22/03/2009

59


Akito esperava ansiosa pelo médico na porta da sua mansão e estava vestida com uma calça masculina cinza escura, uma camisa social branca por dentro da calça e com apenas o primeiro botão aberto, cinto e sapato preto. Para qualquer um que a visse de longe era realmente um garoto que estava ali parado, e essa também foi a primeira impressão que o Hatori teve quando estava chegando com o carro. Akito entra no carro sentando-se no banco do acompanhante ao lado do motorista um pouco sem jeito e envergonhada.

-Você é obrigada a se vestir assim toda vez que tem que sair da sede?

-E tem outro tipo de roupa que eu posso vestir?

-...... tem sim.....

Hatori lhe responde sem olhar para a Akito e nada conversou com o patriarca durante o caminho até uma loja com uma fachada bem chamativa. O passeio levou poucos minutos, porque a loja não era muito longe da sede. Quando param na porta, Akito se espanta com o enorme letreiro da loja.

-Ayame?? Não vai me dizer que isso é a loja do Ayame?

-É sim. Vamos, acho que aí deve ter algo que possa vestir por hoje.

A vontade de Akito era a de ficar no carro, sabia muito bem o tipo de loja que o possuído tinha e isso a deixava ainda mais desconfortável. Hatori desce primeiro e vai abrir a porta para que Akito desça.

-Não precisa fazer isso. Lembre-se que sou um homem como você.

-Não quando estivermos a sós longe da sede.

O médico lhe estende a mão para que ela a segure para sair do carro, mas não tinha nenhuma reação em seu rosto e nem ao menos estava olhando para a Akito enquanto ela segurava em sua mão e saia do veiculo. Ele caminha na frente e abre a porta para que ela entre.

-Muito bom dia... Ahhh.... É outro priminho do chefinho.... O chefinho não está.

-Olá senhorita Mine. Eu vim comprar uma roupa para essa pessoa, e acho que a senhorita mesmo poderia me ajudar.

Mine olha para o patriarca que estava ao lado do médico um pouco tímido, já imaginando quais roupas iria o fazer provar.

-E o que vocês tem em mente?

-Queremos um vestido bem simples e discreto.

-VESTIDO?? VOCÊ DISSE UM VESTIDO HATORI?? EU NÃO VOU VESTIR UM VESTIDO!!

-Por favor, senhorita Mine, traga alguns modelos para vermos.

-É pra já priminho. A Mine já tem em mente os modelos certinhos para o jovem.

Mine entra em uma sala enquanto que o médico começa a andar pela loja deixando a Akito parada no meio dela.

#O que é que ele está pensando em fazer? Se ele pensa que eu irei aceitar essa palhaçada está muito enganado. Nunca que irei colocar um vestido na vida!#

Mine retorna depois de alguns instantes com três modelos para que o patriarca escolha, e Akito fica olhando para aquilo como se fosse algo do outro mundo.

-E poderia arrumar os acessórios também?

-Claro priminho. Vou escolher alguns que combinem com os vestidos. Pode entrar aqui para experimenta-los.

Mine vai procurar algo que combine com os vestidos, deixando os dois sozinhos. Akito sentia vontade de jogar aqueles vestidos no chão, mas conseguiu se segurar e fala com um tom baixo de voz.

-Hatori, eu não vou vestir isso!

-Por que não?

-Por que eu sou um homem, não vou vestir essa porcaria.

O possuído se aproxima do ouvido de Akito e lhe fala baixinho.

-Você é uma mulher! E quando estiver as sós comigo, agirá como a mulher que é.

Akito olha espantada para o médico, que agora olhava em direção de onde a Mine estava procurando pelos acessórios. O patriarca olha para os três vestidos que estavam em suas mãos e fica sem saber o que fazer.

-Olhe, esses daqui ficaram bem com eles. Venha... Venha.... A Mine está louca para te ver com essas criações do chefinho...

Mine com jeitinho vai empurrando o jovem para o provador deixando que ele se troque sozinho e volta para perto do Hatori.

by DonaKyon

19/03/2009

58


Os dois adultos olham-se entre si sem entender a principio como que aquela colegial poderia trabalhar na empresa dele.

-Você trabalha para o meu marido?

-Sim… Faço um trabalho de meio período ajudando o pessoal da limpeza.

-Como é o seu nome jovem?

-Tohru Honda.

