07/05/2007

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*Mayuko da um sorrisinho enquanto arruma um livro que estava torto na estante*

_ O que foi? *Kureno pergunta curioso*

_ Você.. Você me disse que acredita que o Shigure te odeie.. Mas mesmo assim, você parece que admira ele.

_ Hum.. Em parte, é verdade. * Kureno passa a mão nos cabelos* Algumas coisas eu admiro nele sim, como o gosto pela leitura. Mas outras.. *Ele fala com um olhar distante, e continua* Outras eu desaprovo sem dúvida. *Mayuko o observa, prestando atenção no que ele diz. Eis que a conversa dos dois é interrompida com a entrada de alguém, aos berros, na livraria*

_ ENTÃO ESSE É SEU NOVO NAMORADO, MINHA FILHINHA??? *Ela corre a se apresentar* Prazer, sou a mãe da Mayuko!

_ Pra.. Prazer! Meu nome é Kureno Soh-

_ DE ONDE TIROU A IDÉIA DE QUE ELE É MEU NAMORADO, MÃE??? *Mayuko abraça a mãe e vai carregando ela pra fora* Mãe, por caridade, nãe estrague tudo. Depois a gente conversa! *Empurra ela porta afora. Kureno está em pé, só olhando, com cara de quem não entendeu nada* Hehhehehehe! *Mayuko volta com um sorriso amarelo, passando a mão pelos cabelos que ficaram despentiados com a agitação*

_ Sua mãe é muito simpática. *Kureno tenta deixar as coisas mais naturais, já que Mayuko não consegue*

