06/09/2009

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-O QUE ISSO TEM HAVER AGORA?? ME RESPONDE! ELE APAGOU???

-O Haa-san falou que algo terrível aconteceu com Akito.

-Que? Com Akito? Tem certeza que não escutou mal, Guretti?

Shigure segura nos ombros do possuído pelo gato e lhe pergunta com a voz bem temerosa.

-Kyo, você sabe algo sobre a história da Hanajima ter matado um garoto no seu colégio anterior?

-Não. Nunca escutei essa....

#Mesmo quando eu quase matei aquele garoto... Mesmo assim ele ficou ao meu lado. Nunca me disse que eu era culpada, e até começou a se vestir de preto, só para que os outros não me olhassem tão estranho na rua...#

Kyo se recorda do pensamento que tinha escutado da garota no dia anterior e para de falar. Ele olha assustado para todos ao seu redor, e o escritor entende que aquela história poderia ser verdadeira.

-Vamos voltar rápido. O Haa-san falou para todos vocês irem e a Tohru-kun também.

-Eu também irei com vocês.

-O senhor acha prudente? Ainda não sabemos o que aconteceu.

-Vocês possuídos são incapazes de contrariarem ao Akito. Mas eu não. É melhor eu ir para conversar com o patriarca sobre essa situação.

-Guretti, o professor tem razão. Vão agora mesmo para a sua casa. Eu vou buscar a Tohru-chan e os outros e já iremos para lá.

Ayame segura firmemente às mãos do Shigure desejando passar um pouco da sua força interior para o possuído. Sabia que o cão estava sofrendo muito naquele momento, por que de todos os possuídos, ele era o único que sentia algo diferente pela Akito. Para ele, a garota era a sua pequena e triste irmãzinha.

-Vamos com o meu carro.

Os três possuídos e Kazuma vão para o carro, e Ayame sai correndo para a casa dos pais do Momiji.

Nunca o caminho para a casa do escritor tinha sido tão longo para os três possuídos. Os sentimentos que estavam em cada um deles eram muito distintos, mas todos estavam aflitos e apavorados.

Quando Kazuma para o carro diante da casa do escritor, o Kyo é o primeiro a descer. Eles encontram o carro do médico vazio e depois ficam olhando ao seu redor para ver se encontravam alguém.

-HAA-SAN...

O escritor vê que o primo estava sentado na varanda da casa e todos correm para lá.

-Haa-san, cadê Akito?

-HATORI POR QUE TINHA QUE APAGAR AS MEMÓRIAS DA HANAJIMA?

O médico olha para todos e apaga o cigarro que estava fumando. Naquele curto espaço de tempo, ele tinha sido capaz de fumar um maço inteiro. Todos percebem o quanto que o homem estava abalado e que ele tinha chorado por algum motivo.

Shigure olha nos olhos do primo, e de imediato, ele se recorda da outra vez que o tinha visto com aquele mesmo olhar de dor e sofrimento.

#É aquele mesmo olhar que ele tinha no dia em que a Kana-san se esqueceu de tudo.#

O escritor se ajoelha no chão tremendo ainda mais e começa a chorar.

-O que aconteceu com Akito?

-Akito-san.... não se lembra de nada..... O patriarca se esqueceu de nós....

Shigure ao escutar aquilo, apóia a cabeça no chão e começa a chorar ainda mais. Kyo e Hatsuharu não conseguiam falar nada. Como era possível o Kamisama se esquecer dos possuídos? Um forte sentimento de abandono surge nos três possuídos. Kazuma era o único que estava em condições de perguntar qualquer coisa ao Hatori.

-Hatori, como foi que aconteceu?

-Ainda não sei ao certo. Mas de alguma maneira, no momento em que eu estava para apagar as memórias da Hanajima.... Ela conseguiu apagar as memórias de Akito..... Quem se esqueceu de tudo sobre os possuídos foi Akito e não a Hanajima....

-E onde está o patriarca agora?

-Akito-san foi com a Hanajima até o mercado aqui perto.

Ao escutar aquilo, o possuído pelo gato sai correndo, deixando os outros ainda sem entenderem nada do que estava acontecendo.

by DonaKyon

04/09/2009

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Ayame e Shigure ainda estavam parados diante do portão principal da sede e vêm que o Yuki estava atravessando a rua correndo a alguns metros deles.