Ao escutar aquilo o homem arregala os olhos, finalmente estava conhecendo a garota normal que conhecia o segredo dos Sohmas, aquela garota que estava conseguindo se aproximar dos possuídos.

#Então é por isso que ela está aqui. Ela é amiga do Momiji-kun também, era ela quem estava com ele ontem.#

-Querido, acabei de ter uma ideia. O que acha da Tohru-chan ir trabalhar lá em casa? Estávamos mesmo procurando uma pessoa para ficar com a Momo-chan, e as duas já se deram tão bem.

-QUEE?

Tohru quase tinha caído para atrás quando escutou aquilo e fica ainda mais espantada quando vê o sorriso com o qual o homem olhava para ela.

-É uma grande ideia querida. A Honda-san aceita fazer um trabalho de meio período lá em nossa casa. Só queremos alguém que faça um pouco de companhia a nossa filha, creio que será um trabalho mais tranquilo que o da limpeza e lhe darei um aumento também.

-Aceita Tohru-chan, assim poderemos brincar todos os dias.

A garota olhava sem entender nada para os três, mas notava que o pai do Momiji a olhava de uma maneira diferente agora.

#Será que o senhor Sohma sabe que eu sei o segredo dos possuídos? Ele ficou muito surpreso quando falei o meu nome. Se eu aceitar trabalhar na casa deles, poderei contar ao Momiji-kun como está a irmãzinha dela.#

-Eu aceito! Muito obrigada por confiarem em mim para ajudar a Momo-chan.

Honda novamente tinha se inclinado na frente dos dois adultos para lhe agradecerem.

-Será que eu poderia conversar antes com a senhorita para aceitar os detalhes?

-Sim.

-Momo-chan, a mamãe vai leva-la até a sala de jogos onde o Momiji-kun está.

A mulher dá a mão para a menina e vão em direção da sala de jogos.

-A senhorita poderia me acompanhar?

Tohru consente com a cabeça e começa a caminhar atrás do homem até o quarto que estava reservado para a família e assim que chegam o homem se ajoelha na frente da garota e se inclina.

-Muito obrigado por ser amiga do meu filho. A senhorita sabe que o Momiji-kun é o meu filho?

-Errr… Ahnnn.. sei sim…. Por favor se levante.

O homem se levanta e continua a falar.

-Eu não sabia que a Honda-san trabalhava em minha empresa. Mas sei tudo o que está fazendo pelos possuídos.

-Errr, eu não estou fazendo nada de especial por eles….

-O meu filho sempre fala na senhorita. E saiba que todos os possuídos querem lhe conhecer também.

-VERDADE?? Nhaaa… Eu também quero conhecer a todos os outros possuídos.

O homem observava a garota que estava toda radiante de felicidade na sua frente, e aquilo não era fingimento, ela de fato queria se aproximar, mas do que isso, queria ser amiga de todos os possuídos.

#Essa garota tem realmente algo de diferente. Será que ela conseguiria realizar o meu sonho?#

-Honda-san, por favor continue sendo uma boa amiga para o meu filho e se torne uma grande amiga para a minha filha. Nunca tínhamos visto a Momo-chan tão feliz como ela ficou ontem.

-Mas ela ficou assim por causa do Momiji-kun. Ela ficou feliz por poder brincar com o irmão…..

O homem caminha até a janela em silêncio. Aquela era uma dor que ele carregava sozinho, mas tentava todos os dias acreditar que tinha feito a coisa certa, amava muito a esposa, e vê-la enlouquecendo o deixou desesperado, ele não queria a perder, mesmo que isso lhe custasse a sua família.

-Como foi a reação da minha esposa com o Momiji-kun?

-O tratou educadamente, como se fosse apenas uma tia para ele.

#Acho que realmente não tem como reverter a hipnose de Hatori-kun, mesmo depois desses anos ela nunca se quer chegou a sonhar que teve um filho, e aos seus olhos o Momiji-kun não se parece em nada com ela. Vou confiar nessa garota também. Tenho esperança de que o meu sonho se realize.#

by DonaKyon

17/03/2009

57


Tohru que praticamente arrastada pela mão pelo Momiji, olhava ainda para trás para ver se o Haru ou qualquer um dos outros possuídos ira sair da sala.

#Será que o Hatsuharu-kun vai mesmo contar tudo para o patriarca? E se o senhor patriarca mandar apagar a mente de nós duas?#

A garota olha para frente e vê as costas do menino que a puxava.

