21/06/2008

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"Hiro e Kisa sentam-se no sofá para descansarem um pouco, estavam correndo pela pista de dança a quase uma hora."

-Arff.... Pelo visto.... arfff.... a festa vai..... arfff..... acabar daqui a pouco.... arfff... arfff.... O dragão, o rato e a aqu.... a Tohru.... arfff....já saíram da festa... arrfff

"Kisa estava com a boca aberta e ofegante, com a mão direita em cima do coração que estava se acalmando aos poucos, e olha para o Hiro que está com as mãos para trás do corpo apoiadas no sofá, e naquele instante quando olha nos olhos do pequeno possuído sente que o seu coração havia voltado a bater novamente acelerado"

#O Hiro-kun tem uns olhos tão lindos. Eles estão cheios de sentimentos#

"Hiro olha para a Kisa e percebe que ela estava com as bochechas um pouco mais rosadinhas e imaginou que seria por causa do calor que estava sentido devido ao fato de terem corrido tanto."

-Eu vou pegar um copo de suco de laranja para você.

"Assim que o garoto se levanta, a menina segura em sua mão, fazendo-o parar. O menino a olha sem entender o porque daquela ação, e nota que agora as suas bochechas estavam vermelhas"

-O-o que aconteceu? Está sentindo alguma coisa?

"Hiro volta a se sentar bem pertinho da menina que estava com o rosto abaixado. Estava sentindo tanta vergonha que não conseguia olhar para o primo, como ela tinha sido capaz de segurar na mão dele. Era claro que aquela não tinha sido a primeira vez que o segurava, mas o sentimento com o qual havia feito aquilo é que era diferente agora. Ela não queria que ele saísse do seu lado, queria que ficasse para sempre ali, juntinho dela."

-Não...

-Você tem certeza?

"O possuído coloca delicadamente a mãozinha no rosto da menina, e tal toque só a faz ficar ainda mais vermelha. Ele fica ainda mais preocupado, e volta a se levantar do sofá"

-Eu... eu vou atrás do Hatori....

"Novamente ele faz uma menção de começar a caminhar, mas é impedido pela menina"

-NÃO....EU NÃO QUERO QUE SAIA DE PERTO DE MIM.....

"Aquela era a primeira vez que via a pequena possuída levantar o tom de sua voz, e Kisa agora vê o espanto visivelmente presente no olhar do primo. Ela abaixa a cabeça envergonhada e segura firmemente com as duas mãos a barra de sua saia"

-Desculpe-me Hiro-kun.... Eu... Eu....

-Kii-chan? "O menino fica de joelhos na sua frente"

-Eu.... eu.... eu fui uma egoísta agora. Desculpe-me.

-Egoísta?

"Ela confirma com a cabeça e olha nos olhos do Hiro"

-Sim, apenas pensei nos meus sentimentos... eu....

"A pequena tigrezinha volta a abaixar o seu olhar, mas logo retorna a olhar nos olhos do primo quando sente o toque da mão dele em seu rostinho"

-Você não quer ficar longe de mim?

"Ela continua olhando naqueles grandes olhos cheios de sentimentos e balança a cabeça afirmando que não"

-Que bom Kii-chan.... Que bom que você é tão egoísta quanto eu....

"Hiro se enche de coragem e segura com a outra mão a mão esquerda da possuída, que estava segurando a barra de sua sai, entrelaçando os seus dedos"

-....eu também não quero que saia de perto de mim.

"Os corações daquelas duas crianças estavam batendo muito mais forte. O calor de seus dedos entrelaçados os enche de alegria, e o pequeno possuído sem solta da mão da menina volta a ficar sentadinho ao seu lado. E eles ficam ali, em silêncio, de mãos dadas e dedos entrelaçados durante umas três músicas."

