05/05/2008

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- Não, espere. Pensando melhor quero que me chame alguém sim. Quero o Ayame aqui imediatamente! Não importa aonde ele esteja ou o que estiver fazendo!

- Sim, Akito-sama!

* A governanta saiu e logo que tomou o corredor longe dos ouvidos do patriarca começou a reclamar sobre o seu comportamento fora do esperado de alguém que ostenta o seu posto, mas foi obedecer a ordem dada. Ao tentar ligar para a casa do Ayame encontrou a seguinte mensagem na secretária eletrônica:

“Sinta-se honrado por ligar para o meu suntuoso palácio. Mas esse magnífico e exuberante membro da realeza não se encontra no momento. Estou a desfrutar da companhia maravilhosa e única do meu meu amado, idolatrado, maravilhoso, fantástico e genial irmão. Caso seja um assunto de vida ou morte pode ligar pra casa do Guretti à vontade”. *

* Na casa do Shigure, ele, Hatori e Ayame conversavam no escritório. Yuki continuava conversando com Mine da sala enquanto Tohru e Kisa preparavam o chá e o lanche para todos. O telefone tocou e antes que a Tohru se manifestasse, Yuki levantou-se oferecendo para atendê-lo. Mine não estava prestando muita atenção até ouvir os joelhos de Yuki batendo no chão. *

- Você me escutou bem, possuído pelo rato?! Vocês todos são uns imprestáveis! Aonde já se viu? Depois de vir aqui e deixar o patriarca naquele estado nem volta para se redimir. Você deveria ter ligado ao menos pra saber como ele estava, era sua obrigação pedir desculpas ao Kamisama! Está me escutando bem, Yuki-san? Vocês todos precisam ser mais agradecidos ao Kamisama! Espero que você tenha entendido e venha logo se retratar com o patriarca. Agora dê logo o recado ao seu irmão! E pensar que ele foi o único quem procurou pelo patriarca todo esse tempo. Ande logo menino, o patriarca quer a presença dele imediatamente! -

Tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu

by Leandra

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* Ayame puxa Hatori para o escritório junto com o Shigure e fecha a porta novamente. Enquanto isso na casa sede, Akito fica andando de um lado para o outro na varanda do jardim arrastando o quimono. *

# Ele não veio! Ele não veio! Ele não veio! Não, ele nem ligou, só aquele atrevido do Ayame que veio. Mas ele não! Ele não veio! Mas o Ayame veio, ele disse, sim, eu lembro, ele disse que queria conversar. Eu tenho certeza que aquele imprestável fantasiado disse o nome do irmão dele. Será?! Será que o Yuki havia mandado algum recado por ele?... Não, o Yuki não tem esse tipo de relação com o irmão... Então... por que aquele inútil iria querer conversar sobre o Yuki? Será que ele... O Hatori disse que ele teve outra crise naquele dia. Será que?!.. Não, ele não estaria... Claro que não! Eles teriam falado comigo, afinal eu ainda sou o Kamisama! Então, o que aquele palhaço queria comigo? Yuki deve ter dito alguma coisa! Não... provavelmente aquele lá veio querendo saber o que eu fiz pro irmãozinho querido dele! O que ele diria se eu dissesse que o beijei? #

* Akito parou de andar e olhou para as flores de sakuras e sorriu com a lembrando do beijo quente e forte, mas logo ficou vermelha e fechou a cara. *

# Burra, burra, burra. Porque eu fui fazer aquilo? Agora ele nem da sinal de vida! E se ele adoeceu por minha culpa? Burra! Você deveria tê-lo conquistado, seduzido, deveria tê-lo feito enxergá-la ao invés de agarrá-lo. Droga, aquele pirralho não passa de um moleque assustado! E pensar que foi eu a dar o seu primeiro beijo! – Akito respira fundo e senta-se na beirada da varanda – Teria sido melhor se ele não tivesse fugido de mim, se eu estivesse vestida com um vestido florido azul claro como sempre quis! Burra, burra, burra. #

* Akito batia no próprio rosto até ser interrompida pela governanta. *

- Algum problema Akito-sama? Quer que eu chame o senhor Hatori?

