19/02/2009

49



Momiji chegava todo saltitante e sorridente até sala onde estava reservada para os Sohmas fazerem as suas refeições e vê que o Ayame e o Shigure já estavam tomando o café da manhã e sentasse perto deles.

-Muito bom dia Shii-chan, Ayaa-chan.

-Ora veja se não é o nosso meigo e gentil coelhinho quem está chegando. E como sempre está com a cutis quase tão fresca e linda como as minhas.

-Bom dia Momicchi, o Kyo já se levantou também?

-Ele não dormiu no quarto não.

-Ué? Onde aquele garoto se meteu? Ele não pode sumir sem avisar ao responsável dele, que no caso sou eu.

-Não sumi.

Kyo chegava com duas grandes olheiras no rosto, o quimono todo amarrotado e com uma cara de poucos amigos que poderia azedar a qualquer litro de leite.

-Cruzes Kyon-kitty que olheiras são essas?

-Já falei para não me chamar assim.

-Pelo visto esse não teve a maravilhosa noite de amor que nos tivemos.

-Sim. Uma noite como aquela é capaz de deixar qualquer um lindo e fantástico assim como nós dois.

-Ou uma noite de divertidos sonhos como eu tive.

Kyo apenas se limita a olhar para os três e vai se sentar num local um pouco longe deles, tudo o que não queria naquele momento era ter um tipo de conversa daquele tipo. Havia passado a noite em claro e não tinha chegado a nenhuma conclusão.

-Muitíssimo bom dia.

-Bom dia.

Assim que escuta o “bom dia” sério e formal o garoto levanta a cabeça e olha em direção da porta onde as duas garotas estavam entrando e percebe que a Saki tinha ficado um pouco sem jeito quando ele olhou para ela.

-Muito bom dia para as adoráveis e formosas damas que também tiveram uma difícil noite de sono.

-Err... eu.... eu

Momiji nota o quanto que a Tohru tinha ficado sem jeito com o comentário e como procurava desesperadamente por uma desculpa.

-NHAAAA... A Tohru-chan deve ter ficado ansiosa para que amanhecesse o dia logo para assim a gente brincar com a Momo-chan, né Tohru-chan?

-Momicchi, a Momo-chan está aqui?

-Sim, ela e os pais dela.

Shigure apenas coloca a mão sob sua cabeça e bagunça os seus cabelos sem falar nada.

#Como ele consegue falar com esse sorriso nos lábios uma coisa que lhe machuca tanto?#

Tohru continuava a olhar para eles, enquanto caminhava até a mesa e sentasse ao lado do garoto sendo que Hanajima sentava-se do outro lado da mesa ficando na sua frente, mas um pouco distante do Kyo, mas podia vê-lo perfeitamente.

#O que está acontecendo? Por que não consegui captar as ondas do Kyo. Eu senti perfeitamente as ondas do outros três, mas não as dele.#

Kyo sente que estava sendo observado pela garota e lhe olha, quando o seu olhar cruza com o dela, a colegial desvia o olhar fingindo que estava procurando algo para comer.

-Dia.

-Bom dia Haa-kun. Cadê o meu maravilhoso, lindo e genial irmãozinho?

-O Yuki já está vindo.

Haru olha para o Kyo e vai se sentar ao seu lado. Depois do beijo deles, aquela era a primeira vez que eles tinham se encontrando. E era nítido para todos que o gato estava agora muito mais agitado e nervoso.

-O que aconteceu, Kyon-kitty? Comeu algo que não gostou?

-Não me chame assim.

Kyo enfiava um pedaço de pão na boca e mastigava olhando para o resto do pão que estava em sua mão.

-Eih Kyo! Por que você beijou o Haru ontem?

-COF COF COF COF.....

Era inevitável não se engasgar com aquela pergunta e o gato começa a suar frio.

-O QUE??? O KYON-KITTY BEIJOU O HAA-KUN??

Ayame estava de pé olhando para os dois garotos, mas não estava mais espantado do que o escritor. Aquela ação por parte do possuído do gato era imaginável para os dois, ainda mais com o Hatsuharu que eles sabiam que amava o Yuki. Kyo ainda estava engasgado e não tinha coragem de levantar a cabeça para encarar a todos.

-Eu apostei com ele.

