05/04/2009

65


Yuki caminhava atrás do Haru, mas mantinha poucos passos de distancia entre os dois. Não o queria longe de si naquele instante. Olhava as costas do primo, nunca havia reparado o quanto elas eram largas, bem diferente das dele, que pareciam com as de uma garota, de tão delicada que eram.

Durante o caminho pelo corredor os dois não trocaram nenhuma palavra, iam em silêncio para o quarto que estava sendo ocupado pelos dois. O coração do Yuki a cada passo que dava batia ainda mais rápido, pois a cada instante eles se aproximavam do quarto.

Haru abre a porta ficando já dentro do quarto e a fecha após Yuki entrar com alguns passos tímidos, e vai caminhando assim, até o meio do quarto, onde para e segura o seu braço esquerdo. Agora que estava a sós com o Haru o seu corpo todo havia começado a tremer. Ele não consegue se manter de cabeça erguida, estava sentindo muita vergonha, e fingindo olhar algo no chão ele abaixa a cabeça. Haru se aproxima ficando parado bem na sua frente.

-Yuki, eu te amo!

O possuído levanta a cabeça e olha nos olhos do Haru. Ele não estava esperando por aquelas palavras. Mas ao escuta-las, o seu coração se enche de felicidade, pois sabia que elas eram verdadeiras.

#Então é esse o sentimento de quem se sente amado? Esse calorzinho que sinto dentro de mim parece como a chama de uma pequena vela que luta com todas as suas forças para brilhar o máximo que puder e assim conseguir sozinha iluminar um amplo quarto escuro. Pela primeira vez, eu sei o que é ser amado por alguém.#

Haru sabia que não conseguiria escutar a mesma coisa dos lábios do Yuki, e o segura pela mão, caminhando até o futton. Os corações de ambos estavam batendo rápido, e era como se o outro pudesse escutar aquelas batidas tão aceleradas. Haru para na frente do futton.

-Yuki, eu não quero apenas beijar os seus lábios agora. Eu quero sentir toda a sua pele com os meus lábios.


Yuki abre um pouco mais os seus olhos cor de ametista, e Haru pode ver o quanto que eles estavam ainda mais brilhantes agora. Yuki levanta a sua mão direita e acaricia o rosto do Haru.

-Eu também quero sentir novamente a sua pele na minha.

Haru sente o gelado toque da mão do Yuki em seu rosto e o frio de seus lábios quando Yuki o beija. Os dois garotos fecham os olhos, mas dessa vez beijam-se apenas com o encostar dos lábios. Porém, Haru vai abrindo lentamente o quimono de Yuki e começa a acariciar o seu tórax. Yuki sente um arrepio pelo corpo e abre os olhos afastando os seus lábios dos de Haru.

-Sua pele é tão branca e linda. Não tem um único defeito.

Yuki volta a olhar novamente para o chão, desviando assim o seu olhar do Haru.

-Isso não é o tipo de coisa que faz um homem se sentir orgulhoso.

Haru sorri levemente com os lábios e depois procura os lábios do primo para mais um beijo, mas dessa vez o beijando com mais desejo. Suas línguas agora já não eram mais estranhas uma para a outra. As duas eram macias, mas a do Yuki era mais fina da que a do Haru. Enquanto estavam se beijando, Haru vai levando o corpo do Yuki para o futton, deitando-se por cima dele, e começa a beijar e ao mesmo tempo suga um pouco o seu pescoço descendo os lábios até o mamilo do Yuki, onde o morde com um pouco mais de força, deixando-o não só apenas um pouco machucado devido a mordida, mas também uma trilha vermelha em sua pele.

-Pronto, agora não está mais tão branca, mas continua linda, e ainda mais perfeita, porque agora tem a minha marca em você.

Yuki estava muito feliz, mas ao mesmo tempo sentia-se muito envergonhado. Sabia o que iria acontecer entre os dois, mas não queria parar. Não queria ser derrotado por mais ninguém.