- Não quero que chame ninguém. Me deixe em paz logo!

- Como desejar, Akito-sama!

by Leandra

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*Ayame leva o Shigure para o escritório e fecha a porta. Yuki se senta ao lado da Mine-chan e começa a conversar com ela. Kyo vendo que não tinha nada para fazer na sala, e muito menos em casa, se levanta da escada onde estava sentado e resolve ir para o Dojo. Já Kisa vai até a cozinha, achando que poderia ajudar a Honda*

-O Maninho está bem melhor agora. Mas ainda tem um ar um pouco triste. O Chefinho não agüentava mais e por isso ele veio até aqui.

-E te arrastou junto com ele.

-Na verdade, fiquei muito feliz pelo convite dele. Queria muito conhecer os primos de quem ele tanto fala.

*Yuki percebe que ela está com um sorriso bem amável e tranqüilo e que o seu olho brilhava cada vez que ela falava do Ayame*

Ding Dongg

-Pode deixar que eu irei abrir *Tohru sai da cozinha, passa por eles e abre a porta*

TUDUM TUDUMM TUDUMMM

-Hatôrii....

-Boa tarde Tohru. *O médico coloca a mão em sua cabeça e entra, mas logo fica parado na sala quando encontra aquela jovem empregada sentada conversando com o Yuki*

blamm

-NÃO. OS MEUS OUVIDOS NÃO ME ENGANARAM.

-Ayame. #Não acredito que ele está aqui.#

-Que saudades, Tori-san. Mas creio que está tendo muito trabalho com o nosso patriarca a sua cara também está medonha.

*O coração do Yuki bate mais acelerado só de escutar a menção ao patriarca. Depois daquele beijo, Akito nunca mais o tinha chamado para ir até a sede. E o possuído tinha certeza de que tudo não tinha passado de mais um capricho do Kamisama. E isso o deixava ainda mais triste, pois para ele aquele beijo ainda estava muito vivo*

-Está doente, Hatori? *Tohru lhe pergunta toda aflita*

-Não. Apenas estou trabalhando muito e dormindo pouco.

-Mine-chan, esse é o terceiro homem do trio amigos do peito, Hatori Sohma.

-Muito prazer, Priminho...

-Boa tarde senhorita. #Priminho?? Bem sendo amiga do Ayame e com essa roupa, é melhor não me espantar com mais nada.#

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*Ayame senta-se no sofá e olha para o rosto de cada um deles* -Cruzes, vocês quatros estão medonhos. Me desculpe se sou sincero, mas não dá como não ver essas caras de zumbis que vocês tem. Nem parece que a primavera chegou nessa casa.

*Os quatros se mantêm em silêncio, sabiam que aquilo era verdade*

-Só a Kii-chan está uma linda. *Ayame a coloca sentada em seu colo* -Minha adorável Mine-chan tire as medidas dessa princesinha, temos que criar um modelito exclusivo para ela.

-Já está tudo anotado chefinho. Assim que a vi já fui tirando as medidas.

-HOHOHO.... A Mine-chan sempre está a um passo a minha frente. *ele para de rir e olha sério para a Tohru* -Cadê o nosso chá com bolo? É assim que recebe as visitas que o meu amado, idolatrado, maravilhoso e fantástico irmão recebe?

-ERRR... Não... bem.... errr..... eu já estou indo.... *ela foge para a cozinha*

-Ayame, já falei que a Tohru não é a nossa empregada. *Yuki o repreende antes do Kyo, que já estava com a boca aberta para lhe responder.*

-Eu sei meu amado, idolatrado, maravilhoso, fantástico e genial irmão. Isso é apenas uma brincadeirinha que faço com a Senhorita Honda.....??? *Ele se levanta e corre para segurar o irmão pelos ombros* -VOCÊ A CHAMOU DE TOHRU?

-Sim.. *Yuki já estava tão acostumado de lhe chamar pelo nome que não entendeu o susto do irmão*

-Hei, Guretti.... E você? Ainda está sendo chamado de "Senhor Shigure"?