"Aquele momento é vivido apenas por eles, nenhum dos outros participantes da festa havia prestado atenção no afeto e no carinho daquelas duas crianças. E para os dois, era como se apenas eles existissem naquele instante. O silêncio que havia entre eles, não era do tipo que afastava, que assusta quando se está ao lado da pessoa que a gente ama e essa não fala nada. Era um silêncio apenas de suas bocas, pois os seus corações estavam em uma harmoniosa comunicação, que apenas os puros de coração eram capazes de escutar."

by Kyo

283


- Dói... dói muito... mas... mesmo que o amor da mamãe fosse falso... mesmo que não fosse verdade... eu amei a mamãe... isso... isso eu tenho certeza... não é uma mentira. Eu amava a mamãe... não importa... não importa o resto, eu amava a mamãe... Então... então... pode... ela pode não ter amado você mas você a amou... não amou? Isso é verdade não é?

“ Hatori elevou os olhos encontrando os olhos dela, que o olhava tão sofrida e preocupada, um olhar que não merecia estar naquele rosto tão belo e tão jovem, um olhar de quem entendia o tamanho de sua ferida e aquilo não era justo. Ele desejou curar as feridas dela tanto quanto ela curava as deles, desejou que todo o sofrimento fosse banido daquele coração.”

- Pode... pode ter sido um amor errado... mas não foi um erro... você não fez nada de errado... não mentiu... não a machucou... desejou que ela fosse feliz mesmo sofrendo... então... então... chore o que tiver pra chorar na minha frente... e volto a sorrir... apenas lembre que... você foi verdadeiro... e... por favor... sorria...

“ Tohru não suportou, pensar em todos aqueles sentimentos, em todo aquele sofrimento, o dela, o dele, todas as questão, e chorou novamente. Ameaçou tirar a mão do peito dele para enxugar as lágrimas mas Hatori colocou sua mão esquerda sobre a dela levando a mão direita ao rosto de Tohru para enxugar suas lágrimas.

Ela permanecia de olhos fechados chorando. Sentiu todo o seu corpo formigar e esquentar ao contato das mãos do médico, mas não as repeliu. Aquele calor também a fazia se sentir bem.

Hatori elevou o corpo ficando sobre os joelhos e ergueu o rosto dela com a mão direita, olhou em seus olhos e se aproximou. Sentiu seu coração ainda mais acelerado dentro de seu peito ao ver que ela não rejeitava a aproximação. Sentiu-se confuso e pesado, apenas passou seu rosto bem perto do dela e apoiou a cabeça em seu ombro esquerdo ainda segurando a mão dela sobre seu peito.

- Eu também...

“ A voz novamente como um sussurro no ouvido dela.”

- Eu também... quero que volte a sorrir...

“ Hatori respirou fundo, sentia-se tonto, inebriado pelo cheiro que ela tinha, pela pele macia que sentia, pelo som acelerado e descompassado do coração dela. A mão quente e trêmula sobre seu peito, o calor calmo que espalhava pelo seu corpo deixando-o dormente e livre da dor. O gosto salgado das lágrimas que podia sentir ao beijar o rosto dela quando erguer novamente a cabeça. A respiração afoita em sua orelha. Desejou tê-la, desejou protegê-la, abraçá-la, guardá-la em um lugar ensolarado aonde aquelas lágrimas secariam para sempre.

Antes que pudesse pensar, antes que pudesse reagir a si mesmo, antes que pudesse culpar-se ou sentir remorso, levou seus lábios aos dela, segurando a mão sobre seu peito e apoiando o rosto com a outra mão.

Tohru sentiu-se tonta, quente, confusa, alegre e triste ao mesmo tempo. Um sentimento confuso e carregado, melancólico e solitário. Um sentimento quente e calmo. Tudo ao mesmo tempo misturado com o gosto das lágrimas dele.

Não entendia porque daquilo, porque ela ou tudo que estava por trás daquilo. Não sabia se era certo ou errado, se o amava ou não. Sempre o achou bonito e atraente, mas nunca realmente havia pensado numa possibilidade real. E agora via seus lábios sobre a pressão dos dele assim como aconteceu com Shigure."

