12/05/2008

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*A garota delicadamente vai dobrando cada um dos lençóis como se fossem um precioso tesouro. Uma suave brisa brinca com os seus cabelos e ela olha para o céu, como se estivesse agradecendo aquela companhia. Shigure não consegue desviar o seu olhar da garota, parecia que naquele instante ele estava descobrindo a verdadeira Tohru Honda, uma garota que ficava feliz e que sabia agradecer as coisas mais simples que recebia.*

*Shigure sente que seus olhos começaram a arder um pouco. Mas não queria acreditar que aquilo era conseqüência da emoção que estava sentindo e que queria negar com todas as forças, até que a garota que ainda olhava para o céu, se vira e o vê na janela. Seus olhares se cruzam, e o sorriso que recebeu naquele instante da garota fizeram com que aquelas lágrimas finalmente saíssem de seus olhos como se fossem um pedido de socorro*


#Parece que aquele sorriso é capaz de curar qualquer ferida. De perdoar qualquer pecado#

*Shigure estava tão iluminado pelo luar que a garota é capaz de o ver perfeitamente e nota que os seus olhos estavam cheios de lágrimas. Tohru vê que o possuído coloca a mão nos olhos e abaixa a cabeça*

#O Shigure está chorando. Mas porque ele está chorando?# *A imagem do escritor a comove profundamente. E ela sente uma dor em seu peito, e também fica com os olhos cheios de lágrimas. Sua vontade naquele instante era de abraça-lo, parecia-lhe que seria capaz de secar aquelas lágrimas com o calor de seu abraço*

*Shigure se vira sem lhe olhar novamente, sentando-se no chão e deixando que aquelas lágrimas pedissem socorro por ele. Tohru rapidamente pega aqueles lençóis e sai correndo para dentro da casa, ela passa pela Kisa que estava na sala assistindo TV e sobe voando até a porta do quarto do Shigure e faz menção de bater na porta mas fica com a mão parada no ar*

#A minha vontade e de entrar nesse quarto. De lhe abraçar, mesmo sabendo que ele se transformará. Mas eu não posso fazer isso.#

by Kyo

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-EU SEI... EU JÁ SEI DISSO!

*Shigure deixa o seu corpo cair lentamente ficando de joelhos no meio daquele jardim, enquanto chorava, já não conseguia olhar para ela. Sentia que seu coração estava se rasgando e toda aquela dor começava a dominar o seu corpo. Kana se mantinha em pé na sua frente, em seu olhar não havia nenhum vestígio de sentimento, nem tristeza, nem alegria*

-Eu já sei que nem sempre ficamos com aqueles que amamos.... Eu sei o que são romances... EU OS ESCREVO! SEI QUE NEM TODOS AS PERSONAGENS TÊM UM FINAL FELIZ!.........

*Ele coloca as mãos nos seus olhos e abaixa a cabeça até os joelhos e fala como seu fosse um pedido de suplica*

-.........mas eu achei que a minha personagem teria um final feliz com você........

*Kana escuta aquelas palavras, mas elas não modificam aquele olhar.*

-Lamento, Shigure. Mas eu escolhi o Hatori. Vou me casar com ele.

*Aquelas palavras fizeram com que ele ficasse sem respirar por alguns segundos, parecia que estava esperando a morte chegar. Mesmo sem respirar ele levanta a cabeça e olha para ela, e naquele instante ele teve a certeza de que era a própria morte que estava na sua frente. Aquela mulher o olhava sem nenhum sentimento em seu olhar.*


*Shigure abre os olhos. Sua respiração está muito ofegante. Ele olha pela bagunça do seu quarto, procurando pelos fragmentos daquela lembrança. A luz da lua cheia ilumina todo o quarto. O possuído passa a mão nos cabelos e se levanta da cama*

#E no final, ela não ficou com ele também.#

*Shigure vai até a janela, sentia que precisava de ar e coloca a cabeça com os olhos fechados para fora, tentando respirar o máximo de oxigênio que conseguisse. Quando ele os abre novamente, vê que a Tohru estava recolhendo as roupas do varal. Sua imagem parecia que era um sonho, a luz da lua a iluminava por completo e cada um dos seus movimentos a embelezavam mais ainda. Parecia que cantarolava alguma canção e em seu rosto um lindo sorriso*

by Kyo

162


* Akito sabia disso... não podia dizer que não gostou. Pelo contrario, o calor em seu corpo ainda não havia diminuído, tinha certeza que aquilo não acabaria bem se ele lhe tocasse outra vez. Ela seria capaz de entrar em combustão. Yuki fez menção de pegar no braço dela novamente, mas ela puxou-o e com um gesto rápido se afastou mais dele ficando de pé. Ele fez o mesmo, definitivamente com raiva. Colocou as duas más sobre as laterais de sua cabeça e gritou jogando as mãos violentamente para baixo. *

- DROGA, AKITO... EU AINDA NÃO SOU HOMEM O BASTANTE PARA VOCÊ?