#Eu não quero ter que me esquecer deles. Nenhum deles. Eles e as minhas amigas são tudo o que eu tenho agora. Eu não quero ficar sozinha novamente#

-Momi-kun, Tohru-chan, bom diaaaa…..

A pequena criança tinha soltado da mão da mãe e corria com os braços abertos em direção do Momiji demonstrando uma clara intenção de abraça-lo. Tohru percebendo o que estava para acontecer, solta da mão do garoto e corre para abraçar a menina.

-Muitíssimo bom dia senhorita Momo. A senhorita dormiu bem?

-Sim. Eu até sonhei que estava brincando com vocês dois.

-A Momo-chan gostou mesmo de vocês. Ela só fala de vocês desde ontem e estava ansiosa para encontra-los.

Os quatros ficam parados no meio do corredor. Momiji por estar um pouco nervoso, não conseguia falar nada. A muitos anos que não chegava perto da mãe para conversar com ela.

-A Momo-chan quer brincar com a gente?

-Mamãe, posso brincar com a Tohru-chan e o Momi-kun?

-Filhinha, não pode chamar o Momiji-kun dessa maneira tão desrespeitosa.

-Err, eu não me importo. Pode me chamar assim Momo-chan.

-É que Momi-kun parece que com Momo-chan. Não parece que somos até irmãos, Tohru-chan??

O coração do garoto fica disparado quando escuta aquilo. E ele meio que sem jeito tentava se esconder atrás da Tohru para que a mãe não percebesse que havia uma enorme semelhança física entre eles, mas a mulher estava apenas olhando para a Momo e a Tohru que ainda estavam abraçadas.

-A Momo-chan realmente gostou da senhorita. Ela nunca gostou de se aproximar das pessoas, mas com você é diferente. Até mesmo com o Momiji-kun. Ela parece que fica mais feliz ao lado de vocês dois.

A mulher se abaixa e começa a acariciar os loiros cabelos da filha com um sorriso tão materno que era capaz de deixar qualquer um comovido com aquela demonstração de carinho. Momiji fecha as suas mãos e fala com uma voz um pouco mais triste.

-Vou indo para a sala de jogos para ver se a mesa de ping-pong está liberada para nós.

-Mom….

Tohru nem tem tempo de chamar pelo menino que tinha saído correndo pelo corredor. O garoto tentava se segurar ao máximo para não chorar.

#Por que eu não pude ter esse carinho dela? Por que ela não foi capaz de me amar também? Ela nunca… nunca na vida me fez aquele carinho…. Nunca sorriu para mim. Nunca brincou comigo. Nunca foi capaz de me chamar de filho. Por quê que eu tinha que nascer como um possuído?#

Tohru sentia uma enorme vontade de correr atrás do garoto, sabia que ele estava sofrendo muito, mas não poderia fazer aquilo. Momo estava ao seu lado de mãos dadas com ela e a mãe deles parada na frente delas.

-Então é aqui que vocês duas estão?

A colegial reconheceu aquele homem alto e elegantemente vestido que estava se aproximando delas, sem dúvida alguma era o pai do Momiji, o presidente do prédio aonde ela trabalhava.

-A Momo-chan estava impaciente atrás da senhorita Tohru e do seu primo Momiji-kun.

Tohru percebe que o homem tinha ficado um pouco espantado ao saber daquilo, mas não reconhece se ele tinha ficar feliz ou nervoso com aquilo. A colegial se lembra que ainda não tinha lhe agradecido por poder trabalhar para ele e se inclina de maneira muito respeitosa a sua frente.

-Senhor Sohma, muito obrigada por me empregar em sua empresa. Vou continuar me esforçando ao máximo para ser uma boa funcionaria.

Os dois adultos olham-se entre si sem entender a principio como que aquela colegial poderia trabalhar na empresa dele.

by DonaKyon

15/03/2009

56


Kyo escutava aquele desabafo tão desesperado sem entender o que estava acontecendo, mas ver que ele também tinha o poder de a deixar tão fora de si, assim como ela fazia com ele o deixou um pouco aliviado.

-Hehe... quer dizer que eu também tenho o mesmo poder que você?

-Por que está com esse sorrisinho? Do que está falando?

-Estou rindo porque eu também consigo te deixar toda irritada assim como você consegue me deixar.