-Haru..... você sabe?..... você sabe o que temos que fazer?

-Humm.... não deve ser muito diferente do que fiz com a Rin... Quer dizer..... tá tem uma diferença.... mas acho que não deve ser muito diferente...


by DonaKyon

01/04/2009

64


Akito se aproxima sem falar nada e fica parada na frente do médico, que ao ver aqueles pequenos sapatos vermelhos que acompanhavam a barra do vestido, já sabia que era o patriarca que estava parada na sua frente e ele levanta a cabeça.

-Ela te falou sobre o casamento?

-Eu já sabia. Na semana do ano novo a vi com uma amigas no centro da cidade, e escutei a conversa delas.

A garota senta ao lado do médico, mas não muito próxima dele.

-E mesmo assim me disse que não me culpa por nada? E mesmo assim está aqui ao meu lado?

-Eu não quero viver do passado. Apenas do presente.

#Ele diz isso, mas está aí sofrendo por algo que está no passado.#

-Hatori. Quero voltar....

O médico se levanta e começa a caminhar em silêncio na direção oposta a que havia tomado Kana e o seu noivo e que também levava a saída. Akito o olha cheia de tristeza.

#Eu ia dizer que queria voltar no tempo.... É tão ruim assim para ele ficar ao meu lado? Por que? Por que então ele está fazendo tudo isso por mim? Por que não me deixou continuar naquele mundo escuro e solitário que eu tinha criado para mim mesma depois daquele dia?#

Akito abaixa a cabeça para evitar que algumas lágrimas caíssem fechando os olhos. Sentia que os seus joelhos estavam começando a tremerem um pouco e sente que o seu coração estava sangrando. Não. Era mais do que isso, sentia que a sua alma estava completamente ferida, que estava a ponto de morrer de tristeza.

#Eu só queria ser amada por você....#

Hatori que já tinha andado alguns metros, para de caminhar quando percebe que não escutava o som dos sapatos da Akito atrás dele e olha para trás a encontra ainda sentada e de cabeça baixa.

#Isso a deixou novamente deprimida.#

O médico fica parado esperando que a garota se levante. Percebendo que a garota não ia se levantar o possuído caminha até lá com as mãos dentro dos bolsos do terno.

-Aki.... Tsubaki-san...

-Por que me deu esse nome naquela hora?

-Porque me pareceu um bonito nome para você, já que você se parece com as flores de Tsubaki.

-Você realmente acha que me conhece?

Akito tinha colocado um pouco mais de raiva em sua voz ao perguntar aquilo e abre os olhos, mas não o olha mantendo a cabeça ainda baixa. Hatori que já conhecia o mal-humor do patriarca volta a se sentar ao seu lado.

-Nenhum de nós tem o direito de realmente conhecer o nosso kamisana.

Ao escutar aquilo, Akito se levanta e segura o médico pelo terno olhando-o bem nos olhos e chamando a atenção de todos que estavam passando.

-Você realmente quer me deixar louca? Pois saiba que já conseguiu. Pode colocar em seu prontuário que eu estou louca. Pode providenciar o melhor tratamento para a minha loucura. Pode me mandar internar de uma vez.

O médico calmamente coloca as suas mãos sobre as delas e se levanta, quando está de pé, ele a abraça, deixando-a bem próxima do seu corpo. Akito sente a sua respiração falhar, mas depois empurra o possuído e se solta de seus braços, e apesar de não estar chorando, Hatori podia perceber o desespero no qual ela estava naquele momento.

-Como acha que eu estou me sentindo vestida desse jeito? Acha que eu me reconheço nessas roupas? Eu não sei quem eu sou. Essa não sou eu. Mas eu mesma não sei o que sou. Não sei se sou o patriarca, se sou o kamisama, se sou um homem ou se sou uma mulher, já nem mais sei se ainda sou um ser humano. Eu gostaria de saber quem sou eu..... Gostaria que alguém me disse-se quem realmente eu sou....