_ Er... hehehe.. Pois é. *Mayuko desamarra os cabelos para prender novamente*

_ Não... *Kureno faz um gesto como que para interrompê-la* A senhorita fica muito bonita com os cabelos soltos. *Ela fica parada, séria.. Até que lhe dá um sorriso, e deixa os cabelos soltos*



~~~~~~~~^.^~~~~~~~~~

_ Mine.. O cliente que eu atendi já foi embora.. Pela hora, era o último. *Kana fala satisfeita enquanto arruma a caixa de fitas. Mine vem andando da outra sala com uma pilha de panos na mão*

_ Sim sim, por hoje já deu. Vou guardar esses tecidos aqui.. Kana, se importa de apagar a luz la fora?

_ Já estou indo! *Kana sobe as escadas para sair da loja, enquanto Mine dobra os tecidos um a um e os empilha perto de uma máquina de costura. Kana abre a porta*

_ Ha.. Hatori?

By Thata Srta Rainey

06/05/2007

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-O Ratazana, eu vou na frente agora.

-Nossa o Kyon-Kyon está querendo ir ao meu lado. O que aconteceu??

*Kyo nada lhe responde e entra no carro e durante todo o caminho não abriu uma única vez a boca enquanto todos os três conversavam animadamente, apesar da Tohru está preocupada com o comportamento do Kyo naquele dia.

*Hatori, Shigure e Akito voltaram para sede no outro carro*

---SEDE DOS SOHMAS---
-Akito, até amanhã. *Shigure lhe dá um doce beijo na bochecha direita deixando-a na porta do quarto e volta para pegar mais uma carona com o Hatori*

-Senhor Akito! Quem bom que o senhor retornou. Está com uma ótima fisionomia, e lamento ter que acabar com o seu bom humor. Mas o Kureno saiu a tarde sem dar satisfações e até agora não voltou. O senhor não pode deixar que eles façam o que bem queiram.... *diz a velha empregada dos Sohmas*

-Eu lhe dei uma folga esses dias.

-Nossa, quanta bondade sua *vêm a fria voz da Ren que acaba de entrar no quarto*

-O QUE ESSA MULHER ESTÁ FAZENDO AQUI??? TIREM-NA DAQUI.... *Assim que escuta a voz da Ren, Akito imediatamente se transforma*

-Pelo que vejo o passeio ao campo não lhe fez tão bem assim..

-VOCÊ É QUE NÃO ME FAZ BEM. PORQUE NÃO DESAPARECE DE VEZ?

-Assim como fez o Kureno?? Sim, podre Kureno. O Coitado que mais do que qualquer outro do doze é obrigado a passar todo o seu tempo com o senhor patriarca. Imagino a felicidade que ele deve ter sentido nesses dias e a infelicidade que deve estar agora por você ter retornado. Vamos velha, fala para ele as coisas que os outros ficaram falando aqui. Os outros possuídos falavam que você nunca mais deveria voltar...

-Senhora Ren vamos embora por favor *uma de suas criadas entra e a leva embora*

-Assim que o Kureno voltar mande-o vir me ver.

---DURANTE AQUELA MESMA TARDE---

-Realmente é muito interessante a Livraria de sua família. *Kureno está fascinado pela quantidade de literatura estrangeira que está disponível* Não é muito fácil encontrar livros desses autores por aqui.

-Não sabia que todos da família Sohma são fãs de livros

-Na verdade eu comecei a gostar de ler vendo o Shigure ler. *Kureno lhe fala com um sorriso meigo*

*Mayuko pensou em cancelar o passeio deles após o telefone do Hatori, mas por educação não o fez*

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-Kyo, agora não será possível vc falar com Akito. Ele teve uma forte crise nervosa ontem. Como médico estou lhe proibindo de falar com ele agora. Durante a semana, se ainda quiser lhe falar vá até a sede *Volta a dar mais uma tragada e fica calado ao ver que o Kyo está lhe dando as costas para voltar para a casa dos colonos*

-Kyo, o Aya vai passar lá as oito para pegar você e a Honda.

*Kyo pára ao ouvir o nome do Ayame, mas continua de costas para o Hatori pegando a trilha de volta*

#Eu preciso fugir dela. Não quero ficar perto dela. A minha vida já está definida e não há espaço para ela e nem para outra pessoa. Eu quero viver e morrer sozinho, eu mereço essa punição pelo que fiz a minha mãe e a mãe dela# *Kyo não volta imediatamente para casa e fica caminhando pela fazenda retornando apenas uma hora antes do combinado*




---***---

-Shigure. *Hatori bate a porta do quarto onde ele ficou*

-Sim Tori, pode entrar!

*Shigure está arrumando suas malas enquanto Akito está tomando banho*

- O Aya vai no carro do Kureno com a Honda, o Kyo e o Yuki. Você e a Akito irão no meu.

-Ora, ora, ora.... Que honra de termos um motorista de tão alta qualificação... hihihi