“Sentiu a língua de Hatori pressionar seus lábios, como um choque que arrepia o corpo todo sentiu-se tão tonta e dormente que estava quase inconsciente. Naquele momento, com aqueles sentimentos, no calor daquelas lágrimas, ela não conseguiu pensar nos atos ou conseqüências, não podia julgar o que acontecia. Então, entreabriu os lábios e deu passagem aquela língua firme e macia que vasculhava cada canto de sua boca. Era uma sensação que nunca havia sentido, nunca havia experimentado, suas pernas tremeram, suas mãos suaram, todo o seu corpo parecia estranho, reagia de uma forma estranha aquele contato. A única coisa que ela tinha certeza era que não queria que acabasse. Hatori segurou mais forte a mão dela sobre seu peito, arrastando-a um pouco para o lado encontrando a sua própria pele. Aquele contato levou a ambos uma sensação tão quente que a respiração falhou.

Nesse momento, Hatori se afasta para respirar e se dá conta do que havia feito. Solta a mão da jovem sobre seu peito e afasta seu rosto do dela tirando a mão de seu rosto. Ele a olhava quase incrédulo de si próprio, assustado e aflito. Ela porém o olha confusa, mas sem desespero ou susto.”

- Eu... eu... eu... não... eu...

“ Ele levanta-se, estava realmente desorientado. Sentia vergonha de si mesmo por fazer algo assim para alguém tão pura, tão inocente, que veio chorar por ele e não dele. E ele faz isso.”

- Eu... eu realmente... eu... não... desculpe-me...

“Hatori se vira e caminha quase correndo pelo caminho de volta a entrada da casa. Tohru apenas o observa, estava tão extasiada que não havia se dado conta ainda do acontecimento. Tão inebriada pelas sensações ainda presentes em sua mão e sua boca que ainda não havia entendido o que era tudo aquilo. Ficou ali parada sentindo as sensações ainda presentes, por um tempo.”

by Leandra

282


“Viu claramente Kana sorrindo feliz vestida de noiva ao lado de um homem de fraque. Olhou para Hatori que tinha agora a mão direta sobre os olhos. Chorava copiosamente como uma criança, estava muito distante da imagem madura, imune, séria e firme que transmitia todos os dias. Parecia tão frágil, tão pequeno, tão machucado. Tohru queria abraçá-lo o mais forte que pudesse para que seu choro parasse, mas ela não poderia. Sentiu-se tão inútil e tão miserável por não poder fazer nada que chorou como o médico.

Ajoelhou ao lado quase de frente para ele, não era capaz de dizer nada. Nenhuma palavra parecia suficiente ou apropriada. Em sua garganta um nó tão grande se formou que sentia dificuldade de respirar. Hatori não a olhou, não falou mais nada, continuou imóvel com os olhos tampados chorando como uma criança ferida.

Tohru levou a mão ao rosto dele levantando a franja sobre o olho esquerdo que ele mal enxergava. Hatori destampou o outro olho e somente nesse momento ele reparou que a jovem chorava como ele. Ela tentou sorrir gentilmente enquanto as lágrimas escorriam ininterruptas.”

- Tudo bem... está tudo bem... você pode chorar... o quanto quiser... não precisa esconder... não de mim...

“ Tohru falava soluçando entre o choro, havia soltado a franja dele e tentava enxugar o choro. Hatori a olhava espantado com a boca entre aberta.”

# Ela... ela está chorando... por que? Por que ela choraria? É tão deprimente me ver assim, Tohru? É tão vergonhoso um homem como eu chorar por uma... não quero ver essas lágrimas em seu rosto, Tohru... de todas as pessoas não você, a única que não merece chorar, depois de tudo o que sofreu esteve sempre sorrindo então por que? Por que Tohru está chorando agora? Eu sou tão digno de pena?#

- Por que...