Hatori fica olhando nos olhos de Akito enquanto ela estava falando e percebe que os seus olhos estavam se enchendo de lágrimas.

- Eu realmente gostaria que aparecesse alguém que acabasse com a maldição. Com a maldição de vocês possuídos e com a minha maldição de kamisama. Quem sabe assim eu saberia quem eu sou.....

O médico lembra-se que algumas daquelas mesmas palavras tinham sido ditas por Akito no dia em que ele foi pedir a sua permissão para se casar com a Kana

#No fundo ela deve sofrer muito mais do que todos nós por causa dessa maldição. Acho que ela deseja muito mais do que qualquer um de nos poder ser livre.#

Hatori novamente a abraça e Akito apenas encosta a sua testa em seu peito. Sentia uma enorme vontade de chorar, mas não queria. Não podia mostrar toda aquela fragilidade naquele momento. Sabia que se o fizesse, se chorasse naquele instante, ela acabaria contando ao primo sobre os seus sentimentos por ele. Revelaria que o amava desde que era uma adolescente, que ela sempre o tinha amado não apenas como um possuído, mas como um homem.

Kana, ao vê o médico abraçado a uma delicada jovem, para de caminhar e coloca a mão no peito. Ela havia voltado para trás para ir ao banheiro, e ver aquela cena a machucou um pouco. A garota volta pelo caminho que estava vindo sem ser vista pelo Hatori.

by DonaKyon

29/03/2009

63


Akito olhava ao seu reflexo no vidro do aquário, mas não conseguia acreditar que aquela imagem era a dela. Nunca tinha visto aquela pessoa em sua vida.

#Essa não sou eu! É impossível que seja eu. Akito Sohma, o patriarca do clã Sohma. O kamisama dos possuídos não é essa pessoa. Mas então quem é essa pessoa que está na minha frente? Por que essa sem dúvida alguma não sou eu.#

Hatori estava sentado em um dos bancos destinados ao descanso dos visitantes, próximo aos banheiros, e aproveitou para fumar um cigarro enquanto olhava a Akito parada na frente do enorme aquário imaginando que ela estivesse admirada com a grande variedade de peixes que nadavam em círculos a sua frente.

-Doutor Hatori! É o senhor mesmo. Há quanto tempo que não nos víamos.

O coração de Hatori assim que escuta aquela voz começa a bater mais forte e ele se levanta para cumprimentar adequadamente.

-De fato, fazia algum tempo, Kana-san. Como tem passado?

-Estou muito bem. Estou na cidade para tratar dos preparativos do nosso casamento.

São dois os sentimentos trazidos por aquelas palavras “nosso casamento”, primeiro de espanto misturado com alegria, parecia que ela estava se referindo ao casamento deles, assim como tantas vezes havia falado, mas depois ao ver o jovem homem que se aproximava dela e lhe dava a mão, o sentimento que começou a sentir foi de solidão e inveja.

-Parabéns para vocês. Desejo muitas felicidades aos dois.

-Muito obrigada Doutor Hatori. Esse é o meu noivo, Tamaki Hitachin. Tamaki-san, esse é o meu primo e o meu antigo chefe, Doutor Hatori Sohma.

Os dois homens se inclinam para se cumprimentarem. E ao voltar o possuído percebe que a Akito já não estava mais diante do aquário a poucos passos de distancia deles. Ele fica olhando de um lado para o outro e a Kana percebe que estava procurando alguém.

-O que foi, Doutor?

-Estou procurando a A... Tsubaki-san...

Kana sente um pequeno aperto em seu coração mais não entende muito bem a razão daquilo quando fica sabendo que o médico estava acompanhando, e logo imagina que assim como ela, ele também estava em um encontro.

-Ahh, deve ser a namorada do Doutor.

-Não. Ela é uma prima nossa.

-O clã dos Sohmas é tão grande que é impossível conhecer a todos.

-Sim.

Hatori para de olhar para os lados e olha para a sua ex-namorada. Ela estava ainda mais linda depois desses dois anos. Seu coração doía um pouco ao ver que ela o tinha esquecido, e que estava para se casar com outro homem.