*Hatori mais uma vez se abstrai de tal comentário infame* O Kyo esteve aqui há pouco. Ele que voltar para a casa do Kazuma.

-Por essa eu não esperava *Shigure se senta na cama* Então ele já está querendo fugir. Não imaginei que isso aconteceria tão rápido assim. *Passa a mão pelos cabelos* Não, agora não é o momento para ele voltar. Terei que conversar com o Kazuma. Ei Tori-san, o que será que aconteceu naquela casa ontem à noite?...hihihi....

-Shigure, tenha cuidado! Analise muito bem os meios que você está utilizando para chegar aos fins que você deseja.

-Tori-san, os fins sempre justificam os meios!

---***---

-Vamos Cariño, deixe que o Kyon-kitty carregue a sua mala. Essas preciosas mãos foram feitas para ficarem de mãos dadas com o Yuki...

-Senhorita Honda, não escute o que esse imbecil fala. Por favor entre..

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-Sim, estou! *vira o rosto para o lado da parede e lhe responde de uma maneira mais seca que a de costume*

-Fiquei preocupada. O senhor parece que está aborrecido com alguma coisa..

-Não estou. *continua de costas para Tohru que está parada próxima da porta segurando a xícara de chá*

-Então vou deixar o seu chá aqui. *coloca-o na mesa sai fechando a porta, mas sem entender o porquê daquela reação*

#Tenho que me afastar dela! Não quero ficar perto dela por mais tempo. Assim que eu voltar vou conversar com o Mestre para poder morar com ele novamente. Mas que inferno!!!# *Kyo se levanta num pulo*

*Kyo passa rapidamente pela sala saindo de casa sem ao menos olhar para Tohru, que está sentada próximo a janela e fica observando-o enquanto caminha pela trilha que leva até o casarão*

#Alguma coisa muito séria aconteceu com o Kyo. Nunca o vi tão irritado como está hoje. Será, será... Sim.... pode ter sido do que aconteceu ontem... Ele está assim por minha culpa#

---***---
-Quero falar com o Akito agora! *Kyo abre a porta com grande violência*

-O que aconteceu Kyo? *Hatori que estava no sofá a conversar com o Ayame se levanta*

-Cadê o Akito? *Eleva mais um pouco o tom de voz*

-Vêm comigo *Hatori o pega pelo braço e o leva para fora da casa caminhando um pouco com ele até um local onde possam conversar* O que aconteceu Kyo? *Hatori acende um cigarro*

-Eu quero falar com o Akito. Mesmo não fazendo parte dos doze aquele infeliz manda na minha vida. Então eu vim pedir permissão para voltar a casa do Mestre. Não quero mais morar com o Shigure.

-Hummm *Hatori dá uma tragada* E porque quer voltar para lá?

-Não faz sentido eu continuar estudando uma vez que eu JÁ SEI qual é o meu final. Quero ficar fazendo o que eu gosto no pouco tempo que me resta.

*Hatori apenas o olha e percebe que a verdade não é essa e o quão está nervoso* #Certamente se ele falar com Akito nesse estado só irá piorar as coisas para todos#

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_ Ooo de casaaaa! Chegamos! *Ayame mete a mão na porta, larga seus sapatos na varanda e entra* Nossa, Tori-san! Que desânimo é esse?

_ Não é desânimo. É preguiça. Fazia um bom tempo que eu não parava tudo, sabe? Consultório, Akito... Estou tão relaxado que tive tempo pra sentir preguiça.

_ Pra mim isso tem outro nome... *Ayame, senta na poltrona que fica de frente pro sofá. Yuki entrou, fez um cumprimento a Hatori, e subiu para o quarto. Ayame continuou* Isso pra mim é amor... *Hatori olhou pra ele e não conseguiu evitar o sorriso por entre os lábios*

_ Liga pra ela! Ahh, vai Tori! Liga pra ela!

_ Não, Ayame. *Hatori resolve confessar* Hoje mais cedo ela me ligou e me disse.. Disse que lutaria por mim, e outras coisas a mais que me deixaram precupado. *Ayame ouve em silêncio, pensativo. Agora é ele que observa os desenhos to tapete enquanto presta atenção no que diz Hatori* Eu estou com medo que ela resolva enfrentar o senhor patriarca. *Hatori fala olhando em volta, pra ver se nenhum empregado está escutando atrás das portas* Mesmo que Akito esteja calma por esses dias, tanto eu, quanto você, sabemos que isso pode mudar em questão de segundos.

_ Hum.. É verdade. Realmente a Kana deveria arrumar algo melhor pra se precupar.

#Algo melhor? O que ele quis dizer com isso?! Melhor nem perguntar...#
_ Mas devo confessar, que... Fiquei feliz em saber que ela se preucupa comigo.

_ Tori Tori... *Ayame fala em tom de conselho* Ela não apenas se preucupa. Ela te ama. *Da uma piscadinha pra Hatori, que novamente não consegue esconder o sorriso*