* Akito gelou? Ele realmente estava desejando isso? *

- SIM VOCÊ É YUKI. VOCÊ É HOMEM! E SERÁ QUE VOCÊ É CAPAZ DE ENXERGAR O QUE EU SOU?

# Homen como eu... #

* O único pensamento que lhe passou fora esse. No mesmo instante todo o fogo de raiva e desejo de seus olhos desapareceram. Sua expressão se tornou fria, apagada e triste. Ele fitou o chão com a boca entre aberta e ainda avermelhada pelo contato com Akito. Akito reparou que ele havia ficado melancólico e sombrio. *

# O que... o que eu fiz outra vez? #

* Akito caminho até ele e estendeu a mão para tocar no rosto dele, mas foi violentamente rebatida pela mão dele, ele ergueu os olhos úmidos pelas lágrimas esbravejou. *

- AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH POR QUE VOCÊ TEM QUE ESTRAGAR TUDO DIZENDO ISSO? EU O ODEIO AKITO!

* Saiu correndo do quarto largando uma Akito atônita, abandonada e chorosa no meio do aposento. *

by Leandra

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- O que... Por... POR QUE DIABOS VOCÊ ME EMPURROU?

* Akito sacudiu suas dúvidas.. estava assustada, cansada, confusa e excitada. Aquele Yuki descontrolado, másculo, decidido que lhe deu ordens o tempo todo, que entrou no quarto pedindo desculpas, dizendo que queria novamente aquele contato, tomando a iniciativa, era alguém tão distante do garoto assustado e medroso que saiu correndo da última vez. O pior de tudo, é que ela não poderia dizer que não havia gostado... aquele Yuki incapaz de medir seus atos e raciocinar em cima de seus desejos, estava deixando-a louca. *

- O que.. O QUE PERGUNTO EU? O QUE ACONTECEU COM VOCÊ? QUE TIPO DE ATITUDE É ESSA? VOCÊ... VOCÊ VEIO ME DANDO ORDEM... INVADINDO MEU QUARTO... ME... ME...

* Akito ficou vermelha ao lembrar do ato controlador e possessivo dele agarrando seus cabelos e puxando-os um pouco para controlar os movimentos dela no beijo, segurando seu pulso contra as costas dela mantendo-a submissa. *

- VAMOS DIGA.

- NÃO ME DE ORDENS! O QUE DEU EM VOCÊ AFINAL? VOCÊ NUNCA FOI... NUNCA FOI... ASSIM.

- E QUAL O PROBLEMA? AAAAAHHH EU PASSEI DIAS E MAIS DIAS ACORDADO INCAPAZ DE ENTENDER O QUE EU SENTI COM AQUELE SEU MALDITO BEIJO. ATÉ QUE EU NÃO SUPORTEI MAIS. EU NÃO... DROGA... EU NUNCA FIQUEI DESCONTROLADO ASSIM...

by Leandra

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Yuki soltou o pulso de Akito que segura atrás das costas dela e escorregava a mão pelo rosto e pesoço dela enquanto a beijava, mordia e sugava aquela região tão alva e lisa entre sua orelha e queixo. Passou sua mão sobre o quimono e com a ponta dos dedos começava a puxá-la para baixo. Akito gemeu ao sentir os dedos gelados dele roçar na pele de seus ombros e recobrando a consciência gritou “NÃO”, e empurrou-o violentamente separando-o de seu pescoço e corpo.

Em sua boca ainda o gosto do beijo e em seu pescoço a sensação permanente da boca dele rolando sua pele, como se ela não o tivesse separado dela. Como se Yuki ainda estivesse deliciosamente acariciando-a. Ele lhe olhava descrente, confuso e com uma expressão desesperadoramente inocente.

Akito arfava encarando aqueles orbes ametistas que lhe fitavam incrédulos. Tentava recuperar a respiração e a calma, estava extasiada de tesão e desejo, mas sabia que qualquer passo que desse agora definiria tudo. O que ela deveria fazer? Entregar-se àquela luxuria, àquele desejo e revelar seu segredo? Mas revelando esse segredo assim, dessa forma, ele a perdoaria? Ele a aceitaria? Ele sofreu pensando ter desejos por um outro homem até conseguir admitir isso e vir até ele em busca disso, pra descobrir assim que na verdade ela era ELA? Não... ela teria que contar-lhe numa situação menos... delicada.