# Se eu pudesse fazer aquilo que desejo, estaria agora mesmo fugindo com ela de mãos dadas para bem longe daqui. Mas será que ela voltaria a me amar assim como me amou um dia?#

-Doutor Hatori... Será que eu poderia levar o convite do nosso casamento para o senhor, em seu consultório?

-Sim. Estarei lhe esperando.

-Então tentarei ir até lá ainda na próxima semana. Adeus.

O casal de namorados começa a caminhar de mãos dadas deixando o médico parado olhando-os cheio de inveja e ciúmes.

# Eu também já senti o calor daquelas mãos. Aquela felicidade um dia também foi a minha.#

O médico deixasse se sentar novamente e abaixa a cabeça. Sentia-se aliviado por ver que ela estava feliz, tinha certeza de que realmente tinha feito à coisa certa quando apagou as suas memórias sobre a época que os dois namoraram, mas ao mesmo tempo se sentia infeliz, por relembrar quanto que eles tinham sido felizes juntos, lhe doía saber que aquele amor agora era apenas uma lembrança para ele.

Akito estava voltando para o aquário das espécies pequenas, onde encontra o médico sentado de cabeça baixa. Assim que viu a Kana conversando com o médico, a garota tinha ido para a próxima ala do aquário, por temor de ser reconhecida pela outra, mas a poucos segundos, o feliz casal de noivos havia passado quase ao seu lado e nem perceberem a sua presença.

#Ele ainda fica muito abalado por causa dela.#

by DonaKyon

62


-Gure, por que nunca contou ao Haa-san o que a Akito-san sentia por ele?

-Não achei que tinha esse direito. Assim com ainda acho que não o tenho. E pelo o que conheço do Tori-san, acho muito difícil ele aceitar os sentimentos dela.

-Mas nunca se sabe. Eu também não achava que você não iria aceitar os meus sentimentos.

-No nosso caso é diferente. O Hatori não consegue ver a Akito como uma mulher, na cabeça dele, ela é homem.

-Mas eles foram até a minha loja e ela saiu de lá como uma mulher.

-Aposto que o Tori-san está pensando em Akito como se tivesse vestindo um cosplay qualquer. Ele não a verá como uma mulher.

-Por que não? Um dia você a viu como uma mulher.

-Ahh, aquilo foi um amor de infância.

-Mas mesmo assim a Akito-san foi o seu primeiro amor.

-Ela pode até ter sido o meu primeiro amor, mas o meu eterno amor é você.

Shigure se virá e encosta os seus lábios nos do Ayame e depois o abraça. Ayame aproxima os seus lábios do ouvido do primo e lhe sussurra.

-Já você sempre foi o único amor que tive na vida.

-E será que continuarei sendo o seu único amor??

Shigure o apertará um pouco mais em seus braços e tinha deixado sair esse triste pensamento de sua boca, porém este não chegou a ser escutado pelo Ayame. Já fazia muito tempo desde que o Shigure estava se sentindo inseguro por causa da Mine, queria acreditar que tal fato era apenas um fruto de sua imaginação, que nunca que o Ayame poderia se interessar por uma mulher, mas nos últimos meses, ele percebia que a relação entre os dois estava mais próxima depois que a garota tinha começado a costurar as criações do possuído.

-Gure.... Como é amar uma mulher?

Aquela pergunta faz com que a alma de Shigure fique amedrontada e o seu coração começa a bater um pouco mais acelerado. Ele afasta um pouco o possuído para lhe olhar, e encontra o mesmo semblante de sempre em seu rosto.

-Por que está me perguntando isso?

-Sempre tive essa curiosidade.

-Você está perguntando com relação a Akito-san?

-Sim,

-Então já sabe como é. Afinal você também a ama.

-É diferente Guretti. Amo o nosso Kamisama, e não a Akito. Pode parecer que é a mesma pessoa, mas para os possuídos não é. Você mais do que ninguém sabe a diferença, afinal você a amou como uma mulher e só depois é que passou ama-la como Kamisama.