-Mas será que o meu amado irmãozinho pegou a doença do Haru-kun? Por que é que ele está correndo para o lado de fora da sede?

-YUKI-KUN.... EIH YUKI-KUN....

-VÃO PARA O DOJO CORRENDO!

O garoto agora estava correndo o máximo que podia pela longa alameda.

-Guretti, alguma coisa aconteceu. O Yuki....

-Sim, ele estava chorando.

Os dois possuídos começam a correr para o Dojo. O medo e a ansiedade, por algo que eles não sabiam o que era, aumentavam a cada passo que eles ficavam mais próximos do Dojo. Quando chegam lá, encontram os dois garotos de cabeça baixa, sentados no tatame um diante do outro.

-Kazuma-san, o que aconteceu?

-Akito ordenou ao Hatori para apagar as memórias daquelas duas jovens.

Shigure e Ayame não conseguiam falar nada naquele momento. Num breve instante todo o mundo deles havia caído. Aquela garota tão meiga e gentil iria se esquecer que um dia os tinha conhecido.

-Então é essa dor que eles carregam em seus corações? É essa a dor que aqueles três têm que viver diariamente com ela?

Ayame olha para o escritor que estava parado ao seu lado e vê que algumas lágrimas saiam silenciosamente de seus olhos. O possuído pela serpente começa a pensar no quanto que o seu irmão deveria estar sofrendo naquele instante. Ele teria pela passar por todo aquele sofrimento pela segunda.

-Por que fez isso Haru-kun? Por que teve que contar ao Akito?

-Na verdade o Haru-kun não contou ao patriarca. Por uma infelicidade do destino, Akito acabou ouvindo uma conversa dele com o Hatori e descobriu tudo.

-Eu preciso conversar com Akito.

-Shigure, o patriarca não está na sede. Ele foi com o Hatori para o colégio deles.

Os dois possuídos olham-se entre si, se sentindo um pouco mais aliviado. Eles tinham acabado de encontrar a Honda com o Momiji, e ela se lembrava de tudo.

-Sim, eles não encontraram a Tohru. O Yuki-kun foi até a casa dos pais do Momiji para saber o número de telefone da Hanajima e assim lhe avisar.

Shigure sente o seu celular vibrando dentro da manga do quimono e vê que era justamente o médico que estava lhe ligando.

-É o Hatori!! Alô, Haa....

Todos que estavam ali olharam para o escritor. Parecia que os corações deles estavam a ponto de sair pelas suas bocas.


-SHI-GU-RE SEU IDIOTA. AONDE SE METEU?


-Eu estou aqui na sede. Haa-san, vocês se...

-Volta para a sua casa agora mesmo. E traga todos os garotos, o Ayame e principalmente a Honda. A Hanajima já está aqui....


-A HANAJIMA ESTÁ AÍ?

Ao ouvir o nome da Hanajima, o possuído pelo gato se levanta do chão. Kazuma percebe que o filho ia começar a correr e lhe segura pelo braço.

-Shigure, venha o mais rápido...... Aconteceu algo terrível com a Akito.

O escritor desliga o celular tremendo ainda mais e o medo toma conta de seu olhar.

-O que o Tori-san te falou?

-Temos que voltar pra casa......

Shigure começa a se lembrar da conversa que tinha acabado de ter com o Yuki sobre a jovem colegial.

-Mas não vai adiantar apagar a memória da Hanajima-san. Ela descobrirá tudo novamente depois... E também, não acho que ela irá aceitar tranquilamente essa decisão. Todos da escola tem medo dela. Há boatos de que ela até matou um garoto na sua escola anterior. ...... A Honda-san nunca falou que isso era verdade, provavelmente é apenas uma história inventada. Mas, é fato que ela tem um dom muito forte........... Parece ser algo relacionado com ondas...

-SHIGURE, O HATORI APAGOU A MEMÓRIA DA HANAJIMA?

O cão olha para o gato e era difícil colocar em palavras o olhar que o garoto tinha naquele instante.

-Kyo.... quais são os dons da Hanajima?

by DonaKyon

30/08/2009

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O patriarca abre lentamente os olhos, não sabia onde exatamente estava, mas podia sentir que uma mão gentilmente lhe acariciava. Aquela estava sendo uma sensação tão agradável que a garota não sente vontade de denunciar que já estava acordada, e se mantém deitada no colo de Hanajima.