Enquanto ela tentava pensar em tudo isso, Yuki apenas se refazia do choque de ser separado numa hora como aquela. Ele tinha certeza, Akito também o queria, ele havia mostrado claramente que o desejava, suas costas ardiam com os arranhões dele para provar. Uma crescente frustração lhe subia, uma raiva contida, um orgulho ferido lhe cutucava, enquanto olhava-o ali parado encarando-o, Yuki deseja socá-lo até que ele ficasse inconsciente ou irreconhecível. Desejava descontar toda aquela frustração, senão em beijos luxuriosos, em socos bem desferidos e violentos.

by Leandra

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* Akito ameaçou um novo tapa, mas Yuki segurou seu pulso antes que ela o acertasse. Mirou seus olhos profundamente e puxou seu corpo pelo pulso e ombros que segurava. Ele passou a mão que segurava seu ombro por suas costas e sua mão segurava firmemente seus cabelos da nuca, puxando levemente. Aquela atitude firme de quem dominava completamente a situação a excitava ainda mais.

Quando Yuki encostou seus lábios nos dela, ela parou a respiração por um segundo, não retribuiu de imediato. Estava assustada com a atitude dele. Mas ele forçou sua língua entre os lábios dela os lambendo, um arrepio correu de sua espinha até suas pernas, fazendo-as tremer. Não contente pela resistência dela, Yuki escorregou seu corpo mais para perto dela, levou o braço dela que segurava pelo pulso para trás do corpo dela, dominando-a ainda mais. Forçou novamente sua língua contra seus lábios adentrando sua boca a força. Sentindo aquele contato íntimo e forte, as língua firme e grossa de Yuki roçar em sua língua macia, ela estremeceu em um gemido. Yuki sorriu.

Akito não pode mais se controlar e entregou-se completamente aquele contato. Suas línguas brigavam violentamente dentro de suas bocas, explorando e buscando todos os cantos que podiam alcançar. As mãos de Akito agora também o agarravam. Uma de suas mãos arranhava suas costas por dentro da camisa enquanto a outra segurava fortemente seus cabelos. Eles mal respiravam, e faziam pequenos gemidos enquanto suas bocas devoravam umas as outras num desejo insano de se consumirem por completo.

Yuki escorrega sua boca para o queixo de Akito e depois seu pescoço, fazendo-a gemer um pouco mais alto. Passa a lamber seu pescoço e a respirar em sua orelha, enquanto puxava a cabeça dela para trás pelos cabelos. Tudo aquilo estava deixando-os loucos e sedentos, queriam sentir um ao outro mais e mais. Nenhum contato era profundo o suficiente. Eles se queriam.

by Leandra

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# Por favor Yuki, não faça isso... me solte logo... eu não... #

- O QUE DISSE, AKITO?

* Yuki agora a segurava pelos seus ombros deixando-a ainda mais perto dele, ambos com o dorso erguido de joelhos diante um do outro. Akito respirou fundo e retomou seu ar cínico, frio e descontrolado de sempre. *

- VÁ EMBORA. EU JÁ FALEI!

- QUER MESMO QUE EU VÁ EMBORA? AQUELE BEIJO FOI MESMO SÓ UMA DIVERSÃO? UMA BRINCADEIRA?

- VÁ EMBORA, YUKI EU JÁ DISSE. DESAPARECE DAQUI. – céus, eu não vou agüentar por muito mais tempo.

* Yuki bufou de ódio, então era isso? Ele realmente não se importava? Tinha sido apenas um divertimento, uma brincadeira sádica com ele? Mas mesmo assim, ele ainda o desejava. Não importava, homem, mulher, gay, kamisama, patriarca, o que ele fosse. Ele apenas queria poder sentir aquela alvura fina encostar-se à sua própria pele fria. Sentir aquela língua quente e úmida invadir sua boca em busca da sua. *

- AQUELE BEIJO NÃO SIGNIFICOU NADA PARA VOCÊ? SOU APENAS O SEU BRINQUEDINHO SÁDICO, PATRIARCA?

PAFT

* Akito havia lhe conseguido se soltar de uma das mãos do Yuki e lhe dado um tapa bem no rosto, aonde ainda ardia vermelhamente a marca. Levou a mão ao rosto visivelmente alterado. *

- O QUE FOI? EU DISSE ALGUMA COISA ERRADA? ACHA MESMO QUE UM SIMPLES TAPA VAI ME FAZER SOLTAR VOCÊ, PATRIARCA? SE SOU O SEU BRINQUEDINHO ENTÃO BRINQUE COMIGO!

by Leandra