Hanajima o olha espantada quando se dá conta do que estava acontecendo. Aquele garoto que até a poucos dias atrás era apenas um colega de classe, a pessoa com a qual a sua melhor amiga morava, tinha se transformado sem que ela percebesse em um amigo. O mesmo que tinha acontecido com a Tohru, a Arisa e a Dona Kyoko.

-Mas por que será que não consigo sentir as suas ondas e nem ler os seus pensamentos? Isso não aconteceu com elas.

-De quem está falando?

-Quando eu me tornei amiga da Tohru-chan, do Uo-chan e da Dona Kyoko elas também começaram a escutar os meus pensamentos, mas eu sentia as ondas e também podia ler os pensamentos delas, mas com você não.

-Será por que eu sou um monstro?

-VOCÊ NÃO É NENHUM MONSTRO!

Kyo teve que se segurar para não deixar surgir um pequeno sorriso de alegria nos lábios por ver a garota gritando para o defender.

-Hummm...... será que foi?? Por que eu te beijei?

-..... de fato eu nunca as beijei.

O garoto já tinha ficado um pouco preocupado no dia anterior ao imaginar que ela poderia beijar outras pessoas para verificar se aquilo era o motivo dela não poder usar mais os seus poderes, e agora estava mais inquieto porque era quase certo de que ela iria beijar outras pessoas para confirmar.

-Ahh, mas você não vai poder beijar outras pessoas para saber se é verdade ou não.

-E por que não?

-Você não falou que estamos namorando para os outros?

Hanajima para de fazer a trança que estava fazendo nos cabelos molhados enquanto conversavam para olhar o garoto que estava ao seu lado. Sentia que seu coração agora estava batendo um pouco mais acelerado, mas ela entende o motivo.

-Quer dizer que quer seguir com a mentira?

-Vamos mentir por um tempo, depois a gente fala que terminou....

A garota não consegue escutar aquelas palavras sem deixar de sentir uma triste pontada em seu peito.

-Até mesmo no colégio?

-Precisaremos, afinal o Haru vai estudar lá também.

-Mas, eu nunca menti para a Tohru.....

-Pois começou a fazer isso hoje.

Kyo lhe olha e encontra o seu olhar, mas logo a garota vira a cabeça, não queria ser hipnotizada novamente por aqueles par de olhos avermelhados.

-E os seus sentimentos pelo seu primo?

-E os seus sentimentos pela Tohru?

Kyo devolvia a mesma pergunta para evitar pensar naquele problema agora, e tão pouco a garota queria pensar.

-Está bem. Vamos fingir que estamos namorando por um mês e depois a gente termina....

#Tão pouco tempo assim?# - Está bem garota psíquica, a gente finge que namora por um mês e terminamos.

A garota se levanta e começa a caminhar para fora da piscina, queria assim evitar de pensar para que ele não lesse os seus pensamentos, mas sentia que o seu coração estava batendo um pouco mais dolorido agora. Kyo a observava e quando ela sai da piscina ele vê o quanto que ela estava bonita com aquele maio preto.

#Ainda bem que agora ela não pode ler os meus pensamentos, porque senão saberia o quanto que estou a achando bonita vestida dessa maneira#

-O que foi Kyo?

-Ué, não vai me chamar de Kyon?

-Ok... Te chamarei de Kyon por um mês, e depois passarei a lhe chamar de Kyo Sohma.

#Ela não precisava a me chamar pelo nome e sobrenome depois disso.#

A garota pega uma das toalhas disponíveis para os clientes e se enrola em uma, saindo dali sem falar mais nenhuma palavra com ele, o gato afunda toda a cabeça na água e depois sai da piscina para voltar ao seu quarto, vestindo o quimono negro de Hanajima todo molhado.

#Por um mês a gente vai fingir que está namorando. Tenho então um mês para pensar em tudo o que aconteceu ontem, e principalmente nos meus sentimentos pelo Haru#

O garoto passa diante da porta da sala onde tomaram o café da manhã e a abre um pouco para ver se eles ainda estavam lá, mas tomando cuidado para não ser visto. Vê que não tinha nada em cima da mesa, mas na hora que ele ia fechar a porta, escuta um som vindo de baixo da mesa e abaixa um pouco a cabeça para olhar, encontrando o Yuki deitado sob o Haru, ambos nus e se beijando. Rapidamente se levanta e fecha a porta sem ser visto pelos dois.