#Por que será que eu não consigo me lembrar de quando é que foi a última vez que senti essa sensação?#

Saki olha para baixo e vê que o patriarca estava com os olhos abertos e para de mexer na garota.

-Me desculpe, Akito-san.

Akito olha para Hanajima com um olhar bem vazio. Ela se senta e olha para o motorista do carro que tinha se virado para ver-la.

-Como está se sentindo, Akito-san? Já estamos quase na sede.

A garota nada lhe responde, apenas olhava para os dois. O médico percebe que alguma coisa estava errada e estaciona o carro. Rapidamente ele abre a porta do seu lado e depois a do lado do patriarca, o médico se abaixa e segura no pulso da garota para medir a sua pulsação. Akito não fala nada, apenas fica olhando de uma forma muito perdida para o médico.

-Sua pressão está normal. Está sentindo alguma dor?

Ele segura na mão de Akito e lhe olha nos olhos. A garota lhe olhava de uma maneira tão distante que o médico começa a ficar incomodado.

-Akito-san...

-Quem é você?

Hatori sente que lhe falta o ar naquele instante, e lhe olha de uma maneira muito assustada. Ele então se recorda do olhar da mãe do Momiji quando viu o filho pela primeira vez depois que o médico tinha lhe apagado as suas memórias, e o olhar de Akito era exatamente o mesmo que o da Elisa.

#É o mesmo olhar..... Eu não posso acreditar. Akito-san não sabe quem eu sou..... Mas por quê? Por que não se recorda?#

Hanajima olha espantada para o médico e imediatamente se lembra do que havia desejado pouco antes do patriarca cair desmaiada.

-Fui eu. Eu a fiz esquecer-se de tudo.

-Você o que?

-Me desculpem, mas quem são vocês?

-Akito-san, você não consegue se lembrar de nada? Não se lembra realmente de quem eu sou?

O patriarca sente que o médico apertava a sua mão com um pouco mais de força e percebe o quanto que ele estava tremendo.

-Eu não consigo. Não consigo me lembrar de nada.

Hanajima segura à mão direita de Akito e lhe sorri da mesma maneira que sorria para a Tohru e a Arisa.

-Não se preocupe Aa-chan. Você teve uma forte dor de cabeça, mas em breve irá se lembrar de tudo. Eu sou a Saki Hanajima, somos amigas há muitos anos. E ele é o Hatori Sohma, é o seu primo. Vocês foram me buscar no colégio e quando estávamos indo para a casa do Shigure-san, você acabou passando mal. Está sentindo alguma dor, Aa-chan?

-Só estou com a cabeça um pouco pesada, Saki-chan.

Hatori não podia acreditar no que tinha acabado de presenciar, o patriarca havia respondido de uma maneira muito gentil e feminina, e estava tratando a Hanajima com aquela intimidade.

by DonaKyon

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#Isso não pode acontecer. A Tohru-chan não pode esquecer que conheceu os possuídos, muito menos o Momiji-kun. O que será da minha amiga se ela não puder mais morar naquela casa? Os garotos também não merecem viver sentindo esse sofrimento. E o Kyo não merece viver recebendo todo esse ódio de Akito.#

-Não se preocupe, não irá doer. É apenas uma hipnose. Somente irei apagar as lembranças que a senhorita tem relacionada com os possuídos. Todas as suas outras lembranças ficarão intactas.

Hatori estica a sua mão direita e coloca sob a cabeça da garota. Hanajima podia sentir a dor que estava consumindo o médico por fazer aquilo.

#A Tohru-chan não pode se esquecer do seu primeiro amor. Eu não posso me esquecer dele. Não quero esquecer nada do que vivi com o Kyo. Esses quatros últimos dias foram os melhores dias da minha vida. Eu não quero que ele viva com mais esse sofrimento.#

-VAMOS HATORI! APAGUE DE UMA VEZ!

#Não! Não sou quem merece se esquecer dos possuídos. Ela sim é que deveria se esquecer deles. Eu não quero me esquecer do Kyo... Akito só sente raiva e ódio pelos possuídos. Ela acredita que eles são a causa de suas infelicidades. ELA É QUE DEVERIA SE ESQUECER DELES, NÃO EU. ELA É QUE TINHA QUE SE ESQUECER DELES! ELA! ELA!...EU NÃO QUERO ME ESQUECER DO GAROTO QUE ESTOU AMANDO! AKITO É QUEM TEM QUE SE ESQUECER DE TUDO!#

-AAAAAAAH!! AAAAAAAH!! AAAAAAAH!!