Hanajima colocava calmamente a xícara de chá sob a mesa e agora era a atenção dos olhares de todos, principalmente do Kyo.

by DonaKyon

48


Akito sentia que a sua respiração por poucos segundos havia parado e que só estava de pé ainda, porque era segurada pelo médico, pois já não tinha como se sustentar com as suas próprias pernas devido ao fato de estar tremendo muito.

#Ele está certo! O Shigure sempre me deu essa flor falando que as tsubaki eram como eu. Uma flor que pelo fato de não ter perfume era despercebida por todos, assim como ninguém reparava que na verdade eu era uma menina e não um menino.E eu sempre me senti como sendo aquela que floresceu num solo ruim, que é esse clã miserável, e que deixa uma sensação desagradável, assim como as tsubaki#

-Deixe-me ser o seu amigo, Akito-san. Assim como você deixou o Shigure continuar sendo o seu amigo quando entrou na adolescência. Por favor, permita-me aproximar de você novamente, assim como me permitiu quando éramos crianças.

-Então é por isso? É por isso que está fazendo essas coisas?

-Ontem quando você acordou do seu desmaio eu vi o quanto estava desesperada, e vi o quanto se culpava por ter me ferido naquele dia. Me desculpe por nunca ter te falado que nunca lhe culpei por nada. Eu poderia ter acabado com a sua tristeza bem antes do que estou fazendo agora.

Hatori sente que a garota estava soluçando e que algumas gotas de lagrimas estavam molhando o seu peito.

#Ele realmente me perdoou. Ele realmente está se preocupando comigo. Ele está fazendo isso porque ELE quer. Ontem quando ele me falou aquelas coisas eu acreditei, mas depois acabei ficando com medo de que aquilo não fosse a verdade, mas não. Ele está aqui comigo agora, me abraçando e querendo ser meu amigo, mas quem deveria estar fazendo isso era eu. EU é que deveria estar o abraçando, EU é que deveria ter tentado alegrar a vida dele depois de todo o sofrimento que lhe causei.#

Akito que até então estava com os braços esticados ao lado do corpo passa a abraçar o médico com toda força e chorava um pouco mais forte.

-Obrigada pelas flores, Hatori.

O coração do médico havia começado a bater um pouco mais forte depois que o patriarca o tinha abraçado. E por alguns instantes era como se eles tivessem voltado no tempo, quando eram crianças e a Akito os abraçava toda sorridente e feliz.
-Akito-san...

Akito se afasta para olhar o médico, mas esse não estava lhe olhando enquanto falava.

-... O que acha de sair um pouco dessa vida de patriarca e kamisama que você tem?

-Do que está falando?

-Foi uma idéia que eu tive agora. Venha comigo e você entenderá.

O patriarca mesmo sem entender o que ele estava falando consente com a cabeça.

-Então toma o seu café e se arrume, voltarei daqui uma hora para sairmos.

O médico finalmente abaixa a cabeça e olha nos olhos de Akito, e lentamente abre os braços e a solta. Akito continua parada olhando para ele enquanto ele se afastava e saia do quarto a deixando sozinha.

#Eu tenho que mudar o meu jeito com ele, mesmo que isso me machuque. Ficar ao lado do homem que a gente ama e não poder tocar nele é muito doloroso.#

by DonaKyon

15/02/2009

47



Akito abria os olhos, mas ainda se mantinha na cama a olhar para o teto. Não sentia a mínima vontade de se levantar da cama, pois sabia que era apenas mais um dia que estava começando, um dia igual ao de ontem e que será igual ao de amanhã. Após alguns minutos na mais completa inércia, o patriarca se levanta de uma vez ficando sentado na cama.

-Mas.... mas o que é isso??

A garota por alguns instantes fica na duvida se ela não estava sonhando ainda. Em seu quarto havia vários vasos espalhados de tsubaki vermelhas. Rapidamente ela se levanta e procura por algum indicio que confirmasse a sua suspeita.

#Isso só pode ser coisa do Shigure. Só ele sabe sobre essa flor, mas porque vem fazer isso agora?#

-Ah, bom dia senhor patriarca. Aqui está o seu café da manhã.

-Yoko, pode jogar no lixo essas porcarias que o Shigure me mandou.

-Foi o Doutor Hatori quem as mandou.

-O Ha-to-ri?

-Sim. O senhor deseja mais alguma coisa?