#Por que aquela ratazana estava beijando o Haru? E o pior de tudo é que os dois estavam pelados... Quer dizer então que eles? ...... estavam fazendo aquilo??#

Kyo fecha a mão e dá um pequeno soco de leve na parede, apesar de estar sentindo uma enorme vontade de entrar e de socar o Yuki.

#Aquela ratazana suja irá me pagar!#

O possuído caminha com pesados passos até o seu quarto onde passa a manhã toda trancando.

by DonaKyon

14/03/2009

55


Aquele era um momento de angustiante para os dois, pois nenhum deles sabia como justificar as suas ações e não entendiam os seus sentimentos, o que fazia com que aquele silêncio ficasse ainda mais apavorante para os seus corações e ambos desejavam que o outro falasse alguma coisa.

#-Fala qualquer coisa, mas fale algo Kyon!#

Kyo ao escutar o pensamento de Hanajima olha espantado para a garota pelo fato dela ter o chamado novamente de Kyon.

-Por que está me chamando de Kyon?

Saki agora lhe olhava com um pouco de medo o que foi percebido pelo Kyo, mas ele era incapaz de saber o motivo daquele medo. Hanajima agora tinha a certeza de que algo muito estranho estava acontecendo com ela, pois não conseguia controlar os seus pensamentos perto do garoto e era incapaz de sentir as suas ondas e de ler os seus pensamentos. Tudo aquilo a deixa cheia de medo e insegura, porque aquele era um dom que já estava controlado e que de repente tinha voltado a ser um mistério por culpa daquele garoto. O olhar de medo foi aumentando o que deixo o garoto um pouco preocupado.

-Hei, não precisa ficar assim! Pode me chamar de Kyon se preferir, eu só perguntei, não estou te dando nenhuma bronca ou algo do tipo.

-POR QUE?? POR QUE ISSO ESTÁ ACONTECENDO???

Hanajima coloca as duas mãos na cabeça e a apertava com toda a força que podia enquanto gritava olhando para o verde-azulado da água. Kyo fica muito aflito com aquela imagem, não imaginava que uma simples pergunta poderia deixar a garota naquele estado e pula dentro da piscina a segurando pelos seus ombros.

-O que foi?? Não precisa ficar assim, não estou bravo com você, pode me chamar como quiser.

-NÃO... NÃO É ISSO!!

Hanajima olha em seus olhos e ele fica completamente abalado com o que vê, aquela garota tão segura e sempre tão calma, fria e distante, estava agora lhe olhando com os olhos cheios de medo e desespero. Tudo o que ele desejava naquele momento era tirar aqueles sentimentos daquele olhar, e pela primeira vez sentiu a dor de ser um possuído e de não poder abraçar uma pessoa. Ele desejava a abraçar fortemente em seus braços e afastar qualquer preocupação ou medo de sua vida.

#Que droga! Como eu gostaria de a abraçar bem forte agora.#

Kyo abaixa um pouco a testa e a encosta na testa da garota lhe olhando nos olhos enquanto falava, mas tentando esconder em seu tom de voz a preocupação e a angustia que estava sentindo.

-Calma! Respira fundo!

Aquela aproximação e toda a preocupação do garoto faz com que o coração da colegial fique acelerado e a sua boca fica seca, queria desviar o seu olhar do dele, mas não conseguia, parecia que aqueles olhos vermelhos a tinham hipnotizado.

#Não me olha assim! Não me olha assim! A minha vontade é de beija-lo e abraça-lo agora!#

Kyo a olha agora um pouco espantado e fica imediatamente vermelho de vergonha, o que faz com que a garota perceba que novamente ele leu os pensamentos dela. Ela dá um largo passo para trás e se afasta do possuído.

-É melhor eu voltar para o quarto.

-Não.... não precisa ficar assim só porque falou aquilo.

-Você não percebeu ainda? Não percebeu que eu não falei absolutamente nada?

-Como não falou? Eu acabei de escutar que você queria me bei......

