.

-Isso é horrível! Eu não vou conseguir ficar assim por muito tempo. Me irrita vê-lo tão tranqüilo, parecendo que está lendo os meus pensamentos.

-Não parece. Eu estou ouvindo.

#Será que ele sabe do meu crime?#

-Se não quer que eu saiba de tal crime, então não pense nele, e continue falando qualquer coisa que lhe venha à mente. Por mais que fique irritada, agora é tarde. Eu continuarei com esse falso namoro e também quero saber o porquê que não consegue ler a minha mente.

-E por quê? Por que quer me ajudar tanto assim?

Kyo abre a boca, mas não consegue lhe dar uma resposta. Ele mesmo não sabia as razões de desejar ajudar aquela garota.

-Eu já sei o caminho daqui. Pode voltar para a sua casa. Amanhã eu te espero na porta da escola.

Ele se vira e começa a caminhar em direção da estação. Hanajima tentava não pensar em nada. Sentia-se muito insegura, não só por não poder controlar os seus pensamentos, como também por sentir que seu coração estava um pouco machucado, devido a ausência de uma resposta pelo garoto a sua pergunta. Ela realmente queria saber o porquê que ele estava querendo a ajudar tanto.


by DonaKyon

23/05/2009

85


Megumi coloca a xícara sob a mesa e olha para o Kyo. Sem dúvida alguma aquele garoto tinha algo que o deixava com o coração um pouco mais leve, porém não conseguia entender o motivo daquilo. Ele olha depois para a irmã a sua esquerda e sente que as ondas dela estavam tão calmas e tranqüilas como no dia em que se tornou amiga da Arisa e da Tohru.

#Ele está fazendo bem a ela....#

-Sohma-kun, eu....

-Pivete! Me chame de Kyo!

-Kyo-kun, eu...

-Só de Kyo!

-KYO! Eu irei pesquisar melhor para descobrir o motivo da Saki-chan não conseguir ler mais a sua mente.

-Beleza. Espero que assim descubra uma maneira dela não ler mais a mente de ninguém, e assim acabar com a sua maldição.

Kyo ia se levantando enquanto falava e fica de pé olhando para os dois irmãos que ainda estavam sentados e que lhe olhavam um pouco admirados pelo fato do garoto desejar acabar com a maldição da Hanajima.

-Vou pesquisar sobre a sua também.

-Não precisa! A minha maldição só acaba quando eu morrer. Foi assim com os outros possuídos.

-Nunca se sabe...

-Hunf.. Já vi que essa teimosia é mal de família.

Kyo pega a sua mochila e Hanajima se levanta.

-Vou com você até a estação.

A garota ao mesmo tempo que ia falando, começa a desmanchar a sua longa trança negra, aquela era uma imagem que estava enfeitiçando o possuído, ele não conseguia desviar o seu olhar dela. Ela estava tão linda com os seus longos cabelos negros se soltando e que lhe dava um ar de liberdade e ao mesmo tempo uma certa tristeza. Megumi percebe o olhar de admiração do garoto e entende finalmente o motivo de sentir aquela leveza em seu coração.

#Então é você?!.... Demorou para chegar, mas ainda bem que está aqui com ela agora.#

-Até mais Pivete!

Megumi ainda se mantinha sentado, ele se despede apenas inclinando a cabeça, mas com um pequeno sorriso nos lábios.

Kyo e Hana caminhavam um ao lado do outro em silêncio pela calçada. O coração do garoto ainda palpitava mais forte quando se lembrava da imagem da garota soltando os cabelos. A colegial o olhava pelos cantos dos olhos e aquele silêncio estava a deixando aflita.

#Esse silêncio está me deixando um pouco nervosa. Acho que ele odiou o fato de ter vindo até a minha casa.....#

-O pivete parece ser divertido. Deve ser bom ter um irmão como ele...

Saki o olha por uns segundos apenas e confirma que sim com a cabeça.

-O Megumi sempre me apoiou e esteve ao meu lado. Mesmo quando....

A colegial para de falar, ainda não queria falar sobre o seu crime para o possuído.

#Mesmo quando eu quase matei aquele garoto... Mesmo assim ele ficou ao meu lado. Nunca me disse que eu era culpada, e até começou a se vestir de preto, só para que os outros não me olhassem tão estranho na rua...#

Kyo havia escutado os pensamentos de Saki, e apesar de estar muito curioso sobre o que ela estava se referindo, acha melhor não lhe perguntar nada.

-Ele nem se abalou quando eu me transformei em um gato.

Hanajima estava prestando atenção na conversa, mas devido ao medo de que o Kyo começasse a ler os seus pensamentos e descobrisse o seu crime, a garota fala a primeira coisa que lhe vem a mente.

-Os gatos sempre foram associados as bruxas.....

-AHAHAHAHAHAHAHAHHA

A risada do Kyo faz com que a garota leve um susto, ela lhe olha espantada. Aquela era a primeira vez que o via rindo daquela maneira. Havia uma onda diferente ao seu redor. Era uma onda alegre e suave, bem diferente das pesadas e solitárias ondas que sempre o rodeavam. O possuído estava rindo tanto que não conseguia nem dá um passo e se abaixa no chão colocando a mão no rosto enquanto chorava de tanto que ria. Ria como nunca tinha rido em sua vida.


by DonaKyon