-Não.

A governanta sai enquanto observava o patriarca que estava parado olhando fixamente para um dos inúmeros vasos.

#Mas por que ele fez isso? O que está acontecendo com o Hatori? Ontem do nada ele veio e me convidou para sair, depois me deu um cavalo-marinho de pelúcia e agora isso.#

toc toc

-JÁ FALEI QUE NÃO QUERO MAIS NADA, YOKO!

-Sou eu Akito-san. Posso entrar?

Assim que escuta a voz do médico a garota ajeita rapidamente o quimono e passa as mãos nos curtos cabelos negros.

-Entra.

-Bom dia Akito-san. Vejo que já as entregaram.

-Por que? Por que fez isso?

-Ontem à noite fiquei me lembrando de quando éramos crianças e me recordei que o Shigure sempre te dava uma tsubaki vermelha.

O médico retira uma flor do vaso que estava ao seu lado e caminha até o patriarca e lhe entrega que a segura enquanto lhe olha seriamente.

-Me responda! Por que está fazendo isso?

-Eu realmente estou preocupado com você.

-Com a minha saúde você quer dizer.

-Como um médico é claro que me preocupo com a sua saúde.

-Eu sabia. Deve ter lido em algum lugar que essas palhaçadas são alguma forma de tratamento.

Akito atira a flor que havia ganhado no chão e pisa em cima sentindo uma grande raiva. Hatori fica um pouco decepcionado com aquele gesto e a segura pelo ombro para que pare de pisar na flor.

-Por que não quer ver que estou tentando alegrar um pouco a sua vida, Akito-san?

-Me alegrar?

Akito se afasta do médico para que ele a solte e caminha até a janela, mas continua olhando para o médico que continuou parado no meio do quarto.

-Chega Akito-san! Não precisa se sentir culpada pelo o que aconteceu. Eu lhe disse ontem que nunca te culpei por ter ficado quase cego.

-AHAHAHAH E QUEM FALOU QUE EU QUERO O SEU PEDIDO DE PERDÃO? EU SOU O PATRIARCA DOS SOHMAS, SOU O SEU KAMISAMA. ACHA MESMO QUE EU VOU ME SENTIR CULPADO POR TÃO POUCO?

Por mais que Akito tentasse se controlar ela tremia dos pés a cabeça enquanto gritava, fato que o médico percebe e diferentemente do que sempre fazia, dessa vez ele não se afasta dela, mas sim caminha com passos bem largos até ela e a abraça bem forte.

-Chega! Pode parar de encenar dessa forma. Você não pode ser essa pessoa. Sei que ainda existe dentro de você aquela criança que sorria e que brincava tão livremente com a gente.

Akito tremia ainda mais agora que estava nos braços do médico, seu coração estava tão acelerado que era sentido pelo médico devido à proximidade dos dois e Hatori agora lhe falava com um tom um pouco mais baixo em sua voz.

-Ontem me dei conta de que assim como acontece com as tsubaki eu não percebi que você estava florescendo, que assim como acontece com as tsubaki você também estava crescendo em um solo ruim, e entendi os motivos do Shigure sempre te dá essa flor. Apesar de ser uma linda flor ela não tem cheiro. Ela realmente é a sua flor, Akito-san. Você é uma mulher que não pode mostrar a sua beleza.


by DonaKyon

14/02/2009

46


Escutar que os pais da Momo também eram os pais do Momiji deixou a Tohru muito mais surpresa do que se tivesse escutado que ele era filho de alguma traição.

-São os mesmo pais? Mas.... mas....

-A minha mãe não me reconhece mais.... ela se esqueceu de tudo..... apagaram a memória dela.... ela pensa que tenho outra mãe.... acha que sou filho de algum outro Sohma..... Por isso que a Momo não sabe que eu sou na verdade o seu irmão....

-MAS PORQUE FIZERAM ISSO COM A SUA MÃE? FOI O SENHOR PATRIARCA QUEM MANDOU APAGAR?

-Não. Essa foi uma escolha da minha própria mãe. Ela escolheu me esquecer.... Não suportou ter dado a luz a uma criança amaldiçoada. A mamãe sempre me rejeitou e por isso ficou muito doente, estava a ponto até de fazer a mesma coisa que a mãe do Kyo fez...... O papai ficou com medo e pediu a minha ajuda para ela ficar boa.... E aí.... aí.... ela me esqueceu.....