-EU NÃO FALEI ISSO!! EU PENSEI ISSO! PENSEIIII...... VOCÊ ESTÁ LENDO OS MEUS PENSAMENTOS AGORA! E EU NÃO SEI O POR QUÊ QUE ISSO ESTÁ ACONTECENDO! EU NÃO CONSIGO CONTROLAR OS MEUS PENSAMENTOS PERTO DE VOCÊ. NÃO CONSIGO SENTIR AS SUAS ONDAS. E NÃO CONSIGO LER APENAS OS SEUS PENSAMENTOS E NÃO SEI AS RAZÕES DISSO.

by DonaKyon

13/03/2009

54


Hanajima caminhava com um gato laranja em seus braços pelo corredor das termas, tal imagem chamava a atenção dos demais convidados, pois não era todos os dias que uma linda jovem de longos cabelos negros vestida com um quimono totalmente preto, que tinha sido providenciado pelo okami-san, caminhando calmamente enquanto alisava a um gato laranja que estava visivelmente arredio em seu colo.

A garota caminha até a piscina natural que tinha sido reservada para os Sohmas e para elas, abre a porta e a fecha gentilmente.

-HEIM HANAJIMA. ME COLOCA NO CHÃO! EU NÃO SOU O SEU GATO DE ESTIMAÇÃO PARA FICAR NO SEU COLO NÃO!

A garota caminhava como se não escutasse o que o gato laranja gritava, chega até a borda da piscina e arremessa o bichano com todas as suas forças e com um pouco de violência para dentro da piscina.

-Pronto! Já não está mais no meu colo.

-SUA LOUCA, QUER ME MATAR???

Kyo nadava desesperado para a borda da piscina, saltando para fora e fazendo questão de se sacudir todo bem perto da garota para dessa forma a molhar também. Hanajima abre o quimono e o deixa cair sob o gato que enquanto fica lutando para se descobrir nem a vê entrando na piscina vestida com um maio igualmente preto como o biquíni que vestia no dia anterior. Quando se descobre fica observando a garota que estava com a cabeça totalmente dentro da água com os seus cabelos negros soltos e boiando no meio da piscina.

#O que deu nessa maluca?#

O gato se senta sob as duas patas traseiras e fica parado a observando até que a garota levanta a cabeça de uma vez da água e encosta-se à piscina, ficando os dois por alguns minutos calados enquanto se olhavam, até que o garoto perde a paciência e começa a falar.

-Pode me contar o POR QUE que você inventou aquela história para todos? E PODE me contar o que você cochichou no ouvido daquela ratazana antes de o abraçar? AHH! Claro!! PODE ME CONTAR POR QUE ME TRANSFORMOU?

Hanajima dá um longo suspiro, afunda a cabeça na piscina, volta a superfície, passa a mão em seus longos cabelos negros para tirar o excesso da água e só então olha diretamente nos olhos do gato e lhe responde.

-Porque eu quis!

Kyo por pouco não caia para trás com aquela resposta, estava certo de que a garota iria vir com um baita sermão como justificativa de seus atos, mas não.

-Isso não responde a nada!

-Você preferia ser taxado de bichinha pelos outros pelo fato de ter beijado o Hatsuharu?

-Isso mão me incomoda! Eu já estou acostumado com todos falando de mim pelas costas.

-Então por que ficou com aquela cara de pânico quando o Momiji-kun contou e mais ainda, por que confirmou a minha mentira?

O gato abaixa a cabeça e fica olhando para um ponto qualquer no chão enquanto pensava, mas não conseguia pensar em nada claro e lógico, ele já havia passado a noite em claro sob o telhado e não tinha chegado a conclusão alguma, não entendia os motivos dele ter achado o beijo daquela garota tão estranha melhor do que o beijo do primo, do qual ele sempre tinha gostado, e pior ainda, não tinha ainda entendido o porque que durante o beijo dele no Haru, ele só tinha pensado nela.

Hanajima fica lhe olhando com o coração bem aflito, queria escutar logo a resposta dele. Ela mesma ainda não acreditava que ele tinha confirmado a mentira dela, feita de uma maneira impensada e com algumas conseqüências para ambos. No meu daquele silêncio entre os dois, o garoto volta a sua forma humana e rapidamente veste o quimono preto da colegial sem lhe dar chances dela ver alguma coisa e sentasse na borda da piscina deixando os pés na água quente da piscina, mas não olha para a garota que estava a poucos metros dele dentro da piscina.


by DonaKyon

08/03/2009

53


Hatsuharu fecha os seus olhos e aproxima o seu rosto do rosto do primo que ainda estava com os olhos fechados e passa gentilmente a sua língua sob os seus lábios. Ao sentir o leve toque da língua de Haru em seus lábios Yuki sente-se ainda mais vivo do que estava antes e mesmo sentindo um pouco de medo, vergonha, e receio ele abre um pouco os seus lábios e encosta de uma vez a sua boca na boca do Haru.