“A voz do médico sai como um sussurro mas pode ser ouvido claramente por ela apesar de toda a música e conversa da festa ao lado. Hatori não a encarava, não conseguia suportar o peso da própria vergonha, já não chorava desesperadamente, tentava conter mas sua dor era sentida no tom de suas palavras.”

- Por que... por que... depois de tudo o que você sofreu... eu nunca a vi chorar... mesmo por sua mãe... mesmo com sua perda... está sempre, sempre sorrindo... então por quê, Tohru? Por que você está chorando agora? Eu sou tão digno de pena assim?

“ Tohru prendeu a respiração por um segundo e chegou a erguer o corpo ficando apoiada sobre os joelhos.”

- NÃO, NÃO É ISSO! EU... eu...

“ Ela voltou a se sentar sobre as pernas, abaixou o rosto fechando os olhos e levando as duas mãos sobre o peito.”

- Dói... dói muito... aqui... perder a pessoa amada, a pessoa mais importante... eu não sei o que é amar alguém como você amou... eu só amei a mamãe até hoje... mas... isso não importa não é? Eu amava a mamãe... no final, é tudo amor, não é?... Não poder vê-la mais, nunca mais... dói... dói muito. E eu... eu pensei por um momento... e se o amor de mamãe não fosse verdade... então... então eu vi que a dor por eu tê-la perdido não era suficiente... eu... eu... eu não... eu não pude suportar nem a idéia... então eu sei...

“ Tohru levou sua mão direita ao lado esquerdo do peito dele e ficou olhando para ela. Hatori sentiu o calor que emanava da mão da jovem, sentiu como se aquilo espalhasse daquele ponto para todo o seu corpo, aquilo o acalmava pouco a pouco, aquele calor ameno que parecia curar a dor. Sentiu seu estomago formigar, suas mãos suarem, ficou nervoso, mas não com vergonha. Baixou os olhos e ficou ali contemplando a cor alva daquela pele macia.”

by Leandra

281


“ Mas o médico não a escutava mais, deixou-a lá na entrada da casa falando sozinha. Deu a volta na residência caminhando para um outro jardim que havia na lateral, um pouco mais afastado da casa na direção da mata, aonde os participantes da festa não pudesse vê-lo. Akito levou novamente as mãos aos cabelos e os puxou, caminhou na direção oposta de Hatori, pegando uma pequena trilha no meio da mata que dava direto ao lago na margem mais afastada da casa em que se encontravam. Tohru que assistia a tudo de boca aberta e com a mão sobre ela, assim que vê Hatori e Akito tomando direções opostas, volta correndo para dentro de casa quase batendo de frente com Yuki, que sentindo-se infeliz na festa havia decidido voltar para o quarto.”

- O que aconteceu, Tohru? Parece que viu um fantasma?

- Akito-san... Ele estava lá fora discutindo com o Hatori e parecia tão, tão... descontrolado.

- E pra que direção ele foi?

- Ele foi na direção do jardim do lado.

- Akito?

- Não, não o senhor Akito. Hatori!

- E pra onde foi o Akito-san?

- Ele... ele pegou a outra estradazinha.

- A que dá no lago perto da outra casa?

- Não sei... acho que é essa mesma... mas eu não tenho certeza.

- Vá ver o Hatori, chame Shigure ou meu irmão. Eu irei ver Akito.

“ Torhu não pensou duas vezes e saiu da casa junto com Yuki, tomou o caminho que viu o medico ir e correu em seu encalço. Não pensou realmente em chamar Ayame ou Shigure, na verdade seu coração estava tão apertado e angustiado por ter ouvido toda a conversa e visto claramente as lágrimas nos olhos de Hatori, que nem ouviu a última frase do Yuki. Ela iria atrás dele de qualquer forma.”