#-Por que ela quis me deixar aqui sozinha?#

#Ele também foi deixado para ficar sozinho....#

Tohru sentia uma enorme dor em sua alma, aquela era ainda uma cicatriz que estava muito aberta nela, mas no caso do garoto tudo era ainda mais cruel, pelo fato dele ver a sua família todos os dias felizes e unidos e de não poder participar.

-Eu queria não ser egoísta, Tohru-chan.... Eu queria aceitar que a decisão da mamãe foi a decisão certa. Eu sei que ela ficou boa depois que me esqueceu, sei que ela está feliz com a minha irmãzinha.... Mas por que ela quis me esquecer? Por que não quis ser feliz ao meu lado também? Sou tão nojento assim? Sou tão horrível assim? Por que ela não conseguiu me amar?

Tohru que chorava de olhos fechados ao escutar aquela última pergunta abre-os ao ser atormentada novamente por velhos fantasmas que ela tentava esquecer.

-Sabe Tohru-chan.... Eu acredito que não existem lembranças que devem ser esquecidas... Nenhuma mesmo.... e é por isso que não consigo deixar de ser egoísta. Por isso eu gostaria que a mamãe tivesse me amado também...

#Por que é que a mamãe não me amou mais do que ela amava o papai? Será que algum dia eu irei ter essa resposta? Eu também sou muito egoísta Momiji-kun.... Também gostaria de não ter sido esquecida....#

-Eu também... acredito nisso, Momiji-kun.... Mesmo que a gente sofra muito, devemos guardar dentro de nós, como se fosse um pequeno tesouro qualquer que seja a lembrança....

O coelho salta dos braços da garota, ficando em pé nas duas patas traseiras e com as da frente levantadas e se agitando no ar enquanto falava.

-Sim... e é por isso que vou guardar com muito carinho o dia de hoje. O dia em que finalmente pude brincar com a minha irmã como eu sempre sonhei. Não! Foi melhor do que eu tinha sonhado, porque você estava lá comigo, Tohru-chan. A realidade foi muito melhor do que o meu sonho.

-Mas agora o senhor poderá brincar sempre com a sua irmãzinha.

-Será, Tohru-chan?? Será que a mamãe deixará eu brincar com ela mais vezes? Ahhhh.... Isso me deixaria ainda mais feliz.... Né, né Tohru-chan, você conheceu finalmente o meu papá...

-É mesmo... o seu pai é o presidente do prédio onde eu trabalho. AHH... EU NEM O AGRADECI PELA OPORTUNIDADE QUE ME DEU POR TRABALHAR LÁ....

-ahahahah.... não precisa fazer isso..... mas na próxima vez eu irei te apresentar para ele, afinal.....

BOUNF

A garota rapidamente se vira para que o garoto vista alguma coisa, e depois que estava vestido com o quimono o garoto se aproxima dela por trás e lhe fala baixinho em seu ouvido.

-Obrigado Tohru-chan. Obrigado por existir na minha vida! Obrigado por chorar por mim! Obrigado por ser a lembrança mais preciosa que eu tenho, e muito obrigado por me deixar te amar.

O coração da garota estava batendo muito acelerado, mas ela não sabia o porque. Momiji coloca-se na sua frente e fica lhe olhando com o mesmo jeitinho de criança de sempre.

-Estou com fominha Tohru-chan.... Cadê os outro?? Será que estão comendo tudo e não vão deixar nadinha para a gente? Vamos procurar por ele?

-Sim.

A garota se levanta do tatame com a ajuda do Momiji que tinha lhe estendido a mão. Ao sentir o toque gentil, delicado, porém firme e decidido da mão do garoto, a faz com que sinta um pequeno arrepio em seu corpo.

#Tem momentos em que o Momiji nem se parece com um garotinho.#

-Né né Tohru-chan.... E se a gente for direto para a sobremesa?

-Ahahahah, acho que isso não será possível Momiji-kun....

Tohru lhe sorri e estende a mão para que ele a segure, o que o garoto o faz com um sorriso ainda mais largo nos lábios.