Shigure não conseguia responder aquela pergunta devido ao medo que estava sentindo. Sabia claramente a resposta dela é por isso que não podia verbalizá-la. Ele sabia que não havia nenhuma diferença em amar um homem ou uma mulher. O Escritor sabia também que o Ayame o conhecia quase tão bem como o próprio kamisama e tenta mudar o enfoque da conversa.

-Ahahah, deixa o nosso patriarca escutar isso..... ahahahah.. Sabe que na cabeça dela não existe diferença alguma. Ela e o kamisama são a mesma pessoa.

-A Akito-san sabe a verdade. Ela pode até não querer enxergá-la, mas ela a sabe. Ficou sabendo no dia em que o Hatori foi pedir permissão para se casar. Naquele dia ela viu que os possuídos podiam amar ao mesmo tempo o kamisama e uma outra pessoa.

-Acho que nem mesmo a nossa relação ela aceitaria.

Ayame volta abraçar novamente o primo.

-Eu não quero ver mais nenhum de nós ferido como o Haa-san ficou. Nem os possuídos e nem aquela garota.

-Qual garota?

-A Hanajima-san.

-Ahhh, estava falando da Hana-chan!

-Uéé Guretti, de quem achou que eu estava falando?? Afinal, ela não é a única pessoa de fora que nesse momento que está namorando um dos possuídos

-E ainda mais o gato.... ai ai... Esse garoto não imagina o problema que ele acabou de arrumar para si mesmo.

-Tenho certeza de que o Gure estará ao lado deles, assim como ficou ao lado do Haa-san e da Akito-san.

-Tentarei ajuda-los o máximo que eu puder, mas agora, a única pessoa que quero ao meu lado é você.

Shigure desfaz o laço que prendia o quimono do primo deixando-o despido e lhe estende a mão.

-O que acha de aproveitarmos mais um pouco antes de voltarmos?

-Não precisa me perguntar pela segunda vez, amore mio...

Ele segura em sua mão e os dois voltam para a pequena piscina no fundo do quarto.

by DonaKyon

27/03/2009

61


Ayame assim que desliga o celular corre até o fundo do quarto onde tinha uma pequena piscina natural, exclusividade de apenas poucos quartos da termas. Shigure estava dentro da água, lendo um livro tranquilamente.

-Guretti, não vai adivinhar quem acabou de ir a minha loja.

-Ahh, foi a sua ajudante quem te ligou?

Shigure vira a pagina e continua lendo sem dá muito importância a fofoca. No seu intimo ele não se sentia muito a vontade com a aproximação que existia entre o Ayame e a Mine, mas aquilo era algo que ele nunca tinha falado para o namorado.

-Foi sim. A minha linda e eficiente ajudante, que parece ser uma pequena boneca gótica, acabou de me ligar para contar que o Haa-san acabou de sair da loja. E que ele estava acompanhado por uma linda jovem que é a nossa prima.

-Puxa... Quem iria imaginar que ele fosse fazer isso, né?

Ayame percebe que o escritor não tinha prestado atenção em nada do que ele tinha dito e começa a ficar impaciente.

-GURETTI!! Aposto que não escutou nada do que acabei de dizer.

Shigure fecha o livro e olha para o Ayame com um aspecto um pouco mais seco em seu olhar e na voz.

-Que a sua linda e eficiente ajudante que parece ser uma pequena boneca gótica, ligou para te contar que um tal de Haa-san foi até a sua loja acompanhado por uma Sohma qualquer.

-Guretti, não é um Haa-san qualquer. É o NOSSO Haa-san!! O NOSSO Hatori acabou de sair da minha loja após comprar um lindo e maravilhoso vestido da minha mais recente criação. Um branco de gola alta com a barra vermelho profundo, com mangas longas e no estilo julieta, super ultra feminino e delicado para a NOSSSAAAA priminha Tsubaki.