# Eu quero... eu quero fazer isso por mim mesma. Quero ser capaz de secar aquelas lágrimas, não quero ver o Hatori sofrendo. Depois de tudo o que aconteceu... depois de tudo o que ele sofreu... eu não... eu não consigo imaginar... a dor que ele está sentindo depois de ter ouvido aquilo tudo. Eu... eu só amei a mamãe até hoje... eu sei que dói... eu sei que dói perder quem a gente ama...então... eu não posso imaginar... que dor é saber que... todaa dor, toda lágrima, todo amor... que aquele eu te amo que tanto alegrava fosse falso... eu não sei... mas dói... eu não quero que o Hatori chore mais por ela... não quero que ele lamente por ela. Eu quero secar as lágrimas dele... nunca mais quero ver suas lágrimas.#

“ Tohru encontrou Hatori ajoelhado de frente para uma mesa de ferro trabalhado, a mão esquerda apoiada no chão à frente de seu joelho, a outra sobre a mesa onde várias fotos estava espalhadas, algumas caídas sobre a cadeira ao lado e no chão.

Tohru escutou os soluços do medico, a claridade da lua cheia fazia as lágrimas dele brilharem como cristais se despedaçando no chão. A jovem levou as mãos a boca, ela tentou mas foi inevitável, seus olhos encheram-se de lágrimas também. Ela caminhou lentamente dessa forma até ele.

Hatori apenas olhou de cabeça baixa pelo canto quem se aproximava, não se moveu, não fez menção de que ela não poderia se aproximar, ele apenas permaneceu exatamente do mesmo modo.”

- Hatôri?

- NÃO ME CHAME ASSIM!!!

“ Hatori empurrou todas as fotos para o chão a sua frente com a mão que estava sobre elas em cima da mesa. Tohru soltou um pequeno grito logo abafado por suas mãos, seu coração disparou, não por prazer, mas por medo e angústia. Sentia que iria perdê-lo para sempre naquele momento. Olhou para as fotos no chão, a claridade da lua era suficiente para identificar bem do que se tratava."

by Leandra

280


“ Hatori sai correndo em direção a porta da frente sem reparar na jovem que observava tudo. Ao chegar lá fora encontra Akito de pé sozinho, com os braços cruzados andando de um lado para o outro, com a testa franzida e um sorriso quase maligno. Ao ver o médico se aproximar, Akito olha-o de cima em baixo e abre o seu sorriso mais sarcástico e frio.”

- Isso é uma festa a fantasia ou um baile gay? Qual o seu problema Hatori? Ser médico dessa família não é suficiente para o seu sustento para procurar emprego de gogoboy ou isso é por hobbie?

- Acalme-se Akito!

- Me acalmar? Me acalmar, você diz? Eu vou lhe dizer, que não, EU NÃO VOU ME ACALMAR.

- Akito, por favor!

- NÃO! EU JÁ LHE DISSE! TOMA! É UM PRESENTINHO PRA VOCÊ!

“Akito lhe entrega um envelope.”

- O que é isso Akito-san?

- Ora, você nem imagina? Não imagina mesmo, Hatori? São as fotos daquele casamento. Daquela vigaristazinha que você diz tanto amar.

- Akito-san vou lhe pedir que não se refira á Kana dessa maneira, ela não teve culpa de...

- NÃO TEVE CULPA? NÃO TEVE CULPA, HÁ-TO-RI? AQUELA DESGRAÇADA SE LEMBROU DE TUDO! DE TUDO!

- Ela o que?! Ela se lembrou de tudo, de nós, de...

- DE TUDO HATORI! TUDO! Ela veio me procurar depois do casamento e..

“ Akito parou de andar colocando as duas mãos ao lado de sua cabeça inclinando levemente o tronco.”

- ENTÃO ELA SE LEMBROU DURANTE A CERIMÔNIA? ELA... ELA SE LEMBROU DE MIM, DE NÓS? ELA FOI PEDIR A ANULAÇÃO DO CASAMENTO?