#Não tem problema andar de mãos dadas com ele, afinal é apenas um garotinho mesmo.#

Naquela noite não aconteceu o jantar com todos reunidos. Shigure e Ayame não saíram do quarto. Kyo passou a noite em cima do telhado tentando organizar os seus pensamentos. Yuki e Haru passaram a noite acordados, mas fingindo que estavam dormindo. Hanajima também havia passado a noite acordada, não conseguia acalmar o seu coração que ainda batia forte por causa do beijo do Kyo. Tohru dormiu com a foto da mãe ao seu lado e algumas lágrimas em seus olhos, e Momiji dormiu tranquilamente enquanto sonhava que brincava com a Tohru e a Momo-chan.

by DonaKyon

11/02/2009

45


Cerca de duas horas tinham se passado desde que Momiji e as duas meninas estavam brincando juntos na sala de jogos, haviam brincado de tudo um pouco e Momiji transmitia uma alegria que era inexplicado para a Tohru. A colegial estava agora sentada observando os dois que brincavam novamente de ping-pong.

#O Momiji-kun sempre vive sorrindo e está sempre alegre, mas por que que agora é diferente? Tem alguma coisa muito mais especial nessa felicidade dele.#

-Mas o que...??

-Papá...

A menina corre para os braços do homem que estava parado na porta e a pega no colo.

-Boa noite pa... senhor Sohma.

-Papá, esse é o meu priminho, o Momiji-kun..... Ele também mora na sede.

-É mesmo filhinha?! Quer dizer que você conheceu mais um priminho?

-A senhora Sohma me deixou brincar com a Momo-chan...

-Posso brincar mais vezes com o Momiji-kun e a Tohru-chan??

-Vamos ver filhinha.... Aonde a mamãe está?

-Lá no quarto.

-Então vamos lá com a mamãe. Fale boa noite para os seus amiguinhos.

-Boa noite Momiji-kun. Boa noite Tohru-chan..... Amanhã a gente brinca mais.

O homem sai com a criança nos braços, mas olha para trás e sorri para o garoto que estava em pé na porta acenando todo sorridente para os dois.

-A família Sohma é realmente grande, né Momiji-kun? Acho que deve ser difícil para vocês conhecerem a todos os membros da família, mas deve ser bom descobrir uma priminha tão fofinha como a Momo-chan.

-.....

Momiji não conseguia falar mais nada, estava no seu limite, já não podia segurar as suas lágrimas, sem falar nada ele sai correndo e a garota espantada corre atrás dele, durante o caminho ela o chamou umas quatro ou cinco vezes, mas o garoto não olhava para trás, corria com a mão nos olhos para o seu quarto.

-Momiji-kun.... arffff... o que aconteceu??

O garoto lhe olha com os olhos cheios de lágrimas, Tohru percebe toda a dor que existia naquele olhar e tem que se segurar para não chorar junto com ele. Momiji a abraça transformando-se num pequeno coelho.

-Por que está chorando assim? O que é que está lhe causando tanta dor assim? Por favor, Momiji-kun, me fale? Me conte qual é a sua dor para eu te ajudar...

A garota sem perceber havia começado a chorar junto com o coelho que estava abraçando.

-Não precisa fazer mais nada. Só por me abraçar e chorar por mim já me ajuda.... Muito obrigado, Tohru-chan por me aceitar como eu sou....

Durante alguns minutos a garota e o coelho ficam chorando abraçados, mas o choro de dor do possuído só aumentava o que deixava a Tohru ainda mais impotente por não poder tirar aquela dor que nem sabia qual era de sua vida.

-Dói muito....

-O que é que está doendo?

-Dói muito Tohru-chan..... Dói nascer como um possuído....

Tohru ao escutar aquilo fica chocada e vai se sentando no tatame, nunca havia pensando nas dores que os possuídos podiam sentir quando estavam transformados.

-Quer que eu deixe de te abraçar para voltar ao normal e assim não doer mais?

-Não! Não é isso! Dói pela vida que a gente tem que levar. Pela feridas que temos que carregar e que nunca serão curadas. Dói não poder abraçar as pessoas que nos são queridas..... E dói ainda mais saber que preferiram te esquecer.....

-Não morra mamãe.... não morra.... Eu não quero ficar sozinha.... não morra....

-Vamos Kyoko-chan. Não podemos fazer mais nada....

-Eu não quero ficar sozinha, vovô.... Por que ela quis me deixar aqui sozinha?