~~~~~~~~^.^~~~~~~~~~

#Desde que cheguei, não vi o senhor Kyo *Tohru está na cozinha lavando a pouca louça que viera do pic nic* Ele deve estar no quarto. Não entendo porque as bricandeiras do senhor Ayame o irritam tanto. *Ensaboa um prato, e acaba se distraindo ao ver-se refletida em meio a espuma no prato transparente* Acho que vou bater na porta.. Só pra saber como ele está. Levarei um chá.. *Volta a ensaboar o prato vigorosamente* Não não! Não vou me intrometer! *Enxágua o prato, e pega uma chaleira* Eu deixo o chá e vou embora#

TOC TOC

_ Hãn? *Kyo estava cochilando no tapete do quarto, quando é acordado pelas batidas na porta* Entra....

*Tohru abre a porta, e se aproxima de Kyo, que está de costas pra ela*
_ O senhor está bem? Lhe trouxe um chá...

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_ Mas de qualquer forma, crianças, é bom voltarmos pra casa mesmo. O Tori-san disse que partiríamos hoje a noite, portanto, é melhor não ficarmos muito tempo fora. *Ayame se levanta, e logo Yuki e Tohru o acompanham*


~~~~~~~~^.^~~~~~~~~

_ E então, eu cozinho tão mal assim? *Shigure pergunta divertido, depois que conseguiu fazer com que Akito comesse a comida toda*

_ Foi você quem fez isso? #Como pode, ele estava o tempo todo comigo!#

_ Na verdade não.

#E eu ainda dou ouvidos....# *Akito faz esfrega um braço no outro, demonstrando sentir um pouco de frio*

_ Está com frio? Quer que eu feche a janela?

_ Não. Quero que pare de me tratar como uma criancinha de 4 anos. Uma menininha orfã de pai e odiada pela própria mãe. *Shigure a olha sério, e ela termina* Quero que me trate como a mulher que me tornei. *Akito se levanta, mas Shigure permanece sentando a observando. Ela se desvia da mesa e caminha até ao lado dele, e lhe entende a mão* Venha, é a minha vez de te levar. *Akito da um misterioso sorriso. Shigure permanece parado por uns segundos* Venha!

_ Calma, calma! Estou indo. *Logo da a mão a ela e se levanta* O que vai fazer comigo? *Shigure lhe sorri com cara de quem já imagina*

_ Está com pressa? Só vamos embora a noite. *Akito lhe sorri e começa a puxa-lo escada acima. Hatori, estava em pé na porta do escritório, e ouviu praticamente o diálogo todo. Espera os dois subirem e logo entra na sala, andando solitário. Senta no sofá e se destrai olhando o desenho do tapete*

#Parece que pelo menos por enquanto, esses dois se acertaram. Eu espero que seja pra sempre. Tanto pelo Shigure, quanto pela Akito. Talvez ele consiga deixar ela mais humana.. E ela, deixar ele menos idiota *Da um risinho abafado* Hum... Porque será que a Kana me fez aquela ligação? Ela acabou me deixando preucupado.. Apesar de um pouco mais feliz. *Hatori recosta no sofá e ouve a voz de Ayame, ainda distante, se aproximando da casa* Pelo visto, voltaram do pic nic.#

98

*Mine olha para Kana pensativa, seus olhos estão brilhando e ela tem uma afiada agulha em mãos. Kana começa a ficar assustada com a cara dela*
_ E se eu fizesse...

_ Não, por favor! *Kana a interrompe, fitando a agulha que está ameaçadoramente perto do seu braço*

_ Calma, Kana. *Mine lhe sorri, com uma cara mais normal que as anteriores* Eu só ia custurar uma renda aqui na manga, mudar umas coisinhas básicas.. Pra ficar a sua cara! *Kana lhe sorri um sorriso amarelo, ainda de olho na agulha* Ok ok.... Eu deixo você tirar e eu costuro no manequim. MAS DEPOIS FAREI OS AJUSTES EM VOCÊ! *Mine faz novamente a cara que deixa Kana apavorada, e esta, pula pra trás e vai fugindo pra trocar de roupa*

~~~~~~~^.^~~~~~~~

_ Ai.. Acho que comi demais. *Kyo deita no canto da toalha*

_ Os gatos sempre comem demais. *Yuki responde enquanto estica as pernas para o outro lado da toalha*

_ Melhor que os ratos, que FALAM demais!

_ Ahhhhh, meninos! Vão ficar batendo boca na frente de uma dama? *Ayame sacode uma mão na frente de cada um* Yuki, meu querido, desafie ele para um doelo. Certamente que não durará 2min, e você ganhará a mocinha como prêmio!

_ Ayame... Você adora perder boas oportunidades de ficar calado... *Yuki fala desolado, já desistiu de repreender o irmão violentamente. Tohru também já desistiu a tempos de apartar a briga, e se ocupa em guardar o que sobrou do pic nic de volta na cesta*

_ Acho que vou voltar. Isso aqui ta um saco. *Kyo se levanta e sai caminhando*

_ Só veio pra comer e agora vai embora, né Kyon-kitty! *Ayame acena para Kyo, que para por uns segundos, mas resolve continuar andando*

#Calma, tenha calma.. Não vou ouvir o que ele disse... Vou pra casa#

_ Acho que o senhor Kyo ficou bravo.. *Tohru resolve interferir quando vê o rumo que as coisas tomaram*

_ Ah, não se preucupe, Honda *Yuki lhe sorri* ele sempre faz isso mesmo. Daqui a pouco até esquece que "está de mal" *Da uma risadinha, que ela retribui*