*O Escritor que estava sentado no tatame ao lado da porta do escritório, lhe abre o sorriso dos vitoriosos* -Não. Ela me chama pelo nome também.... hehehe

-AH.. Então ela começou a te chamar pelo nome também? #Até parece que ele ia deixar que apenas o Hatori fosse tratado com essa informalidade#

*Mine continua sentadinha ao lado do Ayame apenas observando a todos.* #Como os priminhos também são todos bonitos.#

-Minha linda Mine-chan. Preciso conversar com esse meu primo aqui. Será um grande sacrifico para a sua pessoa, se ficar alguns minutos longe de minha companhia?

-Vou sobreviver, chefinho

by Kyo

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-IUUUUU......Cadê os meus súditos e o meu amado príncipe? *Ayame nem havia tocado a campainha, estava tão eufórico que foi entrando como se a casa fosse dele*

-HUMM?? *A cabeça da Tohru surge da cozinha* -Senhor Ayame, a quanto tempo....

VUMMMM

-TINHA RAZÃO CHEFINHO. ELA É A PRINCESA PERFEITA PARA O MANINO. *Mine fica a olhando por todos os lados.* -AIIIIII, PORQUE A GENTE NÃO TROUXE O QUIMONO QUE CRIAMOS....

-Errrr.... *Tohru estava super sem graça e um pouco assustada* #Mas quem é essa moça?*

-Ayame... Senhorita Mine... *Yuki ao escutar a voz do irmão desce para a sala*

-ÔÔÔ... Que imagem mais bela é essa. O Yuki com toda a sua áurea de alteza real descendo as escadas. Melhor dizendo, ele não desce, ele flutua pelo ar e chega até nós. Que sorte a senhorita Honda tem de poder passar o dia todo qual uma figura tão iluminada como o meu amado irmão. Que honra tem a senhorita Honda de cuidar de cada peça de roupa do meu amado e idolatrado irmão. Que felicidade tem a senhorita Honda de preparar a comida que toca os lábios de meu amado, idolatrado e maravilho irmão. Que sorte....

Blam

-....Que sorte tem a Tohru de morar aqui e não na sua casa. *Shigure sai do escritório e pela cara toda amassada parecia que estava dormindo*

-Credo Guretti, está com uma cara horrível. Parece até que foi atropelado por uma balsa.

-Pode se dizer que sim... *Ele olha para a jovem fantasiada de empragada atrás do Ayame* -E quem é essa linda flor atrás de sua pessoa?

-Mana Mine muito prazer. *ela se inclina para o cumprimentar*

-Ah, então é você a pobre que tem que suportar o louco do Aaya?

#Para mim os dois são uns loucos# *Yuki permanece ao lado do irmão*

-Tio Ayame... *Kisa desce as escadas e corre para abraçar o Ayame*

-Está ainda mais bela, Kii-chan...

-Tinha que ser você mesmo. *Kyo desce as escadas com as mãos nos bolsos*

-O Kyon-kitty continua com a mesma cara feia de sempre, né Kii-chan? hohohoho..

*A presença do Ayame trás todos de volta para a sala*

by Kyo

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* Hatori depois da última conversa que teve com Shigure e constatando que estava pensando como o primo, e ainda assombrado pelo sonho erótico e a imagem do delicado sutiã da Tohru, tomou a decisão de evitar ao máximo se encontrar com a jovem. Para tanto deixou de ir frequentemente a casa do primo com a desculpa de que estava atarefado demais com Akito. Mesmo assim, ainda ligava de vez em quando em um horário que sabia que seria a Tohru a atender, apenas para poder ouvir sua voz e ter a certeza que Shigure não tentara nada de errado. Por mais que não admitisse, a simples lembrança da voz da jovem levava para longe os sentimentos sombrio sobre a Kana e o casamento que tanto era comentado na sede.