- HATORI! ELA SE LEMBROU MUITO ANTES DE ENGRAVIDAR! ELA NÃO VEIO PEDIR PARA ANULAR PORCARIA DE CASAMENTO NENHUM! ELA VEIO ME AGRADECER POR EU TER DADO À ELA A OPORTUNIDADE DE SE CASAR COM UM HOMEM QUE NÃO SEJA AMALDIÇOADO.

- Eu não... eu não estou entendendo, Akito.

“ Akito segura os cabelos com força, andando em círculos no próprio eixo. Estava descontrolada, triste e muito revoltada. Ela empurra o dragão e segura firmemente em sua fantasia. Hatori dá alguns passos para trás ainda preso a Akito, a olhando apavorado, confuso e machucado.”

- VOCÊ É SURDO? É BURRO? EU ESTOU FALANDO HATORI QUE PARA AQUELA VIGARISTA TANTO FAZIA SE FOSSE VOCÊ OU QUALQUER OUTRO. DESDE QUE FOSSE UM SOHMA RICO! ELA SE LEMBROU DE TUDO E ENGRAVIDOU DE PROPÓSITO PARA TER CERTEZA DE QUE EU NÃO A IMPEDIRIA DESSA VEZ! E AINDA POR CIMA....

“ Akito se calou, pareceu se acalmar, seus olhos tomaram um preto tão escuro quanto a noite que lhe rodeava. Ela levou a mão sobre o olho esquerdo do médico que mal enxergava e algumas lágrimas pareceram surgir em seus olhos. Ela parou de gritar e falava quase em um sussurro, repleto de culpa, remorso, melancolia e uma revolta contida.”

- Ela agradeceu pelo... pelo seu acidente... agradeceu por eu ter obrigado você a... pra ela, tudo o que eu fiz para machucá-lo, foi um favor para ela. Ela disse, Obrigada Akito, por ter me dado um marido.... que não é um monstro.

“ Hatori retirou a mão de Akito de seu rosto, calmamente. Sem dizer uma única palavra. Ele não estava chorando, não parecia desesperado. Na verdade, sua expressão era como se um imenso vazio o tivesse consumido, como se dentro de seu peito, como se dentro de sua mente, apenas o nada existisse.”

- Hatori! Você não vê? Hatori... ela... ela nunca mereceria alguém como você. Foi por isso que eu a rejeitei, que eu a mandei embora, que eu... Hatori.

by Leandra

279


-Deixa de ser mal humorado Haa-san. A Uo-chan é uma ótima amiga, e a mãe da Tohru apoiava muito a amizade delas.

"Hatori olha para o Shigure, era evidente que o primo sabia muito mais da vida da garota do que ele, e naquele momento sente uma ponta de inveja do escritor por morar junto com ela"

-Por que ela está vestida como uma borboleta?

-Ahh, ela me contou o motivo agora a pouco. O apelido da mãe dela quando fazia parte de uma gangue de jovens delinqüentes era Borboleta Escarlate, e essa idéia foi da própria Capitã Uo-chan.

"Shigure coloca a mão no ombro do primo e fala cheio de sarcasmos" - A gente deve um favor especial à bela Capitã, afinal se não fosse ela não poderíamos ver a Tohru tão linda como está.

-De fato ela está ainda mais linda hoje. "O médico deixa escapar um comentário que normalmente ficaria somente em seus sonhos"

"O escritor fica em silêncio após aquele comentário, ele não queria ter a certeza de que o médico estava interessado pela garota"

#Por favor Haa-san, não faça isso comigo. Não me diga que você está começando a se interessar pela Tohru? Não posso perder novamente para você.#

"Shigure olha espantado para a garota que estava agora caminhando na direção deles junto com a Arisa"

#O que acabei de pensar?# "Ele a olha de cima embaixo, mas o que mais lhe chama atenção não é o corpo sensual que estava naquela noite mais sim em seu lindo sorriso e a felicidade que estava estampada em seu rosto" #Me desculpe Haa-san, mas dessa vez irei lutar#

-Nhaa.... Tudo está tão delicioso. Nunca comi sashimis de peixes tão nobres assim.