Hatori e Saki olham para Akito. A garota estava gritando com as mãos na cabeça.

-O que eu fiz?

A colegial não sabia o que fazer, olhava assustada para o patriarca que gritava sem parar, até depois de um grito, que foi o maior de todos, ela acaba desmaiando.

-AKITO!

O médico abre desesperado a porta do seu lado e depois a do lado de Akito.

-Eu a matei. Ela morreu por minha culpa.

-Ela não morreu. Só está desacordada.

Hatori acaricia o rosto pálido do patriarca. Novamente tinha diante de si aquela mulher triste e solitária.

-Por que não lhe conta o que sente? Akito acredita que não é amada por ninguém. É por isso que ela só consegue sentir raiva e ódio dentro de si.

O médico não podia negar nada. Ela tinha escutado os seus pensamentos.

-Deve ser muito difícil para o Kyo.

-Eu não consigo mais ler os pensamentos dele.

-Os garotos não sabem que na verdade Akito é uma mulher.

-Sem querer descobri mais um segredo.

-Esse é o maior dos segredos do clã.

-Não seria melhor a levarmos para um hospital?

-Akito odeia hospitais. É melhor levá-la para a sede. A senhorita se importa de ir a segurando até lá?

-Não.

O médico fecha a porta do carro e rapidamente dá a partida no carro. A garota coloca a cabeça do patriarca em seu colo. Ainda estava sentindo muita raiva de Akito, mas vê-la tão frágil e indefesa a faz sentir vontade de lhe acariciar os seus cabelos negros.

#Sei que ela não merece isso, mas eu também não mereço o carinho que recebo da Tohru-chan, da Uo-chan e a preocupação do Kyo.#

-Nos desculpe por tudo isso. Eu sempre desconfiei que Akito tivesse algum objetivo em deixar a Honda-san morando com o Shigure, e foi por isso que lhe pedi que saísse daquela casa. Não queria que ela sofresse o que a senhorita está sofrendo.

-Mas quem irá sofrer ainda mais serão os possuídos. Para nós duas, será como se tivesse sido apenas um sonho, mas para eles não. Os garotos sempre se lembrarão que um dia foram os nossos amigos. Essa é uma ferida que está ainda muito aberta no Yuki-kun.

-Eu sei.

-Hatori-san, nada pode ser feito para que o Kyo não receba essa punição?

-Infelizmente não. Essa é a decisão de Akito-san.

#Eu sei que não adianta nada lhe pedir para fugir. Pelo que ouvi dos pensamentos deles, já sei que os possuídos são incapazes de contrariar Akito.#

Hanajima começa a olhar a paisagem que passava. Podia ver que estavam em um bairro bem luxuoso.

by DonaKyon

28/08/2009

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#Não posso acreditar que ele tenha feito isso. Tem alguma coisa de errado nisso. O Kyo sempre teve muito sentimento de culpa dentro de si, mas nunca... # -Ah! Então é isso!

Saki levanta a cabeça e olha para Akito.

-Na verdade a mãe dele se suicidou. Você só o chama de assassino porque acredita que assim estará diminuindo esse sentimento de culpa que você mesma sente. Você acha que a mãe dele foi punida por gostar de você quando era criança e que por esse motivo ela deu a luz ao possuído do gato.

Akito começa a olhar para a garota cheia de pavor e se encosta-se à porta do carro, queria ficar o mais longe possível dela.

-Você?! Você...

-Sim. Eu lhe disse que sou tão amaldiçoada como vocês. Eu também tenho uma maldição e também tenho esse mesmo sentimento de culpa que você tem. Sim... Eu posso ouvir os pensamentos dos outros.

-Então foi por isso que a senhorita descobriu a maldição.

-Sim. Isso foi no primeiro dia de aula do Yuki Sohma. Ele estava muito apavorado e com medo de esbarrar em alguma de nós.

-HATORI, APAGUE IMEDIATAMENTE A MEMÓRIA DESSA GAROTA!

-Não irá adiantar nada o Hatori-san apagar as minhas memórias. Amanhã, ao ver os garotos ficarei sabendo de tudo novamente.