-O Tori-san foi até a sua loja?? Mas ele jurou que nunca iria ser um cliente seu! E quem é essa Tsubaki??? Não acredito que o Tori-san está se envolvendo novamente com uma prima. Será que ele quer ficar cego do outro olho agora?

-Não, não Guretti! A Tsubaki é simplemente a Akito-san.

Shigure assim que escuta aquilo fica em pé dentro da piscina todo abismado.

-O QUE??? É A AKITO-SAN??? A AKITO SAIU DA SUA LOJA VESTINDO UM VESTIDO??? É DE ONDE SAIU ESSE NOME??

-Pelo o que entendi, a minha esperta e atenta Mine acabou descobrindo que o patriarca era uma mulher na verdade, possivelmente eles inventaram esse nome para disfarçar.

-Hummm, e a sua ajudante ainda está com a memória dela intacta?

-É claro que está Guretti! Mas porque que o Haa-san foi até a minha loja para comprar um vestido para a Akito-san?

-Isso é o que eu quero descobrir também. Ontem ele ligou para perguntar o que é que a Akito-san gostava e agora me vem com essa? O que está acontecendo na sede?

Shigure sai da piscina passando pelo lado do Ayame e entra todo molhado e nu no quarto, deixando assim uma trilha de pequenas gotas de água pelo chão até a mesinha de canto onde estava o celular do Ayame.

-Guretti, o que vai fazer?

-Pedir que o motorista da sede venha nos buscar logo.

-Mas por que??

-Temos que voltar logo para a sede.

Ayame se aproxima de Shigure e tira o aparelho de suas mãos e o abraça pelas costas.

-Fique calmo. E sei os motivos desse seu desespero, mas acho que voltando agora pouco poderá fazer. E também porque as coisas já começaram a acontecer...

-Eu não quero que aqueles dois sofram novamente. Principalmente ela. Eu vi o quanto que ela sofreu naquele dia que o feriu, e o quanto que ela se culpa por isso.

Na mente do escritor, veio o flash-back do dia em que o Hatori foi pedir a permissão do patriarca para se casar. Da Akito gritando desesperada ao ver que o homem ao qual ela sempre amou estava ali na sua frente pedindo para se casar com uma outra mulher. Do sangue do Hatori espalhado pelo chão. Da cara de pavor da Kana. Da força que ele teve que fazer naquele dia para segurar a Akito tentando controla-la. Tudo passava em sua mente de maneira desordenada.

Ayame aperta um pouco mais o seu corpo contra o do Shigure e o segurando ainda mais em seus braços.


by DonaKyon

23/03/2009

60


Mine com jeitinho vai empurrando o jovem para o provador deixando que ele se troque sozinho e volta para perto do Hatori.

-O chefinho ficará feliz ao saber que o priminho é o nosso mais novo cliente.

#Eu não sou o cliente dele. Apenas achei que era mais segurar trazer a Akito aqui.#

-Err... E o chefinho?? O Priminho tem noticias dele?

-Não falei com ele hoje. Está com algum problema aqui na loja?

-Não... Não.... Apenas perguntei por perguntar.

Hatori olha para a Mine que estava ao seu lado e percebe que ela estava com uma expressão diferente em seu rosto agora que tinha perguntado pelo Ayame.

-EU NÃO VOU SAIR ASSIM NA RUA!

Akito aparece na frente deles com um vestido branco até a altura do joelho, um pouco rodado e com uma barra vermelho forte. A parte de cima era bem justa ao corpo, com a gola alta e um pequeno laço fino na mesma cor da barra da saia, e de mangas comprida no estilo Julieta. Hatori a olha espantado, era uma pessoa completamente diferente que estava na sua frente.

-Me desculpe. Só agora que percebi que era uma garota e não um garoto. Eu poderia ter entrado para lhe ajudar a se vestir.