#Por que só agora que eu percebi que sempre desejei por esse beijo?#

Quando sente que a língua do Yuki invadia a sua boca cheia de vergonha e com muita inexperiência, Haru sente o seu coração bater ainda mais rápido e feliz, sem dúvida aquele era o primeiro beijo da vida do Yuki. Ele inclina um pouco a sua cabeça para frente e invade de uma vez a boca do Yuki com a sua língua, o beijando cheio de desejo e paixão. Aquele beijo tão aflito do Haru demonstra ao Yuki que na verdade aquele beijo era também algo que ele sempre tinha desejado na vida e o possuído o abraça cravando com força as suas curtas unhas nas costa do primo.

#Eu não quero perde-lo para ninguém. Agora eu percebi que ele sempre foi muito importante para mim. Sempre esteve ao meu lado, era o único que estava ao meu lado quando o Akito me prendia naquele quarto escuro, e eu não quero perder toda a atenção que sempre recebi dele. Não quero que ele cuide de mais ninguém. Não quero que ele beije a mais ninguém, nem mesmo a Rin ou o Kyo.#

Yuki beijava agora o Haru com um pouco mais de força, e ambos podiam sentir o quão forte os seus corações estava batendo dentro de seus peitos por terem os seus peitos tão encostados no outro. Nada mais existia naquele instante para os dois, e eles nem perceberam o momento que tinham voltado a ficar sozinhos na sala. Aquele era um beijo que os dois tinham esperado a muitos anos, mas que o Haru nunca imaginou que um dia o receberia.

Quando os dois garotos separam os seus lábios, Haru abre os olhos rapidamente para ver qual expressão o Yuki tinha em seu rosto, e o encontra todo envergonhando e surpreso olhando para o chão, e ao reparar melhor para onde exatamente o primo olhava, ele não se segura e começa a rir embaixo da mesa. Yuki fica desesperado imaginando que a mulher ainda estava recolhendo as coisas da mesa e tapa a boca do primo para conter os seus risos.

-Fique quieto Haru. Ela vai nos ver aqui.

-Ahahahahahhaha

-Pára Haru... Pára....

-Ahahahhahahah

Vendo que não tinha jeito do primo parar de rir, Yuki volta a lhe beijar novamente, mas dessa vez o Haru o puxa em direção do chão, ficando o corpo do Yuki sob o dele, começando os dois novamente mais um longo beijo, e quando o terminam, Haru abraça o Yuki, o prendendo ainda em seus braços e lhe sussurra no ouvido.

-Ficou tão assustado assim com a reação provocada pelo nosso beijo?

Yuki nada lhe responde, mas fica com o rosto completamente corado de vergonha.

-Isso é normal. É o nosso corpo pedindo por mais.

-Eu não sou tão pervertido como você.

-Pode me chamar de Haru Hentai.... ahahahah.... Ahh! A dona já foi embora, não precisa ficar preocupado.

Ao escutar aquilo, Yuki se afasta do Haru, mas é puxado pelo mesmo para que continue deitado sob ele.

-Eih, só tem graça quando tem alguém por perto? Não sabia que você gostava de se exibir, Yuki.

O garoto ia abrir a boca para mandar o Haru calar a boca, mas não tem tempo, pois logo recebia um outro beijo do Haru. Aquele clima entre eles fazia com que todos os medos e receios do Yuki sumissem de sua mente. Era como se nada tivesse acontecido antes, que aqueles beijos eram também os primeiros beijos do Hatsuharu. Os dois se beijavam ainda com muito desejo, mas agora havia mais carinho em seus gestos.

Quando os dois se separam e voltam a ficar sentados no chão, Haru fica por alguns segundos admirando o corpo nu do Yuki, que fica com vergonha e puxa as toalhas da mesa para se cobrir e joga a outra no colo do Haru, que estava sentado como se estivesse vestido com todas as roupas do mundo, e que primeiramente lhe dá um sorrisinho maroto, mas depois abre um lindo sorriso de felicidade e satisfação.

-Isso até parece que é um sonho...... Eu finalmente consegui realizar o meu desejo, finalmente senti como é o gosto do seus beijos.

O coração do Yuki bate mais feliz ao escutar aquela declaração. E o seu corpo volta a ficar todo arrepiado quando sente os braços do Haru em volta de sua fina cintura.

by DonaKyon