Shigure por sua vez depois de tanto tempo voltou a pensar em tudo que havia acontecido em relação à Kana. Também lhe passava pela cabeça os últimos acontecimentos entre Hatori e Tohru, e sua mente não parava de repetir o mesmo filme e a sensação de ser trocado mais uma vez. Decidiu se isolar de todos para tentar organizar seus pensamentos e esse sentimento triste que o casamento de Kana lhe trouxe de volta. Com a desculpa de que sua editora estava ameaçando-o de morte se não terminasse seus livros passava a maior parte do tempo no escritório e o tempo que passava com a Tohru ele apenas limitava-se a contemplá-la em silêncio sem que os outros – todos absortos nos próprios problemas – percebessem.

Tohru se via no meio de um tiroteio, todos ao seu redor estavam estranhos e desanimados. Era evidente, por mais sonsa que ela pudesse ser, que havia algo muito errado com todos. Mas tendo medo de que ela fosse a “coisa” errada e não tendo coragem de se intrometer na vida de todos, preferiu não perguntar. Mas sempre que possível deixava claro que poderiam contar com ela se precisassem. Por mais estranho que lhe parecesse, sentia muito mais falta das constantes brincadeiras e deboches do Shigure, assim como a seriedade e a cortesia de Hatori, do que dos demais possuídos que freqüentavam a casa. Contentava-se então, nesses três meses com a companhia da Kisa e as freqüentes visitas mau humoradas de Hiro, e as histórias sobre sua mãe que a Uo-chan lhe contava.





* Foram três meses estranhos para todos. Com pensamentos e sentimentos que não experimentavam antes, dúvidas e preocupações que não podiam nem queriam dividir, os possuídos e Tohru preferiram passar esse tempo mais dentro de si do que convivendo com os outros. No final, tendo certeza ou não do que era certo ou não era, do que podia ou não podia, decidiram que a melhor saída era arriscar, correr atrás, lutar por aquilo. Afinal de contas, para eles amaldiçoados o máximo que podia era fazer valer a pena cada dia. *

by Leandra

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*A amizade entre Kagura e Kunimitsu foi ficando mais forte, uma vez que além de colegas de trabalho também eram vizinhos. O discípulo tinha deixado passar 15 oportunidades de lhe contar sobre os seus sentimentos, mas cada vez que se preparava para se declarar falava as coisas mais absurdas.

A possuída e o Kyo apenas se encontravam no Dojo, os dois convites feitos por ela para que ele fosse ao seu apartamento foram recusados, apesar do rapaz estar com muita vontade de conhecer o apartamento dela, justamente nas duas vezes que foi convidado ele tinha que estudar para provo no outro dia na escola, o que Kagura interpretou como seu uma desculpa e não o convidou mais.

Seu sentimento pelo Kyo ainda era muito forte, mas estava tão ocupada com a faculdade, o trabalho, a casa nova e se divertindo com a amizade do Kunimitsu que os meses passaram sem que ela tivesse se dado conta.*

*Já para o possuído, nunca o tempo demorou tanto para passar. Ver a Kagura conversando tanto com o Kunimitsu o deixava ainda mais irritado, e ao ver que ela não o convidava para ir a sua casa, fez com que ele se isolasse ainda mais de todos. Levantava ainda mais de mau humor e quando estava em casa, ou ficava dentro do quarto ou em cima do telhado. Tohru estava percebendo que os dois garotos estavam com problemas, mas respeitava a vontade deles não falarem sobre o assunto*

*Kisa estava muito apegada a Tohru, o plano da Kagura havia dado certo. A pequena estava conversando mais, e apesar de sofrer ainda os mesmos abusos na escola, esses já não a machucavam tanto. Agora ela tinha um abraço sincero e cheio de amor de uma amiga.

Hiro por sua vez, estava a cada dia com mais raiva da Honda. Sentia que não era mais a pessoa mais importante da vida da Kisa. E sempre que ele ia até a casa do Shigure, já sabia que o assunto principal deles era a garota, que para ele era a pessoa mais chata do mundo. Ele simplesmente não entendi o porquê que a Kisa gostava tanto daquela menina tonta, sem graça, sonsa e lesada*

by Kyo