Os dois olham espantados para a Mine, e quando o Hatori olha novamente para a Akito percebe que não adiantava falar que não era uma mulher, o vestido havia realçado os seus pequenos seios, revelando assim a sua identidade.
O coração da Akito estava batendo bem acelerado, não saiba o que falar ou fazer, tudo o que desejava era sair dali correndo, antes que aquela funcionaria descobrisse que ela era o patriarca dos Sohmas.

-Eeu eu vou com esse daqui mesmo. Vamos rápido Hatori, senão chegaremos atrasados.

-Mas falta colocar os acessórios. Deixa-me te ajudar com isso.

-NÃO.... não não precisa, eu mesmo coloco.

Akito pega das mãos da Mine o colar largo de pedras vermelhas e as duas presilhas com strass vermelhas e as coloca em cada lado dos cabelos os deixando um pouco preso nas laterais, e por ultimo coloca os brincos de pressão com pedras vermelhas e que combinavam com o colar.

-Pronto! Vamos embora.

-Mas está faltando uma coisa muito importante.

Mine tira um batom vermelho que estava no bolso do seu avental, mas nem tem a oportunidade de passar em Akito, pois ela logo pega-o de sua mão, passando-o ela mesma com o coração ainda mais acelerado agora. Ela realmente queria sair dali o mais rápido possível.

Hatori apenas a observava, ainda não acreditava que aquela pessoa na sua frente era a Akito.

#Quem é essa pessoa?? Não lembra em nada o nosso patriarca.#

-Pague a moça logo Hatori.

-Ahh... Claro... Quanto é?

-Se estão com pressa, podem ir, a Mine abre uma conta para o priminho e depois você paga.

-Então vamos logo Hatori.

Akito pega na mão do médico e sai o puxando em direção da porta.

-Ahh, qual é o nome dessa jovem dama?

Akito para de caminhar, não sabia o que iria responder.

-O nome dela é Tsubaki Sohma. Ela é uma prima nossa. Muito obrigado pela ajuda, senhorita Mine.

O médico começa a caminhar, mas sem soltar da mão de Akito e sai da loja na frente dela.

-Hei, Hatori, não é melhor apagar a mente dela?

-Ela não sabe que você é o patriarca. Não haverá problema.

Mine fica olhando para os dois que entram no carro e depois partem

#Tenho que contar para o Chefinho.#

A garota corre até o seu celular e começa a discar.

#Consegui um bom motivo para ligar para ele#

O coração da garota batia mais acelerado agora e aqueles cincos toques que deram pareceram que demoraram uns quinze minutos para ser atendido.

-Alô Chefinho! É a Mine-san...

-Olá minha cara Mine. O que aconteceu com a minha nobre ajudante para me ligar?


-Não vai imaginar quem acabou de sair daqui.

-Não vai me dizer que aquele cantor um super famoso acabou de ir até a minha loja sem que o maravilhoso aqui estivesse aí para o receber?

-Não, não. Foi o seu priminho o Haa-san.

-O HAA-SAN? O QUE O TORI-SAN FOI FAZER AÍ?

-Ele veio com uma bela prima de vocês, mas juro que a Mine pensou que era um garoto quando eles chegaram.

-......... e o que eles foram fazer aí?

-Eles levaram aquele vestido branco com a barra vermelha que o chefinho acabou de criar. Tinha que ver como ficou lindo na Tsubaki-san...

-Ahnn?? Ahhh, na minha pri-mi-nha... E eles estão aí ainda?

-Não. Saíram agora mesmo.

-Muito bem Mine-san. O seu chefinho estará chegando mais a noite.

-A Mine-san está esperando pelo chefinho dela. Até.

Mine desliga o celular e o segura próximo do peito com as duas mãos e um largo sorriso em seus lábios.