Tohru ao lembrar aquela cena tão triste de sua vida, entende perfeitamente a dor a qual o Momiji estava se referindo. Ela o abraço um pouco mais e começa a chorar sentindo agora a sua própria dor.

-Me desculpe Tohru-chan..... Me desculpe por ter mentido para você.... A Momo-chan não é a minha prima.... na verdade... ela é a minha irmã.

-Quer dizer que você é um filho de outro relacionamento?

-Não. Os pais da Momo-chan também são os meus pais.

by DonaKyon

08/02/2009

44


Momiji que caminhava ao lado da Tohru lhe olha e vê que a garota estava ainda um pouco aflita enquanto que caminhava com as mãos ao lado do corpo. O coelho volta a olhar para frente, dá um largo sorriso e segura em sua mão. A garota ao sentir o toque lhe olha assustada, mas o garoto continuava a olhar para frente com o mesmo sorriso em seus lábios.

#Nhaaa.... Nem parece que o Momiji-kun tem a idade que ele tem. Olhando assim ele parece ser uma criancinha toda feliz porque vai ganhar um doce.#

#Eu só vou andar assim com ela. A Tohru é a minha namorada então é normal que a gente ande de mãos dadas.#

O menino sente que a garota estava lhe olhando e a olha com um sorriso ainda mais alegre do que já estava fazendo e com os olhinhos brilhando muito e a garota lhe sorri da mesma maneira.

#NHAAAAA!!! Ele é tão fofinho que dá vontade de abraçar#

#NHAAAAA!!! Ela é tão meiga que dá vontade de abraçar#

-Vem mamãe... Vem... A sala de jogos é aqui, vem mamãe...

-Não corra filhinha, assim poderá se machucar.

A pequena criança passa ao lado do possuído e por pouco não esbarra nele, ao olhar para a criança Momiji muda a expressão de felicidade que estava trazendo em seu rosto, mas que só foi notado pela Honda.

-Ahhh, é você mesmo Momiji-kun. Está também passando o final de semana com os seus pais aqui nas Termas?

-Boa noite senhora. Não estou com os meus primos apenas, os meus pais não puderam vir.

-Venha cumprimentar e se desculpar com o Momiji-kun, Momo. Foi por pouco que você não o machucou.

A criança se aproxima um pouco envergonhada deles e se inclina na frente do garoto para se desculpar. Tohru sente que a mão do garoto estava tremendo muito, mas fica apenas observando a conversa.

-Não foi nada Momo-chan.... Você gosta de jogar?

-Sim.

-A gente estava indo para a sala de jogos também.

-Será que poderiam brincar um pouco com a Momo também? É que não sou boa nesses tipos de jogos.

-A mamãe sempre deixa a bolinha cair no chão ou a manda para bemmm longeeeee....

Sem perceber o garoto aperta um pouco mais a mão da Tohru, que lhe olha sem entender o motivo daquela aflição que ele estava sentindo.

-Posso mesmo? Posso brincar com a Momo-chan?

-Claro que pode.

A mulher lhe responde sem entende muito bem o porquê daquele espanto no garoto, e nota no mesmo instante em que lhe respondeu o quanto que os olhinhos dele tinha começado a brilhar.

-Atchimm...

-Momo, vá indo com o Momiji-kun e a namorada dele, que a mamãe vai buscar uma blusinha para você.

-Tá.

Tohru estava envergonhada porque a mulher havia pensando que ela era a namorada do garoto, mas nem teve a oportunidade de lhe falar que não era, a mulher já estava de costas para eles e caminhava pelo largo corredor. Momiji não conseguia tirar os olhos da criança e aos poucos o seu sorriso estava voltando.

-Momiji-kun.... ela é uma Sohma também?

-Ahhh... Momo-chan, essa é a Tohru-chan... Tohru-chan a Momo-chan é a minha..... minha priminha, né Momo-chan?

-Queee??? Eu sou sua prima??? Eu não sabia que tinha um primo tão bonito como você.

-NHAAAA.... A Momo-chan me acha bonito??

-SIMMMM.... Muito bonito e fofo....

-Ahahaha.... vocês dois falaram igualzinho agora.... ahahahah....

-Falamos mesmo, Tohru-chan?? Jura que falamos???
-Sim, o jeitinho de vocês falarem foi o mesmo.