-HAHAHAHA, A Tohru estava quase indo até a cozinha pegar as receitas com o chefe.

-Nhaa... Já imaginou Shigure, se eu preparar essas coisas para vocês?

-Não precisa Tohru. A sua comida é muito melhor do que a desse tal chefe.

-Eu concordo com o Shigure, Tohru.

"Tohru olha ainda mais feliz para os dois rapazes e vê que o Hatori estava com um belo sorriso para ela, o que faz com que seu coração acelere um pouco mais"

"Arisa também havia notado no sorriso do médico para a amiga e olha para o Shigure"

#Vamos seu escritor de meia tigela faça alguma coisa, não deixe que o Capitão Zangado conquiste de vez o coração da Tohru#

-A Tohru aprender a cozinhar com a sua mãe?

-HAHAHAHHAHAHAHAHAH.... A DONA KYOKO ERA UM DESASTRE NA COZINHA.... AHHAHAHAHA

-Você precisa ser tão barulhenta assim?

"O comentário feito pelo médico de uma maneira tão séria e que parecia até a repreensão de um professor faz com que os três olhem para ele espantados"

-COMO É?

-Você poderia falar mais baixo.

-HEIIII, SUA FATANSIA É DE PETER PAN E NÃO DE PADRE PARA FICAR ME DANDO SERMÃO.

-Errr Uo-chan.... Hatori..... "Tohru ficava olhando para um e para o outro"

-Já que é amiga da Tohru poderia tentar se parecer um pouco com ela. E deixar de ser essa garota escandalosa que é.

#Shiiii, essa pisou no calo do Haa-san mesmo. Nunca o vi tão irritado assim com alguém que não fosse eu ou o Aaya#

-EU SOU FELIZ ASSIM E NÃO PRETENDO MUDAR.....BLEEEE.. "Ela mostra a língua para ele e puxa a pálpebra do olho direito"

-Calma Uo-chan....

-QUE MANÉ CALMA. EU PREFIRO SER BARULHENTA DO QUE ESSE LIMÃO AZEDO QUE ELE É!

"Shigure tem que se segurar para não rir quando vê a cara que o Hatori tinha feito ao ser chamado de limão azedo"

-Sua garota barulhenta. "O médico perde de vez a paciência e começa a caminhar em direção da casa deixando a garota a falar sozinha e acaba por entrar na cozinha da casa."

"Assim que o médico entra na casa, Shigure cai na gargalhada, mais logo tem as suas gargalhadas silenciadas, quando a Arisa se aproxima dele e lhe fala baixinho"

-Espero que não a deixe voar para o lado dele, seu escritor de meia tigela.

"Arisa se vira e vai buscar um copo de suco de laranja para beber"

-Errr.... Eu vou ver como o Hatori esta.

"Tohru corre para a cozinha e vê que uma das empregadas está falando alguma coisa para o médico"

by Kyo

278


#Como essa garota é irritante. Nunca imaginei que encontraria alguém pior que o Shigure e o Ayame# "Hatori deixa de olhar para a Arisa e olha para a Tohru"

-A senhorita irá dançar comigo essa noite, não é mesmo?

#O que?? O Hatori está convidando a Tohru para dançar?# "Shigure tem a sensação de que estava em um universo alternativo naquele momento"

-Vamos sim.... Apesar de eu não saber dançar...

-E eu? Não vai me chamar para dançar também, Peter Zangado Pan?

-Não!