#A Mine falou com o chefinho.... Que felicidade, a Mine queria ligar a muito tempo para o chefinho dela, mas não tinha acontecido nada aqui na loja para justificar. Nhaaa...... Como estou sentindo saudades do chefinho.#

by DonaKyon

22/03/2009

59


Akito esperava ansiosa pelo médico na porta da sua mansão e estava vestida com uma calça masculina cinza escura, uma camisa social branca por dentro da calça e com apenas o primeiro botão aberto, cinto e sapato preto. Para qualquer um que a visse de longe era realmente um garoto que estava ali parado, e essa também foi a primeira impressão que o Hatori teve quando estava chegando com o carro. Akito entra no carro sentando-se no banco do acompanhante ao lado do motorista um pouco sem jeito e envergonhada.

-Você é obrigada a se vestir assim toda vez que tem que sair da sede?

-E tem outro tipo de roupa que eu posso vestir?

-...... tem sim.....

Hatori lhe responde sem olhar para a Akito e nada conversou com o patriarca durante o caminho até uma loja com uma fachada bem chamativa. O passeio levou poucos minutos, porque a loja não era muito longe da sede. Quando param na porta, Akito se espanta com o enorme letreiro da loja.

-Ayame?? Não vai me dizer que isso é a loja do Ayame?

-É sim. Vamos, acho que aí deve ter algo que possa vestir por hoje.

A vontade de Akito era a de ficar no carro, sabia muito bem o tipo de loja que o possuído tinha e isso a deixava ainda mais desconfortável. Hatori desce primeiro e vai abrir a porta para que Akito desça.

-Não precisa fazer isso. Lembre-se que sou um homem como você.

-Não quando estivermos a sós longe da sede.

O médico lhe estende a mão para que ela a segure para sair do carro, mas não tinha nenhuma reação em seu rosto e nem ao menos estava olhando para a Akito enquanto ela segurava em sua mão e saia do veiculo. Ele caminha na frente e abre a porta para que ela entre.

-Muito bom dia... Ahhh.... É outro priminho do chefinho.... O chefinho não está.

-Olá senhorita Mine. Eu vim comprar uma roupa para essa pessoa, e acho que a senhorita mesmo poderia me ajudar.

Mine olha para o patriarca que estava ao lado do médico um pouco tímido, já imaginando quais roupas iria o fazer provar.

-E o que vocês tem em mente?

-Queremos um vestido bem simples e discreto.

-VESTIDO?? VOCÊ DISSE UM VESTIDO HATORI?? EU NÃO VOU VESTIR UM VESTIDO!!

-Por favor, senhorita Mine, traga alguns modelos para vermos.

-É pra já priminho. A Mine já tem em mente os modelos certinhos para o jovem.

Mine entra em uma sala enquanto que o médico começa a andar pela loja deixando a Akito parada no meio dela.

#O que é que ele está pensando em fazer? Se ele pensa que eu irei aceitar essa palhaçada está muito enganado. Nunca que irei colocar um vestido na vida!#

Mine retorna depois de alguns instantes com três modelos para que o patriarca escolha, e Akito fica olhando para aquilo como se fosse algo do outro mundo.

-E poderia arrumar os acessórios também?

-Claro priminho. Vou escolher alguns que combinem com os vestidos. Pode entrar aqui para experimenta-los.

Mine vai procurar algo que combine com os vestidos, deixando os dois sozinhos. Akito sentia vontade de jogar aqueles vestidos no chão, mas conseguiu se segurar e fala com um tom baixo de voz.

-Hatori, eu não vou vestir isso!

-Por que não?

-Por que eu sou um homem, não vou vestir essa porcaria.

O possuído se aproxima do ouvido de Akito e lhe fala baixinho.

-Você é uma mulher! E quando estiver as sós comigo, agirá como a mulher que é.

Akito olha espantada para o médico, que agora olhava em direção de onde a Mine estava procurando pelos acessórios. O patriarca olha para os três vestidos que estavam em suas mãos e fica sem saber o que fazer.

-Olhe, esses daqui ficaram bem com eles. Venha... Venha.... A Mine está louca para te ver com essas criações do chefinho...

Mine com jeitinho vai empurrando o jovem para o provador deixando que ele se troque sozinho e volta para perto do Hatori.

by DonaKyon