Tohru percebe que o garoto estava ficando mais emocionado, e não entendo o porque. Ela ia lhe perguntar o que estava acontecendo, mas a Momo se aproxima ainda mais dele e a Honda percebe que o garoto dá um passo para trás.

#Ela não deve fazer parte dos possuídos, deve ser por isso que ele está receoso.#

-Então a Momo-chan gosta de jogar?

-Sim.....

-Então me dá a mãozinha para irmos até a sala de jogos.

-Eu... eu queria dá a mão para o Momiji-kun.

A menina nem espera pela resposta do Momiji e vai segurar na sua mão que estava livre, ficando ele no meio das duas garotas.

-Isso só pode ser um sonho....

-O que disse Momiji-kun?

-Nada! Vamos, vamos lá brincar com a Momo-chan...

Tohru percebe que a mão do garoto ainda estava bem tremula, mas que agora ele não tinha mais aquele olhar aflito de pouco segundos e que o ar de felicidade estava voltando para o seu sorriso.

by DonaKyon

06/02/2009

43


O garoto volta a ficar bem envergonhado e olha para a colega para ter certeza de que ela não podia de fato ler os seus pensamentos, por que sem duvida alguma se ela tivesse lido aquilo, certamente iria demonstrar alguma reação e em seu olhar.

-É, pelo visto estava falando a verdade. Você não pode ler o meu pensamento... Será que foi por causa do beijo?

-Eu não sei. Mas não podia sentir as suas ondas antes disso.

#Será que ela vai querer beijar outro para saber se foi isso? MAS QUE DROGA!! PORQUE PENSEI NISSO?#

Kyo volta a olhar para frente, já não lhe bastasse tudo o que havia acontecido ele agora estava preocupado se ela iria beijar outro ou não.

-Você ainda não respondeu a nenhuma das minhas perguntas.

-......

O garoto nada lhe responde e se levanta do chão.

#Là vai ele fugir novamente.#

-E O QUE TEM? EU QUERO FUGIR SIM! POR QUE VOCÊ SEMPRE FAZ ISSO? POR QUE CONSEGUE ME DEIXAR FORA DE MIM TÃO FÁCIL? POR QUE ESTÁ ME DEIXANDO COM TANTAS DUVIDAS? EU SEMPRE TIVE CERTEZA DE QUE ERA UM MONTRO. SEMPRE ACREDITEI QUE GOSTAVA DO HARU E AGORA EU NÃO SEI DE MAIS NADA. EU TIVE CORAGEM DE O BEIJAR E SÓ PENSAVA EM VOCÊ. E EU GOSTEI MUITO MAIS DE TE BEIJAR DO QUE DE BEIJAR O HARU. PRONTO! JÁ TE RESPONDI! EU NÃO SENTI A MESMA COISA QUANDO BEIJEI ELE E VOCÊ. EU NÃO SENTI NADA QUANDO BEIJEI ELE, PARECIA ATÉ QUE ESTAVA BEIJANDO UMA LARANJA. MAS COM VOCÊ FOI DIFERENTE, PARECIA QUE TINHA UM VULÇÃO DENTRO DE MIM. PRONTO! FICOU SATISFEITA AGORA?

Kyo gritava sem parar em pé para a garota que ainda estava sentada no chão. Hanajima não entendia o porque que estava tão feliz ao escutar aquilo, mas tentava não pensar em nada para que o garoto não lesse novamente o seu pensamento.

-Não precisa gritar tão alto. Eu estou bem aqui.

-Está vendo o que faz em mim? Você consegue me deixar completamente fora de controle. Isso faz parte dos seus poderes também?

-Que eu saiba não. Você é o primeiro.

O possuído fica por alguns instantes lhe olhando e tentando entender alguma lógica no que estava acontecendo entre eles. Não entendia como que aquela garota, a sua colega de classe de repente havia começado a lhe deixar naquele estado.

-Eu preciso pensar.... Não sei nem com que cara vou olhar para aquele lesado do Haru agora.

Kyo começa a caminhar com as mãos dentro da mangas do quimono, da mesma forma que ele via o Shigure fazer em casa. Hanajima continuava sentada no chão apenas o observando, mas com o seu coração batendo muito mais rápido e ela mesma estava cheia de duvida e inquietações. Assim como ele, ela também havia gostado de lhe beijar, e também parecia que existia um vulcão dentro dela.

by DonaKyon