"O médico lhe responde de uma maneira tão curta, grossa e direta que acabou ficando muito engraçado, ainda mais quando o Shigure olhou para a cara da garota, e parecia que alguém havia tirado o pirulito de sua boca"

-HAHAHAHAHHAHAHAHAH... Deixa de ser chato Haa-san.... Até porque duvido que essa noite irá tocar alguma valsa.... Não se preocupe Uo-chan, o nosso querido e sexy Peter Pan irá dançar com a nossa linda capitã Uo-chan...

-Sim... sim... Ele estava apenas brincando, Uo-chan... Não é mesmo Hatori?

-Não. Eu não estava brincando.

-QUEEEEE???? "Ela puxa a espada de sua cintura e encosta no peito do médico" -DIGA ISSO NOVAMENTE PETER ZANGADO PAN QUE FAREI VOCÊ PULAR DA PRANCHA.... AHAHHAHAHAH

-ahahahahha essa encenação de pirata ficou muito boa Uo-chan... Está até parecendo uma pirata de verdade.

"Arisa sobe com a espada até a altura da garganta do médico e fala enquanto olha fixamente em seus olhos"

-E já até escolhi qual será o meu tesouro dessa noite.

#UAUUUU.... Por essa nem eu esperava, a nossa garota delinqüente está caidinha pelo Haa-san#

-E o que será o seu tesouro, Uo-chan?

"Arisa abaixa a espada sem tirar os olhos do médico"

-É se-gre-do! hehehe.. Vamos pegar mais suco de morango Tohru-chan... Esse suco está muito bom.

-Sim... Eu nunca tinha tomado um suco de morango com esse sabor.

"As duas garotas vão para a mesa pegar mais bebida deixando os dois primos calados, mas na hora que o Shigure abre a boca para brincar com o Hatori ele lhe manda calar a boca antes mesmo que falasse"

"Yuki já estava no seu terceiro copo de suco de pêssego. E a cada copo, ele tinha certeza que o Chef Pierre era um ótimo cozinheiro. A única coisa que poderia fazer naquela noite era comer e se aproveitar dos sucos. A sua volta via que todos estavam se divertindo, até mesmo o Kyo agora estava com uma cara mais animada, principalmente quando ele ia até a mesa para pegar alguma coisa."

"Kisa e Hiro estavam brincando de pega-pega pela pista de dança ao som das músicas do cantor Kotani Kinya, Ayame e Mine conversavam e riam sentados em um dos sofás. Tohru e Arisa estavam sentadas com um prato cheio de sashimis e Hatori e Shigure estavam em pé perto da outra mesa de comida"

#Todos estão se divertindo, tenho a sensação de que se eu fosse para o quarto ninguém iria sentir a minha falta#

"Ele dá um gole no suco e percebe que o Kyo tinha dado um sorrisinho"

#O que deu naquele idiota? Ele está fazendo isso só para me provocar, só pode ser isso.#

#Isso Ratazana beba bastante. Quero ver você sendo acordado por um cachorro lambendo a sua boca. Até que a Arisa deu uma ótima idéia# "ele olha para a Tohru" #Ela falou que vai cuidar para a que a Tohru não fique bêbada, falou que ela só precisava ficar um pouco mais alegrinha, mas eu não entendi o que isso quer dizer#

-Veja Uo-chan, até o Kyo ficou mais animado depois que veio para a festa.

-Hehe... E olhando bem até que o Kyon ficou uma gracinha naquela fantasia.

-Sim, o Yuki-kun também ficou muito bem.

-Hehehe.... Mas falta muito para eles terem aquilo que eu gosto..

-Do que a Uo-chan gosta? "Tohru pega uma fatia de sashimi de atum para comer"

"Arisa dá um tapa nas costas da amiga fazendo com que o pedaço de peixe volte para o prato"

-HAHAHAHA..... Um pouco mais de altura.... É isso.... HAHAHAHHAHAHAH

"As altas risadas da garota chama a atenção do Shigure e do Hatori"

-A Uo-chan está se divertindo muito pelo visto.

-Hunf... Não sei como a Tohru consegue ser amiga dela

by Kyo