-Mas quem falou que irá ver os possuídos novamente? Os possuídos irão retornar para o colégio masculino que sempre estudaram. Menos, é claro o seu “namoradinho”, que será aprisionado imediatamente e não mais quando fizesse 18 anos. E a Tohru Honda também terá as suas memórias apagadas hoje mesmo e será expulsa da casa do Shigure. Será que mesmo assim não adiantará apagar as suas lembranças sobre os possuídos?

-Você não pode fazer isso com a Tohru-chan e nem com os garotos.

-Eu lhe disse que não era capaz de imaginar até aonde ia o meu poder. Os possuídos são incapazes de me contrariar.

Hanajima começa a ficar desesperada. Pelos pensamentos de Akito e de Hatori, ela tinha certeza de que tudo aquilo que o patriarca tinha falado seria concretizado.

by DonaKyon

25/08/2009

127


Akito agora estava sentindo muita raiva e até mesmo desprezo pela colegial. Não conseguia acreditar que ela tinha aceitado ser a namorada do Kyo.

-Bem, no seu caso, posso dizer que é ainda mais surpreendente. Acho que a Hanajima é até mesmo um anjo. Não. É uma verdadeira santa! Porque você, mesmo sendo tão bonita como é, ainda assim, aceitou ser a NAMORADA de um dos possuídos.

-Não sou nenhum anjo e nem santa. Eu sou uma bruxa.

#Mas que garota petulante. Não é a toa que é a namorada daquele monstro.#

-O Kyo não é nenhum monstro.

-E ainda não se acha uma santa? Mesmo sabendo que o “namorado” se transforma em um gato quando é abraçado, ela não o considera um monstro.

-Nenhum dos possuídos é um monstro.

Hatori podia ver o quanto que Akito estava irritada. O patriarca desvia o seu olhar da garota e abre ainda mais o seu falso sorriso.

-Muito obrigado por pensar assim.

Hanajima seguindo o exemplo de Akito também lhe sorri um pouco mais.

#Hehe, quero ver se continuará com esse sorrisinho depois que descobrir sobre a verdadeira forma daquele monstro.#

-Eu já vi a verdadeira forma do Kyo.

-Que?

Akito não queria acreditar que tinha escutado aquilo. Como era possível que aquela garota soubesse da verdadeira forma do gato e mesmo assim continuasse a ser a sua namorada?

-O Kyo me mostrou a sua verdadeira forma nesse final de semana lá nas Termas. O Kyo é apenas um garoto que tem uma maldição, assim como eu tenho. Nós não somos monstros por causa disso.

-AHAHAHAHA

Akito estava rindo histericamente, não podia acreditar que o seu plano havia dado errado. Aquela colegial já sabia de tudo e mesmo assim estava ao lado do possuído. Justamente o ser mais horrendo e desprezível dos possuídos, tinha encontrado uma pessoa que o aceitou.

-AHAHAHAHA.... NÃO POSSO ACREDITAR... AHAHAHA.... AQUELE MONSTRO ENCONTROU ALGUÉM QUE GOSTE DELE.... AHAHAHAHAH.... ISSO É INCRÍVEL....AHAHAH

Hanajima sente que as ondas do médico estavam ficando ainda mais agitadas e um pouco temerosas. Akito para de rir e olha friamente para a garota que estava ao seu lado.

-Já sei. Aquele monstro deve ter lhe ameaçado. Você só ficou com ele por causa do medo, não é?

-Não. O Kyo seria incapaz de fazer isso.

-É uma pena que um romance tão bonito assim tenha que terminar. Eu não permitirei que aquele monstro seja feliz.

-Eu não creio que o seu poder como kamisama seja tão grande assim para decidir quem será feliz e quem não será.

Akito estava completamente atordoada, aquela era a primeira vez que alguém a desafiava.

-Não se iluda garota! Você é incapaz de imaginar até aonde vai o meu poder como kamisama e como patriarca dessa família.

Hanajima sente que as ondas de Hatori estavam agora cheias de tristeza e pena, mas a garota não consegue entender o motivo daquilo.

-Não permitirei que aquele monstro seja feliz. Ele não tem o direito de amar ninguém. Aquela coisa matou a própria mãe. Você acha que um assassino tão frio tem o direito de amar alguém?

Hanajima ao escutar aquilo não consegue conter o seu espanto, deixando visível para o médico e para Akito que ela não tinha conhecimento daquilo.

-Que foi? O seu “namoradinho” não tinha lhe contado isso? Aquele monstro matou a sua própria mãe sim! Será que a tão santa Hanajima conseguirá ficar com ele mesmo sabendo disso?

A garota abaixa a cabeça e começa a pensar no que tinha acabado de escutar.

by DonaKyon

23/08/2009

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Hatori pegou a rota mais longa e cheia de congestionamento para chegar ao colégio, uma vez que sabia o horário de saída dos garotos tinha certeza de que ao chegarem lá não encontrariam a nenhum deles, e assim, ele teria um pouco mais de tempo para pensar em alguma coisa juntamente com o Shigure. Ele olhava pelo retrovisor do carro a expressão de ódio no rosto de Akito, que estava sentada no banco de trás.

#O ódio voltou a dominar a razão dela. Ontem, por alguns instantes eu achei que poderia fazer alguma coisa para aliviar a sua solidão, mas vejo que isso é impossível. Akito-san é como se fosse uma flor de tsubaki que sobrevive nas sombras. Ela se enraizou num lugar onde não queria estar, e agora não consegue mais se mover. O ódio e a raiva sempre serão os sentimentos mais fortes em seu coração.#

Ao parar diante do colégio, Hatori se sente mais aliviado. Seu plano havia dado certo, o pátio estava completamente vazio.

-Acredito que estão me procurando. Posso entrar?

Hatori e Akito se assustam ao verem aquela jovem colegial com longa trança negra ao lado do carro.

-Quem é você?

-Saki Hanajima. Você veio até aqui para conversar comigo, não foi?

Akito olha imediatamente para o Hatori quase o fuzilando com o olhar, mas logo percebe que era impossível que o médico tivesse ligado para a garota, já que ele havia ficado o tempo todo com ela.

#Não foi o Hatori. Deve ter sido o Hatsuharu.#

O patriarca dá um pequeno sorriso com os lábios e abre a porta do carro para que a garota entrasse.

-Que bom que o Hatsuharu te ligou. Quando cheguei aqui, imaginei que a minha vinda tinha sido em vão.

-O Hatsuharu-kun não me telefonou.

Saki lhe retribui o mesmo sorriso falso que estava recebendo de Akito.

-Então deve ter sido o seu “namoradinho”.

-Também não foi o Kyo. Ninguém me ligou para contar que estava vindo para cá. Eu simplesmente senti que tinha que ficar um pouco mais por aqui, e quando vi o carro chegando eu entendi o motivo.

O médico não podia acreditar no que estava acontecendo no banco de trás do carro. Aquela jovem estava conversando de igual com Akito. Mais do que isso, tinha um sentimento de desafio em seu olhar. Hanajima olha para o motorista e inclina a cabeça.

-Me desculpe Hatori-san. Não lhe cumprimentei antes.

-Então você já a conhecia, Hatori!

-Não, essa é a primeira vez que o vejo.

-Ah.. Eu também não me apresentei devidamente. Muito prazer, Hanajima, eu sou...

-Akito Sohma, o patriarca do clã dos Sohmas e também o kamisama dos possuídos.

Akito arregalou os olhos quando escutou aquilo. Hatori já estava sabendo que a garota tinha conhecimento da maldição dos Sohmas, mas nunca imaginou que ela iria falar sobre aquilo tão abertamente como tinha feito.

-O... o que disse? #Quem contou para ela?#

-Ninguém me contou. Eu descobri isso sozinha também. Eu sabia sobre a maldição do Yuki-kun muito antes do que a Tohru-chan.

Hatori olha espantado para a Hanajima, ela havia dado uma resposta complemente diferente do que o patriarca tinha lhe feito.

-E como foi que descobriu?

Hanajima encara Akito lhe olhando diretamente nos olhos. Embora Akito ainda mantivesse o mesmo sorriso falso em seu rosto, ela podia sentir o quanto que as ondas do patriarca estavam tomadas pelo caos e pelo ódio.

-Eu descobri sem querer.

-Ah, que bom que a Hanajima é tão boa e gentil quanto a Tohru Honda. Vocês descobriram o segredo da maldição dos Sohmas e mesmo assim não revelaram para os outros e ainda ficaram amigas dos possuídos.

O tom de voz de Akito era repleto de ironia e sarcasmos.

by DonaKyon